Inside Of You
4 Ajudinha //
Notas iniciais
Anteriormente em Inside of you:
–Ok. — disse ela e voltou para o trabalho.
Coloquei o ficheiro da Thea Queen em cima da secretaria.
Encostei-me à cadeira e fechei os olhos. "Só mais um caso" , pensei.
Abri o caso de Thea e comecei a ler... Droga.
Deus, permita que eu nunca perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que elas nunca irão ver, reconhecer ou retribuir essa ajuda, por mais que eu dê tropeços na vida, que eu não perca a satisfação de fazer alguém feliz, mesmo que por alguns instantes, que um sorriso sincero seja suficiente para que eu não deixe de ser quem eu sou…
Atualmente em Inside of you:
~dia s depois~
Acordei com o som do telemóvel a avisar a chegada de uma mensagem, peguei-o e li "Está quase na hora. Estou nervosa. Vais cá estar? — Thea".
Tenho falado com ela bastante nos últimos dias. Ela acabou por pedir-me para não a representar na audiência, por sermos amigas. Eu concordei com ela, dando-lhe apenas o maior apoio que posso.
Preparei-me, vestindo algo e sai de casa e dirigi até o tribunal, quando estacionei avistei o carro do meu pai.
–Mas que ele faz aqui?! — perguntei indignada, saindo do carro.
Corri devagar pelo tribunal até encontrar a sala de audiência que Thea me disse. Respirei fundo e entrei, atraindo a atenção de Oliver que sorriu fraco, eu retribui. Eu vi o meu pai sentado no canto.
–Advogados, vocês chegaram a um acordo? — perguntou o juiz e o advogado de Thea levantou-se.
–Chegamos, Meritíssimo. Sendo a minha cliente juvenil, o povo generosamente apoia a liberdade condicional. — explicou ele.
–Juvenil? Diz aqui que ela tem 18 anos. — corrigiu o juiz.
–Tem 18 agora, Meritíssimo, mas na época da prisão, ainda faltavam dois dias para o 18º aniversário. — corrigiu o advogado — A Srta. Queen não tem antecedentes.
–Só porque a familia dela escondeu os antecedentes, não significa que não existem. Você livra a sua cliente... — depois olhou para o outro advogado — e você ajuda o seu chefe a evitar lidar com droga que se está a alastrar pela nossa cidade como uma praga. Todos ganham, menos nós, o povo de Starling.
–Meritíssimo, com todo o respeito... — disse Thea, mas foi interrompida.
–Srta. Queen, goste ou não, você é o rosto desta ameaça. — explicou o juiz -Se o povo vir que a familia Queen não se pode livrar da acusação de uso de vertigo, talvez pense duas vezes antes de usar. O ACORDO ESTÁ NEGADO! O caso seguirá para julgamento!
Eu baixei a cabeça e passei as mãos pelo cabelo desesperada. Thea olhou para trás, encontrando-me, e deixou uma lagrima cair.
Eu não aguentei vê-la assim , então virei-me e sai da sala , caminhando até o meu carro. Mas parei quando uma voz soou.
–SKYLAR! — gritou o meu pai furioso.
Ele caminhou até mim.
–Pai antes que comeces... Aqui não! — exclamei, lembrando-lhe onde estávamos.
–Não quero saber de nada disso Skylar Catarina Lance! — gritou o meu nome completo, então percebi que ele está mesmo furioso.
–Pai... — avisei, olhando para onde estava a familia Queen a falar, enquanto saiam do tribunal.
–Ouve minha menina, só porque és maior de idade agora não quer dizer que tenhas de me desobedecer! O único aviso que te dei e tu desrespeitaste-o Skylar! — exclamou ele, apontando-me o dedo.
–Ela precisava de mim aqui. É minha amiga! — expliquei.
–Amiga? Eu nem posso acreditar no que estou a ouvir Skylar, nem consigo acreditar! — gritou ele realmente indignado — Isto não é a Califórnia!
–Para com isso... pai! — exclamei indignada e ele baixou a cabeça, como se estivesse cansado de tudo aquilo, também.
–Skylar ele matou a tua irmã. Ele quer tirar-me tudo. A Laurel abriu os olhos. Só espero que tu o faças mais cedo. — disse ele, explicando o porquê de agir daquela maneira.
–O Oliver pediu-me ajuda e eu recusei por ti, mas eu precisava de estar aqui hoje de verdade. Eu só... não consigo ver alguém em apuros e ficar quieta. Para isso é que sou advogada! — exclamei , começando a irritar-me.
–Tens um coração bom demais Sky e esse é o teu maior erro! — exclamou Quentin.
–Interrompo? — perguntou Thea sorrindo.
–Não, claro que não. — respondi, querendo acabar com aquilo.
–Podes dar-nos um minuto, por favor? — perguntei mais calma.
–Esta conversa não acabou Skylar! — exclamou ele, caminhando para o carro dele.
Thea aproximou-se de mim e abraçou-me. Eu retribui, apanhada de surpresa.
–Obrigada Sky. — disse ela e eu sorri.
–Sempre às ordens! — exclamei sorrindo. Ela riu.
–O agente Quentin é como um pai para ti não? — perguntou ela inocentemente.
Eu engoli em seco e respirei fundo.
Olhei-a e ela encarava-me desconfiada.
–Que foi? — perguntei confusa.
–Hesitas-te. — explicou Thea.
–O quê? — perguntei novamente.
–És só uma amiga da familia? — perguntou ela e agora eu entendi.
Abri a boca para mentir, mas fechei-a imediatamente vendo Moira, a mãe dela, aproximar-se.
–Boa tarde Skylar, certo?- perguntou Moira, enquanto Thea continuava a olhar-me como se, finalmente, tivesse descoberto o meu segredo e a verdade é "Talvez tenha descoberto".
–Sim Srª Queen. Bem tenho de ir. — despedi-me educadamente.
Caminhei em direção ao carro.
–Ela tem problemas com o pai para resolver. Vais ligar-lhe não é Sky? — perguntou Thea.
Eu paralisei e virei-me olhando-a admirada.
–Talvez... — respondi ainda em choque.
Ela havia descoberto.
Entrei no carro e arranquei, vendo-as desaparecer no espelho retrovisor: a amiga que sabia o segredo e a mãe que, provavelmente, escondia um.
Pov. Thea
Eu estou realmente grata por ela estar lá hoje.
É... eu desconfiei quando os ouvi discutir algo, mas pensando melhor, comecei a juntar as peças na minha cabeça e percebi que ela é irmã da Laurel. E eu nem sabia que ela tinha outra irmã sem ser a Sara, por isso fui apanhada de surpresa. Sky ficou paralisada, até eu, mas ela viu-se desarmada e eu soube que ela odeia mentir. Mal a conheço, mas o pouco que conheço , deu para perceber isso só de olhar nos olhos dela.
“Tola garota” ,é como muitos, acredito, a julgam, mas eu sei que ela nunca mereceu sofrer tanto, nem ao menos passar por tudo pelo que passou, como a morte da Sara e o abandono da mãe. Ela conhecia a realidade, a dor; ela aprendeu muito e tudo que pode em pouco tempo. Porém, mesmo conhecendo essa amarga realidade a sua ingenuidade a mantinha acreditando e seguindo em frente, penso eu, de cabeça erguida e com um sorriso que eu não poderia dizer se é falso ou não.
– E por mais tola que seja, eu a admiro. — pensei alto.
–A pensar alto Thea? — perguntou a minha mãe e eu olhei-a com desprezo.
–É. — respondi seca, ainda pensativa, mas depois despertei — Vamos para casa!
Ela sorriu e guiou-me até o carro, onde estava Ollie. Então, fomos para casa.
Pov. Skylar
–Pai! — exclamei, fazendo-o parar de falar e olhar-me.
Seguiu-se um grande momento de silêncio.
–Eu nunca devia ter-te deixado ir para a Califórnia! Devias ter ficado aqui comigo, Sky! — exclamava ele, caminhando pela cozinha.
Eu baixei a cabeça, compreendendo.
–Eu falhei contigo. — sussurrou ele, desabafando — Não te acompanhei na melhor fase da tua vida. Cresces-te sem apoio da familia.
Eu aproximei-me e olhei-o nos olhos.
–Pai, não importa o quanto os anos passem, longe ou perto, o quanto as coisas mudem, eu sempre serei a tua menininha. — disse eu sincera.
–Senti a tua falta. — disse ele e eu achei estranho, pois ele gosta de guardar os sentimentos para ele.
–Eu sei que sim... — sussurrei e percebi uma lágrima cair em meu rosto.
O meu pai apertou-me contra o seu peito, como nunca me lembro de ele o fazer.
Eu tinha 16 anos quando fui para a Califórnia, voltei aos 18 quando a Sara morreu e depois decidi voltar para lá. Fiquei lá até os 21 , agora. A Laurel e o meu pai só me telefonavam, especialmente no Natal, pois era o aniversário da Sara.
O telemóvel dele tocou, o me fez voltar à realidade. Ele largou-me e eu limpei os olhos. Ele atendeu.
–Ok! — exclamou deslingando e olhou-me — Tenho de ir trabalhar...
–Está bem, eu amanhã tenho folga. — avisei sorrindo.
–Vemo-nos no fim-de-semana! — exclamou ele, beijando-me a testa e saindo do meu apartamento.
Fui tomar duche e vesti o meu pijama. Comi algo, sentada no sofá, vendo televisão, mais tarde adormeci, sem pesadelos.
~dias depois~
Pov. Skylar.
De manhã fui ao computador e vi fotos da Thea e que o acordo proposto foi negado. Temi por ela, novamente, mas eu não sei se sou capaz de tomar conta da situação como pensei à dias antes. Ontem liguei-lhe para saber como tinha corrido e ouvia chorar do outro lado.
Despertei dos pensamentos quando ouvi batidas na porta, então caminhei até lá e abri, revelando Oliver.
–Oi. — saudou ele.
–Oi. — retribui.
Dei-lhe espaço para ele entrar e ele assim o fez, eu fechei a porta.
–Obrigada por teres ido ao tribunal ontem! — agradeceu ele e eu sorri.
–Sim, claro! — exclamei, mas acrescentei — Mas não acho que o juiz vá mudar de posição. Pegar pesado contra criminosos dá direito a reeleição....
–Preciso que fales com o pai da Laurel. — pediu ele , interrompendo-me. — Ele está dentro do sistema, talvez consiga convencer o juiz a aliviar para o lado da Thea.
–Oliver, eu não...
–Sky, estou a trabalhar em algo da minha parte, mas... Se não funcionar, essa é a minha melhor chance de ajudar a minha irmã. E eu sei que mal nos conhecemos... — explicou Oliver e acrescentou baixo — Por favor.
–Verei o que posso fazer. — disse sorrindo — Apesar de achar que devias ter ido falar com a Laurel.
–Laurel tem a vida dela agora. E EU não quero atrapalhar... — disse ele, sublinhando o "EU" — Mas muito obrigada.
–Mas sem promessas. — avisei preocupada.
–Obrigada. — agradeceu Oliver.
Ele sorriu e saiu do meu apartamento. Respirei fundo.
~à noite~
–Absolutamente não! — exclamou o meu pai, enquanto caminhava entre os carros da policia, comigo ao lado.
–Pai, sei como te sentes quanto ao Oliver. -expliquei compreensível.
–Então porque me pedes isto Sky? — perguntou irritado.
–Por causa da Thea, ela tem apenas 18 anos. — disse triste.
–O que faz dela uma adulta. Ela pode assumir os seus erros! — exclamou Quentin — Já está na hora de alguém daquela familia assumir!!
–E quanto à familia Lance pai? — perguntei , lembrando-me de algo... um golpe baixo, mas verdade — Uma rapariga a sair e a meter-se em coisas que não devia, isso soa familiar?
–Skylar, não comeces!!! — exclamou irritado.
–Thea é igual à Sarah. — acusei , olhando-o.
–Não é assim que me lembro da tua irmã! — exclamou ele, continuando a andar e eu parei.
–Porque te lembras dela da maneira como querias que ela fosse, não da maneira que ela era! — exclamei sincera. E ele virou-se, eu caminhei e parei à frente dele.
–Ela não é a santa que tu fazes parecer, pai. — acusei — Eu sei que ela foi presa por furto e que tu fizeste isso desaparecer.
–Talvez se eu a tivesse deixado ir para a prisão, o Oliver não a tivesse levado naquele maldito barco. — disse ele, sentindo-se culpado.
–Pai, tu falas como se ele a tivesse raptado! — exclamei, farta disto — por muito tempo tu e a Laurel culparam o Oliver pela morte da Sarah, mas ela também é culpada!!
–E quando olho para a Thea, vejo o potencial de Sarah nela. E também os defeitos. Sim, Thea cometeu um erro. Mas ela tem passado por muita coisa. Ela perdeu um pai e um irmão. Ela não precisa de prisão, pai. Ela precisa de ajuda. — expliquei, olhando-o nos olhos, sentindo lagrimas escorrerem pelas minha bochechas. -Então, por favor...
Ficamos em silêncio durante alguns segundos e depois Quentin falou.
–Farei algumas ligações. — virou-me as costas, continuando a andar.
Sorri triste e feliz ao mesmo tempo. "Porque estou a dar-me ao trabalho de isto tudo?" , pensei. Talvez, porque eu, realmente, veja na Thea a minha irmã. O quanto eu sinto falta dela..
Fui para casa dormir , esperando que ele me ligasse, com noticias. Mal dormi.
~dia seguinte~
Acordei com o toque de chamada e atendi. O meu pai contou-me tudo, então depois vesti-me e saí de casa, dirigindo para casa dos Queen.
Bati à porta, que foi aberta por Sr.ª Moira.
–Bom dia Sr.ª ! — saudei sorridente — Posso entrar?
–Ah claro! Entra!! — exclamou, deixando-me entrar.
–Venho falar com o Oliver e com a Thea. — avisei educada.
Ela indicou-me a sala, onde estavam Oliver e Thea. Sorri para ambos e aproximei-me.
–Bom dia! — exclamei.
–Bom dia, Sky! — disse Thea pouco animada, sorri triste.
–Bom dia ... disse Oliver, surpreso por me ver — Senta-te!
Eu sentei-me ao lado dele e à frente de Thea.
–O pai da Laurel conseguiu com que o juiz não fosse tão rígido. — expliquei profissionalmente.
–O ... — interrompeu-se automaticamente e eu arregalei os olhos — O pai da Laurel odeia-me!
–Não! — exclamei eu e Oliver ao mesmo tempo.
–O Quentin odeia-o, provavelmente... — sussurrei muito baixo, mas ouviram.
Thea olhou para Oliver e ele assentiu, confirmando.
–Tu és minha amiga, não minha advogada. Ninguém pediu para te envolveres, Sky. — disse ela, olhando-me.
–Eu pedi. — corrigiu Oliver.
Ela olhou-o , de uma forma que não consegui decifrar.
–O juiz aceitou a sentença de 500 horas e serviços comunitários e dois anos de condicional. — expliquei, interrompendo o olhares entre ele — Provisório até a indicação do seu "in loco parentis" ...
–In loco o quê? — perguntou ela confusa.
–Significa que a corte indicará alguém para ser teu responsável. — expliquei melhor e acrescentei com medo — Laurel.
–Eu agradecia, mas dispenso. — exclamou alto — És minha amiga, não...
–Thea! — exclamou o Oliver — Não tens escolha!
–Na verdade, eu tenho. — corrigiu Thea — Tenho 18 anos e posso tomar as minhas próprias decisões. Então decido não ser escrava dela!
–Ok... — sussurrei, depois de um longo silêncio — Se mudares de ideia, Thea...
Ela abanou a cabeça na negativa, então peguei na minha mala e levantei-me, assim como o Oliver, que me acompanhou até à porta.
–Obrigado. — agradeceu, guiando-me com a mão nas costas
Mas eu afastei-me e sai da casa. Olhei para trás no mesmo momento em que a porta se fechou.
Voltei para casa, pensado em como fui parva...
Pov. Thea
–Thea! — exclamou Oliver, voltando para a sala — Tu estás muito... feita e com razão. A conduzir drogada? É muita estupidez! A Sky conseguiu um bom acordo, a tua amiga conseguiu. Porque não aceitas-te?
–Desde quando tens intimidade com ela para lhe chamar-lhes Sky? — disse eu, e acrescentei mentindo no porquê — E já tenho uma mãe.
–Então vais para a cadeia. — disse ele, ignorando a pergunta anterior — Isso vai arruinar a tua vida.
–Não! — exclamei, levantando-me — Quero arruinar a vida da mãe! Ela é mentirosa e infiel. Lida com isso, Ollie. Podes fingir que ela é santa, mas eu odeio-a, e el traiu o pai.
Corri para as escadas, mas Oliver falou.
–Então vais parar a cadeia só para irrita-la? — perguntou ele e eu sorri — Thea... a mãe não traiu o pai. Ele traiu-a.
–Essa é a melhor desculpa que tens? — perguntei indignada.
–O pai não era que ele dizia ser. — respondeu Ollie — No Queen's Gambit, logo antes de morrer, ele admitiu para mim que falhou connosco.
Eu senti as lagrimas nas minhas bochechas.
–Contigo, comigo, com a mãe... — continuou ele — Ele não era homem que dizia ser, e só queria... ter mais tempo para consertar os erros dele.
–Não acredito em ti! — exclamei com a voz embargada devido ao choro.
–Acreditas sim. — corrigiu ele.
–Deixa-me em paz!! — exclamei indo para o meu quarto.
~3 dias depois~
Pov. Skylar
–Mas Laurel...
–Não faças isso outra vez!! — exclamou ela alto.
–O pai já me deu a bronca, Laurel, já chega! — exclamei.
–Tudo bem ! Como queiras Sky. Preocupo-me, apenas isso... — explicou e saiu do escritório com o Tommy.
Voltei ao trabalho mas fui interrompida , algum tempo depois.
–Delinquente juvenil apresentando-se. — disse uma voz conhecida e olhei, vendo Oliver guiar Thea até mim.
Levantei-me sorrindo, realmente feliz, por ela ter tomado o caminho certo e caminhei até eles.
–Já que perdeu a habilitação, venho buscar-te às 17h . — disse Oliver para Thea.
–18h. — corrigi e ele olhou-me — Temos muito trabalho para ela.
–Vamos marcar às 19h, só para garantir. — disse ele, sorrindo, olhando-me nos olhos.
–É tarde demais para escolher a prisão? — perguntou ela irónica, quebrando o contacto visual entre mim e o Oliver.
–Sim! — exclamamos ao mesmo tempo, olhando-nos e sorrimos.
–Preciso que pegues nestes arquivos, e sares todos os documentos de Março de 2007. — pedi simpática, dando-lhe um beijo na bochecha — Consegues?
–Acho que sim, Srª. — disse ela, batendo continência e foi para a minha secretaria, mas antes parou.
–Sei que errei. — disse ela, fazendo-nos olha-la — Agradeço muito, Sky.
–Vamos fazer de ti uma cidadã exemplar, Thea. — disse eu sorrindo amigável.
Ela retribuiu o sorriso e foi fazer o que lhe pedi, eu sorri.
–Vai ser bom para ela ter alguém de exemplo. — disse Oliver, perto do meu ouvido — Alguém muito melhor que eu.
–Não és assim tão mau. — corrigi sorrindo — Além do mais vai ser bom tê-la por perto.
Lembrei-me de Sarah, enquanto eu olhava-a de longe.
O telemóvel de Oliver tocou.
–Preciso de atender, com ,licença. — disse ele e afastou-se.
Eu fui fazer outra coisas, enquanto Thea trabalhava. Eu vi, realmente, o reflexo de Sarah nela.
Sabem, só podemos ajudar alguém que aceita ajuda e eu não podia estar mais feliz por ela ter aceitado.
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