Inside Of You
13 Traição //
Notas iniciais
Anteriormente em Inside of You:
Arranjei força no meu interior e afastei-me de Oliver , empurrando-o com cuidado.
–Que foi? — perguntou ofegante.
–Isto não está certo. — respondi e ele afastou-se mais.
–Porquê? — perguntou Ollie.
–Porque... tu amas a Laurel. — respondi, baixando o olhar.
– Sky. — Sussurrou ele.
–Vai. — pedi e surpreendi-me por conseguir com que soasse tão determinada.
–Tudo bem . — respondeu Oliver e caminhou até à porta, abrindo-a e saindo.
Encostei-me à parede e deixei-me escorregar até ao chão. Agarrei-me aos meus joelhos e enterrei a minha cara nas minhas mãos.
Atualmente em Inside of You:
~dia seguinte, à noite~
Ainda não falei com Laurel, durante todo o dia. De qualquer maneira, ela também parece evitar-me.
O meu pai enviou-nos uma mensagem de manhã a pedir que não viesse trabalhar, mas se ele me conhecesse bem, sabe que eu nunca obedeceria a isso, mesmo assim resolvi ligar-lhe para o tranquilizar.
–Sky. – disse o meu pai do outro lado do telemóvel.
–Pai, não te preocupes, recebi a tua mensagem e não fui trabalhar hoje. – menti, abrindo uns processos.
–Para, ambos sabemos que foste. – disse ele — Precisas de sair do Glades. E tens que sair agora, por favor.
Eu parei de fazer o que estava a fazer e comecei a assustar-me.
–Pai?– chamei preocupada.
–Agora, Skylar!– exclamou ele.
–Pai, tu estás a assustar-me. – avisei.
–Desculpa, mas não... Não vou sobreviver. — explicou Quentin.
Senti o meu chão cair e Laurel observou a minha expressão , correndo até mim.
–O quê?– perguntei, largando algumas lágrimas.
–Tens de me prometer uma coisa.– pediu o meu pai — Tu não morrerás junto comigo. Nem Laurel. Tens de seguir em frente. Depois que a Sarah morreu, afastei as pessoas. Virei um fantasma. Não achei que tinha direito de viver e a tua irmã não. Promete que não cometerás os mesmos erros que eu. Promete-me, Skylar.
Eu chorava silenciosamente, sob o olhar de Laurel, que também largava lágrima. Supos , então, que ela conseguisse ouvir.
–Eu prometo.- respondi com os olhos fechados.
–Eu amo-vos, queridas. Sempre vos vou amar. – confessou Quentin, enquanto eu e Laurel chorávamos silenciosamente.
–Nós também te amamos. — retribui e ele desligou a chamada - Pai!!
Guardei o telemóvel e Laurel abraçou-me.
No instante seguinte, as estantes começaram a cair.
–Vai! — exclamei para Laurel e ela negou — Vou atrás de ti!
–Preciso de te contar uma coisa... — exclamou ela e eu olhei-a — Estou com Oliver. Não te queria dececionar.
Arregalei os olhos, perante a afirmação e olhei para as nossas mãos, ainda unidas.
–Não estou dececionada! — respondi — Agora vai!
Laurel olhou para as nossas mãos, assim como eu e tudo pareceu ficar em camera lenta, no momento em que larguei a mão da minha irmã. Laurel fez o que pedi e correu para a saída.
Vi Kenna olhar tudo assustada, então corri até ela. Olhei-a nos olhos.
–Vai! — exclamei para MacKenna.
Ela obedeceu e correu para a saída do escritório de advogacia.
Eu peguei em alguns processos e corri pelo escritório, enquanto estantes tombavam pelo eu caminho. Parei a meio, olhando à minha volta.
Os vidros quebraram-se, assustando-me, então gritei. No mesmo instante em que gritei , algo caiu e me acertou em cheio, fazendo-me cair. Um pedaço do teto, identifiquei.
Pov. Laurel
–MacKenna, aqui! — exclamei vendo-a olhar o prédio.
Ela aproximou-se de mim assustada. Observei lagrimas na cara dela, assim como na minha.
–A minha irmã? -perguntei preocupada.
–Ela está lá dentro. — respondeu Kenna, começando a chorar.
–SKYLAR! — gritei, olhando o prédio.
Pov. Skylar
O meu ombro latejava , mas não me conseguia mover, pois tinha um pedaço do teto em cima de mim.
–Socorro! — gritei — Por favor!!
Tentei me sotar, mas não conseguia. Então comecei a gritar de dor e de desespero.
–Por favor, ajudem-me!! — gritei, ao mesmo tempo que chorava.
Vi Tommy correr até mim e tentar tirar o pedaço de cima de mim.
–Tommy, o que fazes aqui? — perguntei.
–Achei que voltarias para cá, como Laurel. — respondeu ele.
–Ela está bem? — perguntei preocupada.
–Está . Ela está preocupada contigo , assim como o teu pai. — respondeu Tommy, continuando a puxar.
–Vieste por mim? — perguntei emocionada.
–Sempre, irmãzinha. — respondeu ele, olhando-me.
Tommy voltou a puxar e conseguiu. Então sai de lá de baixo, com dificuldade. Levantei-me, pressionando o meu ombro.
–Vai! Vou já atrás, Skylar! — exclamou ele e eu corri pra a saída, mas o prédio desmoronou na parte da frente.
Ao desmoronar muitas coisas caíram para cima de mim e fiquei muito magoada , tirando o ombro. Vi Tommy se magoar feio, sendo espetado num prego qualquer. Gritei alto, devido à minha visão.
–Tommy! — gritei, novamente.
–Skylar! — exclamou ele.
Tentei, com toda a minha força, empurrar as coisas, mas sabia que não iria conseguir.
Comecei a desesperar por não conseguir chegar ao Tommy.
–Vais ficar bem! — gritei para ele, parando de tentar salvar-me.
–Sky... Vamos os dois! exclamou ele, mas eu não acreditei.
–Tommy! — gritou alguém, indo até ele.
–Oliver! — exclamou Tommy, então passei a saber quem era.
–Vais ficar bem! — gritou Ollie.
–Outra coisa em que discordamos. — disse Tommy.
Eu estava demasiado ferida, então fechei os olhos , pois estava a ficar com sono... e as minhas pálpebras já pesavam. Mas continuava ouvi-los ainda, só não tinha força para falar.
–Laurel está a salvo, certo ? — perguntou Tommy.
–Sim. — respondeu Oliver — Vou tirar-te também daqui. Vais ficar bem.
–Para.- pediu Tommy — Desculpa.
–Não te desculpes. — disse Ollie.
–Eu estava com raiva. E com ciúmes. — explicou Tommy -Sou igual ao meu pai.
Os sons começaram a ficar mais distantes.
–Não és. — disse Oliver, demasiado baixo.
–Mataste-o ? — perguntou Tommy.
–Não. — respondeu Ollie.
–Obrigado. — agradeceu Tommy — Salva a Skylar, ela está no meio dos destroços...
–Não, não, não... — ouvi Ollie dizer, mas depois todos os sons afastaram-se mais ainda.
Senti, apenas, alguém mexer nas minhas mãos e encostar a cabeça no meu peito.
–Sky, acorda! — exclamou a mesma pessoa — Por favor, abre os olhos!!
Abri-os com muita dificuldade, vendo Oliver encarar-me, agora, aliviado. Eu voltei a tentar fecha-los, mas Ollie tentou puxar-me, para me levantar.
–Mantem os olhos abertos, por favor, Sky. — pediu , pegando-me ao colo.
–Ollie... — sussurrei muito baixo e ele olhou-me com a face húmida.
–Só quero que faças uma coisa por mim... que sejas feliz. — confessou Oliver, na mesma altura em que cai na inconsciência.
~4 semanas depois~
–Sky. — chamou o meu pai, mal sai a enfermaria.
–Estou a melhorar significativamente. — informei.
Quentin olhou para o meu ombro, ainda enrolado com algo e assentiu, ainda preocupado. Naquela noite fiquei gravemente ferida e dei entrada no hospital e dou graças a deus por 4 semanas depois, apenas ter isto, devido ao ombro.
Ele guiou-me até ao carro e levou-me a casa. Depois preparou-me um lanche e teve de sair. Tentei concentrar-me noutra coisa senão na ausência de Oliver Queen, na cidade.
~à noite~
Preparei-me para sair, havia a festa de Starling. Laurel dirigiu e eu fui apenas a olhar a paisagem , que pareceu ficar marcada por aquela noite horrível para todos.
Ambas descemos as escadas do salão, mas ambas com vestidos muito diferentes. Laurel vestia, como sempre, vermelho e eu azul.
–Srtas.ª Lance. — saudou o amigo do nosso novo patrão — O que acham sobre os vigilantes?
–Seriamos tolas em discordar do nosso novo chefe. — respondeu Laurel, olhando-me e eu assenti.
–Sabia que seria bom contratar as irmãs Lance. — elogiou o nosso patrão.
–Ouvi dizer que vocês se juntaram ao escritório da procuradoria. — contou o outro homem.
–Era hora de mudar. — respondeu Laurel e eu sorri.
–Sinto muito por vocês e seus colegas da CNRI não poderem reabrir portas. — lamentou ele de volta.
–Não há mais portas para serem reabertas. — respondi, tentando sorrir.
–Estão me chamando. — disse o homem, subido as escadas para começar o seu discurso.
O nosso chefe colocou-se no meio de ambas. Eu olhei para o homem que iria tentar tranquilizar as pessoas de Starling. Dar falsa segurança.
–Boa noite. Foram tempos difíceis para Starling. As nossas perdas foram incalculáveis. A nossa dor, imaginável. — discursou — Mas com as doações generosas de todos vocês hoje, nós vamos superar esta tragedia...
–Desapontou esta cidade, Sr. Prefeito! — exclamou apenas uma voz, que ecoou pelo salão — Glades foi destruído sob a sua supervisão. Jurou proteger todos os cidadãos de Starling, não só os ricos!
–Sentimos muito por isso. — respondeu o Prefeito — Vou resolver isso logo.
Então tiros acertaram no homem, com quem faláramos à pouco. E homens encapuzados desceram as escadas do salão , com armas, enquanto disparavam.
O nosso chefe e nós, apenas ficamos de pé, enquanto as restantes pessoas se baixavam.
–Sr. Procurador. — disse um dos encapuzados, apontando uma arma ao nosso chefe.
Eu agarrei na arma que ele segurava e bati-lhe com ela na cara, conseguindo atira-lo das escadas e ficando com a sua arma.
–Sky... — avisou a minha irmã.
Então senti uma arma apontada à minha cabeça e virei-me lentamente . O encapuzado fez sinal para me baixar e assim o fiz, fixando os seus olhos.
–Somos os encapuzados. — disse-me ele, tirando-me a arma — O que foi tirado de nós, vamos tomar de volta.
Dito isso premiu o gatilho da arma, mas não levei nenhum tiro. Estava descarregada e parece que ele sabia disso. O homem saiu da minha frente, revelando a expressão preocupada e ao mesmo tempo aliviada de Laurel.
Não fizeram mais mal, todos os encapuzados, apenas saíram do salão, como se nunca lá tivessem estado. Qualquer pessoa acreditaria, se não fosse a trilha de corpos.
~minutos mais tarde~
Vi, finalmente o meu pai descer as escadas do salão e caminhar até mim e Laurel, que tinhamos as mãos unidas.
–Meninas! — exclamou Quentin, abraçando Laurel e depois a mim.
–Tem uma filha muito corajosa, senhor. — elogiou-me o Procurador.
–Já perdi uma filha, não quero perder mais nenhuma. — respondeu o meu pai.
–Nem acredito que isto aconteceu. — lamentou o nosso chefe — Os ataques estão limitados a pessoas do setor financeiro, tentando redistribuir dinheiro a mão armada.
–Não estão conseguindo o que querem, não é? — perguntou Quentin, arrastando-me, junto com Laurel para um canto.
–Olharam bem para algum deles? — perguntou ele e Laurel negou, então olhou para mim — Sky?
–Estava difícil me concentrar com uma arma apontada a mim. — respondi, sorrindo irónica.
–Sem tatuagens ou marcas? — perguntou, parando de nos arrastar.
–O que achas que estás fazendo? — perguntou o tenente do meu pai, aproximando-se — Interrogar a vitima é trabalho do detetive. Policial Lance.
–Estas são as minhas filhas. — respondeu Quentin — A Sky quase foi morta.
–Como um pai, tu podes ficar. — avisou o tenente — Mas como policial, deves ir embora.
–É a desvantagem de ser rebaixado.- disse-nos Quentin — Não preciso de vê-lo todos os dias.
–Pai, já volto. — avisou Laurel e foi para algum lugar.
Quentin desceu a alça do meu vestido, revelando o curativo no ombro e mexeu, fazendo-me gemer de dor.
–Tentares lutar, magoou mais o tu ombro, Sky! — exclamou ele, voltando a colocar a alça.
Pov. Laurel
–Não sabia que tinhas voltado. — confessei, olhando Oliver.
–Voltei à pouco tempo, e eu ia te ligar... Mas vi-te na TV, então pensei em vir. — explicou ele e viu olhar na direção de Skylar.
–Nada que aulas de defesa pessoal da Sky, não dessem conta. — respondi , sorrindo amarelo.
Então ele olhou-me e eu sorri, da mesma maneira.
–Vamos caminhar? — perguntou ele e eu assenti.
–Claro. — respondi e fomos caminhar pelo salão os dois.
–Desculpa por partir. — lamentou Ollie.
–Acredita, eu entendo. — confessei.
–Depois do enterro acho que precisávamos de tempo para pensar. — explicou ele.
–Sozinhos. — completei.
–Não consegui pensar muito. — disse Ollie — E tu? Percebeste algo?
–Percebi que cometi um erro. — respondi parando — Quando dormi contigo. Sei que não era bem traição, pois Tommy terminou comigo. Mas ele só fez isso, porque achou que eu precisava de pensar e tinha ciúmes de ti e da Skylar. Só sei que sinto que o traí. E agora, el foi-se. Não há nada que eu possa fazer para corrigir isso.
Pov. Oliver
–Sei como é. — confessei.
Lembre-me da noite em que beijei a Sky e quando ela me afastou, bati na porta do andar debaixo e dormi com a irmã dela. Devia ter voltado para casa e ter falado com a Sky no outro dia.
–Não à perdão... Daria tudo para... — sussurrei e Laurel abraçou-me.
–Para voltar atrás. — completou ela, no meu ouvido.
–É. — concordei.
–Mas não podemos voltar. — disse ela e eu assenti.
Afastamo-nos, ficando apenas a olharmos um para o outro, até que Laurel voltou para o lado do pai e da irmã, que ainda não sabia do meu regresso.
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