Inside Of You
11 Em perigo //
Notas iniciais
Anteriormente em Inside of You:
–Sky. — respondi, mas expliquei — A Laurel pediu-me para dizer que não estou a apaixonar-me pela Skylar.
–E tu? — perguntou curioso.
–Não neguei. Não podia mentir. Tenho demasiadas mentiras na mina vida. — respondi , um pouco alto demais.
–E estás? — perguntou e eu olhei-o confuso e irritado. Acabei de explicar.
–Sim! — exclamei alto e ele continuou a olhar-me calmo, então acalmei-me — A Laurel tem razão. Só vou magoar a Sky.
–Só se quiseres Oliver. — avisou amigável.
–Não é uma escolha Dig. — corrigi — Eu sempre estrago tudo. Desta vez o crime a combater sou eu!!
–Mas, como dar uma de herói quando o crime a combater és tu mesmo? — perguntou Diggle e eu olhei-o sem saber o que dizer.
Atualmente em Inside of You:
~2 dias depois~
Pov. Laurel
Oliver aproximou-se e eu olhei-o nervosa.
–Oi. — saudou ele.
–Ouviste a minha mensagem ? — perguntei.
–Não. — respondeu, enquanto eu escrevia no computador.
–Isto aqui está uma loucura. Estou tendo várias reuniões. Sinto muito. Vamos remarcar? — perguntei atrapalhada, pelo trabalho.
–Claro. — respondeu — É bom, assim adianto a papelada. Estamos atrasados desde que Tommy saiu.
–Ainda estou chocada por ele trabalhar para Malcom. — admiti abismada, ainda.
Oliver despediu-se e eu continuei com o trabalho. Mas observei ele caminhar até Skylar que tomava um café. Observei-os durante pouco tempo, pois o trabalho não permitia mais.
Pov. Skylar
–Acho que não resultou. — admiti triste — Eles continuam chateados.
–Eles hão-se acertar. — avisou ele sorrindo.
–Espero. — respondi, bebendo mais café.
Os senhores da minha próxima reunião aproximaram-se. E eu sorri saudando-os.
Apresentei eles a Oliver, que sorriu sincero.
–E esse é o vosso segurança? — perguntou Ollie, brincando com o filho do casal.
–Ele é o nosso filho, Taylor. — respondeu a senhora.
–Vocês estão em boas mãos. — avisou ele, olhando-me e eu sorri — Prazer em conhecer-vos.
Oliver sorriu-me antes de sair do escritório, deixando-nos sozinhos. Sorri para a familia.
–Eric, Nancy, quero ter a certeza que estão prontos para isso. — avisei atenciosa — Edward Rasmus não é conhecido por brincar em serviço, então isso pode ser difícil.
–Investimos muito com Rasmus e ele roubou-nos. A nossa aposentadoria, a poupança do Taylor. — disse Eric e eu olhei para o pequeno Taylor. — Roubou o nosso futuro Sra. Lance. E nós queremo-lo de volta.
–Então vamos recuperá-lo! — exclamei, libertando o meu lao otimista.
Eles sorriram e seguiram-me pelo escritório. A reunião foi rápida, ficando tudo resolvido. Então fomos todos para as suas respetivas casas. As reuniões tinham terminado, finalmente, por hoje.
~dia seguinte~
Pov. Oliver
Sai da casa de banho, ainda enrolado na casa de banho e fixei a televisão pela noticia anunciada. Aproximei-me da televisão.
–Outras noticias, os corpos do Sr. e Sra. Moore foram encontrados hoje cedo. O casal estava sendo representado pela advogada Skylar Lance, do CNRI, em uma ação judicial contra o financista Edward Rasmus. — anunciou o apresentador — Miraculosamente, o filho de sete anos, Taylor, sobreviveu ao ataque.
Pov. Skylar
Tommy , seguia Laurel, que quando chegou ao pé de mim me entregou uma chávena de chá. Sorri fraco.
–Não é tua culpa, Sky, não devias sentir-te culpada. — avisou Tommy, sorrindo amigável.
–Não me sinto culpada. Estou com raiva. — respondi, batendo os pés.
–Mana... — sussurrou Laurel, em forma de compreensão.
–Isso não foi um arrombamento aleatório. — avisei determinada e certa , quando o meu pai se aproximou — Edward Rasmus está envolvido, eu sei.
–O nosso pessoal está cuidando disso. — avisou o meu pai e apontou para mim — Mas tu precisas de ficar fora. Se Rasmus for o responsável, ele não está a brincar.
Uma senhora chamou a nossa atenção, então viramo-nos.
–Se quiser despedir-se do Taylor, estou a leva-lo para a assistência social. — avisou a senhora para mim.
–Ele não tem outro parente? — perguntei preocupada.
–Os avós estão em Melbourne. — respondeu ela — Até conseguirmos falar com eles, a guarda dele será do estado.
Eu olhei para o pequeno rapaz e lembrei-me de mim, quando soube da morte da Sarah. Sorri triste ao observá-lo.
–Ele pode ficar comigo. — declarei para a senhora, sob o olhar surpreso dos outros — Como advogada dele, estou me designando como guardiã temporária.
Eu puxei-o delicadamente para o meu lado, apertando-lhe a mão.
–Precisa de uma ordem do juiz. — disse ela e eu assenti.
–Entrego em uma hora. — avisei sorrindo.
–Bom, faça do seu jeito. — disse a mulher, desinteressada e saiu.
Beijei o topo da cabeça de Taylor e depois passei a passar-lhe a mão carinhosamente pelos cabelos, sob o, ainda, olhar surpreso dos três.
–Vou estacionar uma patrulha do lado de fora da tua casa, filha. — avisou Quentin.
–Tudo bem. — respondi.
–E vocês... — disse ele olhando Laurel e Tommy — Olhem por eles, certo?
Ambos assentiram e sorriram, concordando e o meu pai saiu.
Sentei-me numa cadeira, apertando as mãos de Taylor carinhosamente.
–Ficarás na minha casa, tudo bem? — perguntei sorrindo para Taylor.
–Ok. — respondeu, assentido.
Levantei-me, ainda dando a mão ao pequeno e aproximei-me de Oliver e Tommy, com Laurel.
–Está resolvido. — avisei, agarrando Taylor contra mim — Taylor, irá comigo para casa hoje.
–Se precisares de algo...
–Nós ajudamos. — disse Tommy, interrompendo Oliver.
–Certo . — respondeu Ollie. O clima começa a ficar desconfortável ou é impressão minha?
–Devia mesmo ir andando. — avisei , agarrando a mão de Taylor.
–Vamos. — concordou Laurel, seguindo-me com Tommy.
~à noite~
Laurel tinha saído para ir tomar banho a casa e Tommy ficou comigo por segurança, mesmo eu não querendo.
–Taylor? Querido? Estás com fome? — perguntei docemente e ele olhou-me — Sabes, faço o melhor macarrão com queijo do universo!
–É a única coisa que ela deve fazer. — interveio Tommy.
–Sinto falta da minha mãe e do meu pai. — disse o rapaz baixinho.
Eu olhei para ele , com pena no olhar e ajoelhei-me em frente a ele.
–Quando eu tinha a tua idade, a minha irmã colocou-me na cama naquela noite antes de sair para o cruzeiro que eu nem sabia que ia acontecer, eu tinha voltada apenas por dois dias — contei — Voltei para a Califórnia e dois meses depois sem noticias acordei com batidas na porta, era o meu pai e a minha irmã Laurel. Ele disse que ela tinha morrido e que eu nunca mais a veria e novo. Mas queres saber? Ele estava errado.
–Viste-a? — perguntou Taylor, levantando a cabeça.
–Sempre que fecho meus olhos, posso vê-la. — respondi- Sempre que vou para a cama, eu vejo-a nos meus sonhos.
–Sério? — perguntou o rapaz, esperançoso.
–Sim. — respondi — Tenta, fecha os olhos.
Taylor obedeceu e fechou-os. Eu olhei para Tommy, que me olhava com preocupação.
–Eu vejo-o. — disse Taylor, depois abriu os olhos e eu sorri, largando uma lágrima.
–Sempre que estiveres triste ou com medo, lembra-te que eles estarão sempre lá. — pedi , largando outra lágrima, ao mesmo tempo que Taylor.
A campainha soou, fazendo-me acordar de um transe e beijar a testa do pequeno rapaz.
–Eu atendo. — avisou Tommy, levantando-se e indo à porta.
–Srta. Lance? Tenente Kessel, policia de Starling. — disseram do outro lado da porta.
Eu caminhei atrás de Tommy, pois chamavam por mim.
–O seu pai pediu-me para ver se está tudo bem. — disse outra vez do outro lado da porta.
–Tenente, poderia mostrar o distintivo, por favor? — perguntei, aproximando-me da porta.
Olhei no buraco, a medo e vi o distintivo.
Afastei-me da porta, com medo.
–Certo, tudo bem. Só um segundo. — pedi , recuando até Tommy, que me agarrou.
–O quê? — perguntou baixo, preocupado.
–O distintivo inicia com 0, o de tenente começa com 1. — avisei, correndo até ao meu compartimento no quarto, separando-me dele.
Ouvi a porta ser arrombada e encolhi-me com medo, mas peguei na arma e caminhei até o corredor, vendo o homem de costas.
–Foi o distintivo que me entregou, certo? — perguntou o homem alto.
–O eu pai é policial. — respondi alto, fazendo-o virar-se.
Eu apareci e disparei a pistola, contra o homem, que se desviei.
–E não foi só isso eu ele me ensinou. — avisei, recarregando a arma
Apontei, mas a arma não disparou. Afligi-me, olhando-o apontar-me a arma dele. Eu respirei fundo, pensando que ia morrer, quando a janela do corredor foi partida, por onde entrou o Arqueiro verde. Então aproveitei e corri em direção à sala, ajoelhando-me ao lado do Tommy e de Taylor.
~2 horas mais tarde~
Caminhei por entre os cacos de vidro, vendo o meu pai observar tudo.
–Acho que é hora de tu te mudares. E ainda mal chegaste. — avisou Quentin.
–Pai, o assassino não vai parar até terminar o trabalho. — disse eu, aproximando-me de Laurel e Tommy, sendo seguida por ele — Por contrário, Rasmus irá contratar outro.
–Quero-vos sob proteção policial. — disse o meu pai , apontando para mim e Tommy- E não discutas Sky. Ele matou dois dos meus homens.
–O Arqueiro acabou de salvar nossas vidas. — admiti para o meu pai — Podemos confiar nele. Ele não vai permitir que nada de mal me aconteça.
–Mesmo se eu gostasse da ideia de ele ficar te protegendo, o que não é verdade... Algo me diz que ele tem coisas melhores para fazer.
–E Oliver? — perguntou Tommy e eu olhei-o confusa.
–Tem outro amigo chamado Oliver? — perguntou Quentin.
–Os Queen's têm mais seguranças que o presidente. — admitiu Tommy — Têm camaras em todos os lugares, guarda-costas para todos. E ninguém entra ou sai sem eles saberem. Todos queremos o melhor para Sky. Ela é como uma irmã para mim. No momento, o melhor é ficar perto de Oliver.
–Confie nele pai. — pediu Laurel e eu olhei-os abismada.
O meu pai olhou-me enquanto pensava e eu olhei-o surpresa e confusa.
Quentin olhou ara Tommy e Laurel e assentiu.
~algum tempo depois~
Batemos à porta dos Queen's , mesmo contra a minha vontade. Foi aberta, de imediato, por Dig, pois já nos esperavam.
Entramos os quatro, enquanto eu apertava a mão de Taylor.
–Esse é o Sr. Robbins. — apresentou Diggle, apontando para outro homem — Estarás em ótimas mãos.
–Obrigada. agradeci, educada.
Moira e Oliver apareceram no grande hall.
–Eu mesmo os selecionei. A casa e o terreno são seguros. — avisou Diggle, profissional.
–Por favor sente-te em casa, Skylar. — pediu Moira, que se aproximou de Taylor — Tu deves ser Taylor. Que tal eu te mostrar onde escondo os biscoitos?
Taylor assentiu e eu sorri, olhando-o. Moira deu-lhe a mão, guiando-o, sorrindo para mim antes de virar a esquina.
–Sr. Queen quando estiver pronto, eu levo-o para a próxima reunião. — avisou Diggle para Oliver — A reunião com Lawton.
–Claro! — exclamou Ollie — Só preciso de passar na boate e pegar o meu terno bom. Encontro-te lá!
–É claro, senhor! — exclamou Dig e saiu.
Nós os três aproximamo-nos de Oliver.
–Está de saída? — perguntou Oliver.
–Há algo que preciso resolver. — respondeu Ollie — É importante.
–Mais do que o que se passa aqui ? — perguntou Tommy e eu respirei fundo.
–Sem querer ofender-te Oliver, mas precisamos mais do Sr. Robbins e da sua equipa. — disse eu, impedido que uma discussão começasse.
Oliver sorriu para mim e eu retribui com um pequeno sorriso, saindo do corredor amplo com Laurel.
–Que se passa? — perguntei para ela.
–Estão com alguns problemas. — respondeu Laurel, tentando encobrir algo.
Eu parei-a , colocando-me à sua frente.
–Isso eu já sei. — avisei e acrescentei — Eu quero saber é o quê?
–Nada de importante Sky. — respondeu a minha irmã sorrindo.
–Sei que estás a esconder algo. Mas estou cansada demais para discutir mana. — avisei, voltando a andar com ela.
Pov. Oliver
–A Sky é como uma irmã para mim e eu preocupo-me com ela...Estamos aqui por tua causa, e não foi algo fácil de aceitar. — avisou Tommy.
–Ela vai ficar bem. — disse eu, olhando-o — Prometo.
Dito isso sai da minha casa.
Saber que a Skylar está em perigo não me agrada nem um pouco. Então, por mais que tenha jurado a mim mesmo que me iria afastar, eu aceitei que ela viesse cá para casa. Para a proteção dela e não por minha intenção de a aproximar de mim! Mas então a gente nunca acha que vai ser amor. E acaba sendo. Nunca imaginamos que doeria. E doeu. Nunca teríamos a certeza que seriamos tão idiotas. Mas fomos. Então pode, muito bem, ser amor.
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