Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro
6 Capítulo 6 - Amizade Nunca É Demais
Notas iniciais
- Eu também não quero, eu não peguei ninguém em são Paulo a miss disse. Nessa hora o telefone da Mary toca. Era o Bruno, ele deve ter ligado pra ela umas cinco vezes ontem, ela atendeu e apressou o assunto.
- Era o Bruno, vocês têm noção de quantas vezes ele me ligou ontem? o Mary disse.
- Ah mas você gosta dele assim mesmo, to loca pra conhecer ele e o Vinicius também. disse.
- Nem fala do Vinicius, ontem quando eu estava indo pro apê do Koba... a miss disse levantando do sofá.
- Então você se lembra de ontem. Não adianta fugir, vai contar pra gente porque teve a loucura de tomar esctasy. disse interrompendo ela..
- Ai, eu não quero que vocês vão embora. – disse deitada na cama da Mary no hotel.
- Eu também não quero, eu não peguei ninguém em são Paulo – a miss disse. Nessa hora o telefone da Mary toca. Era o Bruno, ele deve ter ligado pra ela umas cinco vezes ontem, ela atendeu e apressou o assunto.
- Era o Bruno, vocês têm noção de quantas vezes ele me ligou ontem? – o Mary disse.
- Ah mas você gosta dele assim mesmo, to loca pra conhecer ele e o Vinicius também. – disse.
- Nem fala do Vinicius, ontem quando eu estava indo pro apê do Koba... – a miss disse levantando do sofá.
- Então você se lembra de ontem. Não adianta fugir, vai contar pra gente porque teve a loucura de tomar esctasy. – disse interrompendo ela..
- Ai vocês não me deixam em paz.
- Você disse que não se lembrava e eu não sabia que tomava isso – a Mary disse.
- Não contei pra vocês porque que vocês iam ficar falando no meu ouvido. Como estão falando agora.
- Se não contou, conta agora – disse
- Ta, eu já tomei isso umas duas vezes e no shopping me deram um papel dizendo que naquela rua vendia, então resolvi ver se era a mesma coisa.
- Você fala como se fosse normal, a coisa mais normal do mundo. – disse.
- Mas não foi pior do que você fez. – ela disse.
- E o que eu fiz pior que isso. – disse.
- Entrou clandestinamente numa balada para maiores de dezoito e bebeu todas. – é foi mesmo.
- Isso não é pior do que tomar esctasy. Você faltou à aula do... – ela não me deixou terminar.
- Não vem falar daquele professorzinho de ciências não porque já to de saco cheio de vocês ficarem falando dele. – a voz dela já estava se alterando.
- Meninas parem com isso. – a Mary disse gritando e nos duas paramos de falar na hora – Isso parece um filme, a mãe jogando na cara da filha e a filha jogando na cara da mãe o que fizeram de ruim – realmente era verdade – As duas fizeram coisas erradas e nenhuma teve razão de fazerem isso – eu olhei pra Miss e no meu olhar parecia que estava dizendo "a Mary deu mó bronca em nós".
- Eu sei que fiz uma coisa errada mas ela não teve necessidade de experimentar isso. – disse.
- E você também não teve necessidade sair por ai fazendo merda. – a Miss disse mais calma.
- Nenhumas das duas tiveram necessidade de fazerem isso. – a Mary finalizou a discussão. Ficamos um tempo em silencio – Vamos almoçar porque já é duas e meia.
- É mesmo e eu to com muita fome – disse me levantando da cama. – Você vai – virei pra Miss.
- Claro né, vou morrer de fome aqui. – ela respondeu.
- Ta mas não precisa ficar assim. – disse indo em direção a porta — Vamos então. – saímos. Não demoramos muito e achamos um restaurante. Tínhamos comido muita besteira e comida normal nada. Comemos feito locas.
- E ai Bia o que vai fazer com a desgraça? – a Mary disse e logo depois limpou a boca.
- Acho que vou falar com o Lucas mesmo, resolver o que tem pra resolver e tirar isso da cabeça – disse.
- É o melhor do que se tem pra fazer e fala com o thomas junto também. Assim ele diz porque esta com essa obsessão por ti. – a Miss disse.
- É velho mas sei lá eu tenho um pouco de receio do Lucas... e ... — Eles discutirem e não se falarem mais. – a Miss falou exatamente o que eu não queria que acontecesse. – E acabar a banda.
- E tudo por minha causa – disse. – Isso que me deixa pra baixo.
- Mas você não quis isso – a Mary disse.
- Eu sei e nunca ia querer isso. O Lucas é muito Edward Cullen, muito protetor e eu acho que vai ter uma discussãozinha mas eles logo depois vão estar bem.
- Você quer que a gente fale com ele primeiro – a Mary disse
- Não, não, não nem pensar, vocês não tem que se meter nisso. – "Bem que eu queria, mas não é problema delas e eu tenho que aprender a resolver as coisas sozinha." pensei — Então vamos falar de coisa boa. – Nesse momento o meu telefone toca, era o Lucas, recusei a chamada mas ele ligou de novo e mais duas vezes.
- Atende menina – a Miss disse. Atendi.
~~telefoneon~~
- Fala – disse.
- Alô se diz. – ele disse rindo.
- Eu sei mais só pra desconhecidos. Fala Lucas o que você quer eu to comendo.
- Mas já – falou com voz de triste – eu queria comer com tigo.
- Eu to comendo com a Miss e a Mary.
- Você vai ficar a tarde toda fora de novo?
- É o ultimo dia que elas vão ficar aqui. O que você acha?
- Acho que assim eu não vou agüentar de tanta saudade.
- Eu também, mas ainda vou ficar aqui a semana inteira elas não.
- Ta acho que vou superar isso, te vejo de noite?
- Claro, tchauzinho.
- Beijos – desligamos.
~~telefoneoff~~
- Que amor de vocês dois, nem sei o que ele falou mas... – a Mary disse. Nesse minuto fiquei com um pouco de vergonha. "Ainda bem que sou 'preta' assim eu não fico vermelha". – Não precisa ficar com vergonha. – mesmo assim ela descobre.
- Ta agora é só nos três, eu tenho que falar uma coisa pra vocês. – disse.
- Não sei ainda porque vice não fala direto. – a Miss disse – fala logo.
- A 25 de março é foda. – disse rindo.
- Quero muito lá. – a Mary disse.
- Então bora agora. – pagamos a conta e saímos de lá. Seu Evandro chegou rapidinho, chegamos lá em menos do vinte minutos.
- Isso é foda mesmo. – a Miss disse saindo do carro. Não estava muito cheio e deu pra anda mais do que esperava. A miss como sempre comprou quase que a rua inteira, a Mary também e eu não sou tão consumista, até parece, mas não comprei muita coisa não.
- Vamos embora, ainda temos muitas coisas pra arrumar na mala e isso aqui também – a Mary disse.
- Eu nem arrumei a minha ainda – a Miss disse enrolada com as bolsas.
- Então ta né, vou ligar pro seu Evandro – disse meio desanimada. Chegamos no hotel, ajudei a arrumar as malas delas e o telefone da miss tocou. Ela disse que era o pelu. Pelo que eu ouvi ele pedir pra gente ir pra casa do Lucas para uma despedida.
- Eta Mary, a Miss ta pegando uma... – disse
- Quem dera, mas acho que hoje vai – ela disse animada.
- Não acredito, vai pegar o Pelu e o Vini. – a Mary disse desconfiando não sei de que.
- O Vini é do Rio e eu estou em Sampa e sem ninguém, se ligou – a Miss disse fechando a mala.
- Ah sei um em cada estado, é essa a técnica. – disse.
- Hahaha, entendeu né. Vamos então já acabamos.
- Vamos quero ver se plano em ação. – a Mary disse se levantando.
- Não é plano é destino. Ele disse que queria falar serio comigo numa praça perto dali.
- Sei que praça é essa. – disse. – Vamos logo, vamos.– Seu Evandro não saiu da porta do hotel então chegamos lá rápido.
- Oi meninas – o Lanza disse quando entramos. Todos estavam vendo teve e quando a gente entrou o Pelu deu um pulo todo mundo olhou pra ele que ficou um pouco constrangido na hora e logo depois se manifestou.
- Oi Letícia podemos ir pra aquele lugar que agente combinou – ele disse e eu dei um sorriso malicioso – Que foi? – ele me perguntou.
- Nada – disse.
- Vamos, claro – a Miss disse, eles saíram. Eu sentei do lado do Lucas e a Mary do Lanza.
- Mary – o Lanza disse virando pra ela. – desde quando você chegou e gente não se falou. Vamos conversar lá em baixo no jardim – "Até a Mary se dando bem, não, ela esta com o Bruno, ela não é igual à Miss" pensei.
- Claro vamos sim – a Mary disse se levantando, eles saíram e eu olhei pro chão e depois pro dois que sobraram.
- Que foi? – o Lucas disse pegando minha mão.
- Nada. – disse. "Será que é agora que eu tenho que falar ou não? Acho melhor não, tudo mundo quando voltasse ia perceber o clima" pensei e me levantei – Todo mundo saiu né. Vamos sair também.
- Claro que sim boa idéia – o Thomas disse se levantando.
- Quem disse que eu falei com tigo, se quiser sair sai sozinho. – disse e ele se sentou – Vamos Lucas. Você não estava com saudade? – disse puxando ele mas não saiu do lugar.
- Ah não – cruzei os braços – to cansado e queria ficar em casa.
- Então eu vou subir, fique ai. Você não queria Tair Thomas, sai com ele agora estão em dois. – disse e subi. Peguei meu computador, liguei e sente na cama. Nada de mais na rede, aproveitei e passei as fotos ainda do dia da praia pra ele.
[Pelu Narrando]
Eu e Letícia estávamos sentados na mesa um de frente pro outro e ela esperando que eu falasse.
- Eu te trouxe aqui pra te avisar que se você toma esses negócios direto é melhor parar porque pode te prejudicar e você é tão nova. – eu disse um pouco nervoso.
- Aquilo ali foi só um momento e já passou e eu to boa – ela disse fiquei mais aliviado pensei que ela ia me bater. – Eu só tomei isso duas vezes, sem problema. Mais alguma coisa?
- É tem.
- O que?
- Eu fiquei preocupado com você e seu namorado no telefone. — Namorado? Eu não tenho namorado.
- O tal de Vinicius que você estava falando no telefone?
- Ele é um ex-namorado meu. Porque ficou preocupado com isso?
- Não sei, senti na hora.
- Que sentir outra coisa.
- Como assim... – e ela me beijou, do nada. Foi muito bom. Quando acabou ela começo a andar em direção ao prédio do Koba sem dizer nada, fui atrás dela e a peguei pelo braço, ela parou e praticamente nos "pegamos" ali, um modo de dizer que nos beijamos mais ainda.
- Ta, ta, ta bom – ela disse me empurrando pra trás – Não é assim tão fácil não.
- Pareceu que sim. – eu disse.
- Só pareceu, pra começar eu não sou de ficar muito tempo num trampo só e eu acho que você é só uma aventura sem querer te ofender. – "nossa" pensei.
- Não me ofendeu não, eu desconfiei quando você falou que não era fácil – resolvi ser pervertido essa noite – E se é pra ser uma aventura é melhor fazer direito né? —
- Epa garoto vai com calma, eu disse que não sou fácil.
- Desculpa saiu sem querer.
- Eu gosto de sair sem querer, mas já esta passando dos limites de hoje.
- Como assim?
- Esquece ta vamos voltar devem estar sentindo falta da gente. – Ela disse realmente eu estava pegando pesado. Quem sabe da próxima.
- Vamos sim. – voltamos. Só estava a Mary, o Pedrinho e o Thomas. – cadê a Bia e o Koba? – disse entrando.
- Lá em cima – o Thomas disse.
[Bia Narrando]
Dez minutos depois que eu subi o Lucas subiu e sentou do meu lado.
- Ta fazendo o que? – ele disse apontando pro computador.
- Só editando umas fotos. – disse.
- Onde você pegou essas?
- Eu não peguei, eu tirei na praia.
- No dia que a gente se conheceu?
- É.
- Você é melhor que eu nessas coisas.
- Ate parece. Só sou mais uma amadora por esse mundo.
- Porque você esta assim?
- Assim como?
- Meio triste, pra baixo. É porque eu não quiz sair?
- Também e que as meninas vão embora.
- Mas eu vou ficar o tempo todo com você, nem vai sentir falta delas.
- Claro que vou elas são garotas e minhas amigas.
- Você quer voltar com elas?
- Claro que não. Não se preocupa isso passa.
- Ta bom – eu fechei a janela das fotos e ia desligar o computador quando o Lucas percebeu o papel de parede.
- Que papel de parede é esse? – era do Bruno Prado, do Cine.
- Sabe quem é não?
- Claro que sei, quero saber porque ele esta ai.
- Para de neura. Eu não ligo esse pc desde dezembro, nem sonhava que isso poderia acontecer.
- Então pega sua maquina agora – comecei a rir na hora.
- Pra que Lucas?
- Pra tirar uma foto de nós dois e colocar ai – Nem falei nada ele mesmo foi lá e pegou a maquina, tirou a foto, colocou no computador e botou como papel de parede.
- Satisfeito – disse olhando pra ele com meu computador no colo.
- Um pouco. – ele disse abaixando a tela e colocando-o no chão.
- O que mais você deseja senhor? – brinquei com o seu cabelo.
- Um beijo. – dei um beijo rápido nele – Só isso?
- É todo mundo já deve estar lá em baixo esperando a gente e eu tenho que falar com a Miss. – disse me levantando.
- Ah...
- Ah nada Lucas bora logo – puxei ele pela mão e descemos.
- Os pombinhos chegaram. – a Miss disse. Senti que o Lucas ficou com um pouco de vergonha. Sentamos e ficamos conversando de bobeira. Quando o Pelu, o Lucas e o Lanza foram pra cozinha eu e as meninas descemos para o jardim
- E ai Miss o que aconteceu? – disse sentando no banco. – Pegou ele?
- É sim, to meio boba ainda. – ela disse. – Ele disse um monte de baboseira sobra o que tomei e disse que ficou preocupado com o meu "namorado" e comigo. Ai eu disse "que namorado" e ele... – assim ela contou a historia toda. Ela parecia um pouco perturbada com isso, não sei porque.
- O que vai fazer com o Vinicius? – a Mary disse.
- Eu vou terminar com ele – ela respondeu – E usar um pouquinho o Pelu. — terminou e deu uma piscadinha.
- Você é muito ruim – disse "Como assim usar o Pelu" pensei.
- Porque eu sou ruim?
- Porque você beija um cara, depois termina com seu namorado e vai pegar o cara que beijou antes. Incrível como você faz isso como se fosse abrir a geladeira.
- Você sempre soube que eu era assim de não engatar serio com ninguém e ainda vou ficar assim pelo resto da vida.
- Mas chegar... Deixa pra lá. – disse eu sabia que ia me enrolar pra falar e falaria tudo o que eu não queria.
- Tudo bem, e vocês fizeram o que?
- Nada – a Mary disse.
- Como nada Mary, o Lanza e você conversando no jardim.
- Que? – a Miss gritou – Pe Lanza, você, me explica tudo o que vocês falaram.
- Não foi nada de mais. ele só falou umas coisas chatas e me perguntou varias coisas bobas.- ela disse na maior tranqüilidade.
- Então ta né, não quer falar. – a Miss disse. Naquele momento os meninos apareceram e vieram em direção a gente.
- O que fazem as meninas nesse lugar tão frio e escuro. – o Thomas disse se sentando do lado da Mary, que fez com que ela se levantasse e sentasse do outro lado. – Que houve Mary? – ela permaneceu em silencio.
- Eu disse que ela não gostava de você – disse e todos riram.
- Para de bobeira menina – ele se levantou e se sentou do lado dela de novo.
- Para você. a Bia disse que eu não gosto você e é a pura da mais pura verdade. – a Mary disse e ele se levantou e ficou em pé do lado dos meninos.
- Só eu que não tenho par nessa bagaça – ele disse pro Pelu e fez com que todos rissem.
- Ta galera parem de neura – esses dias eu estava usando muito a palavra "neura" nem sabia direito o significado. Nos levantamos e fomos a uma pizzaria. Já estava quase na hora das meninas irem embora, estávamos no aeroporto sentadas esperando chamarem o vôo.
- Vejo vocês em breve, muito breve mesmo – disse para elas.
- Foi muito legal ficar aqui com vocês – a Mary disse pra mim e pro Lucas. O Thomas e o Pelu estavam no carro esperando e o Lanza ficou no "apê" do Lucas como a Miss diz.
- Vocês também são bem legais – o Lucas disse se levantando.
- Acabaram de chamar nosso vôo vamos Mary – a Miss disse.
- Boa viajem meninas – disse para elas nos despedimos mais que o necessário e elas partiram.
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