Instituto Pietro di Castiglia - Interativa

6 VI — A Batalha dos Corpos Secos — Parte 1


Notas iniciais
IRRA! A PAULERA VAI COMER! O PAU VAI TORÁ E A JIRIPOCA VAI PIAR, MININO! Se achegue, que a guerra vai começar.

(Trilha sugerida)

O romper da manhã já foi muito tortuoso, quando a movimentação de auxiliares e professores comovidas pelo diretor começou, alunos poderiam ajudar, mas só os veteranos. Novatos não sabem usar seus poderes de forma ofensiva, apesar de já ter se passado uma semana da chegada deles, o uso ofensivo não foi bem feito. Hector selecionou seu pequeno grupo de suporte, incluindo Antony, mas algo acabou com sua esperança, um dos veteranos estava doente e não estaria hábil a lutar.

— Pelos infernos, e agora? — Hector estava preocupado.

— Senhor, me permite um conselho? Os dois melhores exemplares desse ano, Kathe e Otávio. — Disse um dos veteranos quase formados.

— Não estão prontos, não chegaram aqui nem a uma semana direito. — Ele hesita um pouco, mas se dá por vencido. — Estaremos desfalcados sem um dos nossos veteranos. Um de vocês vai ter que ser o líder deles, ataque de matilha.

— Me candidato. — Disse Antony com firmeza.

— Certo, prepare eles pra batalha. — Hector sacou seu rifle. — Os demais, acompanhem-me.

O professor saiu dali com mais quatro alunos veteranos, e Antony foi na contramão, indo na direção de alguns novatos que estavam auxiliando outros alunos a irem pra ala segura. Ele avistou o grupo de caçadores e chamou Kathe e Otávio, os dois se aprontaram com prontidão.

— O Professor Hector precisa de vocês em campo de batalha, mas serão coordenados por mim, no clássico de Matilha. — Disse Antony de forma séria e direta.

— Céus, e sabemos qual nosso inimigo? — Questionou Otávio.

— Ainda não sabemos, mas a coisa está feia. — Respondeu Antony. — Como os dois melhores novatos atualmente, vocês ainda são crus, mas com excelentes resultados. Façam o simples, nada heróico, ataquem e fiquem perto de mim e dos demais caçadores.

— Entendido. — Disse Kathe. — Melhor nos apressarmos.

Os dois concordaram com a cabeça e saíram em passos apressados, o trio tinha uma certa imponência para quem os viam passar. Não muito longe daquele setor, Camillo estava com seu pequeno gatinho preto, Félix, em seu colo. Os alunos correndo para todos os cantos, meio perdidos, sem direção correta, parecia o caos completo. Até que ele sentiu uma mão o puxando para uma sala de aula, que estava com outros alunos lá, Era Poranga que o puxou, lá dentro estava Jana e Poraquê, perdidos depois que o professor saiu da sala com um alerta, Poliana estava ali também, só que abraçando seu corpo com força, estava aterrorizada.

Da grande janela da sala, era capaz de se ver uma aura roxa e obscura rondando o quintal, seguido de um estouro. O tremor era forte o suficiente para balançar as carteiras e derrubar alguns quartos, logo o corredor ficou em um silêncio enorme, sem mais passos ou murmurinhos pesados. Ao olharem pra janela, avistaram o grandioso quintal cheio de flores e Ipês, alguns seres estranhos, mortos vivos, atravessavam uma mureta feita de erva mate, matando as plantas e do meio desses monstros, surgiu uma figura, toda de preto.

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O vento levava algumas pétalas de ipê, junto do pesado cheiro de carniça dos Corpos Secos, quando Luison se apresentou diante de Jaci, o pequeno duende ficou com medo, e isso era nítido em sua feição. Os sete irmãos, Filhos de um demônio com uma linda índia, que era afilhada da Deusa Lua, também de nome Jaci, um dia foi raptada por esse demônio. A Deusa jogou uma maldição em Tau e em sua afilhada Kerana, todos os filhos que tivessem, seriam monstros. Então nasceram sete crias, que com o tempo, aprenderam feitiços de se disfarçar como humanos.

— Vejam só, meu irmãozinho. — Ele soltou um riso debochado. — Aproveitando a vida de pau mandado? Te botaram um cabresto de burro e agora és um verdadeiro asno.

— Vá-te daqui, Luison. — Disse Jaci, focando seus olhos azuis mais friamente em seu irmão. — Eu me afastei de vocês para não decepcionar minha mãe.

— Nossa mãe, Jaci. Também fui parido pela mesma mulher. — Disse Luison com rispidez. — Não sei como pode ficar ao lado desses humanos, preferes eles a nós, que somos sua família.

— Que família? A que tentou me matar mais de uma vez? Não, obrigado. Prefiro os meus “humanos”, eles me acolheram e vou defendê-los.

— Que assim seja. Garotos… — Ele chama seus carniçais caninos. — Ataquem o baixinho, e deixe que os Corpos Secos cuidam dos demais.

Os três monstros em forma de cães, saíram em disparada em Jaci, o duende esperou bem a aproximação dos carniçais para assoviar e chamar as Comadres Fulôzinhas que jogaram bombas de Pó de Urtiga na cabeça dos cães. Eram pequenas bolinhas escuras que estouraram ao menor toque, e foi assim que os carniçais se distraíram e ficaram se coçando e com a pele ardendo. Jaci soltou um sorriso, pegando um saquinho amarrado em seu cajado, era Pó de Siesta, um sonífero universal, fazia qualquer ser dormir magicamente. E isso se aplicava em seres que nunca precisavam dormir, era algo que só Jaci sabia produzir.

Eles viraram cinzas pela invocação de Luison, que absorveu as cinzas com seu anel de ônix no dedo. A mera distração dessa pequena luta, os Corpos Secos avançaram. Os Caçadores de Pesadelos chegaram a tempo, os disparos logos começaram, os que tinham munições de alquimia se focaram nas Balas de Luz, pequenos projéteis brilhantes que ao atingir o inimigo, estourava em um flash de luz mágico que tinha efeito radiante, ou seja, contra seres obscuros eram muito eficientes.

Os Caçadores que tinham pacto com alguma entidade, já estavam invocando suas auras demoníacas, eles tinham poderes diferentes, um deles tinha pacto com uma entidade de sombras que criou uma mão negra de escuridão que saía caçando os Corpos secos, os esmigalhando em apertos fortes. O outro era cria de um demônio de Ira, os índios chamavam de Abaçaí, pegou seu par de machadinhas e corria pra cima dos inimigos, em golpes rodopiantes e precisos, cortes de cabeças e quebra de ossos foram feitos.

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(Trilha Sugerida)

Da sala de aula, Poraquê estava notando que a batalha começou e que ele não estava lá pra ajudar, apesar de ser novo naquele local, sua educação sempre foi de proteger sua aldeia, aqueles ali do seu lado não nasceram com ele, mas agora eram sua tribo. Entre brancos, negros e índios, formavam o grupo de pessoas que agora estavam em perigo e precisando de proteção a todo custo.

— Eu vou lá. — Ele carregava nas costas uma arma dos guerreiros, uma Borduna, arma indígena que lembrava um tacape com lança. — Precisam de guerreiros.

— Tem os caçadores de pesadelos lá. — Comentou Janaína. — Se meter com seres obscuros não é do nosso feitio. Somos Alquimistas, lembra?

— Mas sou guerreiro também, já fiz meu rito de passagem, sei que posso lutar com tudo que posso. — Poraquê olhou pra Jana. — Sabe fazer pinturas de proteção?

— Sei, ainda acho uma péssima ideia. — Ela tinha um pequeno kit de herbalista, pegou sua cumbuca de coco, começou a misturar óleo sagrado de cupuaçu com urucum e começou a misturar bem com o pilão, dando uma cor viva e forte. Quando a moça se virou, estavam Poraquê e Poranga ajoelhados, esperando a benção da proteção.

— Vai comigo, Icamiaba? — Perguntou Poraquê.

— Não deixaria você ter toda a diversão sozinho.

Jana só suspirou dolorosamente, sabia que seu povo iria repudiar qualquer um que fizesse uma mulher guerreira, já que as tais Icamiabas eram consideradas malditas, tendo poderes além dos compreendidos pelos homens. A Alquimista pegou a ponta de seus dedos e começou a desenhar linhas nos rostos dos dois, algumas leves pinturas sobre os olhos, e outras linhas pelo rosto.

— Abaçaí, nos dê sua força! — Clamou Poraquê. — Nos dê sua Ira!

A magia começava a se manifestar de prontidão, quando pequenas faíscas saíam do cabelo deles, guerreiros tomados pela força de Abaçaí, o Deus da Guerra e Demônio da Ira, qualquer batalha seria vencida se eles fossem pra campo. Eles saíram de sala com um único objetivo: A Batalha.

No meio do caminho, Poraquê lembrou-se de uma poção que fez na suas aulas, mas já tinha aprendido com seu avô, a Garrafada de Tupã, dava poderes elétricos a quem bebesse dessa mistura. Ele segurou o pequeno jarro de cerâmica, e tomou um trago forte da bebida entregando o resto para Poranga, ela teria uma força extra pra uso das magias, quando um bruxo bebia uma poção, o efeito dela iria pra sua pedra, quando soltasse o efeito de uma magia, soltaria o efeito da poção também.

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Antony estava chegando no quintal, os corpos secos estavam sendo invocados por Luison, mas não seriam infinitos. Ele sacou sua espada longa de cavaleiro e andava na frente, Otávio sacou seu chicote e Kathe estava com seu par de revólveres, o trio passou para uma clareira que dava um pouco antes das cabanas, e alguns alunos estavam escondidos lá, alguns corpos secos estavam indo naquela direção. Seis contra três.

— Oh piá. — Disse Kathe. — Pronto pra uma luta a vera?

— Claro que sim, Guria. — Respondeu Otávio de modo brincalhão. — Tony, é contigo.

— Otávio, os dois da direita, Kathe os da esquerda e eu pego os do meio. — O rapaz encara seus companheiros de luta que tinham um brilho diferente nos olhos, era determinação, obstinação.

Kathe avançou sobre dois que tinham roupas de peão de fazenda, chapéu de vaqueiro e roupas todas encardidas de musgo, barro e fediam a carniça, eles sacaram facões e foices. Ela ficou com a mão sobre o coldre, meio que os mortos vivos já sabiam o que era aqui, pose de duelo, como uma memória antes da morte, algo que ficou gravado na essência deles. Os mortos meio que se encararam e foram pra cima da Caçadora, o olhar frio dela fez a mira certa. Sacando um dos revólveres com Pólvora potente e bala de cristal. A as munições de Cristal, fitas de quartzo, ametista ou turmalina, tinham impactos diferentes quando em contato com a Pólvora Potente.

A Bala de Quartzo era a de impacto explosivo, quando atingia o seu alvo, estourava em vários cacos de cristais. Atingindo o inimigo na cabeça, que explodiu em vários cacos de crânio oco, o outro que sobrou estava mais perto dela e veio com uma foice de capinar para atacá-la, mas em uma esquiva rápida e um rodopio sob o próprio eixo, ela esquivou, ficando com as costas do inimigo perfeitamente na mira do cano de seu revólver, e mais um disparo perfeito no crânio de um morto vivo.

O estalo de chicote era audível à distância, Otávio tinha uma habilidade quase mística com o instrumento em mãos, os corpos secos pareciam bem arrumados quando foram enterrados, alguém rico que fez mal a humanidade de forma brutal, era tudo que Otávio queria ver. Ele açoitou o primeiro, quebrado seu maxilar, depois agarrou os pés do monstro e puxou para que derrubasse o mesmo, sacou seu revólver benzido com óleo ungido e disparou na cabeça do Corpo seco, explodindo o crânio.

OTÁVIO! NA SUA DIREITA! — Felícia alertou na mente de seu protegido.

Em um reflexo tentou puxar seu chicote, mas tinha prendido bem na perna do outro morto. O corpo seco deu um soco na boca do estômago de Otávio, que sentiu uma dor corrosiva na hora, Felícia voou com suas pequenas garras na direção do morto vivo e ficou sobrevoando o mesmo para distraí-lo. deu tempo de Otávio reagir com uma raiva descomunal, tinha soltado seu chicote e começou os açoites pesados no corpo seco, até que os ossos quebrarem de tanta porrada. Ele só parou por causa da dor absurda em seu peito.

Tony tinha um pequeno desafio em mãos, os dois corpos secos pareciam piratas dos velhos tempos, com espadas e sabres bradadas, prontas para um duelo. Ele empunhou sua espada longa com as duas mãos e foi pra cima deles. O primeiro bloqueou seu ataque direto, o outro morto era trapaceiro e tentou um ataque surpresa.

Antony, cuidado! — Rex correu na direção do morto, usando sua velocidade e jogo de corpo para derrubar o trapaceiro no chão.

Obrigado, Rex. — Ele agradeceu mentalmente.

O caçador deu um pisão no peito do corpo seco na sua frente, e em uma braçada pesada com sua espada, a lâmina desceu de cima para baixo em um corte limpo no pescoço do morto, fazendo a cabeça voar como rolha de champanhe. O outro que tinha caído no chão, teve a cabeça estocada pela lâmina prateada da Claymore de Antony, ceifando mais um deles.

— Somos um belo grupo. — Disse Kathe para Tony.

— Sim, me surpreendi com suas habilidades, senhorita Katherine. — Antony olhou bem para a moça. — Mas você também… Otávio? — O rapaz estava no chão. — OTÁVIO!

(Trilha Sugerida)

— Céus… — Kathe foi na direção do caçador junto de Tony, a corujinha dele estava a chirriar de forma dolorosa. — Calma, Felícia, vamos ajudar seu protegido.

Antony notava que ele estava com algo no peito, ele tirou o colete do rapaz e rasgou os botões da camisa de pano dele, mostrando o torso do rapaz com um uma marca medonha, era um roxo de gangrenado e quase putrefato, efeito do Toque Necrótico dos Corpos Secos. Ambos ficaram em choque com tal cena, tinham que achar um jeito de cortar aquele efeito antes que atingisse algum órgão vital. Por um acaso do destino, o grupo de auxílio de clérigos, os Anjos de Cura, estavam passando para irem até o grupo que estava em batalha.

— CLÉRIGOS! AQUI! — Gritou Antony em plenos pulmões, e se voltou para Otávio, notava que a dor estava muito forte. — Calma, meu amigo, você lutou bravamente, não te deixarei na mão.

— Do que precisam? — Amorim chegou e viu o rapaz no chão com uma marca violenta de Toque Necrótico. — Meu São Lucas, afastem-se.

Amorim carregava uma valise de couro bege com uma cruz vermelha, pego ali de dentro alguns panos, pegou uma bolinha de algodão e embebeu em uma substância escura.

— Bote na boca, é docinho, mas mantenha na boca. É Elixir de Erva Doce com mel e água benta. Dizem que o açúcar corre mais rápido no sangue. — Amorim mantinha a calma e uma voz bem suave.

Ele então fechou os olhos e com uma mão fechada com o rosário de pérolas dele, a outra mão deixou aberta sobre o ferimento. Ele começou a fazer algumas rezas em sussurros delicados, Kathe estava preocupada, ficou perto de Tony, até que ela disse algo curioso:

— Se for pra gastar o favor da aposta, faça o favor de ficar bem. — Kathe disse em um tom tão baixo, que Tony fingiu que nem escutou.

A mão de Amorim começou a incandescer em tons azuis claros, uma luz que caía sobre o ferimento de Otávio, era algo mágico, miraculoso. O ferimento foi desaparecendo aos poucos, como se encolhesse aos devagar. Não foi todo o ferimento de uma só vez, isso consumia muito do clérigo de cura, pois depois de suas rezas, ele virou pro lado e começou a cuspir uma coisa escura, como se expulsasse toda a doença.

— Vocês podem levar ele até a ala de cura do instituto? Temos remédios que irão impedir que a necrose mortuária continue a se manifestar no corpo dele. — Amorim parecia fraco, mas não desistiria tão fácil.

Os dois caçadores, cada um pegou um braço e carregou para dentro do instituto, a Ala de Cura, era uma sala ampla no castelo dos bruxos, com vários leitos para tratamento intensivo ou de doenças.

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(Trilha Sugerida)

A Invasão estava ficando bem mais bruta e forte, os caçadores tinham auxílio de Moacir e Cassandra, o índio usava seu cajado com Pó de Angra, que criava bolas de fogo para atirar no grupo de Corpos Secos, já Cassandra usava sua pedra para criar duas onças de aura esverdeada, que corriam pelos campos caçando os Corpos Secos. Mas o número de mortos vivos ainda era grande.

— Alguém precisa expulsar o capa preta daqui. — Disse Hector apontando para Luison que ainda estava encarando seu irmão mais novo. — Ele que está comandando esses Corpos Secos.

— É Luison, entidade da morte. — Disse Moacir. — Ele é perigosíssimo, pode matar qualquer um de nós, somos mortais.

— E Jaci é imortal? — Perguntou Cassandra.

— Não, mas… — Moacir jogou mais uma bola de fogo nos mortos. — A lenda diz que Kerana impediu Luison de matar seus irmãos, já que ele tentou fazer isso inúmeras vezes. Por isso os dois estão só se encarando, um não pode matar e o nosso pequeno guardião odeia a violência.

— Então, como vamos intervir? — Perguntou Hector atirando com seus revólveres.

— Eu tenho uma ideia, mas não sei se é uma boa ideia. — Moacir falou de uma forma tão mórbida que fez seus companheiros tremerem.

Nisso, uns raios avermelhados começaram a percorrer alguns Corpos secos, Poraquê estava envolto em uma aura elétrica crepitante em tons avermelhados, uma mistura louca de Abaçaí com Tupã, o guerreiro podia ser baixinho, mas como dizem: Nitroglicerina vem em frasco pequeno e é PERIGO! Usando sua Borduna como um cajado de batalha, eletrificando todos seus inimigos a sua volta. O tacape era perfurante, e com a graça do Deus da Guerra, ele estava possuído em violência.

Ao seu lado estava Poranga, também com uma raiva incondicional, com o balançar das mãos, soltava Orbes de Sombra com aura elétrica, as esferas quando atingiam os inimigos não faziam tanto estrago, mas os raios que tinham junto neutralizam os Corpos Secos. Ela estava também sob influência de Abaçaí, mas sem uma arma direta para batalhar, se viu cercada de mortos vivos, aquilo chamou atenção de Luison, pois viu que os mesmo com os Corpos Secos cercando alguém mortal, ele não sentia a força de uma morte ali.

— Impossível… — Ele dizia para si mesmo. — Ela vai morrer. Tem que morrer.

Os mortos vivos estavam por todos os lados, e se amontoaram em Poranga, literalmente em um aglomerado da morte. Luison viu a cena com um sorriso no rosto, mas sentia que algo não estava certo, e ele nem imaginava o motivo.