Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro
10 Capítulo 10 - Despedida Cruel.
Notas iniciais
- Porra Lucas eu te disse que não era pra deixar eu dormir ate tarde – disse já nervosa. Eu disse pra ele, tenho certeza.
- a desculpa, calma. Vai dar pra você fazer tudo – ele disse me puxando pra sentar do seu lado no sofá.
- Tomara, tomara.
- Vai fazer o que agora?
- Não sei.
- Não te entendo – ele virou o meu fazendo com que nossos olhares se encontrassem.
- Melhor que não entenda mesmo – disse voltando a posição normal. Pirei quando começou a estava passando Two And A Half Men na tv – Olha velho, olha – apontei pra tv e ele não parava de olhar pra mim. É não me contive – Fala luquinha o que você tem?
- Você quer ir embora, mesmo – ele fez a cara do gato de botas do shrek.
- Não, mas eu não vou ficar aqui pra sempre, né – disse mexendo no seu cabelo.
- Quando a gente vai se ver de novo?
- Janeiro do ano que vem – ele ficou emburrado – Brincadeira bonitinho. Sei lá, quando vocês forem pra lá ou sei lá.
- Hum, se eu voltar com você...
- Não, você tem show hoje por essas bandas aqui, não pode.
- É verdade, — ele levantou me puxando junto – agora vamos arrumar suas coisas que daqui a oito horas você vai partir e como tu disse tem muita coisa ainda pra fazer – ele continuou falando enquanto subimos as escadas. Praticamente a mala já estava metade arrumada, do meu jeito, tudo enrolado e bagunçado, eu sempre tive um problema de arrumação. Quando o Lucas viu aquilo teve um infarto pro cinco segundos.
- O que houve menino? – disse enquanto ele se recuperava do baque.
- Isso já ta arrumado ou ainda vai arrumar? – ele disse apontando pra coisa bagunçada do chão.
- Não pode ficar tranqüilo já ta arrumado – tinha esquecido que ele tinha um leve probleminha com bagunça excessiva.
- Tranqüilo, você esta falando serio, ta arrumado mesmo? – ele disse rindo.
- Arrumado, arrumado não, mas ta do meu jeito – retribui o sorriso – deixa que eu arrumo, mesmo, dobrar e essas coisas – seria muito difícil, mas eu tentei – Só vou precisar de ti pra fechar se tiver muito entupida.
- Quero ver, vo ficar lá em baixo – ele desceu e eu tirei tudo de novo da mala e as outras coisas que estava no armário, e joguei tudo em cima da cama.
- E agora em Beatriz, pra arrumar isso tudo vai demorar séculos – disse pra mim mesma sentando e pegando uma peça de roupa pra começar o trabalho escravo.
Já era três e quinze da tarde e não tinha comido praticamente nada, nem sei como sobrevivi a essas horas sem comer.
- Cara eu não estou agüentando de tanta fome – disse já na sala, sendo que só arrumei metade da mala – Assim eu não sobrevivo.
- Cama enquanto eu estava aqui sem fazer nada eu pedi pizza – ele disse olhando para o computador no braço do sofá. "viver a base de pizza era tudo o que eu queria" pensei. Era mesmo, meus pais que deixavam só uma vez a cada quinze dias
- Então né, vo acabar lá em cima – disse subindo. Dez minutos depois o Lucas me chama – Já chegou a comida? – sentei no sofá.
- Não, só queria que visse isso – disse colocando o computador no meu colo.
- Mais um bafafá da Letícia? – era, agora pior.
"Ex-namorado da Letícia, atual namorada do Thomas da banda Restart, quer comprar briga com o Thomas por roubar sua namorada"
- Isso ta ficando cada vez pior – eu disse devolvendo o computador pra ele – Em ler sobre o Thomas cadê ele? – quando acordei ele não estava mais lá.
- Ele saiu super cedo dizendo que iria comprar uma coisa pra você, de despedida.
- Meu Deus parece que eu vou morrer e nunca mais fala com vocês. E os outros. – eles haviam sumido esses dois dias.
- Não sei, devem estar com suas famílias.
- Em falar família e a sua só vi você falar com eles aquele dia, que filho mais desnaturado é você.
- Eles estão viajando, fui lá naquele dia pra me despedir.
- Legal, vo acabar lá em cima de novo, só me chama quando a comida chegar – ele disse que sim com a cabeça. Já esta no meio da escada e o interfone toca — Essa vida ta querendo que eu fique com problemas nas pernas pra eu não poder andar mais – desci, não era a porcaria da pizza, já tinha ate perdido o apetite de subir e descer aquela escada bendita.
- Porque você desceu?
- Não é a pizza né?
- É sim, eles não podem entregar então eu vou lá buscar, tudo bem.
- Claro pode ir – subi e ele saiu. Acabei de arrumar a mala muito mais rápido que eu imaginava e o Lucas ainda não tinha chegado – Velho onde ta esse gurizinho com essa pizza.
- Oi bia – o pelu disse abrindo a porta.
- Pedro, quanto tempo guri – gritei indo em direção a porta e abraçando-o.
- É verdade, cadê a cambada? – me liguei que ainda estava abraçada com ele na porta.
- Ah desculpa, o Lucas foi pegar pizza, o Thomas foi comprar alguma coisa e o Lanza não sei – entramos e sentamos no sofá.
- Ate agora me pergunto porque sempre chego junto com a comida – ele disse apontando pra porta, ainda aberta, e o Lucas estava entrando.
- Acho que é estratégia tua, moleque – o Lucas disse entrando e logo colocou a pizza na mesa e a coca cola também.
- Velhos não to aqui pra papinho, porque eu estou mais que morta de fome – disse indo em direção a mesa e abrindo a caixa. Nem peguei guardanapo, garfo, faca, prato, peguei com a mão mesmo e enfiei na boca – Vocês vão ficar ai olhando, cai pra dentro também eu não vou devorar vocês não – disse e eles começaram a rir.
- Que figura essa garota que tu arrumou em Koba – ele fez que sim com a cabeça – E ai Bia teve novas da Letícia?
- Não, quando acabar aqui vou ligar pra ela. Sem querer ser indiscreta, vocês estão namorando ou coisa parecida? – disse pegando um pano pra limpar a boca.
- Acho só estamos ficando, eu não quero coisa seria e ela também não, então é isso – ele disse depois de engolir um pedaço de pizza.
- Entendi. E você já viu na Internet o que estão falando dela com o... – ele não me deixou terminar.
- Já vi sim, e esse ex-namorado dela é barra pesada. Você o conhecia?
- Não, mas sei lá acho que ele gosta mesmo dela, sei lá – me confundi agora. Essas coisas de gostar, amar, apaixonar sempre me confundiam ainda mais com a Miss.
- Você acha? – o Lucas depois de prestar muita atenção na nossa conversa se pronunciou.
- Sim e não. Ainda não consigo entender a cabeça de vocês meninos, garotos e homens. Ah e idosos homens também – disse me levantando. Pra pegar meu telefone que estava tocando. Nem vi o identificador de chamada e fui logo atendendo.
~~telefoneon~~
- Alô – disse voltando para a mesa.
- Alô Bia, é a Mary – sentei na mesa.
- Mary, o que fez você me ligar? – disse alto de mais.
- É que eu preciso contar uma coisa muito seria pra você – sua voz parecia seria demais.
- Fala, aconteceu alguma coisa com a Miss?
- Aconteceu sim, ela se drogou de novo.
- Eu não bebi nada – ouvi uma voz ao fundo, era da Miss.
- Como? De novo, cara ela vai ter um problema serio, você falou pro pai ou a mãe dela? – quando eu disse problema o Pelu começo a fazer vários gestos estranhos, não entendi nada.
- Ela me proibiu e disse que não ia mas falar comigo, não sei mais o que fazer com ela.
- Tenta da um banho frio, chá de camomila, alguma coisa assim.
- Banho, não tinha lembrado disso, vou fazer isso se der resultado eu te ligo de volta.
- Ta, ate mais beijo – desligamos.
~~telefoneoff~~
- O que houve com a Letícia? – o Pelu já preocupado.
- Nem perguntei pra Mary se podia falar pra ti. Mas você é namorado dela, então vou falar. Ela se drogou de novo.
- De novo, e os pais dela não sabem que ela faz isso – esperei uma reação mais desesperada do Pelu mas ele ficou quieto e o Lucas que começou a ficar preocupado.
- Não sei, tenho quase certeza que não. nem sei mais o que faço com essa menina. Ano passado ela era, e ainda é, uma pervertida e esse ano começou a fazer isso.
- E o que você vai fazer? – o pelu disse.
- Agora nada, amanhã eu levo um papo com ela – ficou um silencio mórbido naquela casa – Agora que já acabei aqui, vo arrumar minha roupa e da uma passada no shop pra me despedir daqui, quem sabe fazer outra coisa por ai – disse me levantando e indo em direção a escada, que me fez sofre muito hoje.
- Posso ir com você? – o Lucas disse vindo atrás de mim.
- Pode sim, só que depois do shop não pode me acompanhar não – disse parando em frente a escada.
- Porque... você sabe Lucas, vo da aquela agitada na night, pra fechar com chave de ouro – eu já disse que eu amava deixar ele com aquela carinha de emburrado.
- Eu não caio mais nessa historinha.
- Não adianta seu rosto te entrega – disse, dei selinho nele e subi.
- Essa menina é louquinha mesmo – ouvir o pelu dizendo quando estava praticamente no quarto.
Escolhi uma roupa, como eu posso dizer, fácil, bonita, que eu gosto e claro confortabilíssima. Uma calça jeans preta, uma blusa azul piscina com uns desenhos geométricos de varias cores, uma jaqueta branca e o meu allstar favorito vermelho, que eu mesma customizei com estrelas douradas.
- Nossa vai ficar linda, só pra entrar em um avião e depois sair – o Lucas me abraçou por trás.
- Obrigado pelo quase elogio – virei de frete pra ele e nos beijamos.
- Agora vai se aprontar pra gente ir.
- Ta já, já eu desço – ele ainda continuou parado lá, parecendo que eu ia me trocar na frente dele – Lucas, eu já desço.
- Ah, ta é pra...
- É né – ele desceu e eu fui tomar um banho rápido. Coloquei uma calça branca, uma regata roxa e um scarpan médio, verde militar – Pe Lucas, vai tomar conta da casa? – disse quando já estava na sala com minha carteira.
- Vo sim, da minha. Dona Teresa arrumou ela dois dias atrás e hoje ta uma bagunça, olha que eu sou quase um Koba da vida. Tenho que arrumá-la ante de ir pro local do show – ele disse não muito empolgado.
- É verdade, vocês têm show hoje. Vocês vão chegar antes deu ir?
- Claro que vamos ou você acha que vou te deixar sozinha em São Paulo, correndo risco – o Lucas veio falando da cozinha. "O que tanto esse menino faz na cozinha? Já sei comendo. É o prazer dele: comer tudo" pensei.
- Koba, acho que até da pra ela ir ao show com a gente e quando acabar vamos direto pro aero – "que sugestão ótima Pedro, pra não dizer ao contrario" pensei.
- É verdade assim chegamos um pouco antes do avião partir. E ai lindinha vamos nessa?
- É vamos – disse indo pra porta.
- Me da uma carona ate lá em casa? Eu vim a pé e como vocês vão passar por lá...
- Ta bom para de enrolar e vamos – entramos no carro, pelu e Lucas na frente e eu claro atrás. Não demorou muito pra chegar no prédio do Pelu, o deixamos lá e eu passei pra frente.
- Nossa o Pedro Lucas não para de falar, vamos motorista ainda temos um show pra ir.
Tarde de domingo, shopping lotado mas ate agora, não sei o milagre, nenhuma garota saiu gritando atrás do Lucas.
- Tem certeza que você vai entrar nessa loja? – o Lucas disse quando estávamos parados na frente de uma loja de calçados. eu tinha que entrar ali.
- Claro que tenho, você não vai entrar não.
- Eu sei como as mulheres são e você vai ficar experimentando cada sapato que ver pela frente – "o bichinho reclamão" pensei.
- Então fica ai sentado esperado, eu prometo que não demoro é só um sapato.
- Promessa é divida – nem escutei direito o que ele falou. Fiquei andando pela loja que era bem grandinha e encontrei o meu scarpan dos sonhos.
- O que a senhorita deseja? – um cara velho veio me atender.
- Eu quero um daquele e aquele outro também. Olha aquele ali também. – disse apontando pros scarpan.
- Ok já venho, se quiser pode sentar-se ali.
- Claro – fui ate uma fileira de cadeiras que tinha na frente de um espelho de chão, só tinha uma cadeira vaga. Já no meio do caminho vi que do lado da cadeira que eu pretendia sentar, um individuo loiro estava calçando um tênis da reebok, que nem dava pra perceber as cores dele, como não tinha outra cadeira tive que sentar ali mesmo.
- Thomas Alexander – disse me sentando na cadeira, acho que ele tomou um susto e também escondeu uma sacola de baixo da cadeira.
- Bia ta fazendo o que aqui? – ele disse sentando direito, esqueci de dizer que ele estava quase deitado na cadeira.
- Pelo jeito o mesmo que você, comprando sapato.
- É mesmo né, pêra ai um minutinho – ele disse virando para o outro lado – Ei mano chega aqui, — ele gritou e um cara logo veio — Eu vou levar esse aqui mesmo.
- Só você ir ao caixa e entregar essa nota depois pega o tênis comigo – o cara disse pegando a caixa e o tênis.
- Ta vou lá. Bia vou lá pagar e depois a gente se ver – ele se levantou e foi andando.
- Ei ta esquecendo isso aqui – peguei a sacola embaixo da cadeira e dei pra ele.
- Valeu.
- Nada.
- Aqui senhorita, quer experimentar? – o vendedor disse colocando as três caixas no chão.
- Não, não eu to com um pouco de pressa, vo levar os três mesmo.
- Claro, aqui a nota só você ir ao caixa e depois pega os sapatos comigo.
- Tudo bem – peguei a nota e fui no caixa. O Thomas estava no caixa do lado e parecia com pressa, quando ele me viu pegou o saco, nem quis saber da nota com o troco que a senhora estava na mão, e saiu voando.
- Demorou em e disse que ia comprar só um sapato – o Lucas disse quando eu estava saindo da loja.
- O dinheiro é meu, gato. Se preocupa não. Agora vamos embora que eu já comprei o que tinha que comprar e você ainda têm um show daqui a duas horas – saímos do shopping.
- Ainda bem, — fomos andando ate a porta do estacionamento — Você viu o Thomas lá dentro? – ele disse quando entramos no carro.
- Vi sim, tava com pressa o bichinho – chegamos no prédio e cada um foi pra um banheiro se arrumar para sair – Ainda não ta pronto menino – o Lucas estava deitado na cama com a metade do cabelo arrumado.
- Não, já to acabando – ele disse se sentando e pegando o pente no bolso da calça.
- To esperando lá em baixo e anda logo, só tem mais uma hora ate chegar lá. E trás isso ai também ta pesado por demais – disse apontando para a mala.
- Tranqüilo já to indo – vinte minutos depois ele desce todo apressado – Vamos, vamos to atrasado.
- Agora que se ta atrasado – disse levantando do sofá e pegando minha bolsa.
- Lembrei que o Pelu disse que é uns quarenta minutos ate lá – já estávamos do lado de fora esperando o elevador, e ele estava em conserto, não vimos a placa "Elevador em conserto se não for incomodo use as escadas". Tivemos que descer nove andares de escada com um monte de bagulho. O Lucas leva a casa inteira pro show. Entramos no carro e descansamos um pouco.
- Será que é essa rua? – sim estávamos quase perdidos.
- Se você que mora aqui não sabe, e eu – disse. Faltava quinze minutos pro horário do show começar e nem sabíamos onde estávamos – Isso aqui não tem GPS não?
- Tem.
- Então usa.
- Ta quebrado.
- Legal, fudeu tudo. Eu disse pra gente ir com todo mundo.
- To sem credito, liga pro Pelu, vê se ele ajuda – peguei o telefone e liguei pra ele.
~~telefoneon~~
- Pelu, não sabemos onde estamos? – disse, tava uma barulhada.
- O Pelu ta se arrumando, Bia, o que houve? – o Thomas disse.
- Thomas, a gente se perdeu, velho.
- Vocês estão perto da onde?
- De um cemitério – "cemitério assustador" pensei.
- Estão pertinho daqui, é duas ruas depois do cemitério.
- Pra esquerda ou pra direita?
- Pra esquerda, o Koba sabe por onde entrar.
- Valeu – desliguei.
~~telefoneoff~~
- Duas ruas a esquerda, acho que é por ali – disse apontando para uma transversal – E ele disse que você sabe por onde entrar..
- Sim, sim – fomos ate lá. A rua ainda estava lotada, já tinha gente saindo de tudo o que era lado. Entramos pelo um portão que parecia de pessoas que eram sócias do lugar.
- Fala men. Porque demorou tanto? – Lanza diz depois de beber um gatorade.
- Pow velho me perdi, depois me encontrei – Lucas disse. Sentei em um sofá que tinha no canto da parede e peguei meu telefone.
- Meninos cinco minutos pra começar – um cara que eu esqueci o nome falara.
- Tudo bem estamos prontos – o Lanza disse. Logo depois os quatro meninos se juntam numa rodinha e fazem o glorioso "tum pa tum pizza", nessa hora eu ri porque aquilo era muito patético.
- Boa sorte ai em – disse e eles subiram uma escada que dava para um corredor.
Vendo eles tocarem Bye Bye, em uma televisão que passava o show, lembrei do primeiro show que fui deles, primeiro Happy Rock Sunday no Rio de Janeiro, eu pirei naquele show, cheguei em casa praticamente morta, minha mãe pensou que eu tinha me drogado.
Flashback on
- Filha você estava em um show mesmo, o que houve venderam drogas lá – minha mãe disse se levantando do sofá quando me vira na porta.
- Mãe... Claro que não... – não consegui dizer mais nada, minha garganta estava explodindo e eu estava super roca.
- Mas beatriz você ta... – é eu estava acabada. Tênis na mão, cabelo bagunçado, maquiagem borrada, um mostro, ta eu exagerei, quase um mostro.
- Eu.. Sei mãe não precisa acabar comigo mais ainda – me sentei no sofá e larguei tudo que estava na mão no chão.
- Vai toma um banho e dorme pra vê se melhora, amanhã a gente se fala – ela voltou a sentar no sofá e eu fui em direção ao meu quarto.
Falshback off
Quando sai das lembranças o Thomas estava falando.
- Fala galerinha – as meninas na frente se espremem mais ainda – Essa musica a gente vai dedicar a uma pessoa que apareceu nas nossas vidas há pouco tempo e a gente sabe que ela ama ouvir essa musica – ele deu o microfone para o Lanza e foi pro seu devido lugar: bateria como eu costumo dizer batera, não sei porque.
- E essa é O Meu Melhor – o Lanza diz dando começo a musica. Realmente a única pessoa que entrou na vida deles há pouco tempo eu , pelo que eu sabia, e a minha musica preferida deles era O Meu Melhor, juntando os fatos, sim era dedicada a mim. Fiquei um pouco sem graça na hora mas passou e eu continuei vendo o show.
- E ai gostou? – o Lucas disse vindo todo suado pra cima de mim, logo depois os outros meninos pulando feitos macacos.
- Sim – disse e ele me deu um selinho.
- E ai Bia se ligo na parada que a gente fez pra tu – o Lanza disse gritando.
- E ai velho, me liguei sim, bem bom – falei no mesmo tom dele. Ele veio com os braços abertos pra cima de mim – Nem pensar, não quero chegar em casa com teu cheiro estranho – disse indo pra outra ponta do sofá.
- Tudo bem, valeu pelo desprezo – ele se virou e foi em direção a uma geladeira.
- Se arrumem que vocês vão atender os fãs em quinze minutos lá em cima – o mesmo cara que eu esqueci o nome disse, saindo do corredor. Ele estava mais suado que os meninos, esse fato me intrigou.
- A gente já vai indo, importa de esperar mais um pouco – o Lucas com todo o carinho possível disse.
- Porra se eu me importasse – não costumava falar palavrão, me senti obrigada – Claro que não né.
- Então ta – senti um pingo de pena dele àquela hora, não importa nos beijamos e ele saiu com os meninos. Não sei porque chamo eles de meninos porque eles já são uns burros velhos. Tava um saco naquele lugar, uma gritaria fudida, então resolvi da uma volta por ai, sai e aquele cara que eu não sei, vocês já sabem me fez para.
- Aonde você vai mocinha? – ele disse pegando meu braço
- Interessa o senhor saber? – eu odiava quando alguém me atrapalhava quando eu estava indo fazer algo.
- Interessa, porque o senhor Koba me disse que não era pra deixar você sai dali de jeito nenhum.
- Hahaha – ri alto – Agora que eu vou mesmo – me soltei da mão dele fui em direção a, eu acho que era um estacionamento. Ainda bem que o carinha não veio atrás de mim, mas ele viu pra onde eu fui. Fiquei dando umas voltas entre os carros e três garotas estavam paradas olhando pra mim, encostadas em um Crossfox preto.
- E ai como foi lá? – uma delas disse, olhei para o um lado e para o outro.
- Ta falando comigo? – perguntei apontando para mim mesma.
- É né? – a mesma respondeu.
- O que você quer?
- Como foi lá no camarim dos meninos?
- Eu não fui pra camarim nenhum.
- Ata, você saiu de lá então pensei que você foi...
- Eu já disse que não fui, agora deixa pegar meu rumo.
- Boa noite.
- Igualmente – continuei andando pra frente e vi o carro do Thomas, conheci porque tem um adesivo estranho atrás que eu não entendo e ele não sabe explicar. Encostei-me lá e fiquei uns trinta minutos em paz, sem ninguém me perturbar. Não demorou muito e.
- Bia o que você esta fazendo aqui? – o Lucas vinha falando.
- Descansando – disse na maior tranqüilidade da face da terra.
- De que? – ele também se encostou do meu lado.
- De tudo, me preparar psicologicamente pra entrar no avião – Eu tinha um leve medo de avião, ta não era leve era pesado.
- Você tem medo de avião?
- Pavor, mas se eu dormir eu agüento – disse com cara de pavor.
- Que bonitinha, medo de escuro, avião, barata. O que mais? – ele disse fazendo uma cara de duvida.
- Não sei ao longo da vida eu descubro. Mais eu não tenho medo de uma coisa que muita gente tem.
- Pode me dizer o que é?
- De pular de Bang Jump.
- Que mentira, você não fez isso.
- Não fiz? Fiz sim e faria de novo.
- O que os pombinhos estão falando do jump? – o Thomas, estragando o momento, disse do outro lado do carro.
- É que a Bia já pulou de Bang Jump sabia? – "quem mandou você dizer irmão" pensei olhando pro Lucas.
- Serio, ela tem medo de avião e pula de bang jump, que coragem.
- O papo ta muito bom, só que ta na hora de dar o fora né? – disse interrompendo a conversa que duraria horas e mais horas
- Claro o Pedrinho e o Pe Lucas já estão vindo – o Thomas disse entrando no carro e abrindo a porta da frente que prendeu um pedaço do meu braço na parte que a porta dobra.
- Filho da puta, não ta vendo aqui não velho — disse meio alto e fez com que ele saísse correndo do carro e vindo pro meu lado.
- Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa...
- Ta mano ta pra ficar nessa melação não quero desculpas não. Cadê o Lucas? – o Lucas não estava ali.
- Pensei que tivesse visto ele sair, deve ter ido chamar os meninos.
- Aham, eu vou entra porque não quero que você me mutile – abri a porta do banco de trás e sentei.
- E como ta a Mariana? – o Thomas disse já sentado no banco do motorista.
- Mariana? – ele assentiu com a cabeça – bem espero, porque a pergunta?
- É porque ela é super gata e... super gata.
- A sim. Nem tenta ficar com ela, que quando ela te olha, não são olhos e sim duas metralhadoras.
- Isso é amor e ela não quer admitir – ele disse mexendo no cabelo.
- Então... – levantei as sobrancelhas e não disse mais nada. Os meninos chegaram e fomos para o aeroporto, chegando lá estava muito cheio. Mesmo assim eles entraram.
- Men, vou comer ali, to mortinha de fome – disse me levantando de cima da mala.
- Quando você não esta – o thomas disse rindo.
- Hahaha muito engraçado, não é pra roubar nada aqui não ta legal – disse apontando pra mala e fui em direção a algo que vendia comida, lá vendia bebida alcoólica também, eu não estava querendo me embebedar pra me jogar do avião, só uma cervejinha, nem parece que tenho dezesseis anos, e também eu não podia comprar, menor de idade. "espera só quando eu tiver dezoito vo acabar com o mundo" pensei rindo baixo.
- Ola, — disse pra uma cara de terno – o senhor podia fazer um favor pra mim?
- Depende o que é? – ele disse
- Sabe aquele cara ali, o careca, sentado, — apontei pra um cara careca atrás de uma velha que falava pelos cotovelos — ele me pediu pra dar uma volta por aqui e encontrar alguém que possa comprar uma cerveja pra ele ali – apontei pro lugar que vendia – e eu vi você aqui e pensei se podia comprar pra ele. Ele é meu tio e eu sou menor, não posso comprar. E ele tem muita vergonha. – o cara ouviu tudo com muita atenção parecendo que estava ouvindo jogo de futebol pelo radio.
- Tudo bem, tudo bem, qual é a cerveja que ele quer?
- Qualquer uma, ele não disse qual queria então, qualquer uma. Aqui o dinheiro – dei o dinheiro pro cara e ele foi comprar. Minutos depois ele volta com uma lata de uma cerveja que eu não conhecia.
- Aqui menina – ele me deu o troco e a cerveja e voltou a se sentar.
- Muito obrigada – sai dali e fui pro outro lado comprar um hambúrguer.
- Isso é uma cerveja, Bia – "Putz porque eu não bebi isso antes, estava pressentindo que eles iam reparar, que idiota" pensei – Bia, volta ao mundo, isso é cerveja – o Lucas repetiu de novo.
- É sim – disse parecendo super natural –Você quer? – que cara de pau a minha né.
- Você é maluca ou algo parecido?
- Nossa, você já me disse isso varias vezes essa semana e só por você falar já estou me sentindo uma – abri a lata e mordi um pedaço do hambúrguer – Vocês querem? – o Lanza e o Pelu estavam quase arrancando o hambúrguer da minha mão.
- Quero sim – o Lanza disse e os outros balançaram a cabeça logo em seguido. "Já se foram dois terços do meu lanche" pensei com uma cara de triste – Muito bom velho – depois de todos praticamente acabarem com meu lanche, foi como eu disse dois terços certinhos, peguei-o de volta — Como você comprou a cerva – o Lanza mais intrometido.
- É mesmo como comprou, você é menor – o Thomas completou com "você é menor".
- Eu seduzi o cara que vendia – eles ficaram com cara de tacho – Pedi pra uma cara comprar pra mim... Pra mim não pro meu tio ali – apontei pro mesmo cara de antes.
— Você é mesmo louca – o Thomas disse pegando a lata e dando um gole.
- Se pedisse a língua caia? – disse tirando a lata de sua boca – Eassim me chamando de doida, maluca, louca ofende sabia, não tem um apelido mais carinhoso? – eles balançaram a cabeça que não – Obrigada.
- Vôo 458, São Paulo — Rio de Janeiro, pela porta de embarque numero 8, o avião decola em 15 minutos – aquela mulher com aquela voz sobrenatural.
- Hora de dizer ate logo – o Lucas veio ate mim com uma cara tristonha e me abraçou.
- Ahhh pai não chora, você vai me ver de novo – disse retribuindo seu abraço.
- Não quero você fazendo estripulias por lá, ta filhinha.
- O que é estripulia? – disse rindo e o beijei.
- Ihh a melação começou, — o Thomas nos separou – o casalzinho pode se separar agora por que é minha vez – disse tirando o Lucas da minha frente e ficando na mesma posição que ele, aqueceu sua voz "lá vem merda" pensei – Não quero você fazendo estripulias por lá, ta filhinha – e fez um bico.
- Seja original cara – o Pelu disse que fez todos rirem.
- Ta filhinha – repetiu e fez novamente o bico.
- Você quer o que? – disse levantando a sobrancelha – Que eu faça a mesma coisa que com o Lucas? – ele balançou a cabeça que sim – Hahaha – rio alto demais e estendi minha mão para que ele apertasse. Ele me puxou e deu um abraço de urso, por um momento pensei que estivesse morta de tanto aperto – Ta bom ta bom, preciso respirar, por favor – disse o empurrando pra trás.
- Agora sou eu – o Lanza disse com um lenço na mão limpando um dos olhos.
- Pode trabalhar na novela das oito se quiser – disse o abraçando.
- Ta, ta Pedrinho já chega agora sou eu – o Pelu disse dando um tapa em suas costas.
- Deixa eu aproveitar velho, sou o único sozinho nesse grupo, — disse me soltando – você e a Letícia, o Kobinha e a Bia e o Thomas com a Mariana – "Thomas e Mariana" o primeira coisa que veio na minha mente quando o Pelu já estava quase pendurado em mim.
- Cuida do Lucas que eu faço com que a Miss não te traia – disse baixinho no seu ouvido e ele sorriu.
- Pode deixar, — respondeu no mesmo tom – manda ela me ligar – balancei a cabeça que sim e ele me soltou.
- To com mau pressentimento desse avião, acho que ele vai cair e vou morrer – disse num tom sarcástico.
- Para com isso menina, não vou consegui viver sem ti – o Lucas disse me abraçando.
- Quero ver, se eu morrer, você vai se atracar com outra garota por ai – disse encostando minha cabeça em seu ombro.
- Você pensa isso de mim – ele se virou de frente pra mim e me deu um beijo daqueles – Ainda pensa isso – neguei com a cabeça.
- Mais você tem um concorrente e sempre vai ter – eu disse.
- E ai Koba, já tem outro – o Thomas disse dando tapinhas nas costas dele.
- Vôo ....... decola daqui a cinco minutos – a mulher disse.
- A pizza sempre, sempre vai estar no mesmo patamar que você – disse dando um sorriso.
- Pizza? – os três garotos disseram ou mesmo tempo.
- Vocês nunca comeram pizza na vida?
- Ahh pizza, comida, entendemos – o Pelu disse.
- Agora tenho que ir antes que saiam sem mim.
- Não vai fica aqui – o Lucas disse e os outros assentiram com a cabeça.
- Eu não quero ir, mas tenho que ir e vocês têm que trabalhar, lembram? – disse pegando a mala e me despedindo deles.
Rumo a porta de embarque, queria voltar e nunca mais sair dali. Será que minha mãe se lembra que vou voltar hoje? Ela era uma super mãe, mas quando esquecia de algo esquecia mesmo, entrei no avião e logo dormir. Dormir era a segunda melhor coisa que eu sabia fazer, a primeira claro comer, de preferência pizza.
Notas finais
Então espera que gostem e comentem também.
em muito breve eu vou postar o próximo capitulo, não vai demorar muito como esse, porque também eu vou começar a escrever outra fic. vlw. ate a próxima.
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