Invasão

8 Alienígenas?


Jacob caminhava pelo aeroporto, o celular colado ao ouvido enquanto tentava, sem sucesso, ligar para Nessie. A tela indicava "Sem Sinal", e ele xingou baixinho.

— Droga! – murmurou, olhando ao redor.

O ambiente estava tomado pelo pânico. Pessoas corriam, algumas choravam, enquanto outras gritavam, tentando encontrar familiares ou entender o que estava acontecendo. O pronunciamento do presidente havia deixado todos em alerta, e agora a sensação de perigo iminente era palpável.

Jacob empurrou a porta de saída e foi para a rua, onde o caos era ainda maior. Carros estavam abandonados no meio da via, algumas pessoas carregavam pertences enquanto corriam, e outras permaneciam paralisadas, olhando para o céu.

Ele sentiu uma mudança no ar antes mesmo de olhar para cima. O silêncio momentâneo foi seguido por um som ensurdecedor.

— O que é isso? – alguém ao seu lado murmurou.

Jacob ergueu os olhos e viu algo gigantesco cruzando o céu. Era enorme, com um brilho metálico e uma aura estranha, como se estivesse pulsando. O objeto voava baixo, e sua presença era opressiva, quase sufocante.

— Meu Deus... – Jacob murmurou, seu coração disparando.

Antes que pudesse reagir, uma luz intensa explodiu no céu, cegando todos momentaneamente. Jacob instintivamente cobriu os olhos, mas o som que veio a seguir foi ainda pior. O estrondo foi como um trovão multiplicado por mil, seguido de tremores que sacudiram o chão.

Quando a luz diminuiu, Jacob abriu os olhos e viu a destruição ao redor. Prédios desabavam, veículos explodiam, e o chão estava coberto de destroços. Ele mal teve tempo de processar o que estava acontecendo quando ouviu gritos de horror.

E então, ele os viu.

Seres surgiram em meio à fumaça e aos escombros. Não eram humanos, nem animais. Altos e magros, com corpos cobertos por um material que parecia uma mistura de metal e carne, seus olhos brilhavam em um tom vermelho ameaçador. Eles se moviam rápido, atacando qualquer humano que encontrassem.

Jacob recuou, seu instinto de sobrevivência tomando conta.

— Que diabos são essas coisas? – gritou um homem ao seu lado antes de ser derrubado por um dos seres.

Jacob correu, desviando de destroços e corpos, tentando encontrar abrigo. Ele pegou uma barra de ferro caída no chão e tentou se defender quando uma criatura avançou em sua direção. Com um golpe certeiro, ele acertou a cabeça da coisa, que recuou por um momento antes de continuar seu ataque.

Sabendo que não poderia enfrentá-los por muito tempo, Jacob olhou ao redor desesperadamente. Seus olhos encontraram uma tampa de bueiro no chão. Sem pensar duas vezes, ele correu até ela, usando todas as suas forças para puxá-la.

A abertura revelou um túnel escuro e estreito. Ele desceu rapidamente, fechando a tampa logo atrás de si. Os gritos e sons de destruição acima eram abafados pela profundidade do esgoto, mas o eco ainda alcançava seus ouvidos.

Jacob respirava pesadamente enquanto corria pelos túneis, seus passos reverberando nas paredes úmidas.

— Eu preciso sair dessa – ele murmurou, mais para si mesmo do que para qualquer outra coisa.

A cada curva, ele se perguntava onde estavam Nessie e os filhos. O medo por eles crescia em seu peito, mas ele sabia que precisava sobreviver para encontrá-los.

Ruas devastadas de Denver – Amanhecer

Jacob emergiu dos esgotos quando os primeiros raios de sol iluminaram a cidade. O silêncio era perturbador, um contraste absoluto com o caos da noite anterior. Ele caminhava entre os escombros, os olhos atentos ao que o cercava. Pessoas feridas vagavam pelas ruas, algumas ajudando outras, enquanto policiais faziam o possível para manter alguma ordem.

No horizonte, veículos militares se aproximavam. Tanques e caminhões carregados de soldados começaram a ocupar as ruas, e Jacob notou um grupo de oficiais em um posto improvisado. Ele reconheceu o homem no centro das operações: o comandante Ethan Kane, alguém que ele conhecia de operações conjuntas entre La Push e o exército.

Jacob se aproximou, o rosto coberto de sujeira e cansaço. Kane ergueu os olhos e arregalou as sobrancelhas.

— Black? – disse, surpreso. – Que diabos você está fazendo aqui?

Jacob deu um passo à frente, o olhar firme.

— Estou tentando descobrir o que está acontecendo, Ethan. Que inferno foi esse?

Kane suspirou e olhou para os soldados ao seu redor antes de fazer sinal para que dessem espaço.

— São extraterrestres, Jacob. Eles chegaram durante a noite. Primeiro, achávamos que era um meteoro, mas quando a coisa pousou, essas criaturas começaram a sair. Estão atacando em massa. Denver foi atingida, mas o epicentro está em Washington.

O coração de Jacob acelerou ao ouvir "Washington".

— O presidente... – ele começou, hesitando. – Ele está seguro?

Kane balançou a cabeça, preocupado.

— Não sabemos. Perdemos contato com Washington assim que o ataque começou. Aquela nave gigante – ele apontou para o céu, onde o enorme objeto ainda pairava como uma sombra sinistra – está bloqueando todas as comunicações.

Jacob franziu a testa, tentando processar tudo.

— Se o presidente está em perigo, minha família também está. Eu preciso chegar lá, Ethan.

Kane o olhou como se estivesse louco.

— Washington é o epicentro, Jacob. Essas criaturas se concentraram lá. E aquela nave abate qualquer coisa que tente voar. O único jeito de chegar é por terra, e mesmo assim... – Ele fez uma pausa, olhando para Jacob com uma expressão séria. – ...você sabe o risco.

Jacob endireitou os ombros.

— Não importa. Só preciso de um veículo.

O comandante analisou Jacob por um momento antes de suspirar. Ele fez sinal para um jovem soldado de uniforme impecável, que se aproximou rapidamente e fez uma saudação.

— Biers, está vendo esse homem? – disse Kane, apontando para Jacob. – Ele se chama Jacob Black e é genro do presidente. Dê a ele tudo o que ele precisar. Você irá com ele.

O soldado, Riley Biers, assentiu sem hesitação.

— Sim, senhor.

Ele se virou para Jacob e estendeu a mão.

— Soldado Riley Biers, à sua disposição.

Jacob apertou a mão do jovem e olhou de volta para Kane.

— Obrigado, Ethan.

— Boa sorte, Jacob – respondeu Kane, com um olhar pesado. – Você vai precisar.

Riley gesticulou para Jacob segui-lo em direção a um veículo militar.

— Vamos pegar um Humvee – disse Riley, enquanto caminhavam. – Está equipado para situações como essa.

Jacob olhou mais uma vez para a enorme nave no céu e sentiu a determinação endurecer em seu peito.

— Então vamos. Washington nos espera.

Aeroporto de Washington – Escombros e Desespero

Renesmee saiu lentamente de um depósito, o coração disparado, os olhos marejados de lágrimas enquanto sentia o peso esmagador da perda e da incerteza. Suas mãos tremiam, e cada passo era acompanhado por uma dor aguda no abdômen que ela tentava ignorar.

O som de disparos ecoou pelo terminal destruído. Ela se abaixou instintivamente, pressionando as costas contra a parede do corredor.

— Não, não... – sussurrou, as lágrimas escorrendo por seu rosto.

De repente, vozes humanas cortaram o som dos disparos. Soldados surgiram do outro lado do corredor, as armas em punho, varrendo a área. Entre eles, ela viu uma figura familiar.

— Jasper! – gritou, a voz rouca e desesperada.

Jasper Whitlock, com sua postura firme e olhar analítico, imediatamente a avistou.

— Nessie! – Ele correu até ela, os olhos arregalados ao perceber seu estado. – Você está bem? Está machucada?

Renesmee agarrou os braços dele, soluçando.

— Eu... Eu não sei onde estão Sarah e Will! – disse, as palavras saindo em um jorro desesperado. – Eles... eles desapareceram no caos! Não consegui segurá-los!

Jasper colocou as mãos nos ombros dela, tentando acalmá-la.

— Renesmee, olhe para mim. Vamos encontrá-los. Eu prometo. Respire fundo, por favor.

Ela balançou a cabeça, os olhos marejados fixos nele.

— E se... e se aquelas coisas...? – Sua voz falhou, e ela desabou em lágrimas.

Antes que Jasper pudesse responder, Emmett surgiu ao lado dele, o rosto determinado.

— Eu vou procurá-los – disse Emmett, a voz firme. – Não se preocupe, Ness. Vou encontrar Sarah e Will, custe o que custar.

— Por favor, Emmett – implorou Renesmee, a dor evidente em sua voz.

Emmett assentiu e saiu correndo, liderando um pequeno grupo de soldados em direção ao terminal.

Jasper puxou Renesmee para um abraço firme enquanto ela continuava a chorar.

— Vai ficar tudo bem – disse ele com convicção. – Confie no Emmett. Ele nunca falha.

Mas, de repente, Renesmee se afastou, uma mão pressionando o abdômen com força.

— Jasper... – Ela ofegou, a dor evidente em seu rosto.

— Nessie? O que está acontecendo?

Antes que ele pudesse fazer algo, ela soltou um grito de dor e desmaiou nos braços dele. Jasper a segurou rapidamente, os olhos arregalados enquanto chamava por ajuda.

— Medico! Preciso de um médico aqui agora!

Dois soldados correram até ele com uma maca improvisada. Jasper colocou Renesmee cuidadosamente nela, sua expressão tensa e cheia de preocupação.

— Não desista, Nessie – sussurrou ele. – Seus filhos precisam de você. E nós também.