Interligados por um Destino

10 Capítulo 9- Sophia- Parte 2


Notas iniciais
Meninas!!! Espero que gostem das novidades!!!

Eu estou tremendo, incontrolavelmente, as lembranças que tanto tentei esconder, estão nadando de volta a minha consciência, e estou me afogando nelas, me sufocando, tentando encontrar ar.

Respiro fundo várias vezes e sinto o cheiro de morte, de putrefação, o mesmo cheiro que senti ao estar naquele quarto com Weslley.

Sento na cadeira e fecho os olhos com força, agora não, agora não é hora, agora é hora de ser forte. As poucas imagens que tenho daquele dia forçam a barreira da minha mente, tentando sair, me destruir, e estou quase me perdendo naquelas memorias, quando meu celular toca.

Smile de Avril Lavigne substitui o silencio da sala.

Finalmente as imagens retrocederam.

Suspiro e atendo o telefone.

– Alo, Kelly?

– Quem mais poderia ser? Eu tenho uma novidade!! Acabei de atropelar um cara tãoooooo sexy!!!

Tusso, Kelly, sempre divertida, ela é uma distração muito bem vinda agora.

– Pera, como assim?

– Eu peguei nossa moto e fui te visitar na empresa, já que não tenho clientes agora, então um cara, loiro, dos olhos AZUIS, atravessou sem olhar e acabei batendo nele, foram papeis pra tudo que é lado, imagina minha reação desesperada? Agora eu estou aqui no hospital com ele! Ai, será que eu vou receber um processo ou uma transa quente?

– Deixo ver se entendi direito, você atropela o cara, e está mais preocupada se vai transar com ele, do que com o estado dele? Menina, você é ninfomaníaca, sabia?

– Ainda bem que nós, ninfomaníacas, nos entendemos muito bem.

Rolo os olhos.

– Tanto faz. – Então uma ideia me vem na cabeça – O cara que você atropelou, deu um nome?

– Claro, é Jack. Imagina que sexy esse nome ficaria sendo gritado por mim, em um orgasmo?

– HO MEU DEUS, eu estou totalmente ignorando o fato de você, orgasmo e Sexy estarem na mesma frase. Agora me diga, você sabe quem Jack é?

– Jack é Jack, dã.

– Ele é o melhor amigo de Christian.

– Espera. Aquele Christian? E Jack trabalha na mesma empresa que você?

– Na verdade... Eu descobri hoje que Christian é meu chefe.

– Como é que é? Então... Esse Jack, é aquele Jack, pegador, que você queria me apresentar?

– Exatamente.

– E como estão as coisas com Christian sendo seu chefe? Cristo, o pai dele foi seu chefe por um ano.

– É, e eu pareço conhecer mais o pai dele, do que ele próprio. Lembra que o Martin ficou me paquerando secretamente por uns 3 meses?

– É, aquele canalha. É melhor esse Christian não ser um canalha também ou vou dar uma voadora nele.

Riu – E desde quando você sabe dar voadora em alguém?! Mas obrigada pela sua proteção. Lembra do caso que Christian teve no bar ontem?

– É... Mas pelo que você me disse, que Jack te disse, ele ficou uns 5 anos sem sexo ou punhetas devido a uns medicamentos super loucos ai, eu sei que ainda é frustrante isso tudo...

– Ta, Ta, chega, pessoa sentimental. Há, não esqueça de tomar cuidado com Jack, ele é totalmente pegador.

– Eu me dou bem com pegadores, lembra? Mas se ele é tão pegador assim, eu não vou atrás, pois por incrível que pareça, estou tentando encontrar um relacionamento duradouro pela primeira vez na minha vida.

Pisco surpresa – Duradouro quanto?

– Mais de 8 meses.

Assovio – Seu relacionamento mais longo foram 3 semanas.

– Bom... Eu gosto de curtir a vida, mas agora está na hora de ficar na minha um pouco, sabe? Afinal de contas, não vou ficar jovem para sempre, e ainda quero ter pelo menos um filho.

– Uau, que mudança, e eu pensando que era a única romântica aqui.

– Eu não estou sendo romântica, estou sendo pratica.

– Hum... Sua sem sentimentos.

– Pera, eu tenho que ir ver o médico do hospital, ele está me chamando, com uma cara de que o gato comeu o canário. Vou te deixar informada mais tarde, cambio desligo.

Começo a rir, ela é uma criança grande ou uma piriguete redimida? Quem sabe.

Continuo sorrindo para mim mesma, até me lembrar da situação que me encontro, então levanto da cadeira e vou para sala de Christian.

O encontro sentado no chão com a cabeça entre as mãos.

Deus, ele deve estar sofrendo também, e eu só me preocupando com meus próprios sentimentos, eu faria qualquer coisa para fazê-lo sorrir de novo.

Caminho até ele e me ajoelho.

– Christian, eu sei que não está tudo bem, então eu não vou perguntar, mas eu tenho que saber quando você vai estar pronto para irmos ver o testamento do Doutor Robert.

Ele levanta o olhar e me vejo perdida na negra imensidão dos seus olhos.

– Eu tenho algumas coisas para te contar, sente aqui um momento.

Me sento e o encaro com expectativa

Vinte minutos depois e estou com uma maldita dor de cabeça e várias perguntas com respostas.

– Eu... Nunca contei isso para ninguém... Mas... Você... É diferente.

Reflito uns segundos, e sinto meus olhos marejarem, Christian, esse homem lindo e forte teve que suportar tudo isso, sozinho.

Mas passado é passado, eu superei o meu, e ele o dele.

Sento no seu colo e o braço.

– Você não merecia nada disso, você é especial e eu gosto de você do jeito que você é. – Sussurro.

Ele beija meu rosto – Também gosto de você, e isso é loucura, sei que parece errado, mas aqui no fundo sabemos que não é.

De repente uma onda de excitação passa por mim, e não sei quem começou primeiro, mas estou beijando ele como nunca beijei ninguém antes, nossas línguas duelam entre si.

Sinto meus peitos duros e prontos, em seguida meu sexo se aperta e eu sei que é isso o que eu quero, Christian, aqui, agora, nu e dentro de mim.

– Sophia... Temos que parar.

Não consigo parar, muito menos falar algo, então rasgo a camisa dele, onde botões voam para todos os lados.

Ele lambe os lábios – Enrole suas pernas ao meu redor.

Faço e ele se levanta, me jogando no sofá e me despindo apressadamente.

Em um minuto estamos os dois nus, peito com peito, calor com calor, ofegantes.

Então eu percebo que Christian não está usando cueca e encaro a pesada ereção dele, com os olhos entreabertos.

Ele não percebe isso, pois está muito ocupado observando meus seios.

Christian se abaixa e lambe a aureola do meu seio, depois chupa profundamente, me contorço com a onda de prazer que sinto no meu sexo.

Cedo de mais ele larga meu peito, solto um gemido de frustação, ele ri roucamente e começa a dar o mesmo tratamento ao meu outro seio.

Cansada de ser torturada, alcanço a sua ereção e acaricio a ponta, hummmm, ela pulsa dura e quente contra a palma da minha mão.

Christian geme, puxa minhas mãos e as prende acima da minha cabeça, céus, me sinto tão vulnerável assim.

Me remexo para tentar aliviar a dor entre as minhas pernas.

De repente sinto um dedo na minha entrada, gemo e empurro mais, mas logo a sensação some e vejo Christian lambendo o dedo.

– Tão molhada e doce para mim.

Só consigo balançar a cabeça.

– Por favor, por favor...

Ele parece entender o que estou pedindo, se inclina para o chão, puxa um preservativo da calça, rasga o pacote com os dentes, e desliza lentamente pelo seu pau, me observando com puro deleite.

Então ele se abaixa e me beija, nublando meus sentidos.

Sinto o pau dele cutucando minha entrada, me dando um pouco de lucidez, mas não o suficiente para lhe contar que...

Christian empurra com força e sinto uma dor tão aguda e desconfortável, que não consigo segurar e grito de dor.

Ele congela em cima de mim e me encara com um misto de raiva, preocupação e tesão.

– Você... É virgem?

Dou-lhe um sorriso fraco

– Não sou mais.

Ele começa a se separar de mim, mas eu o puxo para baixo e o olho nos olhos.

– Eu queria com você, isso não é uma sentença de casamento ou de compromisso, apenas faça com que eu me lembre muito bem disso depois.

Ele me olha por uns segundos e eu identifico orgulho masculino nas suas feições, então ele me dá aquele sorriso espetacular.

– Quem disse que eu não quero compromissos com você?

Antes de dar tempo para mim responder ou analisar os fatos, ele empurra os quadris para frente e sinto meu desejo se renovando, a cada estocada dele, a cada som de sucção.

Ele me beija desesperadamente e eu me inclino para receber mais profundamente suas penetrações.

Deixando me afogar no desejo, começo a ficar frenética, então aperto a bunda dele e cravo minhas unhas na sua pele, ao mesmo tempo em que ele me morde no ombro e meu sexo se contrai contra o pau dele.

Sinto um misto de diferentes sensações e uma barreira parece se romper dentro de mim, gemo e gemo, sentindo Christian grunhir e empurrar mais forte, prologando nosso orgasmo.

Ele desaba em cima de mim e me abraça, suados e emaranhados, me aconchego a ele e fecho meus olhos com a repentina paz que sinto.

Notas finais
OH Deus!!! É a calmaria antes da tempestade!! kkkkk Quente Quente.