Insomnia
2 Intercâmbio
Notas iniciais
Ah e o casal principal é SasuSaku, antes que mais alguém pergunte rs
O barulho do celular despertando com a música favorita da jovem que havia adormecido sentada em uma cadeira ao lado da janela, fez com que Sakura abrisse os olhos sentindo a sensação de que mal acabara de dormir e já tinha que acordar.
Seu corpo todo doía, pois havia adormecido naquela posição descomfortável, precisava correr por causa da prova de álgebra tão chata que precisava fazer naquele dia. Correu para o banheiro apressada para fazer sua higiene matinal e ao olhar-se no espelho assustou-se com o que viu.
A aparência de Haruno Sakura nunca esteve tão péssima antes. Os cabelos rosados sempre brilhantes, pareciam opacos e indo em várias direções diferentes sobre sua cabeça, como se ela tivesse levado um eletrochoque. Sua pele sempre corada e viçosa estava mais pálida e embaixo dos olhos cor de jade haviam duas olheiras arroxeadas que ela pensou parecer que tivesse levado socos nos olhos.
– Merda de noite mal dormida! — praguejou, culpando sua falta de sono durante a madrugada para provocar aquela desgraça em sua aparência.
Com o auxílio de uma escova de cabelo, conseguiu abaixar os fios rebeles e prendê-los em um rabo de cavalo alto. Usando um pouco de maquiagem disfarçou as olheiras e vestiu seu uniforme.
Ao passar pela cozinha encontrou sua mãe fazendo o café e sentou-se na mesa.
– Bom dia mãe! — cumprimentou enquanto mantinha a cabeça baixa, uma vez que estava sonolenta.
A jovem mãe colocou ovos e pão na mesa enfrente a filha e levou um susto ao notar como Sakura parecia péssima.
– Kami-sama! O que aconteceu com você? Está péssima! — disse a mãe.
– Só uma noite mal dormida. — respondeu a filha pegando os ovos e colocando dentro do pão de má vontade, pois logo percebeu que também não estava com fome e a comida parecia sem gosto, então largou a comida pra lá.
Haruno Sayuri notou que havia alguma coisa de muito errada com a filha e começou a assustar-se, ficando branca como se fosse um papel enquanto encarava os olhos de Sakura. Mãe e filha eram muito parecidas fisicamente, com diferença nos olhos. Os de Sayuri eram em um tom de azul que puxava levemente para o violeta enquanto os de Sakura eram verdes como duas pedras jade.
Lembranças povoaram a mente da Haruno mais velha, causando-lhe até um mal estar enquanto ela olhava de forma séria para a filha.
– Sakura, por que não quer comer seu café da manhã? Desde quando anda sentindo enjôos matinais? — questionou com um tom de voz grave.
– Enjôos? Que isso mãe, eu não estou enjoada, quem disse isso? Estou apenas sem fome. Eu hein! — disse a filha percebendo a confusão que a mãe havia feito.
A negação da filha não foi o suficiente para que Sayuri se convencesse, ela precisava ter certeza de que estava tudo bem.
– Tem certeza? Porque estou achando muito estranho você não querer a comida. Me diz uma coisa, como vai seu namoro com o Sasori? Vocês já estão a um ano juntos. Tem usado proteção? — perguntou a mãe um pouco constrangida por falar sobre aquele assunto com a filha.
Sayuri não era nenhuma inocente, já sabia que a filha não era mais virgem, até porque já ouvira conversas sem querer dela com suas amigas, mas fingia não saber simplesmente por uma questão de manter a privacidade da filha. Pensava que Sakura era uma pessoa responsável, ao contrário do que ela mesma fora.
Não se importava que a jovem tivesse relações sexuais com o namorado, desde que se mantivesse protegida, já que sabia que aquilo era algo que todos os jovens faziam, não era nada que ela mesma não tivesse feito e a própria Sakura era a prova disso. Sayuri apenas não gostava de entrar em detalhes, até para que a filha não se constrangesse.
Sakura engasgou-se ao ouvir a pergunta da mãe e ficou com as bochechas vermelhas.
– Mãe! Isso é coisa que se pergunte? Relaxa, eu não estou grávida, tá legal? — disse a filha.
– Tem certeza? — perguntou a mãe, precisando de uma comfirmação.
Sayuri não conseguia nem imaginar o que faria caso seu " bebê" estivesse grávida. A idéia lhe causava uma dor de cabeça, pois ela se achava jovem demais para ser avó.
– Tenho mãe! Não se preocupe, se eu estivesse grávida falaria. Agora tenho que ir, hoje vou ter prova e não posso chegar atrasada. — disse Sakura levantando e dando um beijo na mãe, para então sair.
Correu para a escola e ao chegar lá, a prova havia acabado de começar, mas ainda estava no tempo da tolerância. Olhou para as questões complicadas a sua frente, mas percebeu que apesar de ter estudado não sabia nada. Os olhos arderam e ela percebeu que se não colasse ficaria reprovada.
Sakura não gostava de colar nas provas, achava que não havia necessidade por ser uma pessoa inteligente e também porque tinha medo de ser pega e levar uma nota zero por causa da cola, mas naquele momento ela não tinha nada a perder, pois tiraria mesmo um zero se não colasse, então, em um momento em que Iruka-sensei distraiu-se chamando a atenção de um dos alunos justamente por estar colando, mas que era um do tipo que fazia aquilo sempre e que por sinal era sempre flagrado, a Haruno virou-se para sua amiga Ino e pediu cola.
A loira Yamanaka estranhou o pedido da amiga, mas não questionou, anotando as respostas que havia pego com um de seus pretendentes chamado Gaara que era uma fera em álgebra em um pedaço de papel, amassando-o e jogando no colo de Sakura, que o abriu cuidadosamente e transferiu para a prova.
O professor Iruka não desconfiou de nada, pois como a rosada era uma boa aluna, ele sequer se dava ao trabalho de olhar para ela durante as provas. Já conhecia os alunos que costumavam colar e isso foi o que ajudou a jovem Haruno a sair-se bem.
No final da aula, Ino chegou a brincar com a amiga.
– Nossa, Sakura! O que deu em você hoje? Logo uma das CDFs da turma colando! Tá andando muito comigo hein? Finalmente consegui te levar pro mal caminho, foi? — disse a loira com um sorriso nos lábios.
– E quem disse que eu sou CDF? Nada haver, álgebra nunca foi o meu forte! — disse Sakura mal-humorada.
Sua cabeça estava latejando e ela sentia-se fraca, como nunca antes havia se sentido na vida. Era incrível como os efeitos daquela noite mal dormida haviam sido devastadores.
– Tá legal, CDF você nunca foi, mas não pode negar que é uma das mais inteligentes! Sempre tira nota boa. E nossa, você tá mal humorada hoje hein? O que aconteceu? Brigou com o Sasori? Ele anda dormindo de calça jenas é? — perguntou a Yamanaka.
– Não, Sasori e eu estamos bem, eu acho. É só que tive uma noite mal dormida e estou me sentindo um pouco fraca. Hoje de manhã não consegui tomar o café da manhã. — explicou Sakura.
– Ih! Isso de se sentir fraca e não conseguir comer eu não sei não, hein? Anda usando camisinha? — perguntou Ino.
– Claro né Ino! — disse Sakura. — Que idéia! Todo mundo agora achando que eu tô grávida!
– Todo mundo? Por que? Quem mais desconfiou? — a loira quis saber demonstrando curiosidade.
– Minha mãe hoje de manhã perguntou a mesma coisa. — respondeu a amiga enquanto elas iam para o portão do colégio esperar Tenten que ainda não tinha terminado a prova, mas logo a morena chegou e as três começaram a caminhar juntas.
Enquanto caminhavam pela rua, uma jovem passou distribuindo panfletos e as três pegaram apenas por educação, embora não pretendessem ler e jogariam na primeira lata de lixo que encontrassem na próxima esquina. Mas por algum motivo que talvez fosse o fato de não estar com vontade de participar da conversa que Tenten e Ino tinham sobre os gatos que encontrariam nas faculdades que pretendiam fazer, Sakura decidiu ler o panfleto.
"Faça uma Viagem de Intercâmbio conosco. Você poderá passar pela experiência de estudar em outro País e ainda conhecer a maravilhosa Cidade do Som, morando em uma República com outros jovens e longe de seus pais, curtindo a independência".
– Nossa, que legal! — exclamou Sakura.
As amigas pararam na mesma hora ao lado dela e viram o panfleto em sua mão.
– O que? Viagem de Intercâmbio. Pô, eu lembro que você tava querendo fazer. É legal, por que você não faz? Sua mãe não deixou? — perguntou Tenten.
– Não é isso, é que eu não quero ficar longe de Sasori. Sei que esses namoros a distância não dão certo e eu quero que tenhamos um futuro juntos quando agente se formar, sabe? Formar uma família. — disse Sakura.
Apesar do desejo de viajar, ela gostava de seu namorado e esse era o motivo que lhe prendia em sua Cidade. Sua mãe era jovem e ela sabia que se fosse fazer a viagem, seria bom para Sayuri porque talvez a mesma passasse a ter uma vida própria e arranjasse um namorado, coisa que não fazia com a filha por perto. O problema era que Sakura não queria fazer isso com seu namorado.
– Ai que lindo amiga! Você gosta mesmo do Sasori não é? Tá certa de ficar aqui com ele, dizem que o amor da nossa vida só aparece uma vez! — a Mitarashi disse sonhadora.
Sakura sentiu-se aliviada por saber que as amigas apoiavam, acreditava que para um relacionamento dar certo, ás vezes era necessário abrir mão de algumas coisas. Viajar era seu sonho, não apenas por alguns meses, mas morar em outro lugar por um tempo e estudar fora. Mas Sakura estava disposta a abrir mão de seu sonho para ficar com Sasori.
As três chegaram na praça onde sempre se separavam porque Sakura encontrava Sasori ali, mas dessa vez ele não estava encostado no muro esperando-a como sempre. Ainda assim despediu-se das amigas decidida a esperar pelo namorado sozinha, mas uma hora se passou e nada do ruivo aparecer.
Seu celular depois apitou e quando olhou, viu que havia recebido uma mensagem.
" Cerejinha,
Desculpa não ter ido te encontrar depois da aula hoje, mas surgiu um problema.
Mais tarde passo no seu apartamento pra conversarmos.
Beijos"
Era de Sasori e Sakura sorriu ao ouvir o apelido que só ele usava para referir-se a ela "Cerejinha". Pelo menos estava tudo bem com ele, então com desânimo seguiu para seu apartamento, mas no caminho o sol forte começou a incomodá-la, causando tontura, de um jeito que ela quase caiu no chão, senão tivesse se apoiado em uma parede.
Ela não era de sentir tonturas, então de repente um pensameno passou por sua mente. " E se minha mãe e Ino estiverem certas? Talvez eu esteja mesmo grávida. Dizem que camisinha não é um método 100% seguro".
Levou as mãos até a barriga e imaginou como seria ter um filho de Sasori. Ela não se sentia preparada para ser mãe naquele momento, mas talvez gostasse de ter um bebê com cabelos ruivinhos como o de seu namorado. Sayuri não poderia brigar com ela, pois ela mesma havia engravidado na adolescência, por isso não tinha moral para dizer nada e Sasori, talvez ficasse chateado mas se a amasse acabaria aceitando.
O único ruim era que haviam muitas coisas que Sakura queria fazer na vida antes de ser mãe, mas não rejeitaria um filho. Decidida a descobrir o que estava acontecendo, entrou na farmácia e comprou um teste de gravidez.
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