Inside Of You

3 Só um caso //


Notas iniciais
Novo capitulo :) Leiam as notas finais , sim? xD

Anteriormente em Inside of you:

Eu sorri, assentindo. Virei as costas, preparando-me para ir embora. Mas lembrei-me de uma coisa, então voltei-me novamente para ele.

–Oliver! — chamei e ele olhou-me curioso.
–Sim ...
–O Diggle andava à tua procura. — avisei e ele sorriu agradecido.

Oliver foi procurar o Diggle e eu fui procurar a Laurel que me levou para casa. Assim que cheguei deitei-me no sofá.
Talvez eu não devesse odiar Oliver. Oliver Queen sim, aquele que ele era e que Laurel namorou. Mas este Oliver não era assim. Era... simpático.
A confusão fez-me cair no sono e sonhei novamente com aquela noite horrível de à 2 anos.

Atualmente em Inside of you:

~dia seguinte~

Acordei com o som do despertador, novamente. Abri os olhos e percebi que estava no sofá, ainda com as roupas de ontem, então levantei-me e fui tomar duche. De seguida, enrolada na toalha, fui tomar o pequeno almoço. Quando acabei dirigi-me ao guarda-fato, retirando umas calças pretas ,uma blusa azul e um casaco preto, vestindo. Peguei na minha mala e sai do apartamento.
Quando sai do prédio não vi o carro de Laurel, o que estranhei, mas entrei no meu e segui em direção ao escritório.
Quando estacionei, sai do carro e entrei, encontrando a minha irmã na secretária dela.

–Tão cedo... — sussurrei, dando-lhe um beijo na bochecha. Ela sorriu.
–Sim, vou sair mais cedo. O Tommy quer me levar a sair. — explicou ela animada.

Pisquei-lhe o olho e fui para a minha secretária. Peguei no meu caso atual e comecei a trabalhar.
Laurel saiu depois da hora de almoço e eu fiquei.

–Skylar! — chamou Kenna.
–Diz. — pedi simpática.
–O supervisor quer falar contigo. — avisou ela , piscando-me o olho.

Olhei-a desconfiada, mas dirigi-me ao escritório dele. Bati à porta, aguardando permissão.

–Entre. — sussurrou o homem do outro lado, então entrei — Sente-se, por favor.

Aproximei-me e fiz o que ele pediu.

–Boa tarde! — exclamei educada, estendendo a mão que ele apertou.
–Boa tarde, menina Williams. — retribuiu , estendendo um papel para mim.

Olhei-o desconfiada , mas peguei, começando a ler o título "Contrato de 6 anos" , passando a encara-lo confusa.

–Isto é um contrato? — perguntei.
–Sim. Com este escritório de advogacia. — respondeu o meu supervisor. Eu sorri admirada.
–Estive a ver o teu currículo impecável... — explicou ele e eu sorri agradecida.
–Muito obrigada! — exclamei, ainda com as folhas na mão.
–Dou-lhe tempo para pensar e analisar o contrato Menina Williams. — avisou ele e eu assenti.

Levantei-me e apertei-lhe a mão, saindo de seguida do escritório. Estes papeis , depois de assinados, obrigavam-me a passar 6 anos em Starling City e isso é uma coisa que eu ainda não sei se quero.
Peguei no telemóvel e liguei para o meu pai.

Alô? – exclamou ele e eu sorri.
Olá pai. — respondi .
Então como estás Sky?– perguntou ele animado.
Estou bem e tu?– perguntei educada.
Vai tudo bem.– respondeu — Então porque me ligas-te? Alguma razão especial?
Podíamos nos encontrar para beber um café daqui a 30 minutos?– propus docemente.
Claro!– respondeu o meu pai, que me indicou um bom estabelecimento.

Depois de terminar algumas coisas, despedi-me de todos e sai do escritório. Entrei no carro e segui as direções que o meu pai me deu. Estacionei e entrei no café, avistando uma rapariga no balcão e algumas pessoas sentadas nas mesas. Caminhei até o balcão e sentei-me na cadeira alta.

–Boa noite! — exclamou um senhor do outro lado do balcão — Que vai desejar?
–Boa noite! Pode ser um café forte, por favor. — pedi , pousando a minha mala sobre o balcão.

O senhor trouxe o meu café e eu bebi, enquanto esperava pelo meu pai. Peguei na minha mala, para ir à casa de banho, mas mal dei três passos esbarrei imediatamente em alguém, entornando o café dessa pessoa. Olhei para a rapariga, que esbarrei, era... eu conheço-a...

–Oh desculpa, meu deus! — exclamei , tirando um lenço da minha mala e passando na blusa da rapariga, pouco mais nova do que eu.
–Não faz mal! — exclamou a linda rapariga, rindo.
–Sou mesmo distraída. — declarei , indo até ao balcão e ela seguiu-me — Outro café, por favor.

O senhor obedeceu e eu sorri agradecida.

–Não é preciso, a sério. — disse ela sorrindo simpática.
–Insisto. — retribui sorrindo docemente.

O senhor deu-me o café, que dei a ela, sorrindo .

–Obrigada! — exclamou, bebendo um pouco e apresentou-se — Thea Queen.
–Skylar Williams, mas podes chamar-me Sky. — apresentei-me educada. Agora sei de onde a conheço... irmã do Oliver.
–Conheci o teu irmão ontem. — confessei sorrindo e ela olhou-me admirada.
–Como? — perguntou curiosa.
–Na festa. Sou amiga da Laurel. — expliquei e ela assentiu sorridente.
–A ex-namorada o meu irmão... — sussurrou e eu assentiu.

A conversa ficou animada. Eu disse-lhe onde trabalhava e trocamos números de telemóvel.

–Bem agradeço pelo café, encontramo-nos por aí? — perguntou, pegando na mala.
–Claro! — exclamei animada.

Ela saiu do café e o meu pai entrou, sentando-se ao meu lado, na cadeira alta. Pediu um uísque e eu não pedi nada.

–Atrasas-te pai. — acusei triste.
–Problemas! — exclamou um pouco irritado.
–Então que se passa de importante? — perguntou ele curioso.
–Hoje recebi um contrato de 6 anos. — respondi , baixando a cabeça.
–Mas isso é ótimo! — exclamou levantando o copo, pedindo outro e outro...
–Mas eu não sei se é isso que quero. Ficar presa a Starling City por 6 anos... é muito tempo. — expliquei confusa.
–A vida é feita de escolhas. Quando dás um passo para frente, alguma coisa fica para trás, Skylar. — disse ele, aconselhando-me.

Olhei-o admirada pela frase, mas sorri sentido saudades dele.

–Seria algo assim que a tua mãe diria, ou Sara. — explicou ele e eu sorri triste — Lamento se tiveste menos apoio da familia do que as tuas irmãs, mas eu dei o meu melhor.
–Eu sei pai. Sei que sim. — disse eu, tirando-lhe o copo da mão. Ele olhou-me.
–Que se passou afinal? — perguntei preocupada.
–Aquele Robin dos Bosques voltou a atacar esta noite... — sussurrou ele irritado.
–Porque o odeias tanto pai? — perguntei confusa.
–Porque ele merece ser odiado. Ele está fora da lei. Ele é um criminoso, Sky. — avisou Quentin.

Gerou-se um momento de silêncio, então agarrei as mãos do meu pai. Ele olhou-me confuso.

–Talvez o meu final feliz seja apenas seguir em frente. — disse eu , sorrindo para ele.

Queria dizer "Vou aceitar o contrato" e ele percebeu, sorrindo, talvez, emocionado.

–Quero ter-te aqui Sky, de verdade. — disse ele, beijando-me a testa.
–Vamos? — perguntei levantando-me, ele fez o mesmo.
–Sim. — respondeu e saímos juntos.

Ele acompanhou-me até o meu carro e viu-me desaparecer na escuridão, enquanto ele ficou ali de pé sorrindo. Não podia estar mais certa.
Cheguei a casa e retirei os papeis do contrato, colocando em cima da mesa da cozinha. Tirei uma caneta e fiquei a olhar o papel durante uns quantos minutos.

Flashback:

~2 anos atrás~

–LARGA-MEEE! — gritei pela 500ª vez.

Ele aproximou-se e empurrou-me contra a parede, encostando a arma à minha barriga.

–Já te disse para calares a boca! — exclamou ele, com a voz nojenta, perto do meu ouvido.

Eu chorava silenciosamente, enquanto ele me arrastava pelo corredor escuro, para o quarto ,largando-me no chão algures. Aproximou-se, sentando-se ao meu lado, agarrando-me nos braços com força. Dei-lhe um pontapé com força, pondo em prática as aulas de autodefesa que o meu pai nos obrigou a ter. Ele largou-me gritando, então, levantei-me e comecei a correr, novamente pelo corredor escuro.

–Anda cá! — gritou, atrás de mim. — SKYLAAAAR!

Eu continuei a correr até encontrar a porta trancada, então comecei a entrar em pânico. Ele andou na minha direção, em forma de sombra. Aproximou-se irritado.

–Assim já não vou gostar de ti! — exclamou sorrindo sinicamente.
–Eu pensava que me amavas... — sussurrei baixo.
–E amo. Muito. — disse como se tivesse se sentido ofendido.
–Como?! Olha o que estás a fazer! — gritei, chorando.
–Porque te vi com outro... — acusou Richard.
–Eu não posso ter amigos ?! — exclamei indignada.
–Eu só queria que me tivesses a mim! — gritou, aproximando-se demasiado.
–Eu não sou tua Ric... — sussurrei.

Senti o ardor na minha cara após o estalo que recebi dele. Ele levantou a minha cara, para olha-lo no escuro e desceu a mão até a minha cintura e mais para baixo. Eu ía gritar, mas ele tapou-me a boca, beijando-me o pescoço à força.
Consegui afasta-lo um pouco para lhe tirar a arma do bolso, apontando-a.
Ele olhou-me indignado, saltando-me para cima.
No meio da confusão ouviram-se dois tiros, apenas com 10 segundos de diferença, e depois tudo acalmou. Eu caí no chão e ele ao meu lado, ouvi as sirenes e depois não vi mais nada.

Flashback off:

–Preciso de um motivo pra sonhar, o que eu tinha antes só gera pesadelos. — pensei alto e depois assinei o contrato, sentando-me na cadeira suspirando aliviada.

É como se eu tivesse tirado um peso de cima dos ombros. Agora eu vou começar de novo, custe o que custar.

Comi alguma coisa e depois fui-me deitar, caindo instantaneamente no sono.

~2 dias depois~

Não acordei com som algum, mas sim com a claridade que entrava no meu quarto. Abri os olhos, mas fiquei deitada na mesma. Olhei as horas e faltavam 5 minutos para ele tocar, revirei os olhos e levantei-me. Fiz a minha rotina e preparei-me para sair do apartamento.
A Laurel não estava em casa , outra vez. Ignorei e dirigi para o escritório. Mal entrei, cumprimentei todos, excepto Laurel que não esta, e bati na porta do supervisor.

–Entre! — exclamou e eu entrei, sentando-me na sua frente. Ele sorriu.

Retirei os papeis de dentro da minha mala e coloquei-os à sua frente sorrindo.

–Agora, se me der licença, vou voltar ao trabalho. — avisei e ele sorriu orgulhoso.
–Claro, força. — disse e eu sorri , saindo do escritório.

Laurel, acabada de chegar olhou-me desconfiada.

–Então como foi a noite? — perguntei-lhe piscando.
–Foi ... secreta. — disse ela sorrindo sacana.
–Vá lá... — pedi suplicante.
–Vamos morar juntos. — disse ela animada e triste ao mesmo tempo — Ele queria passar o natal comigo na festa de Oliver, mas é....
–O aniversário de Sara. — completei, sentido os olhos cheios de lágrimas.
–Sim. — respondeu ela , olhando para baixo.
–Bem, vou voltar ao trabalho. — avisei e fui para a minha secretaria.

Não almocei, não estava em condições.

–Skylar, está ali um homem jeitoso para falar contigo. — avisou Kenna e eu olhei-a desconfiada.

Dirigi-me à entrada e vi Oliver parado olhando-me. Eu aproximei-me desconfiada.

–Olá Sky. — saudou ele educado.
–Oliver. — saudei, ainda confusa.
–Queria te propor um caso. — avisou ele — A minha irmã está em apuros e quer-te como advogada.
–A Thea? — perguntei admirada.

–Pelos vistos conhecem-se bem... — disse ele sorrindo.
–Nós só... — interrompi-me — Mas eu não sei. Acabei de começar a trabalhar e nem sei se estou capaz.
–Eu compreendo. Mas não estou a pedir por mim. — disse ele , estendendo uns documentos para mim.

Eu agarrei-os.

–São do caso da Thea. Caso mudes de ideias, Skylar. — disse ele e virou-se — Obrigada na mesma.

Desapareceu na esquina. Eu voltei para a minha secretária.

–Quem era? — perguntou Laurel.
–Ninguém importante. Só uma amiga que conheci na sexta. — expliquei, mentindo sem saber bem porquê.
–Ok. — disse ela e voltou para o trabalho.

Coloquei o ficheiro da Thea Queen em cima da secretaria.
Encostei-me à cadeira e fechei os olhos. "Só mais um caso" , pensei.
Abri o caso de Thea e comecei a ler... Droga.

Deus, permita que eu nunca perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que elas nunca irão ver, reconhecer ou retribuir essa ajuda, por mais que eu dê tropeços na vida, que eu não perca a satisfação de fazer alguém feliz, mesmo que por alguns instantes, que um sorriso sincero seja suficiente para que eu não deixe de ser quem eu sou…

Notas finais
Agora estou na época de testes, assim não vou poder postar assim tão regularmente, mas não se preocupem, não vou abandonar