Inside Of You
9 Um novo futuro //
Notas iniciais
Anteriormente em Inside of You:
–Oliver, um garoto e uma garota podem ser só amigos, mas vai chegar uma hora que eles vão se apaixonar um pelo outro. Talvez temporariamente, talvez na hora errada, talvez tarde demais ou talvez para sempre. — explicou olhando-me, enquanto lagrimas escorriam.
Eu virei as costas e caminhei pelo hospital , pensando naquilo que ela tinha dito. Talvez esteja certa. Quanto à Sky, ainda ta um pouco cedo pra dizer que é amor, mas já sei que alguma coisa nova em mim esta acontecendo. Também ainda é cedo pra dizer se me faz bem. Mas uma coisa garanto, passei a olha-la com olhos diferentes.
Atualmente em Inside of You:
~dia seguinte~
Pov. Quentin
–Estás a limpar a tua mesa? — perguntou Dinah, aproximando-se de mim.
–Não, a de uma amiga. — respondi, continuando a empacotar as coisas — Ela levou um tiro, quando foi a casa da nossa filha Sky, que estava em apuros.
–A Skylar está bem? — perguntou parecendo preocupada.
–Vou a seguir vê-la. — respondi , olhando-a.
–Chamaste-me. — disse ela e eu assenti.
–Porque não te sentas? — perguntei e sentei-me junto com ela numas cadeiras.
Retirei da pasta as fotos da Sarah com que eu tinha ficado e entreguei-lhe.
–Estou pronto para ouvir. — avisei.
Dinah olhou-me surpresa .
–Obrigada. — agradeceu, parecendo sincera.
Pov. Tommy
–Errei em pensar que poderia ter as duas coisas, Tommy. — confessou Oliver olhando para baixo — Que poderia fazer o que faço... e ainda ter uma vida normal. Como qualquer um.
–Mas e estás sozinho, nunca serás feliz. — avisei amigável.
–Talvez não. — concordou olhando-me nos olhos — Mas ser feliz não é o mais importante no momento.
Pov. Skylar
–Sky, deixa-me ver melhor isso. — pediu Laurel.
–Não! — exclamei mais alto do que queria.
O meu pai levantou-se do sofá e caminhou até nós, na bancada da cozinha.
–Se não deixas a tua irmã cuidar do teu pulso, vais outra vez ao hospital.- avisou Quentin e eu engoli em seco.
–Mas eu estou bem . — respondi com a voz embargada — Eu juro.
–Tu desde que voltaste, tens estado sujeita a uma grande pressão psicológica, eu até acho que devias ir a um psicólogo. — explicou Laurel e eu olhei-a indignada.
–Então agora sou maluca? — perguntei surpresa.
–Não é isso, filha. — respondeu o meu pai.
Eu vi a preocupação nos olhos deles, então estendi o braço para Laurel que sorriu e começou a tratar do pulso e do resto dos cortes e arranhões que tinha no rosto.
–Obrigada. — sussurrei sorrindo fraco.
Laurel terminou sorrindo e foi arrumas o estojo de primeiros socorros na casa e banho.
–Posso pedir-te duas coisa Sky? — perguntou o meu pai, ajudando-me a descer do balcão — Melhor... três coisas?
–Sim, pai... — respondi incerta.
–Nunca mais vejas o Arqueiro, uma. Afasta-te de Oliver Queen, duas. Afasta-te de problemas, três. — enumerou ele e eu olhei-o indignada.
–Desculpa?
– Não Sky, não desculpo! — exclamou — Desde o inicio que me tens desobedecido...
–Eu pensava que já estávamos entendidos. — confessei, confusa.
–Também eu. Até uma criminosa que prendi: Helena Bertinelli saber o teu nome , através do Oliver e do Arqueiro. — explicou e eu arregalei os olhos.
Quentin baixou-se para ficar ao meu nível, e olhou-me nos olhos.
–Promete-me que te vais afastar de problemas. — pediu suplicante.
–Parece que tenho uma espécie de íman , pai. — confessei triste.
–Os imanes também repelem , Skylar. — corrigiu ele sorrindo, satisfeito.
~dia seguinte~
Eu e Laurel passamos o dia inteirinho às compras e foi mesmo divertido. Percebi que estávamos muito afastadas, mas agora temos uma hipótese de criar laços muito fortes.
–Vou só procurar as chaves. — avisou Laurel, enquanto eu segurava nos sacos apenas com uma mão, pois a outra está com uma tala — Achei!
–Ótimo, estou carregadíssima! — exclamei rindo.
Laurel abriu a porta do seu apartamento e entramos. Coloquei os sacos no sofá e ouvi barulho, mandando-a parar.
–Que é isto? — perguntei assustada.
Ela olhou-me preocupada, então caminhamos até à sala de jantar, e eu arregalei automaticamente os olhos, assim como ela quando vimos o pai a sair da cozinha e a entregar uma chávena de café a Dinah , que olhava papeis fixos na parede.
–Olá, queridas. — saudou Quentin e eu olhei para Laurel inquisitória.
Dinah continuava ao telefona, apenas sorrindo para nós.
–O que está a acontecer? — perguntou Laurel e eu continuei a olhar todos os papeis como mapas, fotos, tudo...
–Pediste-me para olhar as pistas que a tua mãe achou, então dei uns telefonemas. — explicou o pai.
–Parece que fizeste muito mais do que isso. — corrigi , ainda surpresa.
–Mas foi a Laurel quem disse para fazermos isso. — disse ele e eu olhei para ela — Se houver uma chance da vossa irmã...
–Ai foi? — perguntei para Laurel, que sorriu culpada.
–Eu sei, mas...
Dinah desligou o telefone e aproximou-se de Quentin, colocando uma mão seu ombro, que o pai logo agarrou como se fossem grandes amigos. Eu olhei aquilo estupefacta.
–Olá, queridas! — exclamou ela — Laurel, desculpa a bagunça.
–Tudo bem... — sussurrou Laurel, olhando-a.
–Quentin, eu estava ao telefone com o consulado em Phuket. — explicou ela a Quentin — O secretário vai lançar a foto dela no banco de dados para ver se encontra alguma coisa.
–Vai dar certo. — concordou o pai.
Dinah começou a beber da sua chávena.
Eu e Laurel continuamos a olha-los, principalmente o pai, abismadas.
–O que foi, meninas? — perguntou ele, olhando-os assim como a mãe.
–No fundo, eu achei que ias ajudar a mãe a aceitar as coisas. — respondeu Laurel, chegando-se à frente — As coisas que nós já aceitamos.
Ambos, o pai e a mãe, olharam-se durante algum tempo.
–Sim, mas têm de admitir... que esta garota parece-se muito com a Sarah. — disse ele, mostrando-nos algumas fotos.
–Ela tinha esse boné do Starling City Rockets. O vosso pai comprou para ela, lembram-se? — perguntou Dinah, olhando-nos.
–Lembro. — respondeu Laurel .
–Coisas estranhas já aconteceram. -confessou o nosso pai.
–Estou vendo. — disse eu, irónica e acrescentei séria — Será que não percebem que a Sarah morreu naquela noite?! Porque nos estão a fazer isto? Eu garanto-vos que ainda vamos todos acabar magoados no fim!
Eu virei as costas, peguei na minha mala e sai do apartamento da Laurel, dirigindo-me para o meu.
Vesti qualquer coisa, deitei-me no sofá e apaguei.
Pov. Oliver
–Mais fome do que pensei. — confessei — Estás à espera que termine para me dares o sermão?
–Tens passado muito tempo com o capuz nestas ultima semanas. — acusou Dig sorrindo.
–Deixa as minhas orelhas mais quentes. — expliquei irónico.
–E decidiste evitar relacionamentos? — perguntou ele curioso.
– Para a proteção delas. — respondi, dando uma dentada na sandes — Todos próximos de mim se magoam. Qual é o problema? Achas que estou a perder o controle?
–Não, pelo contrário. Pareces estar mais calmo. — corrigiu — Assustadoramente calmo. Sei que as coisas não terminaram bem com a Helena, MacKenna...
–Com a Laurel. Com a Sarah. Com a... Skylar. — continuei a lista, hesitando na Sky.
–E o que tu fazes? — perguntou Diggle — Pões o capuz, vais para casa e repete. Que bela vida.
–A vida que levo atualmente não deixa espaço para uma vida de verdade. — respondi , repetindo o que disse a Tommy — E não preciso de uma.
–Uau! Que futuro maravilhoso e vazio que pretendes dividir com ninguém. — ironizou Dig e eu suspirei.
–Estou acostumado com isolamento. — expliquei.
–E é isso que me preocupa. — confessou ele — Estás em casa há oito meses, mas acho que ainda não deixaste a ilha.
~dia seguinte~
Pov. Skylar
Continuei a procurar informação sobre um caso em que estou a trabalhar.
–Podemos conversar? — perguntou Thea, aproximando-se de mim.
–Estou ocupada agora, desculpa. — respondi, continuando a olhar para a tela.
Thea afastou-se e começou a andar na direção da saída. Eu finalmente afastei-me e levantei-me, andando até ela.
–Thea! — exclamei e ela parou, olhando-me.
–Desculpa, amiga. — pedi sorrindo — A minha cabeça está muito confusa ultimamente. Que foi?
–Preciso de um conselho. — contou e eu arregalei falsamente os olhos.
–Thea Queen, precisa de um conselho? — disse eu, ela rolou os olhos e eu sorri culpada- Desculpa, conta lá!
–Estou a namorar um rapaz. — confessou e eu olhei-a desconfiada — Que pode ser descrito como um "bad boy" . E , já que tu és uma espécie de ... melhor amiga...
–Espécie? — perguntei confusa e ela olho-me irónica — Tudo bem, espécie... Queres o meu conselho?
Ela assentiu sorrindo e eu olhei-a com pena, colocando as mãos nos ombros de Thea.
–Foge. — avisei sincera — O mais rápido que puderes. Era o que eu faria.
–Esse também foi o meu primeiro instinto. — confessou olhando-me.
–Skylar! — exclamou alguém e olhei para trás — É a Kate na linha 1.
–Continuamos eta conversa depois, Thea. — avisei, indo atender a chamada.
Quando terminei Thea já tinha saído para beber café, então fui ter com a Laurel.
O Victor aproximou-se enquanto conversava com a minha irmã.
–Laurel! — exclamou e ela olhou, como eu — A embaixada chinesa na linha 6.
–Embaixada chinesa? — perguntei confusa e ela assentiu.
–É um caso em que estou a trabalhar. — respondeu — Mas conversamos depois.
Caminhei até a minha secretária, pegando no telefone e carreguei em algo para ouvir a chamada na linha 6.
–Muito obrigada por retornar. — agradeceu Laurel — Estou procurando...
Por alguma razão a linha 6 fechou , não dando para ouvir nada.
–Maldito telefone! — exclamei baixo.
Ignorei a minha curiosidade e quando Thea volto voltamos a conversar , ignorando o resto.
Algum tempo depois vi Laurel sair do escritório, mas sem levar mala.
Pov. Laurel
Caminhei até o encontro dos meus pais na rua.
–Oi. — saudaram , eu apenas sorri.
–Queria fazer uma pesquisa por conta própria sobre as evidencias que acharam de Sarah. — expliquei — Liguei para um amigo da faculdade de direito que trabalha na embaixada chinesa e... a foto da garota... eu encontrei-a.
–Com licença. — pediu uma rapariga interrompendo — Posso usar o telefone? Prometi ao meu noivo que ligaria antes do jantar.
–Jen, esses são os meus pais. — apresentei.
–Oi, é um prazer conhecer-vos. — retribuiu Jen.
–O prazer é meu. — disse o meu pai, apertando a sua mão.
–Contei para Jen da foto de um caso em que estou trabalhando. — confessei.
–É você na foto? — perguntou o meu pai.
–É. — respondeu ela — Passei 6 meses em uma ilha na costa da China. Essa foi tirada em uma vila chamada Zhengjiu. É mandarim para...
–Salvação. — completo a minha mãe.
–Você está bem Sr.ª Lance? — perguntou Jen, vendo a minha mãe.
–Estou. — respondeu — Apenas... Pareces alguém que eu conhecia.
Dinah virou costas e caminhou em direção ao carro, restando apenas nós os três.
–Afinal a Sky sempre tinha razão. — comentei baixo, mas suficiente alto para ouvirem — Era a única certa.
Pov. Skylar
Estávamos todos em casa da Laurel e Dinah arrumava tudo. Laurel contou-me tudo sobre a foto e isso.
–Mas, sabem, ela ainda está por ai. E eu vou encontra-la. — avisou, continuando a empacotar — Já entendi que nenhum de vocês consegue continuar a busca. Não te problema. Desculpem ter-vos envolvido aos três.
–Eu iria até o inferno para busca-la, mas não posso! — exclamou quase gritando — Porque ela morreu!
–Não. — respondeu a mãe.
–Precisas esquecer. — disse Quentin.
–Não! Não posso! Não vou! — gritou Dinah e eu aproximei-me das fotos reparando em cada detalhe esperando não me ter falhado nada.
–Dinah. — chamei e todos me olharam surpresos — Como sabes que a Sarah levou o boné para o barco?
Todos me olharam ainda mais surpresos pela pergunta que fiz. Eu apenas olhe para Dinah, que virou as costas e volto a tirar papeis da parede.
–Tinhas tanta certeza que a raparigada da foto era a Sarah. — acusei desconfiada — Não por ela ser estadunidense, mas pelo boné.
Laurel olhou-me entendendo, mas negou com a cabeça. Quentin também me olhou, mas ignorei.
–O boné dos Rockets que o pai comprou para ela. — completei e continuei — Como sabias que ela levou o boné para o barco com o Oliver?
–Eu vi-a. — respondeu Dinah.
Eu olhei para Laurel e vi ela engolir as lágrimas. Sorri culpada , sentindo-me assim mesmo.
–Como assim ? — perguntou Quentin para ela.
–Voltei para casa mais cedo naquele dia... e vi-a. Sarah. Vi- cola o boné em uma mala. — respondeu, explicando — Estava a fazer as malas.
–Sabias que ela ia com ele? — perguntou o pai.
–Falei para el não ir. — respondeu Dinah, chorando. E então voltou-se para nós — Falei para ela não fazer aquilo. Não contigo, Laurel.
Laurel olhava-a magoada e traída.
–Mas ela disse que estava apaixonada e que seguiria o coração, — exclamou Dinah e eu coloquei as mãos na cabeça — mesmo que ninguém achasse certo. Assim como eu disse a ela... Assim como eu disse que fiz isso uma vez.
Nessa altura, eu continuava com as mãos na cabeça e o mau pai olhou-a, fazendo o mesmo que eu.
–Então... deixei ela ir. — completou ela — Eu matei-a. Eu... matei a minha filha!! Eu matei-a! Desculpa, Quentin!
Laurel chorava, Quentin continuava em choque e Dinah chorava, também, encostada à parede e eu imitava-as.
O pai, rapidamente, aproximou-se de Dinah e abraçou-a com força.
Eu abracei-me a Laurel, que me beijou a testa.
–Lamento... — sussurrou no meu ouvido.
–Tudo bem... — sussurrei de volta.
Voltei para casa, apenas para jantar. Ouvi baterem à porta, então fui abri-la.
–Vim-me despedir. — disse Dinah, vindo até mim — Agora é melhor eu ir para o aeroporto. Voltar para Central City. Devo chegar rápido em casa.
Dinah caminhou, novamente, até à porta, mas andei até ela.
–Mãe? — disse, chamando-a pela primeira vez assim.
Ela olhou-me surpresa, e parou de andar.
Eu aproximei-me e peguei na sua mão, e acarinhando-a.
–Ligue-me. — pedi olhando-a — Eu gostaria.
–Gostarias? — perguntou sorrindo.
–Claro que gostaria. — respondi sorrindo, também — És minha mãe.
Dinah sorriu emocionada e abraçou-me. Eu retribui.
–Eu amo-te. — disse ela, ao meu ouvido.
–Eu também. — retribui baixo.
Separamo-nos , ficando a olhar uma para outra.
A minha mãe voltou a pegar na mala e saiu do meu apartamento, então fechei a porta, encostando-me a ela.
Acendi a televisão, enquanto me tapava com um cobertor vermelho.
Estava a dar em direto aquele maluco que agora anda para aí a matar pessoas em direto.
–Outro bandido no Glades.– disse aquele cara misterioso, mostrando a cara do novo alvo — Um que está solto.
–Oh meu deus!! — gritei alto, colocando a mão na boca.
Peguei no telemóvel rapidamente e liguei para Thea 10 vezes, mas ela não atendeu nenhuma delas.
–Como os que mataram a minha esposa. Também cresci no Glades. Mas isso não me transformou num criminoso.– explicou o suspeito.
Voltei a ligar para Thea, que desta vez atendeu chorando, enquanto eu me pegava nas chaves do carro e saia de casa.
–Onde estás?– perguntei preocupada.
–Na boate do meu irmão.– respondeu chorando.
–Estou a caminho.– avisei, desligando.
Dirigi o mais depressa que pude para lá e mal cheguei entrei de rompante na boate, correndo até Thea, que estava ao pé de Tommy, e abraçando-a muito fortemente.
–Vou dar dez minutos para se defender, Roy. — avisou o homem misterioso, ainda em direto — Então nos diga, porque deverias viver?
–Eu não deveria. Faça logo. — respondeu ele e Thea agarrou-se mais a mim — Mata-me.
Eu agarrei-a mais forte, enquanto mostrava uma imagem mais ampliada de Roy.
–Ninguém vai sentir a minha falta. — disse Roy- Sou um peso morto.
–Concordamos em uma coisa. — falou a voz misteriosa — Este mundo ficará melhor sem ti.
Thea começou a soluçar mais alto e enterrou a cabeça no meu pescoço, quando Roy fechou os olhos .
Depois pareceu-me que a camera caiu e a transmissão foi-se.
–Parece que perdemos a transmissão. — avisou o homem das noticias e Thea afastou-se um pouco de mim — Informaremos vocês sobre qualquer mudança.
Ela começou a abanar a cabeça e Tommy agarrou-nos às duas , enquanto eu ouvi-a os soluços devido ao choro da minha amiga, única amiga.
Fomos avisados pelas noticias que Roy tinha sido salvo e estava bom de saúde.
Deixei Thea sozinha, assim que vi Roy a aproximar-se. Fui até à rua, apanhar ar, pois estava exausta emocionalmente, principalmente.
–Sky? — chamou alguém e olhei para Oliver sorrindo.
–Olá! — exclamou e eu retribui.
–Então o Roy já está bem, não é? — perguntei retoricamente.
–Sim. Terminou tudo bem. — respondeu ele, aproximando-se mais — Esse tal de Roy... mais do que um amigo, não?
Eu olhei-o nos olhos e sorri fraco.
–"Bad Boys"... — respondi insinuado — Sempre nos conquistando.
–Pois é. — concordou Ollie e comecei a andar.
–E como estão as coisas... contigo? — perguntou olhando para a minha tala.
Eu baixei a cabeça , porque é este tipo de pergunta que quero evitar.
–Não pareces estar muito bem. — identificou Oliver.
Eu respirei funo e aproximei-me mais, ganhando coragem.
–Minha mãe apareceu esta semana e está... — tentei respirar para continuar.
–O quê?- perguntou Olli paciente.
–Ela teve essa ideia louca que Sarah ainda está viva. — completei e ele baixou o olhar — Ela estava tão certa disso junto com o meu pai, que me fizeram acreditar também.
Oliver apenas ficou a encarar-me, e eu percebo porquê, visto que é a primeira vez que falamos da Sarah.
–Mas Sarah está morta. — confessei, tentando conter as lagrimas — Não acreditar que me fizeram acreditar nisso.
–Sentes falta dela? — perguntou ele , parecendo compreender-me.
– Sinto falta das duas. — respondi sincera e ele sorriu triste — Desculpa...
–Tudo bem . — disse ele preocupado.
–Obrigada por me ouvires. — agradeci sorrindo.
–Claro. — respondeu Ollie.
Eu virei as costas, começando a andar.
–Sky...
Eu voltei-me e olhei-o.
–Queres jantar um dia destes? -perguntou ele sorrindo acolhedor e aproximou-se — Ou... tomar um café, não sei.
–Porquê?- perguntei curiosa.
–Não quero mais estar em uma ilha. — respondeu parecendo sincero.
Eu sorri, colocando a mão no seu braço. E passados alguns segundos, resolvi responder.
–Claro! — exclamei e afastei-me — Boa noite, Oliver!
–Boa noite! -retribuiu , então voltei para o meu carro.
Pela primeira vez sinto que o futuro reserva algo diferente pra mim. Pode ser que eu esteja enganada, mas estou aceitando correr o risco.
Fale com o autor