Inside Of You
2 Começo //
Notas iniciais
Pov. Skylar
Sair da Califórnia foi uma escolha minha e apenas minha. O meu pai e a minha irmã não tiveram qualquer interferência nisso e eu agradecia. Terminei a minha faculdade em Direito e decidi voltar para casa, até porque a minha irmã arranjou-me trabalho no escritório de advogacia em que ela trabalha.
O melhor é que vou matar saudades da minha familia.
Os meus pensamentos foram interrompidos, quando a voz da hospedeira avisou que o avião estava a pousar. Caminhei para fora, assim que ele pousou, e dirigi-me à bagagem, levando-a comigo, até o meio da multidão.
Consegui avistar a minha irmã e o meu pai no meio de todas aquelas pessoas e agradeci mentalmente, estava completamente perdida, tenho de admitir.
Caminhei até eles rapidamente, e assim que cheguei a minha irmã abraçou-me fortemente.
–Que saudades, Sky! — exclamou ela, afastando-se um pouco para me analisar. Eu ri.
–Eu também, Laurel, meu deus! — exclamei de volta beijando-lhe o rosto.
O meu pai aproximou-se, apertando-me contra o seu peito, enquanto sorria.
–Como foi o voo, filha? — perguntou ele e eu sorri.
–Bom, foi rápido. — respondi.
Fiquei anos sem os ver, apenas nos contactávamos por telemóvel. Tenho estado em casa de uma tia afastada, na Califórnia.
O meu pai, polícia, dirigiu até onde iria ser o meu apartamento, no mesmo prédio de Laurel. Ajudaram-me a arrumar mais ou menos as coisas e, depois, de conversarmos animadamente sobre tudo Laurel ajudou-me a preparar o jantar para os três.
Sentamo-nos juntos e começamos a partilhar o jantar.
–Então e por aqui, como estão as coisas? — perguntei , depois de contar a minha experiência na Califórnia.
–Estão um pouco atribuladas, eu acho. — respondeu Laurel, e o meu pai concordou.
–Na polícia? — perguntei ao meu pai, curiosa. Ele olhou-me.
–Anda um criminoso por aí, mascarado de Robin dos Bosques a apanhar outros criminosos! Chamam-lhe Arqueiro! — exclamou ele e Laurel olhou-o.
–Ele ...tem razão. — disse a minha irmã.
–Mas se ele apanha criminosos... porque dizes que ele é um criminoso, pai? — perguntei-lhe.
–Porque ele mata... — respondeu raivoso.
O ambiente ficou tenso e Laurel conseguiu desvia-lo para um assunto mais animado, que acompanhou o resto do jantar.
Consegui perceber que o meu pai, Larry, tem uma grande raiva a esse Arqueiro e que , pelo quanto o conheço, irá fazer de tudo para o apanhar. Custe o que custar.
Mas o assunto voltou para a atribulada cidade.
–Tive a pensar. — declarou o Larry interrompendo Laurel — Sobre a cidade estar atribulada...
Ele pensou, o que não era nada bom. Sem ofensa.
–Em quê? — perguntei, pois ele olhava-me.
–As pessoas não sabem que és minha filha, pensam que eu só tinha a Sara e a Laurel. — explicou, fazendo-me sentir triste.
–Pai! — exclamou Laurel indignada.
–Ouve, Skylar é para o teu bem. Por agora, vamos apenas dizer que és amiga da familia. — ele avisou e agarrou a minha mão, sobre a mesa, e a da Laurel. — Quero proteger-vos!
Senti-me afastada da familia naquele momento, mesmo sabendo que ele queria apenas proteger-me. Então apenas aceitei por ele e pela Laurel.
Depois do jantar o pai foi embora cedo, mas Laurel ficou. Sentamo-nos no sofá.
–Sabes... o pai só quer o teu bem Sky. — disse ela, agarrando a minha mão.
–Eu sei, Laurel. — respondi , sorrindo triste.
–Conta-me mais sobre o Tommy. — pedi animada, enterrando o assunto anterior.
–Estamos... juntos. — respondeu ela e eu pulei, animada, sentada no sofá.
–Boa, Laurel! — exclamei animada e rimos juntas. Mas ela parou no mesmo instante.
–Que foi? — perguntei preocupada, aproximando-me.
–Lembras-te do Oliver? — perguntou ela e eu baixei a cabeça.
–O teu ex-namorado que morreu no cruzeiro, assim como a Sara? — perguntei triste.
–Mais ou menos. — respondeu a minha irmã.
–Então? — perguntei curiosa.
–Ele não morreu. O Oliver voltou à meses. Mais que vivo. — respondeu Laurel e eu olhei-a com os olhos arregalados.
–Voltou? — perguntei indignada — Como?!
Ela explicou-me tudo o que aconteceu desde que ele voltou e eu cada vez a olhava mais admirada e espantada. Apanhada de surpresa.
–O pai acusa-o da morte da nossa irmã? — perguntei indignada — Porquê?
–Porque... como já te contei agora ele traiu-me com ela... e o pai culpa-o pela Sara ter estado naquele barco. — explicou Laurel.
Eu fui, realmente, apanhada de surpresa.
Laurel acabou por ir embora e eu fui dormir. Senti-me em casa, porque eu estava, de verdade.
~dia seguinte~
Acordei com o som do despertador, desligando-o de seguida. Levantei-me dirigindo-me ao guarda-roupa, onde eu tinha colocado todas as roupas que trouxe. Retirei um vestido cinzento e um casaco preto, vestindo de seguida. Fiz a minha higiene e tomei o pequeno- almoço.
Ouvi o som da campainha, então dirigi-me até à porta e abri-a, revelando a Laurel sorridente.
–Bom-dia! — exclamei.
–Bom-dia Skylar! — saudou de volta — Vamos juntas?
–Claro, vou só buscar a mala. — avisei e fui ao quarto buscar e voltei.
Fomos no meu carro, que já havia chegado por mais estranho que pareça, e Laurel foi-me dando as direções, então rapidamente chegamos.
Saímos do carro e entramos no escritório de advogacia. Laurel apresentou-me a todas as colegas de trabalho como Skylar Williams, sobrenome que temos da nossa mãe,que todos desconhecem.
A minha secretária era do lado oposto do escritório do da Laurel. Sentei-me, finalmente, depois de ir conversar com o supervisor, e comecei a arranjar as minhas coisas e papelada.
Avistei Laurel caminhar até mim e encostar-se separação de metal.
–Como vai isso? — perguntou Laurel.
–Muito bem, melhor que a escola! — exclamei rindo e ela riu também.
–Ótimo. — disse ela animada.
–O Tommy ligou, vai haver uma espécie de "festa dos ricos" na casa do Oliver e o Tommy convidou-nos. — explicou ela e eu olhei-a admirada.
–A mim também? — perguntei surpresa — E em casa do Oliver?! Oliver ... Queen?!
–Sim Sky. Mas o Tommy não sabe que somos irmãs, apesar de custar-me mentir-lhe. — disse ela triste.
–Tudo por minha culpa... — sussurrei e ela colocou a mão sobre os meus ombros.
–Está tudo bem, isto vai resolver-se na altura certa. — declaro Laurel — E sim... é na casa do Oliver... Queen.
Ambas voltamos ao trabalho. Quando chegou a hora, saímos no meu carro em direção ao nosso prédio e depois cada uma foi se preparar para a festa.
Coloquei-me em frente ao guarda-roupa, depois de tomar duche, a pensar "Mas que tipo de roupa se leva a uma festa de ricos à qual só vou porque não tenho nada mais interessante para fazer?" .
Finalmente achei uma saia preta justa e uma blusa cor de vinho. Deixei o meu cabelo quase loiro em cachos, ou seja, natural. Peguei numa bolsa prateada e saí do meu apartamento, encontrando a Laurel no corredor. Desta vez fomos, no carro dela, até à casa dos Queen.
Quando ela parou o carro, entre milhares de outros, corrigi mentalmente a minha frase anterior "casa não , mansão ou palácio".
Entramos na mansão enorme, caminhando juntas entre a multidão de pessoas que estavam naquela casa , quando finalmente Laurel achou Tommy.
–Tommy! — exclamou ela, beijando-o.
–Olá! — exclamou ele de volta e depois olhou-me.
–Esta é a tal amiga da familia. — apresentou Laurel.
–Tommy Merlyn, prazer. — apresentou-se ele formalmente, estendendo a mão.
–Skylar... Williams. — apresentei-me também , apertando a mão dele que sorria simpático.
–Bem, queres dançar Laurel? — perguntou ele.
A minha irmã olhou-me como se me pedisse permissão.
–Oh vão! Divirtam-se! — exclamei para eles que riram e começaram a dançar.
Eu decidi ir até à mesa das bebidas, que era na rua pelo que um empregado me disse. Passei por gente rica e bem vestida que só falavam de dinheiro até chegar, finalmente, até à mesa de bebidas. Pedi um copo de vinho, que adoro. Enquanto bebia e pensava no quanto a minha vida poderia mudar, agora que estou em Starling City, caminhava pela relva do jardim dos Queen que era enorme. Antes de conseguir chegar à piscina, esbarrei em alguém forte e alto, a minha sorte era já não ter nada no copo.
–Desculpe menina! — exclamou uma voz, o que em fez olhar para a pessoa em que tinha esbarrado.
–A culpa foi minha, estava distraída. Lamento. — apressei-me a dizer.
–John Diggle. — apresentou-se o homem a dizer, estendendo a mão.
–Skylar Williams. — apresentei-me eu, apertando-lhe a mão.
–Peço desculpa mais uma vez. — pediu John e eu sorri educada — Trate-me por Diggle ou Dig.
–Sem problema Diggle. — respondi sincera.
Virei as costas, mas o homem chamou-me.
–Menina Williams. — eu voltei-me e olhei-o repreendendo-o.
–Só Skylar ou Sky por favor. — pedi suplicante, o que o fez rir.
–Viu o Sr. Queen? — perguntou Diggle preocupado.
–Não. — respondi. "Se calhar até já, mas como posso saber?", acrescentei no pensamento.
–Obrigada na mesma. — agradeceu e desapareceu entre as pessoas.
Encolhi os ombros e continuei a passear, agora, pela mansão. Encontrei Laurel e Tommy.
–Então que estás a achar da festa Skylar? — perguntou Tommy educado.
–Agradável. — respondi simpática.
–Ainda bem.. — disse Laurel.
Os três começamos a conversar animadamente. Tommy fazia-me perguntas sobre a minha faculdade na Califórnia e porque voltei, ou assim. Ele é simpático e pelo que Laurel me contava pelo telemóvel, ele é bem melhor que Oliver Queen , o tipo egoísta que não pensa em mais ninguém, se bem, que pelos últimos relatos, ele estava melhorzito.
A nossa animada e interessante conversa foi interrompida por uma voz que vinha de trás de mim.
–Ora Boa noite! — exclamou a voz.
Laurel e Tommy olharam pelo meu ombro, o que me fez virar para trás, vendo um homem alto e forte, com ar de rico como todos naquela festa. Ele aproximou-se do pequeno circulo que formávamos e eu voltei-me novamente para a frente.
–Boa noite Olli! — exclamou Tommy, abraçando o individuo.
Laurel olhava-me desconfortável, mas eu apenas a olhei desconfiada e confusa.
–Então... Laurel , como estás? — perguntou o homem ainda desconhecido.
–Ótima e tu, como vais? — perguntou ela de volta sorrindo, menos desconfortável.
–Bem. — respondeu sorrindo e depois olhou-me — E ... quem é a vossa amiga?
–Ela é... — eu interrompi Laurel.
–Skylar Williams. — apresentei-me educada, ele sorriu apertando a minha mão.
–Oliver Queen. — respondeu o homem, que reconheci de imediato.
Fiquei boquiaberta assim que ele se apresentou. Todas as coisas que Laurel me contava sobre ele e o que ele fez me fizeram querer odia-lo. E agora, eu iria odiar, porque já o conhecia.
–O famoso Oliver Queen? — perguntei retoricamente e ele sorriu orgulhoso — Que foi resgatado de uma ilha, na qual naufragou depois de ter um acidente de barco no qual morreu o seu pai e uma rapariga chamada Sara Lance?
Eu baixei a cabeça assim que acabei de falar, pois nem sei o que me deu. Ele estava surpreso.
–Peço desculpa pela minha amiga. — disse Laurel e eu senti-me péssima.
–Está tudo bem, mas sim sou eu mesmo. — respondeu ele mesmo assim, simpático, o que me fez olha-lo admirada.
–Que grande festa! — exclamou Tommy, quebrando o ambiente tenso.
–Obrigada! — exclamou Oliver.
Laurel ficou a olhar-me repreendendo-me mudamente. Eu olhava-a arrependida.
–Com licença! — exclamou Oliver, retirando-se do nosso pequeno circulo.
Tommy começou a conversar com Laurel e eu afastei-me, voltando a percorrer a festa. Fui até o jardim novamente. Vi Oliver conversando com uma rapariga alguns anos mais nova que eu, que pelo que Laurel disse deve ser irmã, que se desapareceu no meio da multidão deixando ele sozinho.
Eu caminhei, parando ao seu lado.
–O truque é saber compreender. — aconselhei e ele olhou-me curioso — Com a sua irmã.
–Como sabe que é minha irmã? — perguntou Oliver.
–Pareceu-me. — menti facilmente.
–É difícil esta idade. — disse ele e eu ri.
–É... e o meu pai que o diga... — sussurrei olhando a piscina. Ele riu.
–Vou ter o seu conselho em consideração Sr. Williams. — avisou ele , que olhei-o sorrindo.
–Por favor só Skylar ou Sky. — pedi e ele sorriu.
–Então eu insisto... Oliver. — pediu ele , também.
Eu sorri, assentindo. Virei as costas, preparando-me para ir embora. Mas lembrei-me de uma coisa, então voltei-me novamente para ele.
–Oliver! — chamei e ele olhou-me curioso.
–Sim ...
–O Diggle andava à tua procura. — avisei e ele sorriu agradecido.
Oliver foi procurar o Diggle e eu fui procurar a Laurel que me levou para casa. Assim que cheguei deitei-me no sofá.
Talvez eu não devesse odiar Oliver. Oliver Queen sim, aquele que ele era e que Laurel namorou. Mas este Oliver não era assim. Era... simpático.
A confusão fez-me cair no sono e sonhei novamente com aquela noite horrível de à 2 anos.
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