Inside Of You
8 Sentimentos que não interessam //
Notas iniciais
Anteriormente em Inside of you:
–Acreditas nesta história da Sarah estar viva numa ilha? — perguntou ele e eu suspirei.
–Não. — respondi , olhando-o — Mas iria doer se olhasses as coisas que a mãe encontrou? Mesmo que seja só para confirmar.
–E à Sky? Será que não ía doer? — perguntou ele — Laurel, sabes quanto tempo levei para parar de pensar na Sarah ? E a tua irmã??
–Pai. — chamei, fazendo-o olhar-me e ele suspirou.
–Diz para a tua mãe que não prometo nada. — pediu Quentin e eu sorri , levantando-me.
–Pai, sobre a Skylar... Eu falo com ela. — avisei e sai da delegacia.
Eu acredito que a Skylar está extremamente abalada, só não sei como tomar o partido de irmã mais velha com ela, pois nunca tive a oportunidade e agora não sei como agir. A Sarah e ela sempre foram muito ligadas e agora chego eu de algum aldo e quero ocupar o papel da Sarah, não é justo. Mas sei o que fazer, tenho de ganhar laços com a minha irmã , a minha única.
Atualmente em Inside of you:
Pov. Skylar
–Sério Thea! — exclamei rindo.
–Está bem, agora é a tua vez! — avisou ela, sentando-se na minha cama.
Eu levantei-me e fui me preparar para a abertura da discoteca. Vesti apenas uns calções pretos de renda e uma camisola vermelha. Thea aprovou, então saímos juntas para a discoteca.
Quando chegamos, aquilo já estava mais que lotada e estava muito mais bonito do que sem ninguém.
–Está ali o meu irmão e a minha mãe! — gritou Thea, por cima da musica alta, puxando-me entre as pessoas.
Continuou a puxar-me enquanto subíamos umas escadas. Quando finalmente chegamos ao cimo, reparei que estávamos numa "varanda" , de onde podíamos ver toda a festa. Aproximei-me, junto com Thea, de Oliver, Moira e MacKenna.
–Boa noite! — exclamei sorrindo.
–Boa noite querida! — retribuiu Moira, beijando-me o rosto.
–MacKenna , Oliver . — saudei e eles retribuíram.
–Então, que achas Sky? — perguntou Ollie e eu sorri.
–Está perfeito! — respondi sincera.
Um rapaz trouxe-nos copos cheios de champagne.
–À Verdant. — disse Ollie, ditando o brinde.
–Eu sei que não apoiei muito essa ideia. — confessou Moira — Mas tenho que admitir que esta discoteca é um feito e tanto. Estou orgulhosa de ti e o teu pai também estaria.
Eu baixei a cabeça, lembrando-me de Sarah e da história da minha mãe, o que contribuiu significativamente para que doesse um bocadinho mais.
–Obrigado. — agradeceu Ollie.
–Parabéns, Ollie. O clube não é uma merda! — exclamou Thea e eu olhei-a repreendendo.
–Obrigado, ligeirinha. — disse ele e olhou para mim , especialmente — Muito obrigado por virem!
–Sempre! — respondi, assim como os outros responderam algo.
Descemos as escadas e dispersamo-nos pela discoteca. Thea foi procurar o Tommy e eu fui com ela.
Ela aproximou-se de Laurel e Tommy, eu fiquei a encarar Laurel, assim como ela a mim.
Tommy teve de sair, sorrindo para mim.
–Sky. — chamou Laurel e eu aproximei-me delas — O pai está preocupado contigo.
–Pois, mas não precisa de estar Laurel. Eu estou bem. — respondi, mentindo.
–Estás mesmo? — voltou a perguntar preocupada.
–Acho que sim .- respondi , olhando para Thea que sorriu triste.
–Ei meninas! — exclamou uma voz que eu reconheci de imediato: Oliver.
–Vamos dançar. — disse ele e nós rimos, indo para a pista, mas ele não foi.
Senti alguém tocar no meu ombro e eu olhei para trás. Encontrei Helena.
–Olá Sky, lembras-te de mim? — perguntou sorrindo.
–Claro, por aqui? — perguntei animada.
Ela espetou algo no meu pescoço e senti-a arrastar-me , mas já não me lembro de mais nada.
Pov. Oliver
Vi Helena magoar Tommy e senti raiva, demasiada.
–Ele não tem nada a ver com isso! — exclamei.
–Eu disse Oliver, eu avisei! — exclamou Helena.
–Oliver. — sussurrou Tommy, devido à dor — A Sky...
Eu comecei a olhar à volta. Ouvi Tommy a gemer de dor, mas desta vez alto, então olhei-os.
–Helena! — exclamei — Essa não és tu.
–O meu pai é um mafioso e um assassino. — disse ela — Tu já mataste pessoas antes!
–Eu tentei ensinar-te a atingir o teu objetivo sem matar! — corrigi.
–Utilizando vantagem. Explorando as fraquezas de alguém! — respondeu Helena obvia.
Ela fez mais força na mão de Tommy, fazendo-o gritar e eu senti mais raiva acumular-se.
–Existe uma discoteca cheia de vantagens sobre as nossas cabeças. — ameaçou ela — Mas sempre posso me ficar pelo Tommy e pela... Skylar. Então não me faças fazer ago que ambos nos vamos arrepender.
Helena abriu, com a ajuda do pé a cortina, que abria passagem para a outra parte da sala, mostrando Skylar desmaiada e amarrada a uma cadeira.
–Tudo bem. Ganhas-te. Eu vou ajudar. Deixa-os ir. — pedi , mas ela manteve-se quieta, então gritei — DEIXA-OS IR!
Ela então largou Tommy, afastando-se até perto de Skylar.
–Agora vai! — gritei — E deixa-os, vai! Encontramo-nos depois!
Helena sorriu maldosa e passou por mim , dirigindo-se para a saída.
–Foi um prazer, fazer negócio contigo, Ollie. — disse ela e depois saiu.
~1 hora depois~
–Não digas. — pedi para Dig, enquanto dava o remédio que aprendi na ilha, a Sky, que está deitada na maca.
–Tudo bem. — respondeu ele.
–Vamos falar da Helena. — avisei, aproximando-me dele.
–Oliver, se tu não sentisses algo por essa mulher, não deixarias ela te forçar a matar alguém. — explicou John.
–Não é nada disso Dig! — exclamei — Ela estava a ameaçar Tommy e... Skylar!
–Pois estava. E eu gostava de saber como a Sky já está nisto tudo, mesmo sem saber de nada! — exclamou ele e eu baixei a cabeça , sentindo-me culpado.
–O que queres que faça? — perguntei, ignorando tudo o que ele disse — Queres que mate a Helena?
–Acho que já terias matado se ela se parecesse comigo e não com a garota T-mobile. — respondeu — É uma assassina.
–Ela não é má. — corrigi, olhando-o.
–Ainda agora disseste que ela ameaçou o Tommy e a Sky! — exclamou Diggle confuso.
–Ela está perdida desde que o pai dela matou o noivo. — expliquei — E tu vais-te sentar aí e dizer-me que não sabes como é querer vingança? O que farias? Se Floyd Lawton estivesse ali?
–Nada que envolvesse chantagear-te para caça-lo. — respondeu sincero.
–Estás certo. — confessei, respirando fundo — Tudo bem? Não posso mata-la. E não posso levar à policia e arriscar que ela nos exponha. Mas, me envolvendo, posso controla-la. Posso minimizar os danos colaterais! Como a Skylar!!
Eu estava a sentir-me extremamente culpado por ela e isso está a matar-me por dentro, devagar e dolorosamente.
–Desculpem interrompo algo? — perguntou Helena.
Virei-me para vê-la e vi-a tocando no rosto de Sky, que continuava desmaiada.
–Não. Estávamos falando de ti. — respondi .
–E pensei que não te importasses comigo. — disse ela para Dig.
–E não me importo. — respondeu ele seco.
–Ainda não consegui localizar onde o FBI está mantendo o teu pai. — informei.
–Posso ajudar. Estou louca para invadir o sistema do FBI. — disse Felicity, entrando.
O sorriso de Felicity apagou-se quando viu Sky na maca desmaiada, então correu até ela preocupada.
–Meu deus, que lhe fizeram? — perguntou aflita e eu olhei para Helena.
Olhei para Dig mudamente e ele levantou-se aproximando-se de Felicity e retirando-a de perto da Sky.
–Sai! — exclamei alto — Isto é particular, Felicity, por favor.
–Tudo bem. — respondeu ela estranhando — Mas e a rapariga?
–Eu levo-a para casa mais tarde, ela vai ficar bem . — respondi sincero.
–Até mais então. — despediu-se e saiu do armazém.
Helena olhou-me e riu , eu olhei-a confusa.
–Quantas namoradas tu tens? — perguntou e eu respirei fundo.
–Como estava a dizer não localizamos ainda o teu pai. — repeti, ignorando-a — Sabemos que os federais levarão o teu pai a uma audiência no departamento de justiça hoje à noite. Há um problema, Helena. Há duas vans. Uma delas é uma isca.
–Que bom que somos dois. — disse ela e eu aproximei-me.
–Ainda dá tempo de deixar isso para lá. — propus esperançoso.
–Tu conheces-me. Não faço prisioneiros. — disse ela.
~2 horas depois~
Entrei em casa da Skylar com ela ao colo. Fechei a porta com o pé e caminhei pelo corredor, procurando o quarto. Mal achei, deitei-a cuidadosamente na cama e retirei-lhe os sapatos, tapando-a. Sentei-me ao lado dela e enterrei a cara nas minhas mãos.
Respirei fundo e olhei-a , reparando no quanto serena ela parecia, a esta altura eu tenho a certeza que ela já está a dormir e não em risco de morrer.
–É tua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível. — avisei, sussurrando e beijei-lhe a testa demoradamente , saindo do apartamento segundos depois.
Pov. Skylar
Acordei atordoada e abri os olhos, sentando-me na cama. Apercebi-me que estava no meu quarto e que continuava vestida com a roupa de ontem. Se bem que não me lembro de nada da noite anterior, apenas de estar a dançar na discoteca do Oliver.
Ignorei todas as minhas duvidas e fui preparar-me. Assim que estava pronta sai do apartamento voltando ao trabalho, dirigindo para o escritório de advogacia.
–Vou pedir para um dos nossos advogados te ligar. — avisou Thea para o telefone, enquanto eu continuava fixada nos papeis na secretaria.
–Cortas-te ao te barbeares? — perguntou ela para alguém, então olhei vendo Tommy.
–Oi. — saudei e ele olhou-me, apagando o pequeno sorriso — Que foi, Tommy?
–Como estás? — perguntou apoiando-se na minha secretaria e eu olhei-o confusa.
–Bem.. e tu? — perguntei preocupada.
–De certeza? — perguntou ele — Por ontem à noite?
–Acerca disso... que aconteceu? — perguntei aproveitando a oportunidade — Não me lembro de .. nada.
Ele suspirou , parecendo aliviado.
–Nada, acho que bebeste demasiado. — respondeu Tommy sorrindo e eu ri aliviada.
–É bom saber. — disse e apontei para Laurel — A minha irmã está ali.
Ele agradeceu e foi até ela. Falaram algo e dirigiram-se para a saída.
–E o primeiro dia do Roy? — perguntou Thea para ele.
–Ele não apareceu. — respondeu Tommy e saiu junto com Laurel.
–Não apareceu, Huum. — comentei provocando Thea, então ela olhou-me irónica.
–Obrigadinha por essa, amiga. — respondeu ela sarcástica e eu sorri irónica.
Ela pegou nas coisas dela e levantou-se.
–Eu estava a brincar Thea , desculpa. — pedi culpada e ela sorriu meiga.
–Eu sei, Sky. Vou ter com ele e depois falamos, sei que não estás nada bem. — explicou ela e saiu do escritório.
~à noite~
Pov. Quentin
Entrei na sala de interrogatório onde estava Helena, junto com MacKenna.
–Paul Copani, Nick Salvati, Gus Sabatoni. — nomeei os nomes que ia lendo no ficheiro dela.
Sentei-me à frente dela na mesa.
–É uma caçadora e tanto, Srta. Bertinelli. — acusei e acrescentei — Acho que devo chamá-la de caçadora. Tem acabado com todos da organização do seu pai. Quando Gus Sabatoni apareceu morto, sabíamos que tentaria matar o seu velho pai. Quer contar-nos porquê?
–Não. — respondeu ela, com ar de superior.
–Deveria reconsiderar. — aconselhei , olhando-a.
–Pegamos você, mas o Arqueiro fugiu antes que o pegassem. — disse MacKenna — Sabe quem ele é. Quem ele realmente é, não sabe?
Helena continuou a olhar-nos , mantendo-se calma.
–Srta. Bertinelli. — chamei, fazendo-a tomar atenção -Será presa. Não podemos mudar isso. Mas as coisas podem melhorar. Ou piorar.
–Boa. — disse ela, sorrindo maldosa.
Eu ignorei o que ela disse e continuei.
–Fale o nome dele, e farei tudo o que puder para que melhorem. — propus e ela olhou-nos atentamente.
–Oliver Queen. — respondeu sorrindo e depois olhou para MacKenna — Está namorando com ele não é? Vi-te na inauguração da boate dele ontem.
O silêncio instalou-se, enquanto eu praquejava baixo! Maldito!
–Ele falou que tem uma amante? A sua filha Skylar, detetive, infelizmente, com toda a minha não pena tive de lhe espetar uma seringa com veneno. Ups, culpada! — exclamou e eu olhei-a atónico e raivoso — Quê? Oliver tem de ter as suas fraquezas. Todos temos.
Não sei se fico raivoso por ela ter magoado a minha a Sky ou raivoso pela Skylar andar muito tempo com o Oliver. Estou pelos dois.
–Queremos saber do Arqueiro e não do Oliver Queen! — exclamou MacKenna alterada.
–Deixe-me contar-lhe um segredinho. — disse Helena — Vocês dois não darão certo. Oliver tem um talento. Ele usa as pessoas. Ele usou-me, usou a filha do detetive aqui. — ela fez uma cara de falsa surpresa — Desculpe. Filhas.... Então caia fora antes que se magoe.
Eu levantei-me e bati na mesa com toda a força, fazendo um enorme barulho soar por toda a sala.
–Ultima chance! — exclamei — O nome dele.
–O Arqueiro. — sussurrou, sorrindo irónica.
As luzes apagaram-se, deixando-nos completamente às escuras, até acender a luz vermelha.
–O que está havendo? — perguntei confuso.
–Não sei. — respondeu MacKenna.
–Vamos! — exclamei, levantando-me e saindo.
Mandamos todos sair e posteriormente avistei sombras a fugir da sala de onde tinha saído à pouco.
–PAREM! — gritei, mas em vão.
Pov. Oliver
Bati na porta do apartamento da MacKenna, que abriu o momento seguinte.
Ela estava enrolada no roupão de banho.
–Sinto muito. Devia ter ligado antes. — disse eu e ela sorriu.
–Está tudo bem. Entra. — pediu ela e eu entrei hesitante.
–Tens a certeza? — perguntei.
–Tenho. — respondeu puxando-me.
–Obrigado. — agradeci.
–Estou surpresa, mas feliz. — admitiu rindo.
–É mesmo? — perguntei, olhando tudo.
–É. — respondeu.
Ficamos a olhar-nos e ela sorriu triste.
–Está tudo bem? — perguntou desconfiada.
–Tive uma noite muito difícil. — confessei sincero — Só não antecipei que com o meu trabalho e clube... Sinto como se estivesse a desapontar todos. Minha familia, Tommy, Skylar, e se calhar até mesmo tu.
Ela olhou-me estranho e depois voltou ao normal.
–Estás sendo muito duro contigo mesmo, nós dois temos trabalhos exigentes. — disse ela.
–Não é desculpa para magoar quem é próximo a ti. — corrigi sincero.
–Não, mas quando acreditas no que fazes, achas um jeito de funcionar. — completou MacKenna.
–Como? — perguntei curioso.
–Bem... a primeira coisa a fazer é achar alguém com quem nunca precises te desculpar. — respondeu e eu imaginei outra pessoa, que não ela.
Mesmo assim beijei-a, ignorando todos os outros pensamentos que me levavam a outra pessoa, e fizemos sexo ou amor como gostam de chamar, mas não me julguem quando digo que não a imaginei a ela.
Pov. Skylar
Caminhei por todo o corredor até ver uma sombra na sala , então caminhei lentamente até lá passando a reconhecer uma mulher com uma mascara na cara.
–E vemo-nos outra vez, não é Skylar?- perguntou irónica e eu engoli em seco — Pena que, neste momento, sejas a única pessoa, exceto o Tommy mas coitado, que conecta o Arqueiro à vida normal dele.
–Eu não tenho nada a ver com o Arqueiro! — exclamei, farta daquilo — Quem és tu?
Ela aproximou-se de mim , enquanto eu recuava, e tirou a mascara.
–Helena? — perguntei incerta.
–Afinal sempre sabes quem sou. — respondeu, sorrindo maldosa.
Ela atirou um seta, que como me desviei apenas me passou de raspão no braço. Continuei a correr pelos corredores, enquanto me desviava das setas de Helena.
Ela agarrou-me pelos cabelos puxando-os, arrastando-me pelo chão do corredor, até à sala, novamente.
Eu apenas gritava de dor. Helena fez-me levantar ao nível dela.
–Que raio queres de mim Helena?! — exclamei indignada.
–De ti? -perguntou sorrindo falsamente meiga — Nada. Eu apenas quero justiça.
–És uma assassina! — exclamei olhando-a — Isto não é justiça!! É...
Não pude terminar pois recebi um tapa no rosto, que me fez vira-lo completamente e cair no chão. Voltei a olha-la, com a mão na bochecha.
–Com essas palavras fazes me lembrar tanto alguém. — confessou.
Ela apontou o arco na minha direção , mas quando ía disparar algo lhe acertou. Ela e outro alguém começaram uma grande luta, enquanto eu mal me conseguia levantar, pois notei que tinha o meu pulso magoado.
Helena ía a fugir.
–Helena! — exclamou, o Arqueiro que consegui identificar agora. Ela parou.
Virou-se e apontou-lhe a besta e ele aproximou-se , apontando também o arco na direção de Helena.
Eu consegui telefonar e falar baixo para a delegacia.
–Não irás atirar em mim. — disse ela, convicta — Não és um assassino. Lembras-te?
–Mas tu és. — respondeu uma voz demasiado conhecida — E se eu deixar-te ir, aquele sangue estará nas minhas mãos. Eu sinto muito.
Eu não queria assistir a um assassinato. Senti lagrimas escorrerem pela minha face e o Arqueiro olhou-me por um instante, mas rapidamente voltou a fixar-se em Helena.
Ele disparou e eu fechei os olhos rápido, mas quando os abri devagar vi que Helena tinha apanhado a seta e estava com ela na mão.
–Eu pratiquei esse movimento. — confessou rindo — Sabia que iria precisar dele algum dia.
Helena aproximou-se dele e vi dor nos olhos dela. Senti pena, mesmo depois de tudo.
–Terias me matado. — disse magoada.
De repente voltaram a lutar e eu voltei a tentar levantar-se, mas ao tentar magoei mais o pulso, soltando um grito enorme.
O Arqueiro voltou a tomar posição de à pouco.
–Já chega!! — exclamou, olhando-me de relance.
A porta do meu apartamento abriu-se.
–Parados! — exclamou MacKenna — Abaixe isso vire-se devagar.
Arqueiro obedeceu e eu encostei a cabeça à estante, sentindo dores enormes.
Helena pegou na arma e disparou em direção à MacKenna e eu gatinhei até ela rapidamente.
–Detetive! — exclamei, pressionando a ferida — Não pode estar morta. Não. E o Oliver??
A este momento eu já gritava para que ela acordasse.
Senti mãos nos meus ombros e voltei-me lentamente.
–Eu levo-a para o hospital. — avisou uma voz, diferente de à pouco — E levo-a si também, vamos!
~horas mais tarde~
Pov. Oliver
–Fui salvar a tua querida Skylar esta noite, Oliver. Fiz mais do que qualquer mulher com ciúmes conseguia. Sinto-me orgulhosa de mim mesma. — explicou MacKenna fraca.
Eu olhei-a abismado.
–MacKenna...
–Não tornes as coisas mais difíceis do que já são. — pediu sincera.
–Está bem. — respondi e levantei-me caminhando até perto da saída do quarto.
–Mas eu não tenho nada com a Sky, MacKenna. — confessei.
Ela largou uma lagrima. E eu olhei-a atentamente.
–Oliver, um garoto e uma garota podem ser só amigos, mas vai chegar uma hora que eles vão se apaixonar um pelo outro. Talvez temporariamente, talvez na hora errada, talvez tarde demais ou talvez para sempre. — explicou olhando-me, enquanto lagrimas escorriam.
Eu virei as costas e caminhei pelo hospital , pensando naquilo que ela tinha dito. Talvez esteja certa. Quanto à Sky, ainda ta um pouco cedo pra dizer que é amor, mas já sei que alguma coisa nova em mim esta acontecendo. Também ainda é cedo pra dizer se me faz bem. Mas uma coisa garanto, passei a olha-la com olhos diferentes.
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