Inside Of You
7 Mãe de volta//
Notas iniciais
Anteriormente em Inside of You:
Ela aproximou-se de mim.
–Preciso de falar sobre algo importante. — avisou ela e eu fiquei receosa.
–O que poderia ser tão importante depois de toda este tempo? — perguntei irónica. Ela aproximou-se mais.
–É sobre Sarah. — confessou ela e eu arregalei os olhos.
–O que tem ela? — perguntei confusa e receosa.
–Acho que ela está viva. — respondeu ela.
Olhei-a com lagrimas nos olhos, sem querer acreditar nisso.
Não podia ser verdade. E porquê vir ter comigo? Ela podia ter ido ter com a Sky... a menos que ela não saiba que a Skylar está na cidade.
Atualmente em Inside of You:
~dias depois~
Pov. Skylar
–Oliver! — exclamei, começando a assustar-me.
–Não vou deixar te magoares, descansa. — disse ele e eu respirei fundo.
Ele guiava-me , para não sei onde, enquanto eu permanecia com uma venda nos olhos. Ele ria , quando eu começava a respirar mais depressa, era sinal que estava a morrer de medo.
–Chegamos! — exclamou e eu ri nervosa.
Ele retirou a venda dos meus olhos e eu pude ver luzes que refletiam para todos os cantos do estabelecimento, no qual estive à alguns dias e já não reconheço.
Ele continuou ao meu lado, enquanto descíamos as escadas.
–Minha nossa! — exclamei abismada.
Eu já achava lindo , enquanto estava em obras, então agora estava perfeito.
–Está incrível, Oliver! — elogiei e ele sorriu.
–Está? — perguntou Ollie.
–Claro. — respondi, ainda olhando à volta admirada.
–Steve Aoki será o DJ. Bem ali. — disse ele, apontando para um lugar que era ainda mais lindo.
Eu puxei-o, pelo braço, até lá e ri sem acreditar.
–Como conseguiste Steve Aoki? — perguntei curiosa.
–Namorei com a irmã dele. — respondeu, sorrindo fraco e eu assenti , mas ele acrescentou- Um milhão de anos atrás.
–Tem as suas vantagens , não? — perguntei , parando e olhando-o.
–Sim... — respondeu, parando e ficando também a olhar-me.
–Tudo bem. — terminei aquele assunto e voltei a olhar tudo, ficando de costas para Ollie.
–Então, virás esta noite Sky? — perguntou animado.
–À abertura desta boate? — perguntei, como se fosse a coisa mais estupida que já tinha ouvido.
–Espero que sim. — disse ele , parecendo nervoso e eu sorri fraco — Isso é um sim?
–Claro que venho! — exclamei — Não perderia isto por nada!
–Ainda bem. — respondeu Oliver rindo.
~30 min depois~
Oliver teve de ir ter com a namorada e deixou-me no café que lhe pedi, pois Laurel tinha me ligado para nos encontrarmos. Sentei-me numa mesa mais resguardada e pedi um café forte. A empregada voltou minutos depois, com o meu café, que bebi.
Laurel entrou e seguiu para a minha mesa, sentando-se ao meu lado.
–Olá Laurel. — saudei sorrindo.
–Oi Skylar. — retribuiu, mas não sorriu.
Ficamos em silêncio e parecia até que ela tinha medo de me encarar, tanto que nem me olhou uma vez.
Vi o meu pai entrar no café e dirigir-se a nós.
–Meninas! — exclamou, sentando-se.
–Olá pai! — retribuiu Laurel, olhando-o e sorrindo.
Eu baixei a cabeça, eu sabia que aqui havia gato. Só tenho medo do que quer que seja que se vá passar aqui.
–Fiquei feliz por teres ligado. — disse Quentin para ela e depois olhou-me — Olá filha!
–Olá. — respondi olhando-o, pois no final... o meu pai... é o meu pai.
–Muito tempo que ficamos sem nos falar. -disse ele , ainda para mim.
–É verdade... pai! — exclamei sorrindo, tive saudades dele.
–Bem, tenho que vos falar... — disse Laurel.
–Não, escutem, antes de falares, tenho de me desculpar com as duas, principalmente contigo Sky. — explicou o pai e passou a olhar para mim — Nunca devia ter te usado para pegar o Arqueiro. Desculpa.
–Eu desculpo pai. — disse Laurel sorrindo largamente.
Ambos olharam para mim, provavelmente, esperando uma resposta.
–Obrigada. Eu devo-te também um pedido de desculpas. — confessei sorrindo fraco, ele olhou-me confuso.
–E eu também, principalmente. — interrompeu-nos Laurel, soando estranha, olhando para o meu pai e continuando sem olhar-me.
–Olá Quentin. — disse a voz de uma mulher.
O meu pai olhou para trás das minhas costas e eu assustei-me, pois não sabia quem era. Laurel imitou-o.
–Como estas? — voltou a perguntar a mulher.
Laurel olhou-me com pena, ou ago que me pareceu com isso.
–Pareces bem. — disse , novamente a mulher.
Eu apenas permaneci sentada, provavelmente, será alguém de Starling que nem conheço.
Olhei para o meu pai, que só depois de algum tempo pareceu arranjar fala.
–O que estás a fazer aqui? Porque estás aqui? — perguntou e eu olhei-o totalmente confusa.
Laurel olhou-me aflita e eu estreitei os olhos, não entendendo.
–Estou aqui porque acredito que... — respondeu a mulher e então continuou — a Sarah está viva.
Eu gelei por completo e comecei a respirar rápido, devido aos nervos que se acumulavam em mim. Laurel olhou-me como que pedindo desculpa. Então entendi que era isto que ela nos queria contar aqui.
–O quê?! — exclamou o meu pai atónito e olhou-me.
Todos ali estavam totalmente dentro da historia e parecia que eu devia estar. Então, ganhei coragem e levantei-me, ficando ao pé de Laurel e virei-me lentamente.
Vi uma mulher com os cabelos da cor dos da Laurel e os olhos iguais aos meus. Ela olhou-me e colocou a mão na boca, parecendo não acreditar. Eu arregalei os olhos, quando a reconheci das fotografias, então percebi as reações deles, principalmente as da Laurel.
–Skylar! — exclamou aproximando-se e eu permaneci paralisada — Nem sabia que estavas em Starling, filha.
–Porque será, não é? — perguntei sentindo a raiva tomar conta de mim, falando pela primeira vez.
–Skylar... — disse Laurel, mas ignorei.
–Sei que deves ter muita raiva de mim Sky, mas eu peço desculpas por não ter presenciado o teu crescimento, como fiz com as tuas irmãs. — explicou ela e eu olhei-a abismada — Sabes que te amo...
–Para! — exclamei, para ela não continuar com as mentiras -Hoje eu descobri que as pessoas mais falsas, são as mais próximas de nós. São as que dizem que te amam! Isso é feio, é desumano, é falta de caráter!
–Eu não te deixo falares assim para mim, Skylar! Eu continuo a ser tua mãe! — exclamou, olhando-me triste e aproximou-se mais.
–Não continua não! Nunca foi! — respondi sentindo os meus olhos lacrimejarem e uma lagrima escorrer.
–Eu lamento imenso, Sky. Eu chorei muito por ti. — lamentou-se a minha mãe e eu senti mais lagrimas.
–Não... Eu aposto que nem chorou, não como eu! — exclamei triste — Crescer sem uma mãe por perto e a Sara tinha acabado de morrer...
–Mas eu acho que ela está viva! — exclamou ela sorrindo — E eu lamento imenso, Sky, do fundo do coração filha...
Ela olhou para Laurel e a minha irmã agarrou no braço do meu pai.
–Senta-te pai. — pediu.
–Eu não estou a perceber! — exclamou Quentin.
–Por favor, oiçam a mãe! — pediu e olhou-me também.
Eu sentei-me, assim como o meu pai que me olhava com pena. Laurel sentou-se também, sendo seguida pela mãe.
–O que está acontecendo? — perguntei para Laurel.
–Começa pelo começo. — pediu Laurel a ela que assentiu.
A mãe colocou um papel em cima da mesa e olhou-nos.
–Oliver foi encontrado numa ilha chamada Lian Yu, ao norte do mar da china. — explicou ela e eu olhei-a confusa , mas ela continuou a apontar para o mapa — Há dezenas de ilhas desertas nessa cadeia de ilhas. E se Sarah tivesse sobrevivido também?
Eu olhei-a abismada, achando aquilo ridículo.
–Ninguém saberia se ela apareceu em alguma delas. — continuou a mãe.
–Então não tens provas de que ela está viva.- disse Quentin e com razão.
–É só isto? — perguntei alto — Só isto que tem? Nada mais?
–Tenho provas! — exclamou entregando algo ao meu pai.
Quentin olhou e vi nos olhos dele algo que nunca vi , esperança.
–Um turista tirou esta foto. — explicou ela.
Eu tirei a foto da mão dele e olhei-a bem, vendo a imagem de Sarah. Olhei para Laurel que sorriu triste. Eu senti lagrimas formarem-se nos meus olhos.
–Poderia ser qualquer um. — disse Quentin e eu olhei-o espantada.
–Não parece com a Sarah? — perguntou a minha mãe, e olhou para mim — A tua irmã é uma sobrevivente, Sky.
–És audaciosa. — disse o meu pai — Três anos. Sem ligações, sem e-mail, nada. Agora, apareces com uma foto antiga...
–Pai, por favor! — exclamou Laurel, agarrando-lhe a mão.
–Não. Escuta-me! — exclamou Quentin — Sarah morreu naquele barco. Porque me estão fazendo reviver isso? Porque estão a fazer isso?!
Ele levantou-se e saiu do estabelecimento e eu levantei-me.
–Pai... — chamei ainda, mas ele não ouviu.
–Sky, tu acreditas? — perguntou a minha irmã, olhando-me esperançosa.
–Lamento. — respondi sussurrando e peguei nas minhas coisas, saindo do estabelecimento.
Eu acreditava, mas não quero. Sem acreditar, eu acredito.
Pov. Oliver
Caminhei até Diggle e encostei-me a uma mesa.
–Ei! — exclamei e ele olhou-me.
–Oi! — retribuiu. — Onde estiveste?
–Dei um descanso a mim mesmo. — respondi sorrindo.
Ele olhou-me estranho e eu tentei não sorrir.
–Não me olhes assim. A boate finalmente está abrindo, e eu e MacKenna teremos o sexto encontro, o que é...
Eu engoli em seco. Por alguma razão já não me sinto próximo dela e nem sei porquê. É estranho...
–É? — perguntou Dig, tirando-me dos meus pensamentos.
–É significante. E, não sei, pareceu um bom dia para dar uma folga aos mauzões. — respondi sorrindo.
–Mas passas-te o dia com a MacKenna foi? — perguntou ele piscando.
–Sim.. — respondi, mentindo, nem sei porquê. Foi com a Skylar.
–O que me preocupa são as mázonas! — exclamou ele, mostrando-me uma imagem, no computador, da Helena.
–Helena. — disse eu.
–Sim, ou, como prefiro chamar, tua ex-namorada psicopata. — corrigiu ele e eu rolei os olhos — Isto foi filmado no Alley Cats, o clube de strip. O relatório da policia diz que ele se chama Gus Sabatoni.
–O advogado do Bertinelli. Porque voltaria aqui por ele? — perguntei-me, olhando para cima — Parece que ele trabalhou mal. O pai dela cumpre perpetua sem liberdade condicional.
–Oliver, nós sabíamos que era só questão de tempo. — respondeu John — Tentas-te ajuda-la, não podes-te. Agora a questão é quanto tempo ela levará para dedurar-te a ti, a mim e toda esta operação.
–Olha, quero que entres em contacto com os contactos dela da Bratva. — pedi , respirando fundo — Fala com alguém na rua, descobre onde está a Helena e porque voltou.
–Certo, mas Oliver... — eu interrompi-o, fazendo algum som.
–Ela está aqui por alguma razão. E temos de saber o que ela quer. — avisei e virei as costas caminhando para fora do esconderijo.
~minutos depois~
–Mana? — perguntei alto, ecoando pela casa.
–Aqui! — gritou Thea da sala e eu caminhei até lá.
Mal entrei vi Skylar sentada na frente da Thea e ... Helena ao lado da minha irmã. Eu fiquei atónito.
–Ela contou-nos sobre o vosso primeiro encontro no Russo. — disse Thea animada e Sky riu concordando.
–Olá Oliver! — exclamou Helena sorrindo.
Eu fiquei a olha-las, sem saber que dizer.
–Ollie, tenho um amigo que quer emprego. Ainda estás a contratar? — perguntou Thea, mas eu mal ouvi, estava a olhar para Helena.
–Sim claro! — respondi, saindo do transe — Fala com o Tommy. Aliás podes subir e ligar para ele agora.
–Ótimo. Obrigada mano. — agradeceu ela beijando-me a bochecha.
–Sky, não ... — fui interrompido pela própria.
–Sim, sim, sim! — exclamou levantando-se e passou por mim, sussurrando algo no meu ouvido:
–Boa sorte, Oliver. — eu fiquei um pouco zonzo pelas palavras no meu ouvido e depois voltei à consciência.
Sky saiu e Helena levantou-se , então caminhei até ela.
–Onde estiveste? — perguntei curioso.
–Barcelona. Mônaco, Budapeste. Precisava de esquecer quem eu era e o quanto sentia a tua falta. — respondeu Helena e eu ri.
–Como sentias falta de Gus Sabatoni? — perguntei piscando — Achei que não querias mais saber da organização do teu pai. Porque ele está cumprindo prisão perpetua na Iron Heights. Tiveste a tua vingança.
–Ele fez um acordo com o Dep. de Justiça. Ele testemunhará contra a familia da costa leste. Em 48 horas o serviço de proteção à testemunha dará um nome nova para ela, uma nova vida. — explicou ela, olhando-me nos olhos — Ele desaparecerá . Indetectavel.
–Desculpa. — pedi, encolhendo os ombros.
–O meu pai não merece uma segunda vida. E eu não posso... não posso enfrentar um batalhão de delegados federais. Não sem ajuda. — insinuou Helena.
–Não. — respondi, aproximando-me — Isso é assassinato, não justiça.
–Aí estás tu! — exclamou a minha mãe, entrando na sala — Tenho uma duvida sobre a abertura hoje à noite.
Ela notou, finalmente, Helena e sorriu.
–Olá.
–Olá. — disse Helena.
–Oliver quem é a tua amiga? — perguntou ela e eu sorri.
–Mãe, essa é a Helena. — apresentei — Helena, essa é a minha mãe.
Elas cumprimentaram-se , sorrindo.
–A Helena já está indo. — avisei, olhando a mesma.
–Tenho um compromisso de familia. — disse ela sorrindo.
–Dá-nos só licença por um minuto mãe — pedi e então afastei-me junto com Helena.
–Acho que terei de ser mais persuasiva. — disse ela enquanto caminhávamos — Felizmente, também tens uma familia.
Eu não a olhei, apenas ignorei, mas ela aproximou-se.
–Mas também tens uma amiga colorida e ela parece ser muito simpática. — disse ela com tom de riso — Skylar, é o nome dela né? É uma rapariga encantadora!
Helena beijou-me a bochecha e saiu da mansão. Eu respirei fundo , acalmando-me. Eu senti como se ela me estivesse ameaçando a mim. Prometi à Sky, ainda que indiretamente, que não a deixaria ser magoada e não pretendo quebrar essa promessa.
~horas mais tarde~
–Ela estava na minha casa e ameaçou-me diretamente. — expliquei a Diggle , enquanto estávamos na discoteca — Quero segurança extra para a minha mãe e a minha irmã e se possível, quero alguém a proteger a Skylar.
–Já fiz isso, Oliver. — disse ele.
–Obrigado. — agradeci.
–Ei!- exclamou ele e eu voltei para o pé dele.
–Quê? — perguntei por ele me olhar estranho.
–A Skylar, porquê? Também a ameaçou? — perguntou e eu assenti — Mas... porquê?
–Porque elas estiveram a falar lá em casa e ... esquece ok? — pedi e ele assentiu desconfiado.
–É o meu trabalho! — exclamou ele, pegando no telemóvel.
–Não vás dizer, "eu avisei-te". -pedi .
–A noite é uma criança. — avisou ele e afastou-se.
Pov. Laurel
Entrei na delegacia e caminhei mais um pouco até ver o meu pai, bater com o agrafador.
–O que isso te fez, pai? — perguntei e ele olhou-me.
–O que foi? Estou ocupado. A namorada do Arqueiro voltou. — disse ele, notando-me e eu baixei a cabeça.
–Pai, desculpa por hoje de manhã. — pedi , sentando-me ao lado dele — Mas se eu tivesse dito a verdade nenhum de vocês iria.
–Pois não. — disse ele.
Ele ficou a olhar-me e depois voltou a tentar fazer o agrafador funcionar.
–Acreditas nesta história da Sarah estar viva numa ilha? — perguntou ele e eu suspirei.
–Não. — respondi , olhando-o — Mas iria doer se olhasses as coisas que a mãe encontrou? Mesmo que seja só para confirmar.
–E à Sky? Será que não ía doer? — perguntou ele — Laurel, sabes quanto tempo levei para parar de pensar na Sarah ? E a tua irmã??
–Pai. — chamei, fazendo-o olhar-me e ele suspirou.
–Diz para a tua mãe que não prometo nada. — pediu Quentin e eu sorri , levantando-me.
–Pai, sobre a Skylar... Eu falo com ela. — avisei e sai da delegacia.
Eu acredito que a Skylar está extremamente abalada, só não sei como tomar o partido de irmã mais velha com ela, pois nunca tive a oportunidade e agora não sei como agir. A Sarah e ela sempre foram muito ligadas e agora chego eu de algum aldo e quero ocupar o papel da Sarah, não é justo. Mas sei o que fazer, tenho de ganhar laços com a minha irmã , a minha única.
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