Inside Of You
14 Traição // Estamos quites
Notas iniciais
Depois de muito tempo, aqui vaaai :) Boa leitura! :3
Anteriormente em Inside Of You:–Não à perdão... Daria tudo para... — sussurrei e Laurel abraçou-me.–Para voltar atrás. — completou ela, no meu ouvido.–É. — concordei.–Mas não podemos voltar. — disse ela e eu assenti.Afastamo-nos, ficando apenas a olhar um para o outro, até que Laurel voltou para o lado do pai e da irmã, que ainda não sabia do meu regresso.Atualmente em Inside Of You:~em casa~
Sentei-me, muito cansada, no sofá depois do longo banho. Pensei em ver um pouco de televisão, então acendi no comando e arregalei os olhos com o que vi.–"Oliver Queen está de volta a Starling!" — informou o jornalista.Mas o que mais me deixou surpresa foi de onde ele estava a ser filmado... do salão onde estive esta noite, onde houve o atentado. Ele este no mesmo sitio que eu. Oliver estava de volta. ~dia seguinte, à noite~Pov. Skylar–Ei, Roy. — chamei, parando-o, no meio da multidão. –Sky. — saudou sorrindo — Já não apareces por aqui à muito tempo.Eu ri.–Eu sei. Onde está a Thea? — perguntei.–No balcão. Vai adorar ver-te. — respondeu e voltou ao trabalho.Eu já não a via a algum tempo, pois o meu contacto com os Queen tinha sido extinto no funeral de Tommy. Avistei Thea no balcão, como Roy disse, então, caminhei até lá. Abracei-a pelos ombros, por trás e beijei-lhe o rosto. Assim que se virou tapou a boca com as mãos.–Oh meu deus, estás viva! — gritou alto, por cima da musica.–Não exageres! — exclamei rindo.Thea abraçou-me com força e eu retribui. Quando nos separamos, Thea parecia analisar-me. –Que foi? — perguntei confusa.–Continuas linda e com essa ferida no ombro. — acusou sorrindo fraco.–Eu estou bem. — confessei sorrindo docemente — E tu? –Também. — respondeu, colocando umas bebidas num tabuleiro. –Já foste ver a tua mãe alguma vez, Thea? — perguntei curiosa, apoiando-me no balcão. –Não, Sky. É a única maneira que conheço de a magoar. — explicou com raiva no olhar.–Devias, mesmo com tudo o que ela fez... é tua mãe. — avisei.–É, eu já tentei. Não vale a pena, Skylar. — disse Roy, chegando ao nosso lado.–Que tens a perder? — perguntei para Thea.–A minha vantagem. — respondeu e vi Roy rolar os olhos — Eu vi.–Boa, era para veres. — respondeu Roy. Ouvimos tiros e viramo-nos assustados, baixando-nos. Vi um homem encapuzado com uma arma.–Queremos Oliver Queen! — exclamou o homem — E sabemos que ele é dono desta espelunca, então...Eu olhei para Thea, nervosa, e de seguida para Roy.–Plano B, vou disparar nas pessoas até o Sr. Queen... — e puxou uma pessoa para o centro — aparecer!Roy levantou-se, enquanto eu e Thea gritávamos o seu nome, e atirou-se ao encapuzado, deitando-o ao chão. Começou, então, a lutar com os encapuzados. Eu senti-me ser puxada para cima assim como vi Thea, ao meu lado. Ambas estávamos com uma arma apontada. Roy mirou a arma que tinha, aos homens que nos seguravam.–Larga a arma, herói! — exclamou o homem que segurava Thea — Fico tão feliz matando esta Queen como matando o irmão.–Thea! — exclamei e ela olhou-me, mas levei uma pancada com a arma na cabeça — Ahh! –Fica calada. — mandou o homem, no meu ouvido.O encapuzado que me segurava empurrou-me contra o poste e encostou o cano da arma na minha cabeça.–Estás em desvantagem! — gritou o homem que me segurava.–Larguem-nas! Agora! — gritou Roy, mas nenhum se mexeu.O que me agarrava, prendeu o meu pulso ao poste. Agarraram Thea, enquanto outros miravam em Roy, então... levaram-na. ~minutos mais tarde~–Pai! — exclamei e corri para abraça-lo. –Meu deus, mas não consegues ficar fora de sarilhos por um dia? — perguntou retoricamente, sorrindo aliviado.–Parece que não. — sorri fraco. –Estás bem? — perguntou, olhando para o meu ombro.–Estou.- respondi — A Thea... ela...–Vamos trazê-la de volta, Sky. Ok? –Certo, pai. — respondi esperançosa. Quentin teve de ir falar, também, com Roy então voltei para casa com Laurel que apareceu para me levar pois estava preocupada.~dia seguinte~Caminhava entre as lápides presentes no cemitério, indo ao encontro da de Tommy, como sempre. Todas as semanas eu vinha, algumas vezes vinha com Laurel, mas sabia que ela precisa de tempo sozinha aqui, também. Os meus cabelos loiros esvoaçavam com o vento, enquanto eu pisava na relva verde e pensava em como era bom saber que Thea estava bem. Quando cheguei próxima da lápide, vi Oliver. Ele levantou-se e olhou-me, então os nossos olhares cruzaram-se depois de semanas.–Eu não queria perturbar-te. Desculpa. — pedi nervosa- Eu só... Venho aqui muitas vezes.Continuamos, apenas, a olharmo-nos: realmente desconfortante. Ele parecis surpreso em ver-me. –Eu vou-me embora. — avisei, virando-me de costas. –Não, não tens de ir. Sky. — falou Oliver, pela primeira vez. Eu voltei-me, novamente, para a frente.
–Não estava à espera de te ver aqui, foi só isso... — explicou e eu assenti.–Já somos dois, Oliver. — concordei sincera.–Mas eu entendo... vires aqui muitas vezes. — confessou — Depois de tudo que aconteceu... –É. — disse, apenas — Venho aqui com Laurel, alguma vezes.–Sim, acredito. — disse ele e baixou a cabeça — Não falamos desde... –Desde do dia antes da tragédia. — completei , tentando sorrir. –Eu percebi, agora. — contou olhando-me. –O quê? — perguntei confusa. –Percebi que senti a tua falta. — confessouEu aproximei-me de Oliver, pisando a grama verde. –Passamos por muita coisa, Oliver. — disse, tentando fugir do assunto — A morte do Tommy... Oliver abriu a sua mão, então sorri, percebendo e entrelacei a minha mão na dele, que a apertou com força. Aproximamo-nos da lápide.–O Tommy voltou por mim. — lembrei, triste.–Skylar. — chamou Oliver e senti o seu olhar em mim mas mantive o meu olhar na lapide — Malcom matou o Tommy.–Ele morreu no fogo cruzado entre dois arqueiros. — disse, agora, olhando-o — E agora que Malcom está morto, restou apenas um arqueiro. E... Laurel vai ajudar o nosso chefe a apanha-lo.Terminei o assunto e olhei para as nossas mãos unidas, depois para a lapide assim como Oliver.–Eu sinto que o traí. — confessou Ollie. Lembrei-me da confissão de Laurel.Flashback on:No instante seguinte, as estantes começaram a cair.–Vai! — exclamei para Laurel e ela negou — Vou atrás de ti!–Preciso de te contar uma coisa... — exclamou ela e eu olhei-a — Estou com Oliver. Dormi com ele. Não te queria dececionar.Arregalei os olhos, perante a afirmação e olhei para as nossas mãos, ainda unidas.–Não estou dececionada! — respondi, pelo menos não com ela — Agora vai!Flashback off:–Sky? — chamou Ollie e eu olhei-o — Pensativa?–Desculpa. — pedi, voltando à realidade.–Não vais perguntar porquê? — perguntou ele, surpreso.–Para quê? — questionei, retoricamente — Eu sei a resposta. –Sabes? — perguntou–Sim. — olhei-o.Soltei as nossas mãos sob o olhar confuso de Oliver.–A minha irmã contou-me, Oliver. Sobre vocês. — confessei — Que ficaram juntos naquela noite. –Skylar, eu... — disse Oliver.–Não. — pedi suplicante — Pediste desculpas por muito tempo e não quero que o faças novamente. Dito isso, virei as costas e caminhei pelo mesmo caminho, mas desta vez não tão aliviada. A minha alma pesava dentro de mim.~dia seguinte, à noite~Pov. Oliver–Porquê o interesse na minha vida amorosa, Oliver? — perguntou Diggle. –Se é importante para ti, é para mim. — respondi sorrindo.Thea aproximou-se de nós.–Não te vi entrar. — acusou confusa.–Quando era o gerente instalei uma entrada secreta. — respondi e ela olhou-me estranho — Estou a brincar.–Já volto. — avisou Thea e afastou-se.–Ei, já falaste com a Skylar desde que voltaste? — perguntou Dig, olhando-me.–Sim. — respondi, apenas.–E então...? — eu continuava a olhar as pessoas a dançar.–Ela acusou-me de dormir com a irmã dela, na mesma noite em que a beijei. -contei — Esplêndida conversa, não?–Ela disse isso? — perguntou surpreso.–Não exatamente. Acusou-me indiretamente. — expliquei. –Bem, ela não está errada. — concordou Dig e eu olhei-o.–Obrigada. — disse, sorrindo irónico.–Ouve... — eu olhei-o — A Skylar é uma rapariga fantástica, Oliver e posso quase jurar-te que ela sentiu a tua falta, tanto como tu a dela. Mas, meu, não podes ter três imãs em uma. Nunca me tinham dito aquilo daquela maneira, mas sabia que Diggle estava para o dizer à muito tempo. Suspirei e voltei o meu olhar para a festa. Ele estava certo, disso eu tinha a certeza, pelo menos em relação à ultima perto pois não sei se ela sentiu tanto assim a minha falta.Pov. Skylar–O que o Roy está a fazer na sala de interrogatórios, Laurel? — perguntei indignada indo até ela.–Foi apanhado. Tinha uma flecha do arqueiro no bolso. — respondeu Laurel, com esperança no olhar.–Vais fazer o quê? — perguntei confusa.–Fazer com que ele me diga quem ele é. — respondeu sorrindo.–Laurel, o Roy passou por algo complicado a algumas noites. — lembrei, tentando convence-la — Não merece estar aqui. –Ele sabe quem é o Arqueiro, Skylar! — exclamou Laurel.–Porque queres tanto apanha-lo? — perguntei — Julgavas o pai mas estás igual.Laurel aproximou-se de mim, o suficiente.–Ele enganou-nos, Sky. Ele não é um herói. Ele é um assassino e eu vou apanha-lo. — explicou, com raiva.Balancei a cabeça negativamente.–Deixa o Roy ir, Laurel. — pedi — Por favor.–Não, lamento. Ou me ajudas, ou não ajudas. — respondeu, indo para dentro da sala de interrogatórios. Peguei no telemóvel e liguei para Thea.–Thea, é a Skylar. — falei, assim que atendeu.–Sim, estou a ouvir-te! — exclamou, pois ouvia-se musica alta.–O Roy está na esquadra. — informei, olhando-o pelo espelho próprio das salas.–Mas é claro que ele está aí! — exclamou alto — Estou a ir!Desliguei a chamada e acompanhei atentamente o interrogatório.–Quem ele é, Roy? — perguntou Laurel.–Eu já disse. Não sei. — respondeu ele.–Então, tu só tens uma das flechas dele. — comentou a minha irmã, colocando-a em cima da mesa.–Ouvi que ele gosta de flechas verdes. — ironizou Roy e eu rolei os olhos.–Achas que isto tem piada? — perguntou Laurel — Posso acusar-te por obstrução.Laurel olhou pelo espelho, sabendo que eu estaria aqui e sentou-se, olhando Roy.–Olha... Eu costumava sentir-me da mesma forma que tu. Ele tem esta maneira de seduzir-te. Fazendo-te achar que ele é o anjo da guarda. — começou ela e olhou para o espelho- Mas ele não é. Causa caos e morte. — olhou para Roy novamente — E tu, tentando imita-lo apenas pioras a situação.–Metade da cidade caiu num buraco. Eu diria que a situação já está pior. — respondeu Roy — Só estamos a tentar melhora-la.–Quem? Tu e o vigilante? — perguntou Laurel irónica.–Existem... existem outros que estão disposto a fazer o que está certo. — explicou o namorado da Thea — Eu vi-os. Eu vi-a.–Não estou interessada em mais ninguém. Só nele. — avisou Laurel.Quando ela terminou o interrogatório, pediu-me para leva-lo para fora. Entrei na sala e aproximei-me.–Desculpa por isto, Roy. — pedi, abrindo-lhe a porta.Ele aproximou-se.–Tudo bem. Sei que fizeste o que podias. — disse ele e sorriu — És uma boa miúda, Skylar.–Va anda. — avisei rindo pouco, puxando-o pelo corredor.Chegamos ao fim e Thea veio logo ter com Roy. Oliver também ali estava, sentado no banco. –O que aconteceu? — perguntou Thea — Estás ferido?–Um pequeno acidente. — respondeu Roy.A minha irmã apareceu ao pé de nós e nesse momento Roy fechou a cara e começou a andar.–Ele destruiu o carro enquanto brincava de vigilante júnior. — acusou Laurel e eu olhei-a repreendendo.–Não digas nada! Já chamei um advogado. — avisou Thea.–Eu já tenho advogado. — disse Roy e olhou-me.–Não será preciso. Não vamos apresentar queixa. — disse a minha irmã — Desde que ele desista de procurar sarilhos.Thea olhou para Roy rolando os olhos.–Laurel, já chega. — pedi olhando-a e Oliver levantou-se -Por hoje acabaste. –Tu viste lá dentro. Ele sabe de algo! — exclamou baixo.–Eu vou falar com ele. — disse Oliver, avisando. –Pergunta-lhe do vigilante. — pediu Laurel — Ele tem alguma conexão com o arqueiro.–Isso nem sequer parece ser do feitio do vigilante. — disse Ollie, intrometendo-se.–O Oliver tem razão. — concordei, olhando-o de relance.–Aí é que está... não sabemos nada sobre o vigilante. Sei que sempre que ele aparece dá merda. — explicou — Isto tem que parar. Ele tem que ser parado. Dito isso, Laurel caminhou, novamente, pelo corredor desaparecendo. Passei as mãos nos cabelos, cansada. –Tudo bem? — perguntou Oliver.–Desde a morte do Tommy que ela anda assim. — expliquei.–Espero que tudo se resolva. — confessou e eu sorri, ou tentei.–Obrigada. — disse. -Sobre... aquilo do outro dia...–Está tudo bem. — interrompi-o — Tudo bem, Oliver. Nós estamos bem. Sorri e ele retribuiu, então caminhou na direção de Thea e Roy.~dia seguinte, à noite~–Laurel, espera! — exclamei.Quando a apanhei, agarrei o seu braço, fazendo-a virar-se.–Que foi Sky? — perguntou com pressa.–Eu vou contigo. — respondi, preocupada.Quando chegamos ao local da denuncia vimos o arqueiro a lutar com outros quaisquer mas o interesse de Laurel manteve-se apenas nele, no arqueiro. O olhar da minha irmã era de vingança. Ela ordenou para que esquecessem os bandidos e fossem atrás do vigilante.
Pov. Oliver–Uau, é incrível a cidade em que estamos. Vão atrás do vigilante em vez dos bandidos. — ironizou Felicity. –Sempre foram. — disse Dig.–Sim, mas desta vez foi diferente. — corrigi, pensativo.–Porque desta vez era a Laurel que estava no comando? — indagou Diggle.Eu levantei-me, já nervoso.–Porque eles ficaram no meu caminho. Eu não posso ajudar como Oliver Queen. — exclamei , caminhando na direção de Dig- E não posso ajudar como vigilante. E daí a Laurel estar envolvida?!–Pega leve! — avisou Felicity.–Tudo bem. — disse Diggle.–Não, não está.- exclamou ela, agarrando-me o braço — Não podes ataca-lo só porque estás a ter uma má semana. Estás irritado por ele ter dito o nome da Laurel. O facto de teres estragado tudo com a Skylar não é a única complicação no mundo, Oliver! A tua vida amorosa não é a única complicação. –Felicity. — avisou Dig.–Como assim? — perguntei, afetado, completamente, pelas palavras dela.–Quero dizer que ficas a falar da Carly, mas estás tão preocupado contigo mesmo que não vês como ele fica todas as vezes que fazes isso. — exclamou ela, apontando para Diggle.EU olhei para Dig.–Do que ela está a falar? — perguntei confuso.–Eu e a Carly terminamos. — respondeu ele — Aconteceu enquanto estavas fora. Ser o ajudante do vigilante é complicado.–Ele precisa de saber. — avisou Felicity.–Não é ó sobre o que fazemos, Oliver. — explicou Diggle — Não é só sobre ti. Não consegui separar a minha relação com a Carly... e o que houve com o meu irmão.–Pistoleiro. — disse e ele assentiu.–Ele ainda está por aí. — confessou ele — O assassino do meu irmão ainda está a respirar. Acho que não consegui odia-lo e ama-la ao mesmo tempo.Dig levantou-se, olhando-me nos olhos.–Como vez não és o único a ter problemas para reconciliar os teus dois lados. — disse ele. Dito isso, caminhou para fora, assim como Felicity se afastou.~dia seguinte~Pov. Laurel–Tu não o salvas-te... vigilante! — exclamei deixando lagrimas rolar — Eu vi-te a fugir naquela noite. Estavas em um duelo insignificante com Malcom Merlyn. E quando pessoas que disseste querer ajudar, precisava de ajuda... não estavas lá!O vigilante continuava com o capuz enfiado, dirigindo o seu olhar para mim.–Não acho que uses o capuz porque és um herói. — confessei — Usas para esconder a tua covardia. Juro que vou desmascarar-te, processar-te e mandar-te para a prisão. Nunca mais fales para mim. Virei as costas e esperei ele ir embora.–Eu estava lá, sim. Eu salvei ... — disse ele.–Não digas nada, só vais dizer mentiras. Quando as pessoas não querem ser apanhadas... elas mentem... vigilante. — disse irónica.~mais tarde~Pov. SkylarAcabei de me vestir, com um vestido longo para o evento de Oliver Queen. Sim, o nosso chefe disse que iriamos e nós quer dizer: ele, eu e Laurel. Bateram à porta e fui abrir, já pronta.–Mana. — saudei, deixando-a entrar — Estás linda.–Tu lembras-te daquela noite? — perguntou olhando-me.–"Obrigada. Também estás deslumbrante." — imitei a voz dela, irónica.–Desculpa, estou pensativa sobre isto. — explicou.–Mas e então, que noite? — perguntei confusa, suspirando.–Do terramoto. — respondeu Laurel — Se te lembras de o que se passou dentro do prédio desmoronado?–Eu... — refleti um pouco, triste — Não me lembro, são só imagens borradas. Lembrava-me pouco do que aconteceu depois que Tommy ficou espetado e eu levei com tralha em cima, a única coisa que me lembro nitidamente depois disso foi estar no hospital.–Tudo bem, Sky. — disse ela e notei algo no seu olhar.–Laurel, que aconteceu? -perguntei, parando-a.–O arqueiro veio falar comigo... — respondeu e eu arregalei os olhos.–E então? — perguntei esperançosa que ela tenha mudado de ideias.–Ele só disse merda. — respondeu e eu desisti de perguntar.Fomos de carro para a festa e separamo-nos mal chegamos. Só a vi, algum tempo depois, com o nosso chefe, que se encaminhou para discursar, sem eu perceber porquê. Fui até Laurel.–O que aconteceu? — perguntei confusa — Porque ele está ali, Laurel?–O Oliver ainda não apareceu e ele vai puni-lo em frente aos média. — explicou ela e eu arregalei, levemente, os olhos.–O quê? — sussurrei, mas não podia impedir.–Senhoras e Senhores! — exclamou o vereador, chamando a atenção — Guardem as vossas palmas para Oliver Queen. A ideia foi dele. Dessa forma devem-se perguntar porque o Sr. Queen não está connosco hoje.Afastei-me um pouco de Laurel e procurei sobre as cabeças de todo, a face de Oliver. Quero-lhe salvar a pele, a sério que quero. Peguei no telemóvel liguei para ele, que não atendeu.–Temo que a resposta seja dolorosa. — continuou o nosso chefe — Ele não se importa. Eu disse ao Sr. Queen que os problemas desta cidade não serão resolvidos com o dinheiro dele. Que precisava de se erguer e mostrar ser alguém que se importa. Não sei onde Oliver Queen está. O que sei é que ele não está aqui. E precisamos de alguém que se erga e traga novas esperanças.Eu continuava a mover-me entre as pessoas e a ligar para o telemóvel de Oliver, mas nada. A sua reputação ia cair aos meus pés.–E hoje ficou obviamente visto que essa pessoa não é Oliver Queen! — exclamou o vereador.–Espere! — pedi alto, aproximando-me do vereador.–Estou a meio de um discurso, Skylar. — informou-me ele baixo e eu assenti.–Eu sei. Mas recebi um aviso e preciso de comunica-lo. — avisei sorrindo docemente.–Esse sorriso ainda vai mudar o mundo, Sr.ª Lance. — elogiou e eu voltei a sorrir — Faça o favor.Eu subi o pequeno palco e coloquei-me perto do microfone. –Oliver Queen pediu que a secretaria desse o aviso. Veio tarde, mas chegou. -falei e olhei para Laurel, que arregalou os olhos.–É a secretaria? — perguntou alguém.–Não. — respondi — Trabalho com o vereador, mas a secretaria teve de sair e pediu-me por favor. Continuando... Oliver Queen teve um problema de saúde na familia e não pode comparecer mas espera no entanto, que entendam que familia é tudo. Pov. OliverDepois de faltar ao evento e da noite em cheio, estava sentado na cadeira da secretaria, quando começa a dar a noticia do evento. Primeiro deu a parte em que a minha reputação ia abaixo e depois a parte em que uma rapariga subiu ao palco e defendeu-me, mesmo não sabendo se era verdade. Skylar Lance salvou-me, tecnicamente, e acho que estamos quites. Olhei para o meu telemóvel e vi chamadas perdidas da mesma, baixei a cabeça. Sky mentiu para proteger a minha reputação.~dia seguinte~–Tu o quê? — exclamei alto.–Ele estava mesmo ali, Sky. — continuou Laurel, ignorado — E aquela ...–Porque o fizeste? — perguntei atónita. –Ele tem de ser parado, ele é um criminoso! — exclamou, enquanto se sentava no meu sofá.–Sabes, não sei mais que fazer. Estou cansada, Laurel. Cansada de tentar puxar-te para cima. — confessei e ela levantou-se — Não posso ajudar-te se não queres ser ajudada. Laurel assentiu.–Tenho de ir. — avisou. Saiu de minha casa, então sentei-me. Senti-me mal, mas ela precisa de me deixar ajuda-la para eu o poder fazer. Bateram na porta e fui abrir, vendo o meu pai. Ele beijou-me a testa e eu deixei-o entrar.–Então, como vai a investigação do não sei que estiveres a fazer? — perguntei sorrindo.–A investigação do não sei quê que eu estiver a fazer vai normal. — respondeu brincalhão — A questão é: como estás?–Estou bem, só cansada das coisas da Laurel. — confessei e mandei-o sentar-se.–Eu sei, Sky. Mas temos de ter paciência. — avisou Quentin.–Eu sei, eu juro que tenho tentado. — disse — Mas ela está fora dos limites, já soubeste da ultima? –Já, vou para lá agora. — respondeu e eu baixei a cabeça.–A culpa do Tommy morrer não foi do Arqueiro. Agora provavelmente ele pensa que estou numa caçada pela cabeça dele! — exclamei e o meu pai aconchegou-me.–Ei, ele não vai pensar isso, querida. — corrigiu o meu pai. –Fala com a Laurel, por favor, pai. — pedi suplicante. Quentin assentiu e beijou-me o topo da cabeça, enquanto eu olhava para a moldura em cima da mesinha de centro, que tinha a foto da Sara.–Tenho de ir, filha. — avisou ele, afastando-se.–Vais lá fazer? — lembrei-me.–Buscar umas coisas sobre o caso do criador de bonecas. — confessou, indo para a porta.–Mas já nem és detetive, pai. E esse caso quase te destruiu. — lembrei triste.–É como se... cada garota que eu tentei salvar fosse a ... Sara. E, assim como aconteceu com a tua irmã, não consegui. — explicou e eu abracei-o.–Não faças isto. Mas como sei que vais fazer... Tem cuidado, por favor. — pedi e ele olhou-me nos olhos.–Eu estou bem, Sky. — tranquilizou-me e saiu de minha casa, deixando-me preocupada.
Notas finais
Espero que tenham gostado, já tinha saudades vossas
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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