Notas iniciais
Olá, pessoas, como estão ? Hoje eu lhe trouxe "Faminto", eu amo, sou loucamente apaixonada por essa poesia. Acho que é a única poesia que depois que escrevi reli milhares de vezes, a ponto de decorar algumas partes que amo... Espero que gostem dessa!

Eu não confio,

Eu não amo,

Eu não gozo.

Não sei morrer de amor,

Nem o que é viver por ele.

Sou vazia.

Fria.

Sou quem sou.

Reprimo meus sentimentos.

E tudo que vem do amor.

Sou romântica sem prática,

Catadora de migalhas,

Criadora de ilusões.

Aprisionada em meu próprio eu

Tenho em que não foi meu

Meu projeto de intrusão.

Evasiva, relativa,

Totalmente agressiva.

Amo quem me odeia,

Assim evito a fadiga.

Evito também o desespero,

O medo que vem com o beijo,

A paixão que abala,

O amor que te deixa no chão.

Sou diferente.

Amo nos livros.

E esqueço que sou gente.

Sou Elizabet's, Julieta's, Hermione's,

Amo Rony's, Ed's, Done's.

Tenho fome desse amor.

Fome da verdade das relações.

De ser arrebatada por paixões.

De viver mil vidas e morrer de amor em todas elas.

Sou sonhadora, eu sei.

Teu não amor fez isso comigo.

Meu pobre amor fez isso comigo.

Fez-me voar nas nuvens.

E, quando eu, pobre iludida,

Achei que poderia alcançá-lo,

Jogou-me ao chão.

Junto com minha razão.

Que a muito havia me abandonado.

Dizem-me hoje "sortuda es tu"

"Não sofres de amor"

"Não tens essa dor"

Não respondo, nem minto.

Quem quer se enganar por mim ?

Eu não confio,

Não sinto,

Não amo,

Não vivo.

Ou melhor, vivo sim!

Olhe para mim.

Vivo, apesar de toda dor.

Vivo como um vampiro.

Triste, vazio, faminto.

Já disse, eu tenho fome.

Tenho sede também.

Afinal, quem é que não tem ?

Se a vida me fez dor.

Só me resta uma saída.

Ignorar essa pobre vida.

E continuar faminta.

Pobre infeliz faminto,

Daquilo que alguém lhe privou

Contenham eu estou faminta.

Faminta de amor!