Notas iniciais
Olá amores, retornei pra categoria com uma fanfic RobStar bem diferente do que estou acostumada a escrever. Os personagens nessa história serão adultos, e vai envolver bem mais do que um romance entre os dois, mas toda uma guerra. Explicação rápida sobre o universo que criei: Antes que me perguntem, a fanfic não se passa na Terra, e sim em outro planeta que criei. Nesse universo que desenvolvi o planeta Terra foi destruído pelos próprios seres humanos, e agora eles tem de viver em Aleryn onde à ar respirável, água, mas sem uma estrela para iluminar o dia. Tudo bem? Bom, espero mesmo que gostem, fiz ela com muito carinho, e realmente desejo que apreciem. Enfim, vamos ao prólogo, certo? Boa leitura!

00. PRÓLOGO

[...]

O céu gritava de dor ao ser tomado pelo alaranjado das chamas. O fogo se alastrava poderosamente pelos barracos do desnível da cidade, levando ao subsolo; algumas eram feitas de madeira, outras de tecidos entrelaçados entre si. Todos sendo consumidos aos poucos pelas chamas grossas e vorazes.

As pessoas corriam desesperadas para saírem do incêndio; desamparadas e sem rumo, trombavam uma nas outras com força e brutalidade. As crianças deixadas para trás choravam agonizadas de desespero sem saber para onde ir; onde se esconder.

Uma grande massa se concentrou na única saída dos subsolos obstruída por homens prontamente armados impedindo sua passagem. Sem sequer dar tempo deles abrirem as bocas para protestar, as balas já rasgavam seus membros, e o massacre continuava.

Uma pequena garotinha de pequenas madeixas roxas corria desesperadamente entre os espaços dos barracos incendiados tentando fugir daquela sauna coberta da fuligem grossa e sufocante. O ar não mais respirável, o calor queimando-lhe a pele, a fazia entrar em um desespero caustico, a ponto de se jogar no chão vencida pelo medo e falha de seus pulmões.

A tosse era seca. O corpo ansiava pelo ar, mas só a fumaça entrava por sua traqueia rasgando-a como um pedaço de tecido.

Ela gritou desesperada por alguém, mas todos os adultos estavam mais a frente. As lágrimas sujavam seu rosto de preto, deixando-a abandonada.

Ao fundo, outra criança correu pelos corredores. Assim que avistou a menina, fez questão de a pegar pelos braços puxando-a vorazmente para longe. A menina o olhou sorrindo para a forma mais alta e esguia.

—Dick. — resmungou a garotinha que tentava acompanhar os passos do rapaz. Ele somente aquiesceu entrando entre os barracos.

—Estamos quase chegando. — ele gritou à ela.

Continuaram a caminhada desesperados. O fogo consumia tudo atrás deles. Para onde quer que fossem, não teriam como voltar pelo mesmo caminho caso não estivesse por ali a saída. Entraram ambos em uma barraca. O rapaz inspirou fundo:

—Mãe! — gritou ele soltando-se da menina.

O barraco estava destroçado. Pedaços de madeira aglomerados em um canto qualquer era a única coisa dentro dela.

—Mamãe! — desta vez foi a menina a gritar. Não houve resposta imediata. Angustiada, fechou os olhos deixando-se mergulhar no desespero.

— Ela não abandonou a gente, ok! — afirmou o rapazinho com convicção abraçando a mais nova: — Ela vai voltar, eu sei disso.

A confusão do lado de fora continuava, e os gritos cada vez mais baixos foram abafados pelas chamas ao redor das crianças. Richard a abraçou mais forte segurando as lágrimas na intenção de mostrar-se um irmão mais velho responsável.

Uma mão esguia os puxou para fora do barraco antes que o mesmo fosse consumido pelo fogo e despencasse. A mulher os abraçou em prantos enquanto afagava-lhes a cabeça.

— Onde estavam? Por que não me esperaram? — bronqueou aflita acariciando o rosto sujo das crianças.

— Eles começaram a atirar lá, Mãe. — respondeu Dick limpando os olhos antes que a garotinha visse as lágrimas.

— Pelo menos estão bem. — afirmou levantando-se pegando a pequena no colo: — Vamos! Temos de sair daqui antes que tudo desmorone.

Pegou na mão de Dick e começou uma pequena corrida por entre os escombros e restos do que um dia pode ser chamado de lar. A fumaça ficava cada vez mais fina ao chegarem próximo à uma saída.

A mulher escondeu-se com as crianças vendo a bárbara cena do massacre na entrada do Subsolo. A pilha de corpos era descomunal. Um a um, os oficiais empilhavam-nos antes de atear fogo; o cheio pútrido de carne queimada era nauseante. Arfou pesarosamente abraçando o filho contra o próprio corpo. Deu meia volta e entrou por entre alguns escombros.

Deixou as crianças juntas à seu lado no chão e começou a desempilhar caixas de ferro refinado. Atrás da pilha havia um túnel instável e escuro; passando por ele no máximo uma criança de dez anos.

Pegou a pequena no colo depositando-lhe um beijo amoroso no rosto deixando-a sentada no túnel. Na sequência fez o mesmo com o rapazinho:

— Cuide bem da Rachel. A partir de agora você dita as regras. — recomendou a mãe afagando o rosto sujo de Dick: — Vai direto por esse caminho, vocês sairão em alguns galpões abandonados. Fiquei por lá até o Mambo aparecer.

— E você? Vem com a gente, certo? — perguntou com a voz arrastada. Ela negou.

— Mamãe não pode. — depositou um beijo em sua testa: — Cuidem-se.

Colocou as crianças para dentro do túnel e recolocou as caixas a tempo de ser interceptada por dois dos oficiais do Império.

Virou-se para os homens amedrontada, mas com um sorriso no rosto. Os homens atiraram, e o sangue que escorreu era um vermelho tão vivo quanto Dick poderia imaginar.

Tapou a boca da irmã caçula que começara a chorar desesperada. Uma das caixas possuía uma fenda grande o suficiente para verem a mãe despencar ao chão, mas pequena o bastante para passarem desapercebidos pelos homens.

Pegou a irmã pela mão e a arrastou durante todo o túnel limpando as lágrimas grossas que caíam por seu rosto. Um ódio brutal formou-se em sua face, e o brilho infantil abandonou seus olhos.

Aquele dia foi o início de toda a rebelião; início das mortes e desespero. O início dos Titãs Alelos.

[...]

Notas finais
Obrigada mesmo por lerem, espero que tenham gostado do capítulo, mesmo sendo com esse começo bem trágico. Mas se não tiver uma tragediazinha não sou eu, certo? Agradeço desde já quem leu! Qualquer dúvida eu erro me avisem ;) O próximo capítulo sai dia: 12/02/2016 Até o próximo lindos. Beijos e mordidas ♥