Notas iniciais
Mais um. Boa leitura...

No dia seguinte, Thomas e Bruna se encontraram novamente na porta da casa dela, eles foram ao shopping juntos, mesmo que Thomas nunca tivesse entrado em um, depois ela o chamou pra tomar um sorvete, mas ele recusou.

–Olha, eu agradeço, mas não posso.- disse ele.

–Por quê não?- perguntou ela.

–Não tenho dinheiro.- ele disse.

–Não tem problema, hoje eu que convidei, então eu pago.- ela disse, sorrindo.

Depois de alguns dias, os outros Prayers continuaram sua inspeção por todo o país e não perceberam que Thomas havia ficado pra trás, ele se abrigava em uma garagem abandonada para dormir e furtava loja de roupas durante a madrugada, um dia chegou a roubar um celular de um pobre indivíduo que encontrou na rua, tudo isso para não aparecer feio na frente de Bruna, que o encantava cada vez mais, mas ele não sabia se ela sentia o mesmo, tudo isso até o dia em que eles foram à uma praça e ficaram observando um chafariz em clima de romance até a hora de ir embora.

Enquanto andava pela rua, Thomas não conseguia parar de pensar em Bruna, aqueles olhos, aqueles cabelos castanhos e sedosos, aquela pele macia, tudo isso se fixou em sua mente, caminhava tão distraído que nem escutou quando o chamaram, Munhoz, um dos Prayers, precisou agarrá-lo pelo braço:

–Tava pensando em quê?- perguntou Munhoz.

–Ah, só nas coisas que vi aqui.- respondeu ele.

–Ok, bom, já demos uma olhada por aqui e tudo está certo, poderemos autorizar a invasão.- disse Munhoz, enquanto os outros Prayers chegavam.

Quando Munhoz disse que iria autorizar a invasão, suas pupilas dilataram, sua pele cinza ficou meio branca e pálida, se eles autorizassem a invasão, Bruna poderia morrer e o pior: descobriria que ele é um alien, ele ficou desesperado, todos perceberam algo de errado com ele.

–Thomas? O que foi?- perguntou Munhoz.

–Não! Por favor não autorizem essa invasão!- disse Thomas, aflito.

–Por quê não Thomas? Essa é a nossa missão. — disse Fréderic.

–É porque lá, naquela direção, eu achei uma coisa tão linda que eu acho que não valeria a pena estragar nessa invasão.- ele disse com um sorriso fraco.

–O que seria de tão lindo a ponto de você não querer autorizar a invasão?- perguntou Andrew.

–Venham cá que eu mostro.- ele disse e os conduziu até a casa de Bruna, mas no lado esquerdo, onde tinha um barranco que dava altura à janela do quarto dela. Quando eles chegaram, Bruna não estava lá, o que fizeram todos pensar que Thomas estava delirando, mas depois de dois minutos ela apareceu na janela, segurando um notebook.

–Olha lá. Que terráquea linda, não acho que devemos desperdiçar, não acham?-perguntou Thomas.

–Tá apaixonado por uma terráquea, é isso mesmo?- perguntou Munhoz, indignado.

–É sim.- ele respondeu sorrindo.

–Então vamos fazer o seguinte: vai lá e revela sua identidade pra ela.- disse Munhoz.

–Não!- ele gritou.

–Por quê não? — perguntou Munhoz.

–Porque eu não quero que ela descubra quem eu sou, ela me faz sentir uma coisa que eu nunca senti antes e é difícil explicar, mas eu sei que é bom.- disse ele.

Munhoz não engoliu aquilo, amarrou Thomas e começou a torcer os dedos dele, numa forma de convencê-lo a dizer a verdade.

–Você vai falar ou não?! — perguntou Munhoz.

–Claro que não!- Thomas disse e depois gritou de dor, já que Munhoz torceu seus dedos de novo.

–Vai falar?

–Não.- outra torcida de dedo.

–E agora, vai falar?

– Pode desistir, poderemos ficar aqui pro resto da vida, mas eu nunca vou falar!- gritou ele, já soluçando de tanto chorar de dor.

–Ok.- Munhoz disse e soltou sua mão, mas deixou Thomas amarrado e o empurrou do barranco, com a dor, Thomas desmaiou.

–EU NÃO PERMITO!!!- gritou Thomas antes de desmaiar.

– Se ele prefere ficar nesse disfarce nojento com aquela humana, ele morrerá junto com ela!- gritou Munhoz.

–Concordo.- disse Hans.

–É isso aí, vamos lá.- disse Major.

–Coitado.- lamentou Fréderic.

–Coitado? Agora você vai ficar com pena desse traidor? Cai na real Fred!- disse Joseph e Fréderic abaixou a cabeça.

Então, eles se viraram e partiram para um lugar onde não poderiam ser visto, um terreno baldio que ficava lá perto, lá, eles usaram o cinto para voltarem às suas verdadeiras formas e por telepatia, autorizou a Magoo, a invasão.

Horas depois, Thomas acordou com muita dor, consequência da queda do barranco, com muito esforço, conseguiu se levantar, arrebentou a corda que o amarrava com uma faca velha e afiada que tinha ali perto, soltou o cinto e com um pedaço de madeira que estava ao seu lado, bateu no mesmo até ele quebrar., feito isso, pegou-o e jogou no meio do lixo.

Ao sair do terreno, ele é surpreendido por Fréderic.

–Fred? O que você tá fazendo aqui? Achei que tinha que voltar pra nave.- disse Thomas.

–Eu vim aqui pra te levar para a cápsula.- disse Fréderic.

–Mas eu não quero voltar. Vou ficar aqui.

–Tá brincando né?-Thomas respondeu em negativa.- E cadê o seu cinto?

–Um cara passou pelo terreno baldio e me roubou quando eu havia acabado de acordar.- mentiu Thomas.

–Poxa cara, sem o cinto você não pode voltar. Vamos atrás desse cara.

–Não dá Fred, ele usava uma coisa preta pra cobrir o rosto.

–Ah, então tá.- e Fréderic deu as costas e saiu.

De lá, Thomas retornou ao galpão, deitou-se na gaveta de um armário e dormiu, pronto para encontrar com Bruna no dia seguinte.

Notas finais
Eu sei que ficou chato esse final, mas vou melhorar. Até o próximo.