Notas iniciais
OLÁ, então, pra começar bem, tenho que deixar aqui uma espécie de prólogo, pra saber melhor o contexto da magia e do país, já que essa é uma linha temporal alternativa e tem Magia no Brasil.Espero que gostem, e lembrando que quando forem me entregar a ficha, me mandem no MP, ou só Privado.

Reino do Brasil, 1500: A Chegada

Aqueles que vieram para cá, mudaram de ideia em relação aos reis de Portugal e quiseram transformar essas terras em uma nova comunidade, um novo país, um novo reino. Pedro Álvares Cabral, fez os primeiros passos, convencendo seus tripulantes sobre a ideia de serem os novos reis de uma terra nova. Muitos foram a favor e muitos contra, porém com todo o suporte que se encontrava nas caravelas, como armas e mantimentos, eles poderiam começar algo ali mesmo. Com a ajuda de alguns padres que estudavam a língua nativa dos índios tupis, poderiam finalmente começar ali uma nova terra.

Passou-se um tempo, uma das caravelas resolveu voltar para Portugal com aqueles que repudiaram a ideia de Pedro. Ele ficou, fez amizades com tribos, fez até algumas reconciliações entre elas, fazendo o número deles aumentar. A Criação do primeiro feudo foi em 1519, com o nome Império de Santa Fé, com seu primeiro castelo feito com a tecnologia europeia e mãos de obra indígena, logo tinha uma vila com ocas e o castelo simples de pedra com uma única torre.

— Pedro, preciso falar com você. — Era o pajé da tribo, com um cocar alto, e pinturas cerimoniais no rosto, tinha um manto branco com a barra meio suja, era alto e de cabelos pretos.

— Diga, conselheiro Ubiratã. — Pedro estava com barba longa e meio grisalha, cabelos longos, suas roupas deixaram de ser tão chiques, para ser mais simples. Ele tossia muito e estava ficando fraco, resultado de uma doença que pegou.

— Portugal já lhe avisou, se continuar nessas terras, vão iniciar um massacre. Meu povo está em risco aqui também. — Ubiratã puxa uma cadeira na sala, e ficou diante de Pedro. — Por Tupã, o sangue de inocentes, é a última coisa que quero.

— Por isso, durante anos e anos, fiz amizades, fiz tribos se unirem. Pois esse povo, também é o meu povo agora. — Pedro tossiu forte novamente. — Se eu for morrer, que não seja dessa maldita doença, que seja lutando ao seu lado, Ubiratã.

— Deuses nos ajudaram, tanto os meus, quando o seu, ambos vão nos guiar para vitória. — Ubiratã se levanta, mas antes deixa um ramo de ervas sobre uma mesa ali na sala. — Tome essas ervas, não vão curá-lo, mas vão te deixar melhor.

Foi em uma primavera de 1520, quando caravelas surgiram ao horizonte e era o sinal de que as coisas não ficariam boas. Pedro vestiu um peitoral de metal que tinha, com uma capa de onça pintada que ele mesmo caçou na mata, e usando uma praia como campo de batalha, as Naus foram chegando mais perto, o rei da nova terra deu sinal para que os arqueiros tupis já ficassem de prontidão, os índios tinham em mãos algumas lanças e machados, fora escudos feitos de madeira resistente e nativa, era um grupo enorme se estendendo por toda a costa daquela praia. As Naus pararam e só uma avançou, com um homem trajava as pomposas roupas de algum mensageiro, talvez a situação não fosse de total hostilidade por enquanto.

— Monsenhor Pedro Álvares Cabral, a coroa Portuguesa e no rei Manuel I de Portugal sentem que vossa atitude é deveras afrontosa, mas pode lhes ser útil, um reino irmão poderia ser de grandiosa valia para o nome português pelo mundo. Apesar de que muito ainda querem um país colônia, com nosso apoio, os dois reinos podem ser fortes com um apoiando o outro, claramente. Porém, se não quiseres nossa ajuda, temos aqui um batalhão marítimo, para iniciar uma guerra contra esse novo país. — Disse o Mensageiro lendo um pergaminho.

— Trazer uma tropa inteira só pra uma possível negação, é demasiadamente ridículo, atravessar um oceano inteiro para isso? — Pedro se aproxima do mensageiro. — Se for assim, sem trapaça, sem golpes e tramoias. Podemos ser um reino irmão.

Reino do Brasil, 1679: As Pedras Brasilianas

Mais de cem anos se passaram, as coisas estavam expandindo pelos territórios, O Reino fundado por Pedro hoje era parte do território chamado Reino Recife Norte, pois houve uma separação de terrenos em pequenos Feudos, assim como na antiga Europa, mas tudo pertencendo ao mesmo país. Com a exploração de grupos bandeirantes, começaram a ver novos terreno e coisas que provaram que a magia existia e seres mitológicos também, assim como em boa parte do mundo, que tinha casos isolados de sereias e monstros marinhos, naquelas terras também tinham suas possíveis lendas que um dia viriam a se tornar reais.

Mas com o avanço das terras, o antigo Tratado de Tordesilhas foi sendo esquecido pelos portugueses que foi expandido os três grandes territórios, Recife Norte, São Paulo e Rio Grande, todos tomavam a região costeira do Brasil. Mas então surgiu as batalhas contra soldados Espanhóis que desciam da Bolívia ou atracavam na Argentina, começaram a chamar de Guerra das Pedras, pois descobriram que no extremo sul do Brasil, se encontravam alguns minérios extremamente raros, almejado por alquimistas do mundo todo.

Fora que no Norte, Índios também começaram a mexer com alquimia, usando plantas nativas do país para efeitos em rituais, encantos e curas. As coisas iriam mudar no mundo inteiro, tudo por causa das Pedras Brasilianas.

— Pedras? — Perguntava um dos exploradores, seu nome era Túlio Mendonça, ele foi escalado pelos reinos de São Paulo e Rio Grande para ir até os pantanais dos terrenos centro-oeste e demarcar onde poderia virar terreno de futuros Feudos.

— Não são pedras comuns, elas possuem propriedades místicas, verdadeiras. Porém, precisarei de mais estudos sobre elas. — Disse Pietro di Castiglia, um alquímico Europeu que estava atrás de novas fórmulas no Novo Mundo.

— Pois faça como quiser, amanhã nós vamos para a área mais ao norte, indo por esse canal até onde tem um povoado nativo.

Quando Pietro ficou sozinho com as tais pedras Brasiliana, começou a notar uma conexão a ela com sua personalidade, o pesquisador era alguém ligado a natureza e gostava dele em seu esplendor, ainda mais quando se tratava de flora. Isso fez ele notar que sua parte botânica estava melhor e suas plantas germinaram e floriram quando ele quis, o poder da pedra Brasiliana fazia com que tudo que ele plantasse, em um dia no outro já estava dando frutos. Era algo sobrenatural, surreal e inacreditável.

Um poder que poucos, se não quase ninguém tinha no mundo tinha, essas pedras encontradas somente naquelas terras férteis.

Reino do Brasil, 1758: A Magia

O Território do Brasil começou a tomar forma, as novas Cartografias com as terras do Norte com as florestas desconhecidas e com enormes espaços. Os países vizinhos entravam em acordo com o Conselho do Brasil, uma reunião dos reis para decidirem como prosseguir com seus feudos, quais alianças fazer e quais inimigos combater. O conselho demarcou os terrenos do Brasil, expandido futuros terrenos para novos feudos.

Do Sul vinha uma notícia um pouco alarmante, em um dos conselhos, o Rei de Rio Grande na Época, Epaminondas II, se juntou aos demais para um jantar comemorativo de casamento, mas ele não podia deixar tal notícia passar em branco.

— Bruxos? — Perguntou confuso o Rei Augusto de São Paulo.

— Alguns dizem ser curandeiros, boticários. Enfim, quando as Pedras Brasilianas foram encontradas, esse povo ganhou um poder verdadeiro. — Epaminondas andava impaciente, rondando a mesa redonda do conselho. — Todos aqui sabem o problema de minha esposa engravidar, tenho certeza que não sou infértil…

— Onde queres chegar com tal assunto? — Questionou a Rainha Iracema do Recife Norte. — Só falta nos dizer que um bruxo curou a da infertilidade.

— É exatamente isso, minha esposa ficou no reino de Rio Grande, pois estava indisposta e com enjoos. — Epaminondas soltou um sorriso. — Ela que está, sente um filho brotando em seu ventre. Tudo isso por causa da magia das pedras.

— Já não nos basta os problemas com certas criaturas místicas novas, agora temos bruxos poderosos? — Rei Augusto se levanta, era o casamento dele no dia. — Temos que ter aliados deles ao nosso lado, o poder da Fé é grande, mas talvez apoiar outros meios seria de extrema importância para nós.

— Eu sou de um povo nativo daqui que descobriu os poderes da natureza. — Disse Rainha Iracema com um olhar fixo em todos, seus olhos castanho-claros hipnotizavam todos. — Se lembra das bombas de Urucum que usamos nas Batalhas no Sertão, Rei Augusto? Tudo obra de Alquimistas Nativos.

— Nosso reino é poderoso, esses país é poderoso. — Disse Epaminondas alisando a barba cheia de forma pensativa. — Somos os reis desta terra, temos que aproveitar nosso tempo para aliar todos os poderes, a Fé tem a Igreja, a Magia tem os Bruxos.

— Imagina até que ponto essa magia poderá chegar? Isso é que me assusta nessa situação. — Augusto encara os reis. — Bem, se colocarmos leis e restrições nas magias, podemos ter um controle das situações de perigo.

— Agora sim, Augusto, isso é atitude de um Rei. — Epaminondas levantou seu cálice de cachaça com limão e mel. — Viva ao seu casamento.

— E ao seu filho por vir, Epaminondas. — Disse Iracema feliz.

— Ao nosso reino… AO NOSSO BRASIL! — Disse Augusto levantando seu cálice ao brinde.

Reino do Brasil, 1895

No ano em que o Instituto Pietro di Castiglia de Magia fazia 85 anos, os novatos iriam ser recebidos com uma bela festa, maior do que os almoços de boas-vindas que tinha nos anos anteriores. Os prédios eram grandiosos e tinham todo um ordenamento único, pois a região onde foi construída era no topo de um cânion no sul do país, um local chamado Aparados da Serra. aos pés da construção tinha uma cachoeira estilo véu de noiva que deixava a natureza mais bela. O Prédio principal era muito gótico na sua construção, tento rococós em pilastras e decorações barrocas como imagens de santos em algumas localizações. seu campus era um grande jardim com quaresmeiras roxas e Ipês amarelos.

O outro prédio, era uma construção de madeiras com telhado de palha, dentro dele era cheio de ervas, garrafas, mesas e cadeiras, era o local dos Alquimistas Nativos. Do outro lado do prédio principal, ficava o campo de batalha dos Caçadores de Pesadelos, um campo mais aberto, mas cercado por muros altos de pedras com vários alvos de palha e espantalhos. E mais afastado do colégio, uns 300 metros, ficava a Catedral dos Clérigos, onde era uma espécie de catedral, com seminário e convento, ali era ensinadas as magias únicas da Igreja.

E também tinha cabanas, as cabanas eram divididos por sexo, do lado direito ficavam as cabanas femininas, que recebiam os números de 1 até 10, e dos rapazes era do lado esquerdo, iam de 11 a 20. Todas elas eram em estilo diferente de construção, estilo germânica, estilo gótica antiga, estilo de pedras medievais, ou chalés holandeses que o teto ia até a base da construção.

Uma figura usando um vestido roxo com a barra da saia sendo branca, usava um chapéu de aba larga branco e óculos de aro redondo. Ela adentrou uma sala no prédio principal, isso depois de passar por enormes corredores e escadarias que davam impressão de que o local não tinha fim. Essa sala tinha um aspecto de biblioteca antiga, as decorações eram de itens astronômicos como telescópios e mapas astronômicos, as paredes eram grandiosas estantes amarrotadas de livros. Na frente de um vitral colorido de azul, verde e amarelo, estava a grande escrivaninha sendo iluminada pela luz de fora, e sentado na poltrona macia de couro estava um senhor velho, de uns 70 anos, de barba branca, cabelos calvos e olhos claros. Estava com um terno azul marinho um colete formal escuro e uma gravata social inglesa. assim que avistou a mulher na sua frente, ficou feliz.

— Chegaram? — Perguntou o diretor Euclides.

— Sim, estão vindo na comitiva, devem estar aqui em no máximo quinze minutos. — Respondeu a professora Cassandra.

— Bem, temos uma festa pra começar então. — Euclides soltou um sorriso animado e saiu dali acompanhado da professora.

Notas finais
E aí? Tudo certo? Antes que me entreguem a ficha, lembre-se, só aceitarei as que foram mandadas no Privado.

Ficha
Nome:
Idade(Entre 15 a 19 anos):
Aparência (Descreva):
Personalidade:
Gostos:
Desgostos:
História:
Segredos (Opcional):
Algo a mais? (Uma coisa que ajude a trama pessoal):
Você é?
Bruxo ()
Alquimista Nativo ()
Clérigo ()
Caçador de Pesadelos ()

(Segunda parte da Ficha, a partir da sua escolha acima, de qual classe mágica é a sua, você vai pegar a descrição da sua classe e monta o resto da ficha, a apagando as demais opções de classe)

~~Bruxos~~
Eles usam pedras Brasilianas para aplicar poderes que variam de acordo com seu sentimento, a pedra também varia de cor com cada sentimento.

Como usa sua Pedra Brasiliana?
Cristal (Em pingente ou Anel) ()
Varinha (Confeccionada assim) ()
Cajado (Ela fica no topo dele) ()
Outra forma (Descreva) ()

Qual a cor do seu "Sentimento"?
Vermelho (Coragem, Bravura) ()
Azul claro (Pacífico, Calmo) ()
Azul Marinho (Esperto, Astuto) ()
Verde (Alegre, Animado) ()
Roxo (Quieto, Tímido) ()
Preto (Soturno, Sombrio) ()

Escolha uma dos ensinamentos Extras:
Alquimia Avançada ()
Previsões ()
Maldições ()

~~Alquimistas Nativos~~
Eles são nativos da terra, ou seja, índios ou filhos de índios que aprenderam a misturar ingredientes para criar itens únicos e naturais.

Qual o seu esquipamento alquímico?
Herbalista (Alicate, cambuca e pilão) ()
Bolsas (Pequenas bolsas de couro com pós) ()
Frascos (Garrafinhas com poções) ()

Escolha uma receita familiar sua:
Garrafada de Tupã (Guaraná+Água+Café, dá poderes de energia para quem toma) ()
Proteção Cerimonial (Urucum ou carvão+óleo, uma tinha para se passar no corpo que protege de ataque de magia) ()
Pó de Mico (Urtiga em pó+talco, um pó que irrita a pele no simples toque) ()

Escolha uma atividade Extra:
Xamanismo (Poderes ligados a natureza) ()
Divindades (Tupã, Rudá, Iara são deuses que te dão poderes diversos)()

~~Clérigos~~
Eles são futuros padres ou freiras que usam de seus poderes para cura ou poderes pacíficos.

Qual sua Bênção?
Bênção da Paz (Rezas e limpezas feitas por você podem acalmar qualquer ser hostil) ()
Bênção da Cura (Você tem o dom da cura aplicada em cantorias ou rezas) ()
Bênção da Palavra (Você vocifera palavras poderosas que surtem efeitos diferentes) ()

Qual seu item de Auxílio?
Livro Sagrado ()
Rosário ()
Crucifixo ()

~~Caçadores de pesadelos~~
Os caçadores de pesadelos são treinados a usar magia em armas, usadas para caçar seres místicos hostis a sociedade.

Qual o seu seguimento?
Pacto (Você fez pacto com uma entidade em troca de poderes sobre humanos) ()
Guardião da Luz (Você tem um Anjo da Guarda em forma de um animal) (Descreva seu guardião) ()
Alquimia simples (Misturas únicas de um caçador como pólvora potente ou balas explosivas) ()

Qual sua arma de caça?
Espadas (Descreva o estilo) ()
Revólveres ()
Rifles ()
Outras (Descreva) ()