Insólito Ardor

2 01. Acordos Iniciais


Notas iniciais
Antes de mais nada queria agradecer a todos por terem lido e comentado o primeiro capítulo. Eu fiquei realmente satisfeita com o resultado que I.A. mostrou nesses 20 dias. Quanto a casais, eu preciso explicar uma coisa simples: Essa fanfic não é igual a OTD que eu precisava juntar todos os casais antes da guerra. Nesse caso, os casais não estarão formados quando a confusão que dará início à uma guerra começar. Ou seja, RobStar vai ter muito tempo para se desenvolver, e muitos momentos para a proveitar; nada corrido. Então, quando lerem minha fanfic, lembrem-se que o foco não são os casais, e sim todo o acontecimento da história, tudo que levou os heróis para o lado errado, e descobrir qual é o verdadeiro lado "errado" dessa fanfic. Respondendo as perguntas que recebi: Vai ter BBRae? R: Não sei ainda. Pode ser que sim, como pode ser que não. Eu amo desenvolver esse casal, mas tem mais de um empecilho para os dois ficarem juntos, além do que, em I.A. os dois não são o meu foco. Vai ter DickxBabs? R: amores, essa fanfic é RobStar, portanto seria esquisito ter DickxBabs, não concordam? Então infelizmente I.A. não aborda os dois. Sei que prometi tentar uma fanfic deles, mas não é essa. Desculpem. Enfim, é isso. Espero que gostem do capítulo. A partir do Capítulo 2 que teremos mais de 4.000 palavras. Agora resolvei não sobrecarregar tanto. Esse capítulo esta sendo revisado desde 2014 que foi quando comecei essa história, então eu tenho quase 100% de certeza que não há erros. Mas como sou cegueta, vai que urehurhrhurehu me avisem se houver. Boa leitura!

01. ACORDOS INICIAIS

[...]

— "Tome cuidado com a chuva, ela pode ser ácida."

Quantas vezes um Aleryano não escutou isso quando novo. Para uma criança, quando se diz essa frase, ela pensa logo no sentido literal, ignorando o que pode estar por detrás das palavras cuspidas e opacas da 'vitrine'.

Essa era uma antiga tradição Aleryana: desde cedo as crianças do planeta são ensinadas a se prevenirem sobre qualquer ação ou assunto, esperando sempre um resultado ruim ou devastador; indispensavelmente com um pé na frente e dois atrás.

Simplesmente dizer que a chuva é ácida é uma espécie de analogia. Várias pessoas apreciam a chuva jogando-se sem pensar debaixo dela pare sentir as grossas ou finas gotas caírem por sua pele. Mas, e se ela for ácida? Provavelmente você se queimará.

É exatamente isso que a frase significa.

Não se precipite muitas vezes o veneno não se encontra somente nos animais peçonhentos.

[...]

Cidade Central — Praça

Mais uma vez, naquela mesma ocasião, o lugar explodiu. Como num passe de mágica, um imenso e macabro pássaro negro englobou uma das naves de prisioneiros da cidade central destruindo sua carcaça e levando os escombros a retalhos explosivos.

Todos os fugitivos que despencaram ao chão espalharam-se pela praça aproveitando a deixa dada por aquele estranho animal. Dois seguranças haviam caído da nave em chamas, queimados e machucados; um deles aproveitou a fumaça e disparou o alarme de seu comunicador pedindo por reforços, enquanto o outro se encontrava desmaiado.

Pousando delicadamente no chão, a ave tomou formas humanas deixando o negro para trás e se colorindo de azul. Uma linda mulher se fez presente; sua roupa oscilava entre o azul e o cinza com detalhes aparentando penas — imitando uma espécie de corvo—; em seus braços, uma capa azul descia de seus ombros um pouco abaixo dos pés como uma asa, no seu rosto, uma máscara totalmente encoberta de penas cinza permitindo somente a visualização de seus lábios avermelhados.

Ela sorriu em uma fina linha de expressão. Estendeu os braços dispersando a fumaça negra e opaca, dando espaço para a praça se reerguer. Detrás dela, um homem de roupas totalmente negras, uma águia azul em seu peitoral e uma máscara tampando somente seus olhos aproximava-se com um estranho bastão prateado em mãos.

O guarda que se mantinha lúcido travava a mandíbula em meio ao nervosismo. O homem mascarado se agachou a seu lado pousando o bastão em seu ombro:

—Agradeço pela encomenda de hoje. Na próxima não tente atropelar a minha companheira. — zombou ardilosamente o homem prensando o bastão no ombro do guarda que se debruçou no chão pela dor: ― Não se preocupe, não vamos te matar. Não hoje, pelo menos. — emendou ficando novamente de pé.

Ao fundo, sirenes já podiam ser ouvidas. Ainda que baixas, chegariam ali em menos de um minuto. A mulher aproximou-se:

—Asa, temos de ir. Agora! — Avisou com a voz imutável. O homem aquiesceu virando-se ao guarda que ainda se encontrava no chão:

—Até uma próxima, meu amigo. — andou para o lado da mulher. Envolvendo-os dentro daquele negro pássaro, desapareceram do parque; naquele mesmo truque, num passe de mágica.

As naves da guarda Imperial pousaram ao redor da praça. Vários homens armados desceram sincronizados ficando em posição de defesa. Abriram um corredor, dando passagem ao Coronel da grande guarda.

Um homem alto, de cabelos loiros — levemente grisalhos—, um tapa-olho no lado esquerdo de seu rosto, e uma armadura laranja e negra do exército parou em frente ao motorista da nave dos fugitivos que continuava ao chão.

Pigarreando forte, o homem pôs-se a sibilar:

—Pelo visto, você deixou mais de vinte homens condenados fugirem bem debaixo do seu nariz, soldado. — comentou dançando seus olhos pelo arredor da praça deserta.

O guarda engoliu em seco:

—O Corvo apareceu novamente, Coronel. — seus olhos tremiam enquanto era encarado pelas orbes azuladas de seu superior: —Não pudemos fazer nada.

—Estou vendo que não fizeram nada. — recuando alguns passos, o Coronel suspirou fundo retirando de seu cinto um revolver.

O guarda sequer teve tempo de protestar, e já estava morto no gramado da praça. Expirou forte retornando para os soldados mais atrás de si:

—Quero que recuperem os prisioneiros. — ordenou subindo pela rampa da nave.

—Sim, Coronel Wilson. — responderam todos em uníssono e dispararam-se pelos arredores da praça.

A rampa se fechou e a nave decolou levando consigo o Coronel da guarda imperial.

(...)

Perto dos galpões abandonados nos arredores do píer, na área em quarentena da cidade central, um vortéx negro emergiu do chão. Saindo deles, Corvo e Asa caminharam calmamente pelos galpões desertos e em total escuridão. Aquele lado da cidade era mal desenvolvido; sem indústrias por perto, casas, prédios, iluminação dos cristais ou vigia da guarda. Um lugar terrível de se morar, a menos que seja um fugitivo.

Entrando num galpão com o número seis desenhado em tinta negra acima da porta, Asa abriu passagem para Corvo fechando em seguida o portão. Acendeu uma das luzes e o local se iluminou. Várias pessoas, de idades variadas, estavam presentes por entre os caixotes, mesas de sinuca, fumaça de cigarros e incenso, e candelabros dançantes ao ar gélido do local.

—Seja muito bem vindo, Asa. — falou uma garota se aproximando dos dois. Cabelos loiros, roupa vermelha com detalhes em dourado vivo, alguns acessórios também dourados e uma máscara vermelha combinando com a roupa totalmente chamativa.

—Obrigado, Cassie. — aquiesceu Asa caminhando até uma das mesas de sinuca; Corvo se manteve no lugar somente observando.

Nas mesas, dois homens se debruçavam na beirada com cigarros em seus lábios, e tacos em seus dedos que colidiam forte nas bolas; vez ou outra uma delas caia da mesa pela força em excesso das tacadas.

—Olha só, se não é o nosso líder. — comentou um deles. De cabelos curtos ruivos, um arco e flecha nas costas, um uniforme entre o vermelho e amarelo com uma mascara negra em seus olhos, o rapaz sorria zombeteiro: — O plano deu certo? — perguntou curioso.

Asa suspirou cansado:

—Obviamente, Speedy. — cuspiu: — Não me lembro de ter falhado desde a formação dos Titãs. — cruzou os braços no peitoral aguardando uma resposta venenosa do outro homem ao lado de Speedy.

Levantando somente a sobrancelha, o homem se virou para fitar o seu líder monstruosamente mais baixo que ele. Com um olhar sapeca, Asa descruzou os braços aguardando pela resposta.

— Eu me lembro — criticou: —, principalmente por eu ter ficado uma semana com aquela gosma estranha no meu cabelo. — O resto da equipe que prestava atenção neles riu abafado. Asa também o fez.

—Ah, mas você ficou bem de rosa, Superboy. — provocou Asa recebendo uma revirada de olhos.

—Mas foi mesmo bem engraçado aquele dia. — Cassie, ou Moça Maravilha, se aproximou de SuperBoy sorridente.

—Claro, pra vocês!

Todos riram. Asa se afastou e o barulho novamente se fez presente no galpão. Risadas aqui, gritos ali, dispersos na fumaça fina do ar. Caminhou até Corvo que conversava com um rapaz de longos cabelos negros.

—Aqualad. — cumprimentou: — Vou pegar a minha irmãzinha, se não se importa. — zombou recebendo um riso de canto do galanteador a sua frente. Eles se despedem e Aqualad se afasta.

—Já vamos embora? — perguntou curiosa.

—Já sim, tenho um trabalho importante para terminar. Caso queira voltar mais tarde pode voltar. — Asa sorriu-lhe recebendo um tímido sorriso da garota.

—Acho que vou ficar em casa essa noite. — Esticando os braços, Corvo os envolveu pelo negro do pássaro e desapareceu do galpão barulhento.

[...]

—Precisamos de uma solução rápida e instantânea, Wilson. — advertiu um homem de cabelos verdes sentado na imensa mesa disposta em uma sala com ambiente sufocante. Tudo em prata, com as janelas fechadas pelas cortinas e algumas plantas dando vida ao espaço.

—Eu sei que precisamos Marechal — concordou secamente: —, mas no momento nenhum de meus soldados conseguem um resultado. Podemos sempre estar um passo a sua frente, mas enquanto tiverem o Corvo com eles é impossível pegá-los. — admitiu Slade com desdém. O Marechal arfou pesado.

—Se os seus soldados não me conseguem uma solução, conheço quem consiga. — Seus olhos devoravam Slade avassaladoramente, o homem arrepiou-se:

—Não está insinuando... — fez menção de terminar, mas o Marechal fora mais rápido.

—Sim, estou. — se levantando, caminhou até a janela abrindo uma fresta com os dedos entre as divisórias da cortina: — Não posso arriscar a vida e paz da população da minha cidade que está sendo violada por arruaceiros com falso senso de justiça. Nunca pensei que teria de pedir ajuda a ela, mas me faltam escolhas. — seu olhar pairou em Slade que ouvia tudo atentamente: — Quero que você vá falar com a Imperatriz. E isso não está aberto à discussão.

Dando por encerrado o assunto, o Marechal caminhou até a saída da sala deixando Slade sozinho na mesa.

[...]

O apartamento estava silencioso e escuro. As luzes dos cristais da enorme cidade era a única coisa que iluminava vagamente alguns moveis perto das janelas; as cortinas ocultavam em parte essa única luz, mas não pode evitar de mostrar a imensa ave aparecendo perto do sofá e desaparecendo na mesma hora.

Asa e Corvo se apossaram do lugar. O rapaz caminhou até um canto da sala acendendo a luz do recinto. Retirou sua pequena máscara deixando suas orbes azuis visíveis. Rachel fez o mesmo, as penas que cobriam seu rosto recuaram, deixando seus olhos e cabelos a mostra.

— Até que enfim paz. — respirou fundo Asa sentando-se no sofá.

— Só se for aqui dentro. — comentou Corvo arfando.

— Modo de dizer. Não leve tudo aos pontapés. — zombou ajeitando-se no lugar: — Hoje finalmente temos a noite de folga.

Corvo riu caminhando até a cozinha.

— Quer alguma comida em especial? — perguntou já de frente a bancada de pedra.

— Nenhuma. O que tiver na geladeira serve. — levantou-se esticando os braços ao alto: — mas caso precise vou ao mercado.

Corvo negou com a cabeça curvando-se dentro da geladeira.

— Acho que dá para fazer um mexido com o que tem aqui. Amanhã talvez eu faça umas comprinhas pra nós. — retirando alguns restos, pôs em cima da bancada fechando a porta em seguida.

— Você quem sabe. — comentou seguindo caminho pelo corredor que dava acesso aos quartos: — Vou tomar uma ducha. Depois vai você!

Ela revirou os olhos.

— Não precisa mandar. Não sou mais criança. — cuspiu.

— Pra mim você é! — alargando o sorriso, sumiu pelo corredor.

— Idiota.

Suspirou forte pegando as vasilhas e misturando tudo que havia nelas. Um potinho flutuando aqui, outro ali, facilitando a locomoção no espaço restrito pela ilhota também de pedra.

Juntou tudo em uma panela e a deixou esquentando. Aproveitou que a comida demoraria um pouco e saiu da cozinha seguindo o mesmo caminho de Asa.

Entrou em um dos quartos acendendo a luz. As paredes eram de um lilás bem meigo, algumas artes exóticas de madeira e uma imensa prateleira de livros ao lado de seu guarda-roupa; de frente ficava sua cama e a mesa de estudos. Espreguiçou-se retirando a roupa de batalha.

Infelizmente possuía a péssima mania de andar somente com suas roupas de baixo. O tempo estava agradável, mas vestiu uma camiseta de Asa por cima que ficava em seu armário e saiu do quarto, já que o mesmo não apreciava muito sua mania.

Foi até a mesa e a pôs servindo uma boa quantidade de comida para ele.

— Mn. O cheirinho está ótimo. — comentou Asa aproximando-se com uma tolha nos cabelos molhados.

— É só um mexido, nada demais. — afirmou dando de ombros.

— Depois eu sou o grosso. — rolou os olhos jogando a sua toalha no rosto de Corvo.

— Dick!

Ele riu da cena começando a comer. Ela abriu um sorriso torto sentando-se de vez.

— Rae. — chamou ele: — O que acha de irmos amanhã a uma festa? — perguntou sem retirar os olhos do prato.

— Festa? Qual? — perguntou curiosa.

— Gliders. — comentou: — Agora você tem idade para ir. Acho que merecemos um pouco de descanso. — piscou-lhe o olho com um sorriso largo.

— Tem certeza? — ponderou Rachel brincando com sua comida. Não estava com fome.

—Absoluta. Não temos nada "marcado" para amanhã. Acho que é interessante usarmos esse tempo para nós mesmos, já que você começa sua faculdade amanhã também, não é?

Ela aquiesceu:

— Já que é assim, eu topo. — concordou retribuindo seu sorriso.

— É assim que se fala.

[...]

Três horas dentro de uma espaçonave de guerra sendo levado até outro planeta, Slade ajeitava-se em sua cadeira de comando observando o negro do espaço passar de forma lenta. Se houvesse comparação de velocidade do motor com a lentidão que os pontinhos brancos levavam a passar, poderiam supor que a nave estava em inércia.

Suspirou entediado; odiava ser feito de mensageiro pelo Marechal anárquico em suas crises de superioridade. O pior de tudo nem era ser taxado como pombo correio, e sim ter de ficar cara a cara com a Imperatriz de Tamaran: Komander.

Por mais que ela fosse uma Imperatriz de pulso, sagaz e compreensiva, o povo Tamaraniano tem o péssimo hábito de resolver tudo pelos punhos, o que faz com que todos que vivam em seu sistema os venerem — ainda que Komander fosse contra tal consideração.

Já esteve uma vez em audiência com ela. Por ter costumes e hábitos totalmente contraditórios a Arelyn, quase teve sua cabeça decepada por sua Comandante, ficando apenas uma cicatriz do corte superficial em sua clavícula. Eis ai um grande motivo de não querer retornar ao planeta.

— Pousaremos em Tamaran em alguns minutos, Senhor. — avisou um de seus homens. Slade somente aquiesceu.

Continuou a fitar o horizonte onde agora conseguia ver nitidamente o imenso planeta de Tamaran e suas diversas luas e sóis. De cor branca e algumas linhas avermelhadas cobrindo a superfície, o planeta totalmente guerreiro e amedrontador se aproximava da nave que preparava o pouso em uma das plataformas reais.

Após alguns minutos de turbulência, conseguiram pousá-la, descendo dela Slade Wilson e três de seus homens. Há porta da nave, guardas reais aguardavam-no para a escolta. Sem reclamar, seguiu os guardas até o salão real.

Sentada no único trono disposto na plataforma ao fundo do salão, uma mulher esbelta, vestida com roupas em tom de roxo e prata além da grande capa lilás disposta atrás de si; sua coroa prateava contrastava com seus negros cabelos semi enrolados e olhos róseos.

— Slade Wilson! — proferiu a mulher: — A que devo sua visita sem aviso? — perguntou curiosamente.

— Imperatriz Komander! — cumprimentou fazendo uma breve referência ao pé da plataforma: — Estou aqui em vossa presença para pedir-lhe ajuda!

Komander arqueou a sobrancelha intrigada:

— Ajuda sobre o que, Wilson?

— Temos sérios problemas com um grupo de jovens rebeldes em Aleryn. Nós não conseguimos liquidar com a ameaça antes do Cargueiro da Cidadella chegar, e gostaríamos, melhor, pedimos vossa ajuda! — concluiu ainda de cabeça baixa.

Komander ficou quieta. Seus olhos miravam Slade com certo desdém enquanto tamborilava seus dedos no braço da cadeira.

— Wilson — começou ela: —, entendo que temos um pacto temporário, mas acho que minha ajuda equivale à invasões, onde eu e meus soldados ficaremos ao lado de Aleryn pelo sangue. — ressaltou: — Não acho que uma simples rebelião do seu povo seja motivo para enviar meus soldados à Aleryn.

— Entendo seus argumentos, Imperatriz. — Slade a encarou nos olhos, uma das coisas as quais eram proibidas pelo povo Tamaraniano, mas pareceu ter se esquecido deste detalhe: — Mas não pedimos um exército. Gostaríamos apenas de um ou dois soldados. Somente em saber da presença de Tamaranianos em Arelyn a ordem se faz presente em dias.

— Não gosto do modo que usam o nosso nome. — cuspiu Komander: — Não somos selvagens. Lutamos por nós mesmos, nada mais que isso. Essa fama é infundada.

— Talvez seja, Imperatriz. Mas é o que são.

Komander apertou os olhos irritada. Levantou-se de seu trono encarando de soslaio o fundo da plataforma. Abriu um sorriso:

— Ajudarei com uma condição.

— Qualquer uma, Imperatriz.

— Irei lhes ceder somente um de meus soldados. Acho que é o suficiente para a sua rebeliãozinha. — Propôs. Slade a encarou curioso.

— Quem, Majestade?

— Minha Comandante e guarda-costas particular. — respondeu fazendo menção para que entrasse: — Lembra-se dela, Wilson?

Aproximou-se uma mulher incrivelmente parecida com Komander. De cabelos longos e avermelhados, roupa num tom arroxeado com detalhes em prata; correntes que prendiam seu top com a parte de baixo lembrando vagamente um suspensório; botas de mesma cor de salto fino e luvas prateadas. Seus olhos verdes olhavam-no curiosos.

— Há quanto tempo, Slade. — comentou: — Como vai à cicatriz em seu pescoço? Bem? — zombou olhando-o com olhar superior.

Slade grunhiu.

— Então? Temos um acordo? — insistiu Komander.

Suspirando fundo, e quase dando meia volta e dizendo ao Marechal que a Imperatriz havia se recusado a ajudar, aquiesceu duas vezes:

— Sim, temos um acordo.

Notas finais
Bem, explicando um pouco o título "Acordos Iniciais": Não vale somente para Komander e Wilson, mas também para Dick e Rae que fizeram um acordo de irem à Gliders, correto? Tudo começa por causa desses dois acordos, caso contrário as engrenagens não iriam se encaixar. O que acontece no capítulo 2 e 3 se dá à ambos acordos, então atenção!! Os títulos também são importantes para entender o rumo dos acontecimentos. É o primeiro e único que receberá explicações. Os próximos serão por conta de vocês ;) (...) Obrigada a quem leu até aqui. Espero muito que tenham gostado, e entendido um pouco mais sobre a nossa dupla principal. Nessa história eu fiz os dois, Dick e Rachel, como irmãos, então momentos fofos entre os dois vão super acontecer. "E momentos romanticos, Babs?" Hm... entre os dois seria esquisito, certo? Mas nunca se sabe -q Até dia 03/03/2016. Grandes beijos amores. Quaisquer outras dúvidas é só me mandarem.