Insomnia
5 Danceteria - Parte I
Notas iniciais
– Hey, meninas, que tal se agente fosse levar a Sakura pra conhecer aquela Danceteria? Sabe aquela que tem aqueles caras bonitões que não dão mole pra ninguém? — Matsuri perguntou enquanto se jogava na cama cheia de tédio.
– Acho uma ótima idéia, já faz um tempão que eu não pego uns gatinhos e não tô mesmo afim de passar mais uma noite na sala assistindo aqueles filmes horrorosos com a Karin. — respondeu Temari olhando para Sakura, torcendo para que a nova colega concordasse.
A Haruno ainda se sentia cansada e sua aparência ainda não estava das melhores, mas sabia que não conseguiria dormir durante a noite naquele dia e ir para a danceteria lhe pareceu ser uma boa idéia. Talvez se passasse a noite inteira de pé dançando, conhecendo gente nova e enxendo a cara ela acabasse depois apagando e recuperando todo o sono perdido.
– Acho uma ótima idéia, já faz um tempão que eu não danço. — respondeu a rosada.
– Então fechamos! Bora se arrumar porque até a Meia Noite as mulheres entram de graça. — disse Matsuri levantando-se com animação.
As três meninas se arrumaram, Sakura escolheu uma calça jeans bem colada no corpo que lhe dava um ar sensual, ainda que não estivesse muito bem naquele dia. Escolheu uma blusa com detalhes em dourado e dessa vez pegou emprestada a prancha de cabelo que Temari usava, pois assim não precisaria mantê-los presos já que faziam dias que eles estavam com uma aparência horrível, justamente ela que sempre se orgulhou de ter um cabelo liso e sedoso.
Um pouco de maquiagem disfarçou sua palidez e logo ela estava linda novamente, pronta para sair com suas novas colegas de República e até mesmo paquerar, afinal de contas o último cara que ela tinha beijado havia sido Sasori.
As três mulheres pegaram um táxi, sim, elas agora eram mulheres e não garotas, uma vez que todas já haviam completado a maioridade e não viviam mais com seus pais. Essa idéia deixou Sakura emocionada, ao mesmo tempo que assustada com o peso da responsabilidade de tornar-se "gente grande".
O carro parou na porta da Danceteria e as três dividiram o dinheiro do táxi e pagaram o motorista. Ao descer do veículo, a Haruno arregalou os olhos com surpresa, pois a boate era diferente de qualquer coisa que já havia visto.
Haviam pessoas de diversos estilos ali e era um lugar bem grande, com paredes escuras e no letreiro havia um símbolo de um leque em chamas que despertou a curiosidade da jovem, pois nunca havia visto algo assim antes e queria saber seu significado.
– Vamos entrar! — Matsuri a puxou para que entrassem na fila.
Estava grande e essa parte da Noite era sempre entediante. Passaram pela revista e em seguida estavam dentro da Danceteria onde tocava uma música eletrônica bem dançante. As luzes incomodaram um pouco as vistas sensíveis de Sakura, mas fingiu não se importar, pois não queria passar a imagem de pouco divertida para as duas colegas que estavam adorando aquele lugar.
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Uchiha Sasuke estava mal-humorado, sentado em uma imensa poltrona no seu camarote VIP onde poderia observar tudo o que acontecia em sua boate. Vestia uma calça preta e uma camisa da mesma cor, com alguns botões abertos na parte de cima exibindo seu belo peito nu.
– Está muito desanimado, Sasuke-sama. Talvez devesse se distrair um pouco nesta noite. Faz muito tempo que você não toma diretamente da fonte e tem muita variedade por aqui. Inclusive garotas muito bonitas. — disse a morena, tentando animar seu chefe.
– Bobagem, você sabe muito bem que o sangue de humanos não é suficiente pra me alimentar e que não costumo me interessar por garotas comuns mortais. — disse o Uchiha, com arrogância.
– Hum, eu sei disso, mas não estou dizendo pra você namorar ou casar com alguma delas. Estou dizendo para simplesmente se divertir. O sangue delas não é suficiente para mantê-lo, mas com certeza é saboroso e depois você sempre pode apagar suas memórias. — disse Shizune dando um sorrisinho malicioso.
Sasuke não pôde deixar de retribuir o sorriso, conhecia muito bem as travessuras de sua fiel serva e amiga, não era a toa que ela sempre vinha com um vestido provocante e passava longas horas longe daquele camarote, misturando-se aos humanos clientes da Danceteria.
– Tem razão, talvez hoje eu devesse simplesmente tentar. — respondeu o moreno, levantando-se daquela poltrona e dirigindo-se para a bancada do camarote.
Pela primeira vez em muito tempo, olhou para baixo afim de observar as mulheres que estavam naquele local, procurando pela garota que seria sua vítima naquela noite. De repente um aroma diferente subiu-lhe pelas narinas.
– Não pode ser, eu devo estar ficando louco. — disse e seus olhos ganharam uma coloração avermelhada.
Respirou fundo afim de ter certeza, depois virou-se para a morena.
– Shizune, venha até aqui. Sente esse cheiro? — perguntou.
A mulher pôs-se ao lado de seu patrão e aspirou o ar da boate e em seguida fez uma expressão séria em seu rosto.
– Cheiro de humanos em plena transformação para a nossa espécie. Quanto tempo? — questionou a mulher, repreendendo-se por ter deixado passar aquilo, mas ao prestar mais a atenção, percebeu que não foi de propósito, pois o cheiro vinha de uma moça de cabelos cor-de-rosa que havia acabado de entrar na boate.
– Acho que ela só tem mais um mês. A transformação ainda está no começo, por isso ela aguentou estar aqui hoje. Daqui a um mês se ela não provar sangue vai morrer e nenhum dos mortais vai desconfiar da causa. — respondeu o Uchiha enquanto analisava a moça que dançava.
Era bonita, como ele tinha uma visão extremamente apurada, assim como seus outros sentidos, pôde vislumbrar que ela tinha belos olhos cor-de-jade e uma pele macia, apesar da palidez. O corpo também lhe chamara a atenção, embora estivesse magro pela falta daquilo que ela precisava ingerir, mas nem ao menos imaginava.
– Provavelmente deve ser uma híbrida. Talvez o pai ou a mãe sejam um de nós, mas pelo visto ela não faz a menor idéia, senão não estaria aqui hoje. O que você vai fazer? — perguntou a serva cautelosamente.
– Bem, precisamos de mais um para o nosso Exército e os híbridos podem ser muito fortes se bem treinados. Embreve o cheiro dela vai estar tão forte que qualquer um da nossa espécie vai poder sentir e vir atrás dela. Nossa espécie é rara demais para que deixemos um de nós morrer, mesmo tratando-se de uma híbrida. Prefiro que ela faça parte do Nosso Exército do que o da Raíz. — respondeu o Uchiha.
– Então você vai lá falar com ela? — Shizune perguntou enquanto observava a jovem.
Temia a reação daquela pobre que certamente não fazia idéia de nada do que acontecia a Noite, nem que ela fazia parte de tudo aquilo. Não haveria como escapar, pois estava em seu sangue desde o dia em que nasceu, embreve ela descobriria que o Mundo não era tão seguro como pensava.
– Não sou tão idiota assim. Primeiro vou observar. Se eu chegar contando logo ela não vai acreditar e fará um escândalo. — disse o moreno.
Notas finais
Quero desejar a vocês um Feliz Natal e um Bom Ano Novo!
Mas os que acompanham minhas outras fics vão me ver por aqui ainda antes do Ano Novo rs
Beijinhos
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