Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro
12 Capítulo 12 - Alegrias Não Duram Para Sempre
Notas iniciais
Acordei com meu celular tocando freneticamente, foi ai que me toquei que tinha dormido na sala e que ainda era madrugada.
- Porra que é o filho da puta que ta me ligando – peguei o celular e vi as horas no mesmo, quatro e dez da manhã.
~~telefoneon~~
- Alo, olha aqui, tem nada pra fazer não, fica ligando pros outro ai de madrugada – falei tudo que a outra pessoa precisava ouvir. Não gostava e não gosto que me acordem de madrugada.
- E acha que eu gosto de acordar de madrugada pra da um aviso de um amigo pra você? – "Puta que pariu, o que o encosto quer, velho" pensei.
- Fala logo Thomas – disse me sentando.
- Boca suja é pra se lavar, continuando, como você já sabe o Koba vai te encontrar amanhã, hoje, sei lá, e ele disse pra te dizer que vai estar uma da tarde no jardim e não é pra almoçar – como ele falava enrolado, só entendi "uma da tarde, jardim e não almoçar".
- Só isso? Muito obrigada pelo aviso, ate a próxima – disse encerrando o papo.
- Calma, eu queria te perguntar da Mariana, aproveitando – "o que ele tem com e Mary?" pensei.
- O que você quer saber dela?
- É... se ela tem alguma coisa pra fazer amanhã de tarde.
- Provavelmente não, o NAMORADO dela estará trabalhando e ela não me disse nada que ia algo amanhã, satisfeito? – frisei, quase gritei, a palavra "namorado".
- Só me confirma o numero do celular dela, é 95468474.
- É sim, tchau – desliguei o telefone e ainda eram quatro e quinze.
~~telefoneoff~~
Já tinha perdido o sono, então resolvi fazer minha higiene matinal, escovar dente, pentear o cabelo e tal. Fui à cozinha e preparei um café reforçado pra agüentar o dia inteiro, voltei pra sala com uma xícara de café super forte e uns pães de queijo que tinha em cima do fogão, a televisão já estava ligada só fiz mudar de canal.
...
- Pai já to indo, fala pra mamãe que... – pensei um tempo – que já fui, não volto tarde.
- Tudo bem – ele estava na mesa lendo um jornal e minha mãe tinha ido fazer compras.
Não demorou muito pra chegar no Jardim Botânico. "Será que esse lugar é o ninho de amor pra casais?" pensei enquanto olhava pra uns cinco casais se beijando. Passei uns minutos olhando nas redondezas e encontrei o Lucas sentando em uma mesa tentando esconder algo, sem sucesso.
- OLHA O KOBA – gritei com uma voz mais fina no seu ouvido.
- Menina não grita – ele disse logo depois de se recuperar do susto.
- Ah esqueci, meu peguete é famoso – dei um selinho nele e me sentei de frente para o mesmo – Então o que é isso ai? – olhei para um saco gigante com alguma coisa quadrada dentro.
- Nossa comida.
- Hum tinha esquecido que não comi. Mais isso ai é um... como se fala? – realmente eu tinha esquecido do que era.
- Um piquenique. Vamos andar pro ai e encontrar um lugar menos movimentado pra arrumar isso.
- Quanto tempo eu não faço uma coisa dessas, sei lá, quando eu era pequena quem sabe? – fomos andando abraçados. Não demorou muito pra encontrarmos um lugar vazio. Arrumamos tudo e nos sentamos um do lado do outro
- Eu to sentindo falta de uma coisa aqui? – disse e ele me olho com duvida – eu sei que aqui tem bastante coisa, mas minha parceira não ta aqui – me referia a pizza.
- Esquece ela, não quero ter um ou uma concorrente agora.
- Ta bom – encostei minha cabeça em seu ombro.
- Olha tem pão de queijo, que você gosta muito – "eu não tinha contado pra ele que gostava de pão de queijo" pensei com uma certa desconfiança.
- Como você sabe disso? – disse pegando uma lata de redbull. Fiquei feliz em saber que ele lembrou que redbull pra mim era como água, mas o pão de queijo ainda me intrigava.
- Quem não gosta disso? – ele pegou um copo e me deu – mudando de assunto, o que você queria me dizer?
- Como eu posso dizer, olha vou ser bem clara e direta – estávamos um do lado do outro, então eu me virei para olhá-lo.
- Fala logo, ta me preocupando.
- Não há motivos pra se preocupar. É que... como eu posso dizer... eu to rica. Eu não minha mãe jogou na loteria e agora ta milionária, mas eu sou filha dela, ela é minha mãe. Então quer dizer se ela ta rica, eu to rica, se ela ta pobre, eu to pobre, entendeu – falei demais e percebi que estava ofegante.
- Calma, respira, não quero que tenha um ataque cardíaco – dei um leve sorriso e ele voltou o falar – Sua mãe jogou na loteria e ganhou – "Porque ele ficou serio" pensei. Ele pegou um copo já cheio de redbull – vamos aproveitar e comemorar.
[PELU NARRANDO]
Eu estava no hotel, um tédio que tomava conta do meu ano, não tinha televisão, o Koba foi encontrar com a Bia e provavelmente o Thomas e o Pedrinho estão dormindo. Era apenas eu e meu celular. Ate agora a Letícia não me ligou, então resolvi ligar eu mesmo pra ela.
~~telefoneon~~
- Alo – uma voz doce atendeu, eu amava aquela voz.
- Oi Letícia é o Pelu – escutei ela aquecendo a voz.
- Pelu? Oi.. como você ta e o que você quer? – ela disse meio nervosa.
- Eu to bem e te ligue porque estava aqui sem fazer nada então te liguei. E você como ta?
- Yo bem – ficamos um tempo em silencio e nenhum de nós queria quebrar o gelo, mas não podia ficar assim pra sempre.
- Tive uma idéia, que tal você vir aqui pro hotel que eu e os meninos estamos hospedados e trocarmos um papo, sei lá quem sabe comer alguma coisa, topa? – tomei iniciativa.
- Sim, tudo bem me passa o endereço – peguei o papel do hotel no criado mudo e passei-a o endereço – Valeu, já já eu to ai.
- Tudo bem, ate daqui a pouco – desliguei e voltei a deitar na cama.
~~telefoneoff~~
Tomei um banho, coloquei uma blusa azul marinho e uma bermuda jeans do Koba, que ficou um pouco larga em mim, mas coloquei um cinto e ficou tranqüilo, e um tênis preto com o símbolo da Nike em branco. Coloquei um perfume e estava pronto para esperá-la chegar. Aproveitei esse tempo para pedir uma pizza. Trinta minutos depois a campainha toca, dei um salto ate a porta e abri a mesma.
- Letícia, veio rápido, pode entrar – disse dando passagem para ela entra e fechei a porta – Senta ai na cama ou no sofá. Daqui a pouco chega uma pizza que pedi.
- Que bom – ela disse já sentada no sofá – Então... enquanto a pizza não chega vamos fazer o que?
- Quer jogar PSP? — ela fez uma careta — Esqueceram de pedir televisão quando vieram reservar o quarto, por isso não da pra jogar vídeo game – disse. "Que o você fala pelu? O que ela gosta?" pensei. Eu não sabia o que falar.
- Interessante – ainda bem que o telefone tocou se não o silencio ia reinar nesse quarto.
- Deve ser a pizza – peguei o telefone em cima da cama.
~~telefoneon~~
- Pode falar – disse.
- Senhor Pedro Lucas? – disse uma voz de mulher, a recepcionista, claro.
- Sim sou eu, pode falar.
- Sua pizza chegou, pode mandar subir?
- Pode sim claro. Obrigada.
- De nada – desliguei o telefone e voltei a me sentar ao lado da Letícia.
~~telefoneoff~~
- Já ta subindo – disse sorrindo e ela me retribuiu.
- Então, vamos fazer o que? – ela disse sem jeito, na verdade ela estava um pouco sem jeito desde que a liguei.
- Vamos comer e depois da uma volta por ai.
- Boa idéia – a campainha do quarto tocou e fui atender, lógico era a pizza. Abri a porta e a Letícia veio correndo.
- Julio, priminho que saudade – ela disse me tirando do caminho de leve e dando um abraço no cara.
- Lê, você aqui? – ele disse e eles se separaram – depois me canta como anda tudo que agora tenho que fazer mais entregas.
- Tchau gostoso – ela disse sorridente, o abraçou de novo e se despediram.
- Brigado cara – disse depois de pagar. Fechei a porta, coloquei a pizza na mesa e começamos a comer, falar sobre tudo e quando demos conta já tava meio tarde, a gente já tinha acabado de comer e estávamos um em cada lado da cama, deitados olhando pro teto. De novo aquele silencio voltou a reinar no quarto e eu resolvi quebrar e vê se pintava um clima entre a agente. Desde o dia naquela praça eu não a tirava da minha cabeça e pelo que eu vi, ela também não me tirava da cabeça – Lê, será que... sei lá – fiquei nervoso – será que a gente...
- Só vamos saber tentando – cada vez mais ela chegava mais perto e já estava sentindo
Sua respiração perto da minha. Ela estava me provocando vindo naquela lentidão, então não resistir, a pegue pela cintura selando nossos lábios. Já estava com saudades daquele beijo. No começo ela se assustou com minha reação mas depois relaxou. Já estava sem fôlego, eu não podia para de beijá-la se não ela ia arrumar uma desculpa e ir embora.
Continuamos ali e o negocio tava esquentando, já não sabia onde estava minha camisa e o espaço entre nossos corpos estava impossível de passar algum ar. Percebi que não podíamos ficar só naquela de beijo, então resolvi aprofundar só mais um pouquinho as coisas, devagar fui levantando sua blusa e beijando seu pescoço. De repente ela para bruscamente.
- O que foi? – perguntei enquanto ela olhava em seu relógio.
- Desculpa, eu tenho que ir – ela disse se levantando e pegando sua bolsa que estava encima do sofá.
- Porque? Não tava gostan...
- Não, não é nada disso. Eu preciso ir mesmo – ela disse já na porta, me levantei catando uma camisa pelo chão e indo ate ela.
- Então deixa eu te levar ate lá embaixo? – disse já com a camisa no corpo.
- Não realmente não precisa.
- Então ta – abri a porta e lá foi ela ate o elevador, andando a passos rápidos. "Essa menina ainda vai me dá trabalho" pensei e fechei a porta me jogando na cama.
- ESSA MENINA AINDA VAI ME DEIXAR LOUCO BRASIL – disse gritando o suficiente para a pessoa de cima começar a bater no chão do quarto – Desculpa – disse rindo.
[LETÍCIA NARRANDO]
"Meu deus o pelu ta mexendo comigo" primeira coisa que eu pensei quando entrei no elevador. Tentei sair o mais rápido possível daquele hotel. Se não eu ia perder a cabeça e minha roupa também. Nem eu sei porque sai daquele jeito, o pelu deve ta achando que eu sou louca. Hei to a fim de voltar lá. Não dava tempo já estava no táxi indo pra casa da Bia. "Porque eu to indo pra casa da Bia? Eu to pirando. O Pelu ainda vai me deixar louca", pensei.
Chegando na casa da Bia a mãe dela fala que a mesma saiu, que não ia demorar pra chegar e me convidou pra jantar junto com ela.
- Tia a bia ta demorando muito, acho que amanhã eu falo com ela – falei logo depois que me sentei no sofá.
- Calma ela já deve ta chegando – ela disse tirando a mesa do jantar – Aproveita que você não ta fazendo nada e me ajuda aqui na cozinha.
- A bia tem a quem puxar, na categoria explorar as pessoas – disse rindo e indo em direção a cozinha. Ela me botou pra lavar a louça, a Dona Cristina era uma exploradora de menores.
[BIA NARRANDO]
Minha casa, bela casa, graças a deus, transito infernal. Queria saber uma coisa, da onde sai tanto carro? Abri a porta de casa pensando que poderia dormir tranqüila, não a Miss tava lá esparramada no sofá.
- BIA GRAÇAS A DEUS – ela da um salto gritando loucamente.
- Ta fazendo o que aqui? – disse na maior educação.
- Nem eu sei cara – ela sentou parecendo confusa – Tanta coisa, que vim pra cá.
- Tanta coisa o que, o Vinicius apareceu? – me sentei ao lado dela.
- Claro que não, e ele não ouse a aparecer, esquece depois eu falo. Bora tomar uns porres, balançar o esqueleto, preciso esfriar a cabeça. Depois eu te conto.
- Ta então, liga pra Mary que eu vou tomar um banho e ligar pra...
- Não me diga que vai chamar aquela Roberta.
- Vo e você nem conhece ela ainda, pra ficar de baboseira.
- Bla bla bla ta bom, vo ligar pra Mary lá de casa, umas oito eu to aqui – ela disse já indo ate a porta.
- Serio que é as oito, eu ainda tenho que da uma descansada, velha. O transito tava infernal, coisa sobrenatural.
- Você reclama de mais, as dez nos sai então, fecho?
- Tudo tranks, liga pra Mary não esquece.
- Ta eu sei, ate mais – ela disse e logo saiu.
- MÃE TU TA ONDE? – gritei pra ela poder escutar.
- To no quarto – escutei muito longe. Subi e ela estava deitada na cama assistindo programa de culinária.
- Tem alguma coisa pra comer? – disse na porta.
- Lá na cozinha, sua amiga ta ai, viu ela?
- Vi sim, daqui a pouco a gente vai sair, tudo bem?
- Ta não quero buscar você na delegacia, por favor se controla.
- Mãe, eu não sou assim ta, quantos vezes eu cheguei descontrolada em casa? – disse rindo.
- Todas que você saiu – eu ri mais ainda.
- Que moral eu tenho, quem eu puxei?
- Eu não sei, mas vai logo que eu quero ver como faz comida aqui – ela disse apontando a televisão.
- Ta bom, tchau – fui em direção ao meu quarto tomei um banho, vesti qualquer coisa e desci pra comer algo. Não sei onde cabia mais comida no meu estomago, mas eu estava com fome. Peguei uma Coca na geladeira e uma panqueca que minha mãe tinha feito. Subi pro quarto e peguei o telefone pra ligar pra Roberta.
~~telefoneon~~
- Alo? – muito barulho.
- Bia, pensei que não ia mais ligar. Fala ai – ela disse e logo o som acabou.
- Que tal agitar o esqueleto hoje umas dez horas?
- Claro, tava esperando por isso, já ate sei um lugar top pra irmos.
- Claro a Mary e a Miss também vão. Valeu?
- Claro guria, quanto mais gente melhor. Aonde vamos se encontrar?
- Sei lá, onde é esse lugar top, que tal lá?
- Sim, sim, é bem fácil de achar – ela demorou um pouco pra conseguir falar o nome do tal lugar, mais me passou tudo direitinho.
- Ta então, ate as dez.
- Tchau, ate – desligamos
~~telefoneoff~~
Ainda eram sete horas e resolvi da uma cochilada de leve só pra recarregar as energias, que a noite seria longa. Coloquei o celular pra despertar nove horas e deitei na cama, menos de um segundo já estava em coma.
"You know I know how/To make 'em stop and stare as I zone out/The club can't even handle me right now..." Bastou pra me acordar na vibe da noitada. Levantei tomei outro banho rápido e me arrumei.
- Porra, pensei que nunca ia abrir essa porta – a Miss disse quando abri a porta, logo atrás dela vinha a Mary.
- Boa noite, posso entrar? – disse de forma irônica – e ai Mary pronta?
- Sempre – ela respondeu enquanto a miss já estava no meu quarto gritando loucamente.
- Bora subir a louca já ta histérica – subimos pro quarto antes dei uma olhada pra ver se minha mãe ainda estava acordada e, ainda bem, já estava no quinto sono – O que vocês estão fazendo aqui essa hora? – disse entrando no quarto.
- Já são quase dez da noite pessoa, só chegamos um pouquinho adiantada – a Mary disse fechando o zíper do vestido da Miss.
...
- Chegamos senhoritas – o motorista do táxi nos disse parando o carro.
- Valeu ai – entreguei o dinheiro e ele seguiu ser caminho.
- Nossa!! – a Miss já falava gritando – Que lugar fantástico!!
- Ta, vamos pra lá que eu já encontrei a Roberta – atravessamos uma pequena rua e fomos em direção a Roberta – Robertinha, chegamos – falei perto do ouvido e ela virou de uma tal maneira que me assustou.
- Calma eu não mordo – ela disse olhando para as meninas, acho que elas também levaram um susto – Bia que saudade, vamos entra? Ta fervendo o lugar. Primeiro, você é a Mary e você é a Letícia, certa? – disse apontando pra duas certas.
- Sim somos – a miss falou com um olhar de "Não gosto dessa garota" – E também você..
- Vamos entrar né Miss – disse interrompendo ela, porque daquela boca ia sair besteira.
- Claro Bia vamos – entramos logo atrás de Roberta e lá dentro estava escuro só podendo ver os reflexos que as luzes faziam nas pessoas dançando e a musica nos últimos volumes que uma pessoa pode agüenta. "Como ta bom isso" pensei dando um sorrisinho malicioso.
- Vamos subir nossa mesa ta lá em cima, depois descemos – Roberta disse e subimos uma escada que tinha mais gente deitada do que em pé. Na parte de cima era a mesma decoração que em baixo, só que tinha mesas, estava menos cheio, dava pra ver os barmens e coisas mais.
- Eu pegar alguma coisa pra beber e dar uma volta por ai – disse no ouvido da Mary que estava mais próxima de mim. Ela assentiu com a cabeça e fui em direção ao bar que estava com menos gente – Fala aí, quero alguma bebida pra começar agitando, entende – o cara fez um belezinha e pegou duas garrafas, uma verde e outra transparente. Me sentei pra esperar e em minutos já sentir um suspiro no meu ouvido.
- E ai bia – um cara disse. Olhei pro lado e não podia acreditar velho eu pensei que tinha me livrado dessa praga, mas era um pouco impossível.
- Ehomas? E ai? – gritei.
- Ta fazendo o que aqui, garota comprometida? – ele disse mais perto que antes.
- Que? – gritei e peguei minha bebida que o cara colocou na bancada – Valeu – disse pra ele – Ta servido? – olhei pro Thomas apontando o copo.
- Não já tenho a minha. Os outros cara tão por ai. Veio sozinha? – "Como assim os outros caras tão por ai, o Lucas não me disse nada, ta eu também não disse nada pra ele, ai esquece Beatriz" pensei.
- Não, vim com a Mary, a Miss e a Roberta. O Lucas também ta por ai?
- Não o Pelu e o Koba não vieram. A Mary ta aqui também? – assenti que sim e ele pegou minha mão – Vamos, quero ver ela – fomos ate a mesa onde as meninas estavam e me assustei o Thomas quase pula em cima da Mary, coitada dela.
- Ai retardado sai daqui – ouvi a Mary disse o empurrando.
- Oi Letícia oi Roberta. Senhora Mariana não é assim que se trata um cara quando ele te abraça – ele disse olhando pra cada uma e sentando ao seu lado.
- Danasse... – deixei os dois se amando e me sentei do outro lado da mesa ao lado da Miss.
- O que ele ta fazendo aqui? – a miss disse.
- Sei lá cara – disse aproveitando da minha bebida que estava no ponto certo, muito forte.
- Ele veio sozinho ou trouxe a trupe?
- Não só ta ele e o Lanza.
- O PEDRO TA AQUI – Roberta gritou se jogando em cima da miss, que a empurrou e começaram a discutir.
- Ah legal só eu que não tenho uma pessoa pra xingar – disse e todos pararam suas respectivas atividades e me olharam – Que foi? Olha eu amo essa musica e vou sacudir, vocês vão ficar ai? – me lenvantei.
- Eu vou contigo – a Mary disse logo depois a Miss e a Roberta se levantaram deixando os "pombinhos" a sós – Pêra ai eu também vou – a Mary a todo custo tentando sair pelo outro lado. Eu ri com a cena.
- Eu não fico aqui sozinho – Thomas se levantou se colocando ao lado da Mary.
- Sai daqui cara eu tenho namorado, e mesmo se não tivesse eu nem tocaria em você entendeu? – a Mary disse e depois saiu andando ate as escadas e ele atrás dela.
- Par perfeito né, eles se amam – eu disse pra Miss que começou a rir.
- Mais ele não era gamado pro ti? – ela disse.
- Era linda, agora GRAÇAS A DEUS não é mais, vamos descer – disse a pegando pelo braço.
- Gente o Pedro deve ta pro aqui, vou atrás dele ta? – a Roberta disse e sumiu no meio do pessoal.
- Deve ter gamado também – disse rindo.
Já estava uns 40 minutos na pista, a miss sumiu, a Mary deve ta pegando o thomas e a Roberta o Lanza. posso falar a verdade? Eu queria ligar pro Lucas esse exato momento. Já estava um pouco cansada, fui ate um bar e pegue ma garrafa de alguma coisa com álcool. andei ate uma das pilastras ao redor da pista e me encostei pra recarregar as forças.
- E ai, a Mary sumiu então vim ver se precisa de companhia – olhei pros lados e depois pro encosto bêbado.
- Valeu mas eu não preciso não – disse com um sorriso falso estampado no rosto.
- Eu tenho certeza que essa garrafa quer companhia – "Ai deus me ilumine, conversa de bêbado é foda" pensei. Realmente o Thomas estava bêbado.
- Toma ela pra você – lhe entreguei a garrafa.
- Eu não quero só ela...
- Bonitão por favor, me esquece, a Mary te ama, vai procurar ela – o interrompi.
- BIA POR FAVOR VOCÊ – ele gritou me imprensando na pilastra – você se fingi ou não quer admitir – dei um sorriso sarcástico.
- Admitir o que? – continuei rindo e ele foi se aproximando do meu rosto – Que eu gosto de você? Por favor Thomas, se liga, se eu to com o Lucas é porque não gostos de ti.
- Ou você não que se convencer que gosta do Thomas – ele tentou me beijar mas virei a cara e foi na bochecha.
- Vê se me esquece e vai perturbar a Mary – ele se afastou e eu sai em direção ao bar mais próximo – Velho, me da a mais forte que você tiver – peguei a bebida e subi. Chegando lá só a Mary e a Miss estavam sentadas a mesa. Sentei-me com toda a raiva que eu tinha naquele momento, o álcool e a raiva juntos subiram do nível 1 ao nível 100. claro que as garotas perceberam.
- O que houve Bia? – a Mary com a voz de preocupada.
- Por favor me esquece, eu não existo – disse tomando uns três goles de uma vez que foram meio copo. Senti-me culpada pro ter tratado a Mary daquele jeito, não era culpa da guria, mas o estrago já estava feito. Passou um tempo e o álcool me consumia cada vez mais, já tinha perdido as contas de quantos daquele copo eu já botei pra dentro. passou mais algum tempo e eu olhando as pessoas bêbadas, felizes, dançando. As meninas ainda conversam de algo que não me interessava. Peguei meu copo, que estava quase vazio, e vi uma cena que era a ultima coisa da minha lista de "Coisas que são a ultima coisa da lista de coisas que não quero presenciar" eu sei que é grande o nome mas era verdade. O Thomas estava se agarrando com uma guria, agarrando não eles estavam quase trepando ali, desculpa falar assim mas era preciso. Parecia que em cima da cabeça dele tinha uma placa brilhante escrito "Beatriz olha pra mim, eu to beijando uma garota". Percebi que meus olhos estavam ardendo alem da conta, minha respiração estava muito forte e o copo na minha mão estava prestes a quebrar.
- Bia porque você esta assim? – ouvi a Miss dizer só que meus olhos não conseguiam sair daquela cena. Percebi pelo canto do olho que as meninas também estavam vendo aquilo que eu não queria ver. Quando eles pararam com o espetáculo, o aborto de coruja vinha em nossa direção. Levantei-me e olhei para as meninas.
- Eu já vou, podem ficar se quiserem – disse pegando minha bolsa e me controlando pra não gritar.
- A gente vai com você Bia – a Mary disse já ao meu lado.
- Agradeço bastante – disse e saímos em direção as escadas. No meio do caminho o aborto de coruja parou a Mary e perguntou algo a mesma.
[THOMAS NARRANDO]
- Vocês já vão? – perguntei a Mary enquanto a bia já estava descendo as escadas.
- Já sim – ela respondeu e saiu. Meu plano tinha dado certo, a bia estava se mordendo de ciúmes.
- Thominhas – a garota que eu beijei falava comigo.
- Fala – tentei lembra mas esqueci o nome dela.
- Então mais tarde..
- Não nem vem, você já fez o que eu pedi e já te paguei, obrigada – disse e fui em direção as escadas. "Quem sabe se eu ir rápido ainda pego as meninas indo embora" pensei e era isso que eu iria fazer. Sai daquele local e elas estavam lá, do outro lado da rua esperando um táxi. A Bia ainda estava com os olhos vermelhos e bem nervosa. As meninas estavam tentando acalmá-la mas sem sucesso. Atravessei a rua e a Bia me olhou como se fosse me comer vivo, me dar um tiro de bazuca de dois canos. Mesmo assim tomei coragem e falei.
- Olha quem ainda esta aqui – a Bia deu um passo pra frente, me encolhi pensando que ela ia me bater, mas ela deu sinal para o táxi que já estava próximo.
- Se vocês vão ficar conversando ai fala logo porque eu não quero esperar – ela disse olhando pras garotas.
- Não a gente vai sim – a Mary disse e logo elas entraram no carro que já estava parado. Meu plano ai muito bem, era o que eu queria, deixar a Bia se mordendo e mordendo os outros de raiva de mim, isso que dizer que existe, claro, um sentimento por mim dentro dela. E ainda mais essa noite ela passaria pensando em mim, bom. Amanhã eu ligarei fingindo que nada tivesse acontecido, se ela tocar no assunto, bom,ta dando certo.
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