Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro

5 Capítulo 5 - Dias Incomuns III


Notas iniciais
Chegamos na rua da casa do Lucas oito e cinqüenta da noite, achei estranho porque a Miss parou numa rua atrás um pouco escura só com as luzes dos postes e não queria que a gente fosse com ela então deixamos ela ir sozinha. Quando entramos o Thomas e o Lanza já estavam lá e o Pelu ainda não tinha chegado. A Mary olhava pro Thomas não com dois olhos e sim com duas metralhadoras, metralhando-o.

- Oi meninas, eu sou o Koba se vocês não sabem – o Lucas disse com a mala do carro aberta.

- Oi – as meninas disseram ao mesmo tempo. Entramos no carro, as três atrás.

- Quando você colocou o pincing? – a Mary disse depois de um tempo em silencio.

- Eu coloquei dois dias depois do natal. – disse.

- O Koba – a Miss falou – esse carro é teu?

- Não, não é do Thomas. – ele disse.

- Ata. – começamos a falar sem sair voz ou quase sussurrando que só a gente entendia.

- O que vocês estão falando? – o Lucas disse.

- Não interessa menino. – a Miss disse – Não desculpa, não quis dizer isso, mas não interessa mesmo.

- Então ta. – chegamos no hotel – Quer que eu suba com vocês? – o Lucas disse.

- Não, não precisa, pode ir embora que eu vou ficar aqui ate tarde, talvez ligue depois. – disse. Ele acabou de botar as malas dentro do prédio, entrou no carro e foi embora. Subimos e chegamos ao hotel e todas sentamos na cama.

- Ainda não caiu a ficha que eu falei com o Koba e que eu estou em São Paulo – a Miss disse.

- Eu só tenho uma duvida. – a Mary disse

- Qual? – eu e a Miss falamos juntas.

- Você não era choose Thomas e era ate casada com ele na nossa brincadeira. – ela disse

- É mesmo e agora tinha que aproveitar e pegar ele, só que tu ta com o koba, não entendi. – a Miss disse

- É como eu disse pra vocês, quando eu falei com o Lucas depois do dia da praia e tal, meu pensamento de fã mudou completamente, eu claro ainda sou fã deles, mas fã amiga que todo dia fala com eles e tal. É isso. – disse

- E o Thomas? – a miss disse.

- Que Thomas? – tentei cortar aquele assunto.

- O Thomas que você era casada e que amava ele.

- Isso é passado, o encosto é completamente diferente do que se imagina.

- Encosto como assim?

- Olha eu quero falar dele ta bom. Quero saber do Vinicius e do Bruno. – disse mudando de assunto.

- Ta bom o que você que saber? – a Mary disse.

- Ta bom nada eu quero saber porque o Thomas seu choose agora é encosto. – a Miss me obrigando a falar tudo.

- Não, não eu não vou falar disso agora. – disse levantando e peguei as malas na frente da porta, do lado de fora, e fechei-a.

- Ta mais depois você fala tudo sem exceção.

- Ta, ta. O que vocês querem fazer? – disse

- Ir pra noitada. – a miss disse.

- Você esta compromissada agora. Eu prometi pro teu namorado que tomaria conta de você – a Mary disse.

- Eu não pedia pra você prometer isso. E você prometeu isso no rio de janeiro e estamos em são Paulo. Eu não tenho namorado aqui. – ela disse.

- Ta bom, vamos comer. To morrendo de fome. – eu disse abrindo a porta pra elas saírem.

- Bora, agora é com tigo, eu não sei nada daqui. – a miss disse.

- Tudo bem, em qualquer esquina tem alguma coisa pra comer.

- Então ta, bora Mary levanta – a miss disse.

- Acho que não vou, não to com fome.

- Você vai sim, porque você não quer ir?

- Ta eu vou. – ela levantou e saímos, já era umas onze horas, como a gente não se preocupa com isso, ficamos mais andando pelas ruas do que comendo, num barzinho que encontramos numa rua escura. Voltamos e o carro do Thomas estava parado na frente do hotel sem ninguém dentro.

- E a lá o namoradinho veio te buscar. – a Miss disse.

- Hahaha engraçado. – disse. Entramos no hotel e o Thomas estava sentado no sofá da sala de espera. Quando nos viu ele logo levantou.

- Demoraram, onde foram? – ele disse.

- Cadê o Lucas? – eu disse.

- Ele não veio e me mandou vim aqui te pegar.

- Então fala pra ele que eu não vou sair...

- Oi Thomas eu sou a Letícia e essa é a Mary. – a Miss disse me interrompendo.

- Oi, vocês sabem meu nome, legal, a Bia disse que vocês me odiavam.

- E odeiam – disse olhando pra elas.

- Não que isso a gente gosta de você – quase pulei em cima da miss e enforquei-a.

- Ta bom, diz pro Lucas que eu não vou sair daqui com você. – disse.

- Por que? – os três disseram juntos.

- Porque não vou. – disse

- Ta para de besteira e vai com ele logo que já ta ficando tarde. – a Mary disse – Amanhã a gente se vê.

- É escuta a Mary, Mary seu nome né? Vamos pra casa. – o Thomas disse pegando as chaves em cima do sofá.

- Mary só por você, eu vou com ele. – disse. Me despedi das meninas e sai antes que o encosto falasse alguma coisa comigo, entrei no carro e minutos depois ele entrou.

- Onde o Lucas foi? – falei olhando pra frente.

- Na casa da mãe dele. – ele respondeu ligando o carro.

- Que horas ele volta?

- De manhã, vai dormir lá e me pediu pra não deixar você sair.

- Não sei porque ainda te pergunto. Só sai coisa que não presta da tua boca.

- É, mas o beijo prestou. – "Que filho da mãe" pensei.

- Que beijo, não teve nenhum beijo, ta entendendo. E se você falar disso de novo...

- O que você vai fazer? Percebi que você só fala pra amedrontar as pessoas. – Não disse mais nada. Se eu dissesse alguma coisa era capaz de matá-lo. Depois de um tempo ele parou o carro e eu sai. Me dei conta que não estávamos no prédio e sim num posto de gasolina, entrei de novo.

- Qual foi, porque não falou. – disse batendo grosseiramente a porta.

- Você nem deu um tempo, já saiu logo. E estava pensando no que, que não viu que estava no posto? – Ele disse abrindo a janela. E pediu pro cara encher e o tanque, quando ele acabou voltou a fechar a janela e ligou o carro. – Em não respondeu minha pergunta. – fiquei em silencio como não tivesse ninguém falando. – Não que falar tudo bem. – ele parou o carro numa rua escura só com a luz de alguns postes acesas. – Não saio daqui ate você falar porque você fica desse jeito comigo. – Olhei pra ele.

- Eu não vou falar nada. – disse.

- Então a gente vai ficar aqui ate amanhã de manhã.

- Você vai ficar aqui, porque eu posso sair sozinha – Abri a porta e ele pegou meu braço.

- Você vai ficar aqui. – Me puxou pra mais perto dele e aconteceu de novo, ele me beijou, dessa vez foi mais demorado e quando acabou ai que eu queira sair daquele carro mesmo, puxei meu braço da mão dele só que ela o apertou que não consegui tirar. Desisti e fechei a porta. – Porque não ta revoltada, estressada e nervosa. Gostou, né. – fiquei em silencio, ele ligou novamente o carro e fomos pro prédio.

Desci do carro e subi as escadas, não sei porque, mas queria subir as escadas. Já no terceiro andar sentei no segundo degrau, estava tudo escuro e coloquei as mãos na cabeça, que estava quase estourando, não queria ficar naquele apartamento com o Thomas. Depois de um tempo percebi que alguém estava subindo e chamando meu nome. Subi correndo e, claro nove andares de escada, cheguei na porta quase morrendo. Entrei e achava que não conseguiria subir mais um degrau de escada, mas subi logo de uma vez. Chegando lá em cima meu telefone toca.

~~telefoneon~~

- Alô – disse esbaforida.

- Oi filha – minha mãe era mestre pra ligar em horário impróprio — o que houve pra você esta tão esbaforida?

- Ah mãe, — disse sentando na cama – nada de mas. Como você esta?

- To muito bem. E ai ta fazendo o que?

- Ai mãe eu estava indo dormir agora.

- Minha filha, então porque atendeu, você deve estar cansada.

- O pior que é mesmo, que tal amanhã quando eu acordar te ligar.

- Claro, vai dormir vai filha, desculpa o incomodo.

- Que isso mãe, não foi nada. Boa noite.

- Boa noite, ate amanhã.

~~telefoneoff~~

Quando acabei de desligar o telefone escutei a porta bater. Deitei na cama e fingi que estava dormindo. Depois disso dormir de verdade. Tentei abrir os olhos, não consegui, mas pelo o que pude ver que o Lucas já tinha chegado e ainda estava dormindo. Um tempo depois senti ele me beijando de leve, tipo "acorda, já é de manhã". Abri os olhos e quase que me estraçalho no chão, não era o Lucas, era o encosto do Thomas.

- O que você esta fazendo aqui? – disse levantando. – Que horas são? – olhei pro relógio e não tinha passando nem meia hora desde quando cheguei.

- É... – ele tentou falar alguma coisa.

- É nada, já deu por hoje ta bom, por mim você dormia no banheiro, sai daqui irmão. Ta esperando o que? – E ele ali parado como uma estatua. – Porque você ainda não sai daqui em?

- É que. – ele disse ainda parado.

- É que nada velho sai daqui. – disse indo a ele, cheguei lá e o empurrei em direção a escada e ele desceu rolando. Chegando lá em baixo se estiro no chão de olho fechado, me desesperei na hora.

- Thomas – disse gritando e descendo a escada – Meu deus, meu deus o que eu fiz. Matei o cara. – Disse ficando de joelho do lado dele. – mas uma coisa pra me atormentar hoje. O que eu faço agora? – Levantei e coloquei ele, com muito esforço, no sofá. – será que eu ligo pro Lucas. Não. – Coloquei a mão na cabeça – Ai vo deixa ele ai, amanhã ele deve acordar. – Subi e fiquei sentada na cama por um tempo, deitei e capotei.

Na manhã seguinte parecia que não lembrava de nada, olhei no relógio e era sete e quarenta e cinco da manhã. O Lucas não tinha chegado e o Thomas ainda estava imóvel desde ontem quando o coloquei lá.

- Meu deus o que eu fiz pra merecer isso tudo – disse indo a cozinha. Abri a geladeira e só tinha queijo – Vo comer isso mesmo. — Subi pro quarto e tomei um banho. Coloquei uma calça clara e uma blusinha simples. Desci pra portaria e fiquei lá conversando com o porteiro.

- Você é uma menina de sorte – ele disse – nunca no meu tempo de trabalho aqui aconteceu isso.

- Até por um lado sim. Mas eu acho que acabei de matar uma pessoa. – disse

- Como assim?

- Não nada, esquece, loucura minha.

- Minha filha os ama e quando ela soube que um deles ia morar aqui ficou louca.

- Que legal. Quantos anos ela tem?

- Onze.

- Eu tenho uma sobrinha de cinco anos e ela também gosta deles, mas é aquilo de criança né, gosta de todo mundo. Em falar nela eu tenho que ligar pra minha mãe. Se o Lucas chegar fala que eu fui pra lá ta legal. – disse apontando pra uma praça, perto dali.

- Tudo bem, falo sim. – peguei meu telefone e disquei o numero.

~~telefoneon~~

- Alo, mãe – disse, do outro lado tava muito barulho e não deu pra escutar direito.

- Ii irmã, bom dia. – Carla, ela é minha irmã. O que ela estava fazendo com o telefone da minha mãe?

- Oi, que alegria. É porque eu não estou ai né. – disse sentando no banco junto com uma mesa.

- Que nada, Julia todo dia pergunta por ti e eu não sei mais o que falar pra ela.

- Minha mãe ta ai, ela ontem queria falar comigo.

- Ah ta sim, vo passar pra ela. Toma mãe é a bia.

- Oi filha, bom dia, acordou cedo. – minha mãe disse e parecendo que estava abaixando o som.

- É acordei.

- Eu posso falar com a Elaine agora? – "putz, e agora" Pensei.

- Pode sim, pêra ai que vou chamar ela.

- Ta bom – demorei um pouquinho e depois voltei a falar.

- Oi, você é a dona Cristina – disse com uma voz mais fina.

- Dona não só Cristina. Eu não vou te incomodar muito não, só queria saber se a bia esta se comportando.

- Claro que esta, ela é um anjo.

- É que ela é muito bagunceira e eu estava preocupada.

- Que nada, ela arruma a cama todo dia e nem precisava, ela me ajuda aqui.

- Hum, queria que ela fizesse isso em casa. – "Minha mãe sempre me dedurando pra todos"

- Haha, aqui ela é super prestativa.

- Que bom. É só isso mesmo que eu queria saber mesmo.

- Quer que eu passe pra ela?

- Não, não precisa. Então ate mais.

- Ate mais querida, tchau.

~~telefoneoff~~

Já era umas onze horas da manhã, o Lucas já tinha chegado e o Thomas ainda imóvel.

- O que houve pro Thomas dormir ate agora? – o Lucas perguntou ligando o computador – Eu sei que ele dorme demais, mas só na casa da mãe dele. Aqui sempre acordava cedo.

- Você já me perguntou isso umas duzentas vezes. – disse do lado dele. Depois que disse isso o Thomas começou a acordar, "graças o deus, ele não morreu" pensei. Ele se levantou devagar e sentou.

- Nossa que dor de cabeça, velho. – ele disse muito devagar e me olhando.

- Que houve cara, dormindo ate agora, parecia que tinha morrido – o Lucas disse.

- Eu não lembro de nada – "ufa, ainda bem" pensei – só de uma coisa – "me ferra agora".

- O que cara?

- Eu abrindo a porta e a bia já dormindo, só isso. – "ainda bem que ele não lembra de mais nada"

- E que dor de cabeça é essa?

- Sei lá, parece que eu bati a cabeça em algum lugar. Mas já deve passar. eu vou pra casa e trocar de roupa depois eu volto aqui – ele disse se levantando. – Não se preocupa não, eu vou deixar o carro aqui, porque não dá pra dirigir assim não.

- Então pega um táxi – falei pela primeira vez.

- É mesmo. – ele disse e saiu fechando a porta.

- O que aconteceu ontem? – o Lucas me perguntou.

- Sei lá. Ele estava lá em baixo conversando com o porteiro ai eu subi e fui dormir.

- Hum. Vai comer o que hoje?

- Eu vou comer com as garotas e vou ficar com elas a tarde inteira, então você esta livre. Pode ir pro cabaré.

- Que isso menina, olha o respeito, eu sou uma pessoa comprometida e eu acho que não vou consegui ficar longe dela a tarde toda não.

- Hum, serio?

- Serio. Acho que vou chamar ela e suas amigas pra comer uma pizza aqui de noite. Será que elas vão querer?

- Olha se eu fosse essas garotas, nem precisaria me perguntar, já podia comprar a pizza.

- Então já esta confirmado?

- Claro onde tem pizza e você nem precisa perguntar.

- Então eu tenho um concorrente? – ela disse fechando o computador.

- Tem sim e eu acho que ele esta ganhando.

- O que eu posso fazer pra eu ficar ganhando?

- Me levar ate o hotel das meninas.

- Só isso?

- Ate agora sim.

- E a partir de agora?

- É... – Nem me deixou falar e já foi me beijando. Naquele momento eu esqueci de tudo o que aconteceu ontem, anteontem, de tudo. – Então vamos logo, que já estou atrasada – e estava mesmo tinha marcado doze horas e já era doze e quarenta. Levantamos e ele pegou a chave do carro.

Chegando no hotel e as meninas já estava impacientes de esperar.

- Graças o deus pensei que ai dar um bolo na gente – a Miss disse.

- Eu já dei um bolo em vocês? – disse saindo do carro.

- Já deu – a Mary disse levantando a sobrancelha. Fui ate ela.

- O Koba vai com a gente? – a Miss disse sussurrando.

- Não – disse.

- Porque não?

- Porque é um programa só de garotas, shopping, cinema, zuera, entendeu. – disse, nessa hora o Lucas já tinha ido embora e nem percebi.

- Tudo bem, hoje a gente vai esclarecer muita coisa. – a Miss disse.

- Vocês ainda com isso? Esquece ta bom, é fácil. – disse pegando meu telefone pra ligar pro seu Evandro.

- Não é assim tão simples não, pelo menos pra mim. – a Mary disse.

- Ate você Mary, não esperava isso.

- É confuso, não entendi.

- Ta, quando todo mundo estiver alimentado no shopping à gente fala disso. – Estava tentando evitar ao máximo falar sobre isso, porque me incomodava.

Já no shopping tínhamos acabado de ver um filme de suspense bem legal e estávamos a caminho da praça de alimentação.

- Vão comer o que? – disse.

- Qualquer coisa é tudo a mesma coisa do Rio – a miss disse.

- Eu vou querer um hambúrguer do Burger King, que eu comi no dia da praia, era inacreditável aquilo, muito bom – disse – vo lá compra e vocês vêem ai o que vão comer. – Fui lá e quando estava voltando, já com o hambúrguer, elas ainda estavam escolhendo. – Meninas vocês ainda não escolheram?

- Acho que já escolhemos sim. Senhora, queremos dois daquele ali. – a Miss disse. A mulher trouxe e fomos sentar. – E ai agora pode falar.

- Meu deus vocês ainda estão me atormentando com isso.

- Você prometeu pra gente que ia falar sobre isso desde ontem.

- Ta bom, é o seguinte, o Thomas não é aquilo que vocês pensam, pelo menos pra mim.

- Sabia que ele não prestava – a Mary disse pegando o suco, nunca vi uma pessoa comer hambúrguer com suco, mas tudo bem.

- Ta, como ele é então? O que fez você pensar assim? – a Miss disse.

- No dia em que o Lucas me ligou e marcou... – falei tudo desde o dia no jardim botânico ate ontem quando o Thomas caiu da escada.

- Só isso? – a Miss disse.

- Só isso, o cara fica atrás de mim, me beijando como se fosse normal e dizendo que me ama por ai e é só isso. – disse e depois acabei com a coca cola.

- Sabia que ele não prestava, e eu falei pra vocês, quando você começou a falar que era choose dele. – a Mary disse, apontando pra mim, e ela sempre tinha razão.

- Mas é porque eu ainda não o conhecia pessoalmente e ele não sabia que eu existia, coisa de fã velho.

- E o que você vai fazer agora? – a miss disse mexendo no cabelo.

- Isso eu não sei. Não sei se falo com o Lucas ou esqueço ou converso com o Thomas pra falar que aquilo era impossível acontece ou não sei. Só sei que todas as propostas pra resolver isso vão ser muito difíceis e não vou poder fugir ou me enterrar. – disse.

- Ta encrencada em chica. – a Miss disse.

- To mesmo.

- Se precisar da gente pra dar uma surra no Thomas pra fazer ele entender, tamo aqui. – a Mary disse.

- Mary não sabia que você odiava tanto o Thomas, sabia que tu não gostava mas odiar desse jeito nunca – disse.

- É que depois do que você me disse fiquei revoltada, e eu não quero não quero vê-lo porque se não vou mandar um papo reto pra ele.

- Mas você vai ter que ver. O Lucas disse para chamar vocês pra comer uma pizza lá na casa dele e os meninos vão estar lá.

- Que legal eu to dentro. – a Miss disse, ela sempre estava dentro.

- Eu vou, mas em consideração ao Koba, ao Pelu e ao Pe Lanza, porque pro ele eu não vou nem na vizinha.

- Todo bem "revoltada com o thomas". – disse. Nos levantamos e damos mais uma volta pelo shopping, na verdade foram cinco voltas e ao total foram umas quinze. Chamamos o seu Evandro, fomos pro hotel e deixamos as sacolas delas lá.

Chegamos na rua da casa do Lucas oito e cinqüenta da noite, achei estranho porque a miss parou numa rua atrás um pouco escura só com as luzes dos postes e não queria que a gente fosse com ela então deixamos ela ir sozinha. Quando entramos o Thomas e o Lanza já estavam lá e o Pelu ainda não tinha chegado. A Mary olhava pro Thomas não com dois olhos e sim com duas metralhadoras, metralhando-o.

- Oi meninas, qual seu nome? – o Lanza perguntou pra Mary.

- Oi, Mariana. – a Mary disse.

- Então a outra menina deve ser a Letícia né? Cadê ela?

- É sim e ela parou na rua aqui de trás mas já deve estar vindo. – disse me sentando no sofá. Já estava tudo pronto, as pizzas na mesa, os copos e tal.

- Essa rua aqui de trás tem uns barzinhos apagados que vende milhões de tipos de Êxtase. – o Lucas disse vindo da cozinha. — Ela não é louca de tomar Êxtase e ela disse que uma prima mora ali e ia vem se via ela. Né Mary ela não é louca de tomas isso? – disse olhando pra Mary na outra ponta do sofá. — Acho que não.

[Pelu Narrando]

Estava chegando na portaria da casa do Koba e vi uma garota gritando no telefone, parecia alterada, e estava gritando eu acho com o namorado dela, estava falando que em São Paulo ninguém mandava nela e que se quisesse ia pra balada, pro cabaré, pro raio que o parta. Ela entrou no prédio logo atrás eu entrei, entramos no elevador, ela apertou o botão pro andar do Koba e eu acho que era nova ali porque nunca a vi por ali. Enquanto o elevador subia ela desligou o telefone e pensei se poderia dar uns conselhos pra ela parar de beber ou tomar aqueles comprimidos de deixam as pessoas alteradas.

- Oi tudo bem? – eu disse.

- Nem te conheço e você já esta ai falando comigo. – Ela disse olhando pra baixo.

- Não é que eu só queria te falar uma coisa. – disse meio sem graça.

- Ai mano se for falar fala logo. – e ela continuou olhando pra baixo.

- É que... É bem chato ver garotas tão novas usando...

- Usando o que cara, drogas, pra sua informação eu não uso drogas e eu não estou alterada, não ta bom. – Ela disse de uma forma agressiva.

- Olha aqui não vem falando alto comigo, queria te dar um papo aqui serio pra você não ficar usando essas coisa que deixam as pessoas alteradas, que pode te prejudicar pra caramba no futuro e você vem cheia de marra pra cima de mim não e que pelo jeito você não tem conserto só um milagre mesmo. – disse me irritando com aquela garota sem noção.

- Ah agora se vê. Um garoto de uma banda famosa querendo da conselho pra uma garota que nem conhece. – Realmente eu estava me descontrolando.

- So sim de banda famosa e pelo que parece só muito mais velho que você e acho que você tinha que me ouvi sim, um dia quando você tiver com quarenta anos e tiver em cima de uma cama doente por consumir essas coisas você vai lembrar do que te falei. – nessa hora percebi que o elevador já tinha subido e descido umas três vezes.

- Ah sei, eu planejei a minha vida ate os trinta anos então depois dos trinta que se dane o mundo.

- Com esse pensamento você não chega a lugar nenhum, sinto pena de você. – agora sim o elevador abriu no andar, saímos juntos e estávamos indo para a mesma porta.

[Bia Narrando]

Vimos a porta abrir era o pelu e a miss atrás dele, ela parecia um pouco alterada.

- E chegaram juntos, então já se conheceram né? – o Thomas disse.

- Pelo o que eu conheci dessa garota, prefiro não comentar. – o Pelu disse entrando – Pêra ai vocês conhecem ela?

- Ela é a Letícia a amiga da Bia que veio passar um tempo aqui. – o Lucas disse do meu lado.

- Nossa Bia não sabia que você tinha uma amiga sim – o Pelu disse ainda na porta e a Miss do lado de fora. Achei estranho porque a miss tinha seus momentos mais ela era bem legal.

- Porque? – disse olhando pra Mary.

- Parece que ela bebeu ou tomou alguma coisa, porque ela esta muito alterada.

- Nossa que cara mais dedo duro, Bia não sei como você era fã dele. – a Miss disse empurrando-o para dentro e entrando. A voz dela estava meio estanha e parecia que estava bêbada, pior ela deve ter tomado Êxtase. Eu e a Mary notamos na hora.

A noite correu muito rápido a Mary não falava com o Thomas pro mais que ela implicasse com ela, o Pelu não falava com a Miss, por mais que ela puxasse assunto, mas a coca cola diminuiu muito o efeito do troço que ela tomou, então ela já estava normal, por incrível que pareça ela pediu desculpas pro Pelu e o resto da noite correu muito bem. acabamos de comer e todos colocaram os pratos na pia. O Thomas foi o primeiro a colocar o prato lá e quando ele voltou deitou no sofá e dormiu, logo depois eu coloquei e todo mundo veio atrás de mim e ficou lá na cozinha conversando e eu vim pra sala, tava muito cansada e sentei no sofá, nem liguei que o thomas estava ali no outro sofá. Estava vendo tv e a Mary vem correndo e eu voltei pra "terra", me dei conta que estava de novo com a mão no rosto do Thomas.

- Garota o que você ta fazendo e se não fosse eu fosse o Pe Lanza ou o Koba. O que você ia falar – a Mary disse baixo sentando do meu lado.

- Ai Mary eu to perdida, eu não sei o que me deu e isso já aconteceu uma vez, eu não percebi. – Coloquei a mão no rosto e estava com o perfume dele, era muito bom.

- Bia, eu não sei o que te dizer.

- Você não vai dizer nada, essa cena não aconteceu, e nunca vai acontecer de novo. Ok. – disse olhando pra ela.

- Tudo bem, mas você tem que resolver isso, porque já esta fora do seu controle.

- Eu sei, eu vou subir, se alguém perguntar alguma coisa, fala que passei mal, inventa alguma coisa, eu tenho que dormir. – disse pra Mary e ela balançou a cabeça que sim e foi pra cozinha. Subi e deitei na cama nem tirei a roupa deitei e apaguei. Depois de um tempo eu acordei e já estava tudo escuro o Lucas dormindo e as meninas já tinham ido. Desci e fui ate a cozinha beber água, estava tudo bagunçado ainda e eu não tinha força pra arrumar nada. Subi e tava tudo como foi planejado, na minha cabeça mais foi planejado, o Pelu e o Thomas dormindo na sala, o Lanza no quarto de visitas e o Lucas dormindo, como um anjo moreno. Voltei a deitar e dormir.

Notas finais
Valeu por lerem.
se poder comentem.