Inside Of You

12 Taylor, a salvo //


Notas iniciais
Novo capitulo :)) E o próximo já vem a caminho ;)

Anteriormente em Inside of You:

–Ela vai ficar bem. — disse eu, olhando-o — Prometo.

Dito isso sai da minha casa.
Saber que a Skylar está em perigo não me agrada nem um pouco. Então, por mais que tenha jurado a mim mesmo que me iria afastar, eu aceitei que ela viesse cá para casa. Para a proteção dela e não por minha intenção de a aproximar de mim! Mas então a
gente nunca acha que vai ser amor. E acaba sendo. Nunca imaginamos que doeria. E doeu. Nunca teríamos a certeza que seriamos tão idiotas. Mas fomos. Então pode, muito bem, ser amor.

Atualmente em Inside of You:

~`a noite~

–O que houve? — perguntei ao ver Felicity tratar de Diggle.
–Não apareceste, e as coisas não correram bem. — respondeu ele.
–Rasmus estava a fugir da cidade. — tentei justificar — Tive que priorizar.
–Graças à tua nova prioridade, quatro agentes morreram. — acusou Dig e eu olhei-o culpado — Poderias ter parado esse cara, ter dado um fim nesse maníaco.
–Lawton fugiu? — perguntei e ele olhou-me levantando-se indignado.
–Achas mesmo que um cara chamado Pistoleiro seria derrotado sem lutar? — perguntou retoricamente — Precisei de ti lá.
–Taylor Moore dependia de mim. — expliquei.
–Isso nunca foi sobre o garoto. Ele está protegido na tua casa! — exclamou Diggle — Isto é sobre Laurel.
–Diggle. — chamei e ele olhou-me nos olhos — Fiz uma escolha.
–Eu sei. — respondeu ele — Escolheste Laurel. Sempre ela. Que se danem os outros. Que se dane a Skylar, sim porque não foi por ela Oliver! Talvez tivesses certo... só vais magoa-la.

Dito isso ele saiu do armazém, deixando-me atordoado para trás e pensando se o que ele disse tinha alguma verdade.
Olhei para Felicity.

–Tens algo a dizer? — perguntei cansado.
–Nada que queiras ouvir. — respondeu ela e virou as costas.

Pov. Skylar

Moira serviu chá a mim e a Laurel , e depois sentou-se ao lado dela.
A conversa foi fluindo animada, mas a chegada de Oliver Queen interrompeu-nos.

–A policia ligou. — avisou ele, e nós olhamo-lo — Edward Rasmus foi preso.

Eu levantei-me surpresa, mas mesmo assim aliviada.

–Sério? Que aconteceu? — perguntei confusa.
–Parece que ele confessou tudo. — respondeu ele — Ficará preso por um bom tempo. Não magoará mais ninguém.
–Porque ele confessaria? — perguntei confusa.
–O Arqueiro estava envolvido. — respondeu Queen e eu sorri involuntariamente.
–Bom para ele. — disse Tommy entrando na sala ampla.

Eu olhei para Laurel aliviada e sorrindo. Ela levantou-se.


–Bom , então acho que acabou. — disse eu, olhando todos.

–Isso! — exclamou Laurel, concordando.
–Ótimo, então vou acordar Taylor. — avisou Tommy.
–Não, Tommy, por favor. — pediu Moira, levantando-se — Ele está dormindo e passou por muito. Vocês podem ficar, temos quartos suficientes.
–Vocês decidem. — avisou Tommy.
–Obrigada Sr.ª Queen, acho que vou ficar. — respondeu Laurel e olhou-me.
–Ótimo ! — exclamou Moira e olhou-me — E tu, querida?
–Fico. — respondi, mas expliquei — Por causa do Taylor. Obrigada Mrs. Queen.

~alguns minutos depois~

Sentei-me na cama onde Taylor dormia e fiquei a observa-lo por bastante tempo.
Senti-me ser observada, então olhei para a porta do quarto, vendo Oliver. Levantei-me e caminhei até o lado de fora do quarto e Oliver fechou a porta.

–Ele está seguro, Sky. — avisou ele, observando-me.
–Ele tem um duro caminho pela frente — disse eu.
–Ele tem sorte em te ter na vida. — disse Ollie e eu olhei-o — Eu sei como és... o suficiente.

Eu sorri fraco , desencostando-me da madeira e aproximei-me mais dele.

–Quando te conheci, eu não achei que fosses muito diferente do que Laurel me contava. Não achei que tinhas mudado. — confessei — Mas mudaste e é bom saber disso, Oliver.
–Obrigada. — agradeceu ele.

Oliver puxou-me para o seu peito, como se me abraça-se.
O gesto me tocou profundamente e senti meus olhos se encheram de lágrimas. Um nó se formou em minha garganta.
As luzes apagaram-se e Oliver separou-se de mim. Laurel apareceu no corredor, também.

–Vocês as duas, fiquem aqui com Taylor. — avisou Ollie.
–Onde vais? — perguntei confusa.
–A casa é velha. Fusíveis estouram o tempo todo, não foi nada. — tranquilizou ele, mas não acreditei — Por favor, entrem.

Eu e Laurel entramos no quarto e Oliver fechou a porta.
Tommy entrou mais tarde no quarto, trancando-a. Taylor acordou e agarrou-se a mim, que o apertei com toda a minha força. Ouvimos tiros e eu abracei mais Taylor, olhando Tommy.

–Ele está aqui. — avisei assustada.

Levantei-me, deixando Taylor na cama com Laurel e caminhei ate à porta , mas fui impedida por Tommy.

–Sky, não vás. — disse ele.
–Oliver ainda está lá fora. — lembrei.

Tentei me soltar, mas Tommy continuou a agarrar-me com força, até eu cansar-me e desistir.

~algum tempo depois~

Pov. Tommy


–Estás apaixonado pela Sky? — perguntei a Oliver.
–Não importa como me sinto. Por causa do que faço... eu nunca poderia ficar com ela. — respondeu Ollie — Sei que a Sky é como uma irmã para ti. Então, não tens nada a temer. Ela nunca... saberá do meu segredo.
–E Laurel? — perguntei.
–Também não. — respondeu determinado.
–Não importa se Laurel souber. — corrigi — Eu sei. E não sei como estar com Laurel, sabendo o tempo todo... que se ela descobrir quem tu és... ela vai escolher-te. E se não sair só eu magoado, mas também a Sky?

Virei-lhe as costas e caminhei para fora da mansão. Eu vi a atitude dela no quarto e a preocupação nos olhos da minha "irmã" , sei que ela vai sair magoada.

Pov. Oliver

–Podias ter morrido. — disse Sky.
–Isso era problema meu. — respondi e ela olhou-me magoada.
–Eu só estava preocupada contigo... — explicou ela e cresceu-me um nó na garganta.
–Não é preciso. — disse seco e virei-lhe as costas.
–Mas que raio se está a passar Oliver? — perguntou ela e eu fechei os olhos, só depois olhando-a.
–Nada. — respondi calmo.

Sky continuou a olhar-me magoada e eu engoli em seco. Mas todos estavam certos. Todos. Eu iria magoa-la, já estava. Mas algo me afasta dela.

–Eu cai nesse jogo, mas, percebi, garotos como tu nunca mudam. — acusou ela e eu sentia as lágrimas brotando sob meus olhos, mas estava determinado a não deixa-las aparecer.

Virei-lhe, novamente, as costas e caminhei para longe dela. Soquei o espelho do meu quarto. Erros, erros, às vezes parece que isso é tudo de que sou capaz.

~dia seguinte~

–Obrigada pelo que tentou fazer por Eric e Nancy. — agradeceu a avó de Taylor — E por manter Taylor a salvo.

Eu olhei para Taylor com lágrimas nos olhos e agachei-me à altura do pequeno.

–Vem aqui. — pedi e ele abraçou-me com força — Continua sendo um bom garoto.

Senti ele assentir e então depois voltei a abraça-lo com força. Separei-me de Taylor, levantando-me. Os avós levaram-no para fora do meu apartamento. Fechei a porta com lágrimas nos olhos.
Virei as costas para ir à cozinha, mas tocaram à campainha. Abri a porta e vi Laurel com os olhos vermelhos e a cara húmida.

–Tommy deixou-me de vez, Sky. — informou ela e eu olhei-a com pena.

Abri os meus braços, que a acolheram no momento seguinte. Eu estava abalada, mas guardei a minha dor e agarrei-me à dela. Acho que doía o mesmo, mas nunca tive jeito para me ajudar a mim mesma e sim, aos outros.

Pov. Laurel

~dia seguinte~

Entrei na boate, que ainda não tinha aberto. Não vi ninguém e já ía virar as costas.

–Laurel? O que fazes aqui? — perguntou Ollie, aparecendo -Nem são 7h.
–Essa é a hora que a boate fecha, certo? — perguntei, a brincar, enquanto Oliver caminhava até mim — Como está o negócio?
–Está ocupado. Era mas fácil quando Tommy cuidava das coisas. — respondeu ele.
–Tommy é um bom homem. — concordei — E tu és?
–Como assim? — perguntou ele confuso.
–Eu disse-te na semana passada que queria voltar com o Tommy. — expliquei — Que precisava que me explicasses que não sentes nada pela Sky. Em vez disso, disseste que te estavas a apaixonar por ela. E como consegues imaginar, não consegui pensar em muita coisa depois disso.
–Eu não devia ter dito isso. — avisou Oliver.
–Porque disseste? — perguntei.
–Não foi intencional... — respondeu ele -Não queria dificultar as coisas entre ti e o Tommy.
–Mas e se dificultas-te? — perguntei , fazendo-o virar-se e olhar-me — Depois que tu desapareceste com a Sarah, eu arrependia-me por te ter conhecido. Mas agora coisas aconteceram que eu não pensava que iriam acontecer. Tu voltando para casa, Sky também, os meus pais juntos em um mesmo lugar... e tu. E se eu comecei a ver-te por quem tu és?
–Laurel... — eu tive de interrompe-lo.
–E se Tommy estava certo? — perguntei olhando-o nos olhos — Talvez eu tenha ciúmes de vocês, mesmo. Talvez eu não deva ficar com ele. Talvez eu esteja pronta para admitir... que eu ainda gosto de ti.
–Nada mudou. — disse Oliver — A minha vida não mudou. Eu não mudei. Eu preciso de ir. Walter vai voltar para casa.

Oliver afastou-se e saiu da boate, deixando-me para trás a pensar se ele fez isto porque realmente está apaixonado pela Skylar. Eu talvez não queria que ele esteja.

~algum tempo depois~

–Nunca me disseste o que houve entre ti e o Merlyn. -disse o meu pai, olhando-me nos olhos.
–Não disse. — concordei.
–Não precisas de dizer. — avisou Quentin, virando-me as costas.
–Oliver. — respondi , fazendo-o parar e olhar-me.
–Fala sério... — exclamou ele e eu caminhei até ele.
–Eu sei. — disse, compreendendo — Podes dizer. Achas que sou louca. Ele traiu-me, quebrou o meu coração, causou a morte da Sarah e tu preferes tomar ácido do que me ver com ele outra vez. Pai, tenho a certeza que estás desapontado.
–Desde que o Queen voltou, ele está diferente. Vou negar para sempre ter dito isto. — avisou ele — Vamos comer.

~2 dias depois, à tarde~

Pov. Skylar

Ouvi batidas na porta, então caminhei até lá e abri-a. Vi Thea, com o olhar triste e eu senti-me culpada, por andar ocupada ultimamente.

–Lamento... — disse eu baixo. Ela assentiu.
–Eu também. — retribuiu Thea.

Dei espaço para ela entrar, então abracei-a. Então, percebi a falta que ela me tem feito.

–O Walter e a minha mãe vão se divorciar. — contou ela, ao meu ouvido — E... senti a tua falta, Sky.
–Eu também... — sussurrei.

Thea e eu ficamos a colocar a conversa e as novidades em dia. Soube do Roy e da procura deles pelo Arqueiro e ela ficou a saber de ... tudo!
Mais tarde ela teve de sair e eu fiquei apenas a ver televisão. Quando quase caia no sono, ouvi batidas na porta.
Abri a porta e vi Oliver. Olhei-o surpresa pela visita.

–Oi, podemos conversar? — perguntou ele e eu assenti — Obrigado.

Dei-lhe espaço para que pudesse entrar e assim o fez. Fechei a porta e caminhei até ele.

–Sobre o que que queres conversar? — perguntei olhando-o.
–Achei que seria mais fácil dizer isto. — disse ele, sorrindo — Mas ao estar aqui... Olhando para ti...
–Diz o que tens a dizer e vai-te embora. — pedi , tentando não olha-lo nos olhos.
–Desde que somos amigos, nós temos feito esse joguinho. Estamos juntos e eu afasto-me durante dias. Alguma coisa me afasta. Mas eu acho que finalmente... essa coisa acabou.

Eu olhei-o confusa e surpresa. Ele estava ali a dizer-me que acabou o afastamento, quando à alguns dias me tratou tão mal. Eu realmente não compreendo.

–O que estás querendo dizer? — perguntei confusa.
–Que neste momento, acho que és a pessoa que melhor me conhece. Este eu. — respondeu e eu continuei a encara-lo confusa — E que neste momento, és importante demais para mim ...

Eu olhei-o nos olhos, agora, e abri a boca surpresa.

–Só espero não ter demorado demais. — confessou Oliver sorrindo.
–Como podes dizer isso? — perguntei indignada — Depois de me tratares como trataste.
–Eu estava a ter um mau dia. — confessou ele e pareceu sincero.

Eu recuei, encostando-me à parede do corredor e conseguia sentir o frio nas minhas costas, que parecia acalmar-me.
Oliver aproximou-se de mim, sob o meu olhar confuso, pois como sei o que se passa na cabeça dele? Eu já conseguia sentir a respiração acelerada de Ollie, até que ele me beijou. Eu nem sabia que fazer, estava demasiado confusa. Até ele colocar as mãos na minha cintura, aí eu percebi que eu sabia o que se passava pois, só não queria perceber e retribui.

Fazia um longo tempo que não sentia um beijo assim. Um beijo calmo e delicado, como quem não quer nada além de sentir o momento. Um beijo de certa forma apimentado apenas pela vontade de não terminar; um beijo simples, não muito rápido, onde as mão de Oliver acariciam apenas as minhas costas e a nuca. Um beijo bom, pausado por olhares intensos e confusos de quem meio que não sabe o que está rolando, mas gosta do sentimento que isso traz. Fazia tempo que eu não sentia um beijo assim. Fazia tempo que eu não sentia um beijo. Fazia tempo que eu não sentia.

Arranjei força no meu interior e afastei-me de Oliver , empurrando-o com cuidado.

–Que foi? — perguntou ofegante.
–Isto não está certo. — respondi e ele afastou-se mais.
–Porquê? — perguntou Ollie.
–Porque... tu amas a Laurel. — respondi, baixando o olhar.
– Sky. — Sussurrou ele.
–Vai. — pedi e surpreendi-me por conseguir com que soasse tão determinada.
–Tudo bem . — respondeu Oliver e caminhou até à porta, abrindo-a e saindo.

Encostei-me à parede e deixei-me escorregar até ao chão. Agarrei-me aos meus joelhos e enterrei a minha cara nas minhas mãos.

Notas finais
Gostaram? xD beijinhos