Notas iniciais
Esta fanfic representa muito minha iniciação. Minha primeira fanfic de Bleach, primeira UlquiHime e minha primeira hentai. Justamente por isso, será minha oficina de preparação para enredos cujas ideias já estão prontas em minha mente, mas tenho receio de escrever de forma muito amadora. Por este motivo, me desculpe de antemão, leitor, pela minha inexperiência explícita em algumas cenas. Mas prometo ouvir suas críticas e tentar melhorar no próximo capítulo. Tenho a intenção de fazer desta fanfiction uma shortfic e apenas com um objetivo: treinar meu hentai. Então espero que não crie expectativas em relação ao desenrolar do enredo; prometo recompensar-lhe em uma futura fic onde o foco seja a estória das personagens. Afinal de contas, Ulquiorra e Orihime merecem mais que simplesmente palavras despejadas em um papel; merecem uma trama digna de quem são. Para terminar, quero dedicar esta fic cheia de "primeiras" a quem mais me incentivou a escrever UlquiHime, através de suas fanfics magníficas, de suas constantes cobranças para que eu escrevesse e de um amor único que ela tem por este incrível casal: Nee San. Obrigado ajudar em minha inspiração.

Orihime voltou-se para a janela de sua cela, olhando para a lua enquanto constatava, emburrada, em que situação deprimente estava. Ulquiorra havia acabado de deixar a sala e ela sabia que não tinha mais como mentir para si mesmo.

Talvez fosse a carência emocional que sentia por estar sem seus amigos e com a iminente certeza de que morreria em Hueco Mundo, mas era fato que, ao se aproximar do arrancar que havia sequestrado-a e a mantinha viva naquele lugar, desenvolvera um laço com ele. Uma conexão mínima que era sentida sempre que tinha a chance de olhar em seus olhos. Quando ultrapassou o vazio, ela sentiu uma tristeza profunda, uma talvez que ele nunca venha a reconhecer. Ela via curiosidade em suas ações, sempre fazendo perguntas sobre coisas que para a maioria dos seres humanos seria normal. Porém, o que mais a incomodava eram as constantes vezes em que sentiu pequenas descargas elétricas do ponto onde acidentalmente suas peles se encostavam indo em direção à coluna vertebral e depois, ao corpo todo.

Momentos antes de Ulquiorra sair pela porta, ela sentiu a tensão que um toque em sua mão poderia causar. O silêncio foi esmagador por alguns segundos, mas nada comparado ao fato de não desviarem o olhar um do outro. Ela teve a impressão de que ele saiu rapidamente e sem dizer nada por não estar aguentando aquele clima. Parecia que algo iria acontecer, e ela é quem tinha noção de sentimentos o suficiente ali para finalmente entender do que se tratava.

E então voltou para o reconhecimento de sua situação deplorável. Ela era uma peça de xadrez – pouco útil – para Aizen. Ele a queria para utilizar seus poderes, apesar de ainda não ter revelado no que. Provavelmente seus amigos estejam confusos com suas ações, e mesmo que tenha muita confiança de que eles não a deixariam, preferia acreditar que seu sacrifício valera à pena e que eles ficariam vivos acreditando em sua traição. Este último pensamento era confirmado pela inatividade em Las Noches, uma vez que ela sabia do mecanismo dos Espadas, agora compartilhado com ela, em saberem o status de seus inimigos em uma possível luta; além, é claro, de ela também ser capaz de reconhecer as energias espirituais de seus amigos.

Neste meio termo entre acreditar que realmente não voltaria para o mundo humano com vida e também ter sua existência altamente ignorada em Las Noches – uma vez que era deixada presa em seu quarto, dia após dia, apenas com a companhia de Ulquiorra nas horas em que comia – foi que Orihime resolveu sucumbir a um sentimento confuso mesclado com a curiosidade mórbida de tentar compreender o quarto Espada. Talvez como passatempo; ou – ela tinha mais convicção nesta opção – para manter sua sanidade.

Um barulho em sua porta a sobressaltou, mas ela já conhecia a presença.

— Estou entrando – disse Ulquiorra já fechando a porta.

— Sabe, geralmente se avisa antes de entrar – ela o encarou por alguns segundos em desafio e depois desviou o olhar.

Obviamente, Ulquiorra a ignorou.

— Eu disse para já ter terminado de comer quando eu voltasse – ele parecia mais mal humorado que o costume e a garota ruiva notou isso.

— Na verdade, é o que você sempre diz – ela viu o olhar de Ulquiorra levemente se estreitando com essas respostas da garota – Mas dessa vez você saiu sem dizer nada.

Ela ficou sustentando o olhar do Espada até ele constatar que realmente tinha feito isso, virar-se para trás soltando um “termine logo, mulher” e se encostar na parede com os olhos fechados e as mãos no bolso. Orihime achou graça disso internamente, mas seu emocional não estava realmente com humor para esboçar qualquer sorriso. Resolveu terminar de enfiar a comida na boca.

Ela terminou, recolheu a louça na bandeja e levou até ele. Ficou parada a sua frente, esperando alguma ação. Com um longo suspiro, ele abriu os olhos e os focou nos cinzas da garota. Orihime voltou a sentir o mesmo arrepio em toda sua coluna vertebral e sua única opção foi desviar o olhar, enrubescida.

Sentiu o toque gelado dos dedos de Ulquiorra percorrerem a lateral de suas mãos demoradamente até alcançar a bandeja e a pegar. Ela manteve suas mãos ali, como se isso o fizesse repetir o gesto. Ele puxou a bandeja e começou a se afastar em direção à porta, novamente sem dizer nenhuma palavra, como se para conservar o clima de tensão que se criara. Ele saiu e a ruiva soltou todo o ar preso nos pulmões. Era um jogo, afinal. Os dois estavam jogando. Mas ela sabia exatamente quem era o elo mais fraco.

Como era sempre noite, ela deixou de calcular o tempo. Achava que já tinha passado semanas ali, mas era apenas uma suposição. Mas por conta desse desinteresse em relação ao tempo, não soube dizer se havia passado muito tempo quando ouviu o barulho de sua porta sendo destrancada novamente e a rotineira frase de “estou entrando” quando já se estava dentro do recinto. Ela não se deu ao trabalho de olhar para ele, continuando a fitar a lua como se ela fosse interessante – e talvez até fosse se comparado ao resto da paisagem que poderia observar.

— Mulher – ele a chamou tão próximo de si, as suas costas, que aquilo realmente a fez prestar atenção, mesmo sem se virar para ele.

E ela esperou pelo resto da frase. Nada. Pensou se deveria perguntar o que ele queria, mas sabia que o silêncio fazia parte do jogo. Era um cabo de guerra, ela tinha que sustentar o silêncio. Abraçou-se como para se manter forte perante àquele homem – afinal, mesmo sendo um hollow, ainda era um homem, constatou através das suas constantes reações aos atos ousados dele. Desistiu, por fim, e se afastou dele, ficando mais perto do sofá, escolhendo cuidadosamente o canto mais escuro da sala para que ele não visse tão facilmente seu rubor.

— Sim? – ela falou em um sussurro, cobrando-se mentalmente pela falta de sustentação em sua voz, que nem para sair normal servia.

Ela o observou virar tronco em sua direção e contra a luz da lua parecia... estranhamente encantador. Soube, nesse momento, que aquele papo de manter a sanidade estava indo pro espaço, mas permitiu-se alguns segundos naquele devaneio de analisá-lo. Ele conseguia parecer mais pálido ainda sob a luz, o que contrastava diretamente com a sombra que fazia no lado esquerdo do seu corpo. Luz e sombra no mesmo ser, confirmado através do outro contraste entre seus cabelos escuros e sua branquíssima máscara hollow. Suas mãos estavam tradicionalmente nos bolsos e isso o completava com um ar de despojado.

Mas Orihime sabia o que quebrava todo este visual. Criou coragem e lançou seu olhar para os verdes olhos de Ulquiorra, que pareciam estar ali para quebrar aquela dualidade de cores e lembrar a quem o olhasse que aquele ser não era inanimado. Ela manteve seu olhar enquanto ele calmamente se aproximava dela. Baixou seu olhar para os lábios dele – novamente preto e branco – quando ele chegou perto o suficiente para eles chamarem a atenção da garota e ali, monotonamente, não havia nem um sinal de sorriso. Engoliu em seco e fez o caminho com o olhar em suas marcas em forma de lágrimas, voltando para seus olhos e ali finalmente parando. De perto dava para notar melhor que os olhos de Ulquiorra tinham um formato triste, mas com linhas fortes o suficiente para ser através deste órgão que ele demonstrasse tudo o que sua existência exigia. Talvez por isso o verde tão forte de suas íris, como para lembrá-lo que ele não era um recipiente completamente vazio.

Ela permitiu-se encostar-se na parede enquanto mantinha seus olhos nos dele, inclinando levemente a cabeça para cima para superar a distância entre suas alturas. Ele parecia não se importar em manter esse contato o tempo que fosse, mas logo a humanidade da ruiva a lembrava que ela precisava se mexer. Ela afastou o olhar com um suspiro meio cansado e foi então que notou os dedos frios de Ulquiorra colocando uma mecha de seu cabelo para trás de sua orelha, e depois puxando os fios longos para uma análise intrigada.

— Você tem uma cor de cabelo peculiar, mulher – ele comentou.

— Com certeza não é mais estranha que a do Grimmjow – ela amaldiçoou-se por novamente sua voz sair fraca, mas não fez menção de impedir o toque.

Resolveu olhá-lo de volta, enquanto ele ainda estudava seu cabelo.

— Tudo em você parece peculiar... – e essa frase vinda da voz baixa de Ulquiorra a surpreendeu.

Se ele fosse um homem normal, ela saberia que ele estava tentando seduzi-la. Mas era um hollow, o mais indiferente que ela já havia conhecido. Mas se fosse puro instinto, o momento estaria todo sendo mais vulgar.

— Da mesma forma que tudo em você me intriga – ela falou, ainda sussurrando, mas dessa vez mais decidida. E obviamente corou quando ele a olhou e ela notou o que tinha acabado de dizer.

Mas nada a prepararia para o que ele perguntaria a seguir:

— Está tentando me seduzir, mulher?

Sentiu absolutamente todo seu rosto esquentar e ela sabia que estavam próximos o suficiente para não conseguir esconder. E então xingou-se internamente quando respondeu um “não” todo gaguejado.

Pensou que tudo isso acabaria por estar fazendo um papel ridículo até prender a respiração ao sentir o mesmo braço que antes segurava seu cabelo, agora estar encostado ao lado de sua cabeça, aproximando-os mais. E para completar, ele falou sussurrando em tom de ameaça:

— Não brinque comigo, mulher.

— V-você quem está jogando comigo... – ela criou coragem para responder, soltando todo num fiapo de voz – Brincando com meus sentimentos, ao fazer este tipo de... C-contato.

— Sentimentos? – ele virou levemente a cabeça enquanto aprofundava o olhar – É assim que você chama suas reações instintivas?

Por um segundo, Orihime ficou confusa, mas concluiu que toda aquela situação a deixava assim, sem pensar direito. Resolveu tentar estabilizar a respiração, o que só ajudou a deixá-la numa situação mais perigosa, com o peito subindo e descendo. Mesmo assim, não ousava mexer um dedo sequer para aumentar o espaço entre os dois. Não sabia realmente se sua mente consciente tinha se dado conta disso.

— Responda-me – ele ordenou calmamente, passando a observar outros aspectos do rosto da garota.

— Eu não sei... – permitiu-se ser sincera – Você me faz sentir-me estranha, com emoções exageradas e inapropriadas.

Ele a olhou em seus olhos de novo e aquilo estava começando a cansá-la. Ela respirou fundo e desencostou-se da parede com a intenção de afastá-lo, mas antes que pudesse entender o que havia acontecido, Ulquiorra rapidamente inverteu sua posição, a deixando de costas para ele. Quando ela iria protestar, sentiu seu braço esquerdo sendo segurado pelo braço dele que antes estava no bolso, enquanto o outro ainda estava na mesma posição na parede, a mantendo presa.

— Vamos testar minha hipótese – Ulquiorra falou em seu ouvido, ainda mais baixo.

— Q-qual?

— A de que você me seduz e reage a mim por instinto.

Não que tivesse forças para protestar, mas ia dizer alguma coisa quando sentiu o braço solto de Ulquiorra afastar seus cabelos para seu ombro direito e então pousar seus lábios frios em seu pescoço. E por segundos deixou-se levar por aquela sensação inebriante. Ele percorria os lábios por toda a extensão exposta de seu pescoço, subindo até seu ouvido e ali chupando de leve o lóbulo e quando viu que aquilo surtiu o efeito que almejava, refez o caminho de volta ao pescoço, dessa vez com pequenos chupões.

A garota notou que seus corpos estavam realmente próximos quando ele soltou seu braço que estava em suas costas e diminuiu totalmente a distância entre eles. Sua consciência dizia para impedi-lo, mas era apagada pelas pequenas ondas elétricas que sentia percorrer em seu corpo que tinham origem no ponto onde estava a boca de Ulquiorra.

Sentia-se presa entre a parede e o corpo forte do Espada, e mesmo que devesse se sentir alarmada, tudo era anestesiado pelas sensações chocantemente abrasadoras que ela sentia ao menor toque. Sentiu a ousadia do homem ao segurar o ventre da garota contra o próprio corpo, e neste momento, sua mente gritava para que ela tomasse uma atitude.

— U-ulquiorra... – e sua tentativa falha de chamar-lhe atenção saiu como um miado meloso.

Ele soltou seu pescoço, mas manteve seu hálito próximo da pele da ruiva, enquanto perguntava:

— Quer que eu pare? – a esta altura, a voz dele já estava rouca e morosa.

Foram segundos de uma luta mental intensa dentro de Orihime, mas quando ela sentiu os lábios dele novamente tocando sua pele, só pode responder sofregamente que não.

Foi como dar carta branca para ele, que intensificou o contato e os chupões, fazendo a moça se remexer em seus braços inconscientemente, sem notar que isso aumentava mais o desejo do Espada. Nesse ponto, ela já havia abandonado sua sanidade, que em vão gritava palavras de ordem em sua mente, sendo fortemente amansadas pelas sensações e emoções que a garota sentia a cada toque.

Tremeu levemente as mãos ao alcançar as de seu parceiro, que por outra vez tinha subido de seu ventre até a parte mais alta do estômago, encostando levemente os dedos na parte de baixo de seu seio esquerdo. Segurou a mão gelada dele ali, enquanto arfava pelas carícias provindas dos lábios de Ulquiorra, que agora iam para a parte mais de trás de seu pescoço, alcançando o início de sua coluna vertebral e passando a dar longas e demoradas descargas elétricas por toda a coluna.

Ela sentia-se sucumbir àquelas sensações, indo cada vez mais para o ponto em que o pudor passasse a ser um atributo descartável quando aos poucos um sinal de alerta forte começou a soar. A mesma mão masculina que estava sofregamente sendo segurada pelas femininas, desistiu de tentar subir e desceu ao encontro do cós da hakama da moça, e não foi possível uma interrupção rápida o suficiente dela antes de sentir os frios dedos adentrando seus grandes lábios, já despudoradamente molhados. O gesto exaltou a garota de tal forma que, em meio à tentativa de recuperar o fôlego, teria dado um gemido agudo se não fosse a outra mão do rapaz a tapar-lhe a boca rapidamente.

Neste momento, os chupões haviam cessado, mas ela sentia o hálito de Ulquiorra ainda em sua pele, e ela tomou ciência do quão colados agora seus corpos estavam. Recuperado-se de sua exaltação, ela levou as mãos imediatamente à que estava dentro de suas roupas numa tentativa de tentar impedi-la.

Não soube se sentia alívio ou pesar ao notar que ele a retirou dali e virou seu corpo trêmulo levemente para fitá-lo. Ele encarava seus dedos molhados com um certo fascínio e então tocou-os com a língua, de uma forma incrivelmente excitante para a mulher. Ele continuou a lamber os dedos que tiveram contato com sua intimidade e então virou-se para ela e perguntou novamente:

— Quer que eu pare, mulher?

Ele soltou sua mão da boca da garota e ela puxou uma grande quantidade de ar para seus pulmões. Prosseguiu em sua tarefa de recuperar o ar e antes que sua coragem falhasse, respondeu mais uma vez que não.

Ela sabia que seus impedimentos agora seriam em vão. Mas estava com tanta vontade de saber mais sobre aqueles toques que até agora eram reprimidos em momentos de pura tensão que não pôde resistir à tentação de ceder ao quarto Espada. Antes que pudesse pensar em qualquer tipo de ação, a mão esquerda dele já deslizava de encontro ao seu clitóris e ele se deliciava com as reações da mulher a cada tipo de toque. Ela tremia de leve se ele empurrava o nervo; sentia-a segurar o ar e se remexer se tocasse levemente em círculos; mas o que o fascinou foi quando deslizou levemente para cima e para baixo, num ritmo constante, pois foi quando sentiu ela segurar sua mão direita e a colocar no ponto abaixo de seus seios, como se pedisse para continuar de onde havia antes tentado impedir. Ulquiorra não pensou duas vezes antes de tocar seu seio todo e puxá-la mais para perto dele. Deleitou-se internamente ao sentir que ela tentara se afastar em reflexo ao finalmente notar sua ereção.

Não resistiu a um toque mais íntimo no farto seio daquela mulher e, chegando até o zíper da parte superior da roupa feminina, o puxou para baixo e então pode baixar a parte sem alça de seu colado vestido, deixando seu busto exposto e a completo deleite do homem, que puxou o seio direito para si, a fazendo arfar mais. Ele queria que aquilo aumentasse e por isso começou a fazer movimentos circulares com o polegar no mamilo enquanto a apertava ainda mais.

Inoue Orihime com certeza não parecia a mesma garota que saiu de Karakura. Talvez se arrependesse depois, mas naquele momento, bem no fundo, sabia que era um momento transformador. Ela estava se entregando a um homem, e ele fazia questão de lembrá-la que era um hollow cada vez que se encostava em seu corpo frio. E aquilo inicialmente dava choques térmicos com sua pele febril, mas depois passou a ser um outro elemento excitante naquilo tudo.

Agora a mulher já não pensava mais no que seria o pudor e se remexia conforme achava mais prazeroso nas mãos de Ulquiorra. Ela controlava seus gemidos mordendo os lábios e mais tarde, tapando sua boca com a própria mão esquerda, enquanto a direita a ajudava a manter o equilíbrio apoiando-se na parede. Ela queria gritar para que ele não parasse e que fosse mais rápido, mas sabia que sua voz não sairia, apesar de isso não ser empecilho para que o homem continuasse a masturbá-la forte e rapidamente.

E então, sem conseguir mais agüentar, sentiu uma explosão de prazer que fazia as ondas elétricas em sua coluna ficarem incrivelmente mais potentes e o controle de seu próprio corpo parecer uma ilusão longínqua, o que foi altamente aproveitado por Ulquiorra para uma intensificação dos toques até o momento em que Orihime finalmente segurou sua mão e tremendo da cabeça aos pés, pedisse com o corpo para que ele parasse. Ele foi parando aos poucos, ainda a masturbando e saboreando os espasmos que o corpo da mulher ainda dava ao toque leve e circular que ele ainda fazia, indo cada vez mais devagar até parar. Quando retirou os dedos, imediatamente a segurou para que não viesse ao chão e em seu colo a levou até o grande sofá. A deitou lá e ficou inclinado em cima dela, olhando ainda os resquícios do que provavelmente deveria ser seu primeiro orgasmo. Os braços masculinos estavam circulando o corpo da mulher e enquanto mechas de seus cabelos caíam em direção ao foco de sua atenção, ele a ouviu:

— M-meu corpo todo... Dói... É como se estivesse paralisado...

— É a tensão de um orgasmo – ele respondeu levemente, ainda absorvendo daquele gozo que mesmo não sendo dele, dava-lhe um prazer fascinante.

Ela sorriu e virou-se completamente para ele, ainda seminua, ainda recuperando o fôlego.

— Fique comigo, Ulquiorra.

Mesmo com todas aquelas sensações, ela conseguiu falar de forma decidida. E isso fez o homem notar que ele não havia chego a nenhuma conclusão sobre sua hipótese.

Devia ter sido provado que ela só reage instintivamente aos seus toques. Mas algo irracionalmente gritava dentro de si dizendo que havia mais além daquilo naquela mulher.

Continua...

Notas finais
Analisei bastante a roupa arrancar de Orihime e concluí que consistia em uma hakama, um vestido por cima e aquele casaco por fim. E tentei levar isso em consideração quando descrevi Ulquiorra a despindo. Onegai, digam-me que mereço reviews? Críticas construtivas são muito bem-vindas!