Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro

9 Capítulo 9 - Dizendo Bye Bye


Notas iniciais
"Integrante da banda mais famosa do momento esta namorando uma desconhecida" estava escrito isso bem grande no site, continuei lendo. "Thomas integrante da banda Restart esta namorando. Pelo que sabemos o twitter dela é @miss_loback e seu nome é Letícia. Ela mora no rio de janeiro e tem 16 anos. Fonte: Ex-namorado da própria."

[THOMAS NARRANDO]

– Thomas, Thomas, Thomas – três garotas viram em minha direção gritando.

– Te amo muito ídolo – uma delas disse. Depois disso eu não vi mais a Bia.

– Eu também amo todas vocês – eu disse.

– Tira uma foto.

– Me da um autografo.

– Uma de cada vez. Assim eu fico louco – eu disse olhando pra frente tentando ver pra onde aquela garota se meteu. Depois que atendi as meninas elas foram embora e eu entrei no carro pra pegar a chave.

Já estava escuro e nenhum sinal da Bia.

– Onde aquela garota se meteu, velho. – disse em voz alta, sentado em uma praça – Será que ela foi pra aquela balada.

– Nossa falando sozinho, ídolo – uma voz de menina disse atrás de mim, me virei – O que houve?

– Oi, houve nada não – eu disse.

– Posso tirar uma foto?

– Claro – tiramos a foto — É melhor você sair daqui logo porque nessa rua acabo uma festa e ta cheio de meninas vindo pra cá – ela disse apontando pra rua da frente.

– Serio, valeu mesmo – dei um beijo nela e fui pra rua onde deixei o meu carro. Entrei e fui em direção aquela balada. — Fala cara, posso te perguntar uma coisa? – perguntei pro segurança.

– Claro – ele respondeu.

– Essa garota entrou aqui? – peguei meu celular e mostrei uma foto da Bia pra ele.

– Entrou sim, ta lá dentro.

– Valeu irmão, quanto é pra entrar?

– Trinta e cinco. – paguei o cara e entrei, tava lotado. Fui ate o bar e dei de cara com a Bia conversando com o barman, claro que já tinha tomado todas.

– Bia, vamos voltar agora – ela virou como se eu fosse um amigo falando normal com ela.

– Oi, ta fazendo o que aqui? – ela me disse – Rodrigo, trás uma dessa daqui pro meu amigo e outra pra mim também.

– Pode deixar Bia – o tal Rodrigo disse. E foi pegar os copos.

– Bia, vamos sair daqui agora, quando o Koba ficar sabendo que você estava aqui ele te mata.

– Senta ai, velho bebe uma – acho que ela não ouviu o que eu falei. Depois de séculos consegui tirar ela daquele lugar e colocá-la dentro do carro. – O que pessoa mais chata.

– Você ta maluca, o Koba vai me matar e te matar também.

– Você não gosta de mim? Então não conta pra ele que eu te dou um beijo – "Bem que eu queria. Não Thomas ela esta bêbada." Pensei.

– De um jeito ou de outro ele vai saber e ... – ela colocou a mão na minha boca e me puxou pra mais perto.

– Você não vai contar, ele não precisa saber – e ela me deu um beijo rápido. Mesmo com gosto de álcool foi muito bom. Ela deu aquele sorrisinho lindo dela – Você também gosta né. Que safadinho. Anda logo pisa nesse acelerador, vamos comer, to com muita fome – ela disse se encostando no banco. Liguei o carro e fomos ate um McDonald's Drive-Thru. Ela pediu um CBO com coca cola. — Velho eu tava com muita fome. – ela disse, parece que a coca cortou um pouco do efeito da bebida – Quer? – balancei a cabeça que não – Que pena esta perdendo um sonho – ela era tão linda comendo, bêbada, dormindo, sorrindo, irritada de qualquer jeito. Aquela garota chata conquistou realmente meu coração, minha cabeça, me conquistou por inteiro – Que foi? Fica ai me olhando que nem um gringo olhando uma placa de transito.

– Nada. – eu disse – Posso te perguntar uma coisa?

– De novo? Fala ai.

– Você gosta mesmo do Koba? – tinha que tirar essa duvida.

– Que pergunta é essa, é claro que gosto. Velho liga logo esse carro e vamos voltar.

– Ta – não demoramos muito e chegamos. – Boa noite.

– Boa noite. – ela disse saindo do carro. Aquela não era a resposta que eu queria.

– Pêra ai – disse pegando no braço dela.

– Que foi – ela disse se virando e voltando a sentar no banco.

– Nada, deixa pra lá – as palavras sumiram da minha cabeça e não voltaram mais.

– Deixa pra nada fez eu ficar aqui agora vai falar – ela insistia.

– Não amanhã eu falo – disse soltando o braço dela. Ela saiu e eu peguei o rumo da casa da minha mãe.

[BIA NARRANDO]

Quando entrei no elevador comecei a pensar no que eu ia falar pro Lucas.

– Chegou cedo – ele disse quando entrei.

– Nossa pai, quando chego tarde reclama, quando eu chego cedo reclama você quer o que – disse. Eu ainda estava um pouco a efeito do álcool mas não dava para perceber.

– Nada filha pensei que você ai pra balada e chegar três da manhã – Era um saco como ele lembrava daquilo.

– Também né colocando um guarda costas atrás de mim não da pra fazer nada – disse me sentando no sofá — Mas de novo, esquece esse dia, ta bom, chega ta enjoando.

– Ta bom, como foi com o Bruno?

– Ele não estava em casa, praga sua – menti né fazer o que.

– Praga minha não, se você gostasse dele saberia que estava Porto Alegre.

– Porque você não disse? Assim eu não perderia esse tempo.

– O que mais você fez?

– Eu fui comer.

– Onde?

– Drive-Thru, Mc sabe.

– Não trouxe nada pra mim.

– Eu estava bêbada, não lembrei.

– Eu disse que você não podia beber – ele começou a rir.

– Que humor em Luquinhas.

– Porque você me chama de Luquinhas?

– Porque é bonitinho – disse apertando a bochecha dele.

– Você quer ir embora mesmo? – ele disse fazendo cara de triste.

– Não e sim.

– Fica por favor? – ele juntou as mãos.

– Lucas você tem que trabalhar, pensa que a vida é assim só descanso, e também ta quase no final do mês eu tenho muita coisa pra fazer.

– Fica, fica, fica, fica – ainda com as mãos juntas. Balancei a cabeça que não – Ah, então que fazer o que?

– Sei lá, já ta de noite, acho que só baladinha mesmo – disse dando um sorrisinho sarcástico.

– Você sabe que...

– Você ainda acredita que eu vá pra algum lugar.

– Eu sei mais às vezes você surpreende.

– Serio. Não precisa responder – disse levantando – Vô lá em cima tomar um banho e pegar o computador que eu estou super desatualizada. – subi, tomei banho, quando ia pegar o computador pra descer eu vi aquele instrumento, no outro quarto sozinho, me seduzindo, me chamando "Vem menina, me toca, por favor" não resistir fui lá, o Lucas tinha o maior ciúmes daquele violão e disse que eu e ninguém podíamos tocá-lo. Não resistir, o peguei, fechei a porta do quarto de "visitas" e sentei no canto do quarto mais distante da escada, comecei a tocar baixinho e me empolguei. Quando fui ver o Lucas estava na porta parado, olhando pra mim e eu tocando e cantando, pensando que estava baixo mas não estava. Parei de tocar na hora que me ligue que o Lucas estava me olhando. — Oi – disse, "O que eu faço agora" pensei.

– Oi, você toca bem e canta também – ele disse entrando no quarto e se sentando do meu lado.

– Ele estava me seduzindo, pedindo pra eu pegar ele – disse dando o violão pra ele.

– Não pode ficar, toca mais ai – ele disse devolvendo-o.

– Agora não dá, ele ta me dando medo.

– Então vamos conversar.

– Ta – coloquei o violão encima da cama e voltei a sentar no chão – Pode perguntar juiz.

– Você toca?

– Se isso não é tocar, eu não sei – dei um sorriso — Só um pouco.

– Como isso começou? – realmente ele estava sendo um juiz.

– Com doze anos eu pedi pra minha mãe comprar um violão pra mim e ela comprou, demorou pra me adaptar com ele, passei por vários professores, e então consegui tocar as musicas que eu gosto.

– E cantar?

– Eu não canto, só vou no embalo da musica.

– Nunca pensei que você...

– Ninguém nunca pensava que eu poderia tocar.

– Toca ai pra mim – ele disse se levantando e pegando o violão na cama.

– Já toquei muito quando você estava na porta, agora é sua vez.

– Então ta. Quer o que?

– Sei lá.

– Fala ai uma musica da Restart que você gosta.

– O meu melhor – nem precisei pensar pra responder. Ele tocou perfeitamente essa musica e as outras que saíram da minha cabeça. Ficamos horas e horas tocando e cantando – Pra terminar quero uma em especial – disse quando ele acabou de tocar Charlie Brown Jr. Só os loucos sabem, clássica.

– Qual?

Use Somebody, Kings Of Leon. Desafio né?

– É bem difícil essa. Boa escolha.

– Difícil nada, aprendi ela em três dias.

– Que coragem.

– Para de blá blá blá e toca logo – falei dando um tapinha na cabeça dele. Ele demorou um pouco pra pegar o tom da musica, mas quando o bichinho engatou ninguém mais segurou. Mais uma vez perfeito, mais que perfeito, aquele gurizinho era um sonho, lindo de mais e eu não estou exagerando. – Lindo de mais – falei com um sotaque de fortaleza.

– Fiquei com vergonha assim.

– Ah que bonitinho, um cara famoso pra burro com vergonha de um elogio qualquer.

– Qualquer não, da pessoa mais linda do mundo – assim eu fiquei com vergonha, ainda bem que eu não sou de pele clara – Agora não sou eu que estou com vergonha.

– Ta tão na cara assim, eu finjo muito ruim, tenho que aprender algumas coisas com a Letícia.

– Você gosta muito delas né.

– É.

– Você só tem elas de amigas? – "pessoa mais curiosa do mundo" pensei.

– Não, tem mais três que eu conheço desde pequena. E eu acho que conheci outra essa semana.

– Uma garota tão legal, divertida, com poucas amigas.

– Gente que se possa confiar hoje é muito raro.

– Porque você diz isso?

– Porque eu já me ferrei muito com essas coisas de amizade.

– Sem querer ser intrometido, quem é essa menina que você conheceu essa semana? – "Já esta sendo" pensei.

– O nome dela é Roberta, ela é de porto alegre e eu a conheci uns dias atrás. Agora chega de pergunta né – disse me levantando – Já ta muito tarde e eu tenho muita coisa ainda pra fazer amanhã.

– De novo sem querer ser intrometido – ele também se levantou – Você bebeu?

– Que?

– Você bebeu, cachaça, álcool? – "só o que me faltava agora, eu ainda estava com cheiro de cachaça" pensei. Disfarçadamente coloquei a mão na boca pra ver.

– Não, da onde você tirou isso? – É eu estava com cheiro de cachaça, mas não dava pra perceber direito.

– É que você esta com cheiro, sabe.

– É de nascença – Pra me salvar a campainha toca – Tem alguém na porta – disse mudando de assunto.

– Vamos lá – descemos. Uma pessoa loira, bêbada, sem camisa e parecia machucado no olho estava na porta quase caindo – Thomas o que houve cara? – o Lucas disse pegando o braço dele e colocando-o sentado no sofá.

– Nada de mais – realmente o Thomas estava trebado, três vezes bêbado.

– Como nada de mais, ta todo machucado. Tu arrumou briga bêbado de novo.

– Arrumei não, um cara veio cheio de marra pra cima de mim então não deixei barato.

– Tem que levar ele pro hospital, Lucas – eu disse fechando a porta. Nessa hora me ligue que o cara estava todo machucado, vermelho, roxo, azul.

– Segura aqui a cabeça dele que eu vou na geladeira pegar gelo – o Lucas disse levantando a cabeça dele.

– Não eu vou lá – eu não queria ficar ali, vai que ele me agarra, o cara ta bêbado.

– Você não vai saber pegar.

– Vo sim, eu não tenho três anos – nem esperei ele responder e fui pra cozinha – O que geladeira complicada – disse fazendo força pra tirar o pote de gelo. Tinha que pegar uma marreta pra tirar aqui, mas consegui. Peguei um saco plástico e um pano – Toma aqui – dei pro Lucas que colocou um no olho e outro no pulso dele.

– Ta melhor mano?

– Claro que não né Lucas, ele ta todo ferrado ai. Tem que levar ele pro hospital, ele deve estar todo quebrado – Eu e minha preocupação com pessoas machucadas, era uma mania, tudo tinha que levar pro medico, ate uma dor de cabeça.

– Não precisa, eu to bem – o Thomas disse pegando o gelo que sobrou e colocou na boca.

– Levanta velho, levanta vou te colocar no chuveiro frio – Com a maior dificuldade do mundo eles subiram as escadas. Fiquei sentada na sala esperando e pensando no Thomas sem camisa, um tempo atrás eu já tinha visto ele sem camisa, nas fotos e tal, mas ao vivo e a cores, mamãe o que era aquilo.

– Que isso Beatriz – cai na real e comecei a dar vários tapinhas de leve no meu rosto – Ta pirando. Pelo o que eu ouvi lá de baixo, foi foda colocar ele pra baixo do chuveiro – E ai como ele ta? – disse quando o Lucas desceu com os gelos na mão

– Dormindo, graças a deus, você ouviu a dificuldade pra fazer isso – ele foi à cozinha e jogou os sacos de gelo fora – Já viu que horas são? – eram três e trinta da madruga.

– Já, porque papai. Era pra eu estar chegando da noitada agora, é isso – disse encostando na geladeira.

– Amanhã você tem que fazer muita coisa.

– É eu tenho que aproveitar as matinês de amanhã – eu adorava falar sobre essas coisas perto dele, porque ele ficava todo emburrado e era muito bonitinho – Porque tu ainda fica assim, velho? – disse rindo.

– Porque eu sei que você gosta quando eu fico assim.

– Que cara mais convencido – disse franzindo a testa – Vamos dormir porque já aconteceu o que tinha pra acontecer hoje e.. e só isso – eu ia falar mais alguma coisa mas sumiu da minha mente.

– Aconteceu não.

– Velho, vo da um papo pra ti – cheguei mais perto – aconteceu sim, se acontecer mais alguma coisa eu enfarto e minha mãe vai te botar na cadeia – disse perto do ouvido dele.

– Eu não tenho medo de ser preso, porque isso que vou fazer sua mãe não vai precisar chamar a policia.

– Quero ver, irmão – ainda na mesma posição de antes. Eu já sabia o que tinha na mente daquele molequinho enxerido.

– Agora não, depois – ele voltou pra sala e fui atrás.

– Faz logo Lucas, eu tenho que dormi, amanha tenho muita coisa pra fazer ainda – sentei no sofá. Não tinha ninguém na sala, o cara se teletransportou para Marte. Depois de um tempo ele desce com um computador, que não era meu, aberto.

– Eu queria fazer uma coisa, mas eu lembrei que eu tenho que te mostrar isso – ele sentou do meu lado e me deu o note.

"Integrante da banda mais famosa do momento esta namorando uma desconhecida" estava escrito isso bem grande no site, continuei lendo. "Thomas integrante da banda Restart esta namorando. Pelo que sabemos o twitter dela é @miss_loback e seu nome é Letícia. Ela mora no Rio de Janeiro e tem 16 anos. Fonte: Ex-namorado da própria."

– Caralho Lucas, desculpa a palavra, a Miss vai matar aquele cara – disse colocando a mão na boca.

– Mais eles estão namorando mesmo, o Thomas me disse lá em cima. Ele falou assim: "Já que a Bia não me quer eu entro de verdade na brincadeira da Letícia".

– Ela ta pegando o Pelu, não tem como ela pegar o Thomas – disse fechando o note – Agora vamos dormir.

– Falta uma coisa.

– Pelo amor de Deus, Luca eu tenho que dormir eu to desesperada, morrendo de sono, — ele fez aquela cara de cachorro pidão – fala logo.

– Un besito.

– Hum, — disse batendo palmas — não faltou as aulas de espanhol – comecei a rir sem parar e ele me fez parar de rir com beijo. Subimos e eu capotei, morri praticamente.

- Dorme logo Lucas, fica perturbando ai velho – Já estava tudo escuro, só a bendita da televisão ligada e o Lucas cutucando atrás de mim – Eu tenho que acordar daqui a pouco e você fica perturbando. Você ta bêbado? – e ele ainda continuava me cutucando, já estava me estressando e quando eu ficava desse jeito só faltava entrar a coisa ruim em mim. Virei-me pra olhar pra cara dele. — Thomas, o que você ta fazendo aqui cara?

- Vim te ver pela ultima vez – Dava pra perceber que ele ainda estava bêbado – Dormindo pelo menos.

- Velho vai dormir, você já fez o que tinha pra fazer hoje.

- Você vai embora e eu não sei quando vou te ver de novo.

- Vai dormir, eu já te disse isso e não sei porque ainda repito, você não escuta – A partir desse momento eu já sabia que não ia mas dormir.

- A saudade vai me matar. Mesmo você com o Koba, eu me contento com voce perto dele – Eu não estava entendendo nada o que ele estava falando. Levantei e sai puxando ele pra descer as escadas. Chegando lá em baixo, sentamos no sofá e a madrugada seria muito longa.

- Pronta fala, desabafa, não é a Bia que esta aqui é o Papa, eu quero te benze mas você tem que falar tudo e depois dormir. Entendeu?

- Tudo bem João Paulo – "Quem é João Paulo? Deixa pra lá" pensei – Eu queria falar muitas coisas, posso me encostar?

- Pode, pode – o que mais poderia acontecer nessa vida. Ele não se encostou, ele deitou no sofá e colocou a cabeça na minha perna – Pode falar tudo agora.

- Eu to muito afim de uma garota, que liga pra mim, mas finge que não, ela ta namorando o Koba. Você conhece o Koba né, a gente é famoso e tal, voltando ao assunto... – Apaguei e ele continuou falando.

Abri meu olho devagar e vi aquela pessoa olhando pra mim, não parecia que tinha dormido muito não.

- Senhor papa você dormiu enquanto eu estava desabafando com você, como quer me benzer assim – ele disse se sentando.

- Desculpa senhor, pode continuar – disse e ele voltou a se deitar.

- Continuando, ai o Pelu, como eu te disse, foi pra praça com a Leti... – bla bla bla, tudo que entendi. Já estava amanhecendo e graças a Deus o Thomas dormiu, depois de horas falando bobeira. Levantei a cabeça dele, coloquei uma almofada embaixo e subi, pra pelo menos tentar dormir dez minutos. O Lucas estava lá esparramado na cama.

- Lucas – não mexeu um fio de cabelo – Lucas — falei mais alto.

- Oi lindinha oi – ele disse.

- Vai mais pra lá, ta ocupando a cama toda.

- Tava onde? – ele se ajeitou e eu deitei.

- No banheiro.

- Ate agora.

- Tava passando mal.

- Ta melhor?

- To, eu só preciso dormir, ta bom, bom sono — novamente morri.


Notas finais
valeu de novo por continuarem lendo.
não vou postar por tempinho breve, super breve, pois vou estar escrevendo mais capítulos para vocês.
comentários sempre são bem vindos...
bjbj