Insensível.
12 Capítulo 12.
Os corredores estavam desertos, indicando que os estudantes estavam provavelmente no estádio assistindo ao torneio de basquete em andamento. A escola Teiko estava buscando seu terceiro título consecutivo, caso vencesse.
Apesar disso, nem todos estavam entusiasmados em acompanhar os jogos, como era o caso da garota de cabelos azuis que organizava seu armário.
Momoi fez uma breve visita à escola para buscar algo esquecido. No caminho, cruzou com sua amiga.
— Hika! — Cumprimentou ao se aproximar.
— Satsu. — Sorriu. — Que prazer encontrar você.
— Você… Me abandonou nos treinos de basquete. — Comentou, talvez um pouco magoada. — Já faz um tempo…
— Espero que possa me perdoar. — Suspirou. — Minha ajuda não era mais necessária. No entanto, considero-me sortuda por ter uma amiga tão preciosa como você.
— Hika… — Tentou parecer tranquila. — Eu também.
— E então, como vão os jogos? — A garota de cabelos azuis voltou a organizar suas coisas.
Por um breve momento, Momoi respirou fundo antes de responder.
— O time ficou mais forte, porém nenhum deles sorri mais. — Permitiu que a brisa da janela ao lado a tocasse. — Cumprem a obrigação de vencer sem emoção alguma. Tetsu é quem mais sente isso. Já faz tempo que não o vejo sorrir.
— Sinto muito por ele… — Recordou a conversa que tiveram com Akashi há muito tempo, ficando levemente distraída.
— Hikari.
— Sim?
— Você irá assistir à final do torneio? Será a última vez que eles participarão como membros da Teiko.
— Provavelmente não.
— Entendi.— Momoi ficou abatida e precisava sair naquele momento. — Bem… Até algum dia.
— Até algum dia, Satsu.
* * * * * *
Correr atrás da papelada de inscrição para um novo teste de liderança não estava sendo tão simples quanto ela esperava. No entanto, como foi uma escolha dela, teria que fazê-lo o mais breve possível.
— Aqui estão as fichas de inscrição, Huryome. — Garantiu alguém responsável pela secretaria.
— Obrigada! — Agradeceu. — Uau, olha quantas pessoas se inscreveram para o teste!
— Você tem certeza de que vai fazer isso, Hika? — Indagou Terumi, com tristeza pela amiga, ao observar a pilha de folhas. — Sua liderança estava sendo incrível.
— Agradeço o elogio, Teru, mas eu simplesmente não consigo mais lidar com tanta responsabilidade. E acho que é melhor assim, afinal, este é nosso último ano aqui. — Comentou, desviando os verdadeiros motivos para sua decisão — Sei que era algo que eu queria muito e lutei por isso, mas…
Hikari parou subitamente de andar e falar, surpresa, ao ver o nome na primeira folha.
— Sato! — Exclamou, entrando na sala onde a loira estava sozinha.
— Olha só, a líder desistente em carne e osso. Eu sabia que minha paz não duraria muito mesmo…
— Pensei que você tinha desistido de vez da liderança. Por que se inscreveu de novo? Apenas para me humilhar, se ganhar?
— Também. — Respondeu, com sarcasmo. — Mas você está enganada se pensa que desisti porque quis.
Hikari a encarou, surpresa.
— O que você quer dizer com isso?
— Eu sempre soube que você era sonsa, mas não imaginava que chegasse a esse ponto. — Afirmou a loira. — Se me der licença, vou embora agora.
— Você não vai a lugar nenhum sem antes me contar seus planos!
— Meus planos? — Ela riu, deixando a azulada confusa. — Huryome, você não entendeu? Ele é que tinha planos, e conseguiu realizá-los.
Por um momento, sua respiração vacilou. Yukari, ao ver a expressão consternada da outra, sorriu com satisfação.
— Você nunca desconfiou do que estava acontecendo a seu favor? Tão rapidamente e de forma tão fácil…
— N-Não… — Hikari mal podia acreditar no que ouvia.
— Ah, o Akashi é realmente muito sagaz. Por favor, lembre-me de transmitir meus sinceros parabéns a ele. — Levantou-se. — De qualquer forma, quando você estiver me reconhecendo como capitã novamente, as coisas voltarão ao normal. Tchau! — Partiu, levando consigo quaisquer objeções que Hikari poderia ter feito.
Ela não havia compreendido, até aquela conversa acontecer.
* * * * * *
No penúltimo jogo da Teiko, no Torneio Nacional de Basquete, Kuroko se machucou. Na enfermaria, ainda desacordado, ele era observado por Momoi.
Shigehiro Ogiwara, um antigo amigo de infância dele e da escola Meiko, uma das finalistas do torneio, tentou visitá-lo, porém não conseguiu. Mesmo assim, ele teve uma conversa com Akashi, que estava se aproximando do local.
Pouco tempo depois, quando Tetsuya acordou, foi informado de que não poderia jogar na final devido à lesão na cabeça. Infelizmente, a promessa feita com Shigehiro de jogarem juntos na final de basquete não se concretizaria, o que o deixou bastante chateado. Contudo, o capitão da Teiko queria saber mais sobre a origem daquela promessa.
Enquanto saía da enfermaria em direção à quadra para o último jogo, Seijuro sorria enigmaticamente, sem revelar o motivo.
Porém, no meio do caminho, ele foi interrompido por uma garota ofegante diante dele.
— Huryome. Veio prestigiar a vitória da Teiko? Que bondade a sua.
— Akashi, me responda agora: por que você me ajudou naquele dia?
— Por que tanta curiosidade repentinamente? Não faz diferença mais…
— Havia uma razão específica, não é verdade? Diga! — Gritou, agitada.
Ele apenas sorriu, porém, sem gentileza em seu rosto.
— Não precisa se exaltar. Acha que ficar irritada ajudará em alguma coisa? Você mesma desistiu de tudo, afinal.
— Desisti porque não via mais sentido no que estava fazendo! Me senti culpada, pensava estar ajudando, mas, no final, todos mudaram drasticamente! Não reconheço mais o time de antes… Todos se afastaram… Um time imbatível…
— Sim, e agradecemos por isso. Você foi o estímulo que precisávamos para que as habilidades se destacassem. — Sorriu. — Você foi uma peça essencial para nós, devo admitir.
Uma… Peça?
— Você sabia… Era sua intenção desde o início…
— Errado. Não foi intencional encontrar você naquele dia, ferida. Sinceramente, eu só queria ajudar.
— Então, desde quando você…
— Assim que soube, por meio das conversas da Sato, que alguns membros estavam aprimorando suas habilidades de maneira eficiente, apesar de serem claramente inferiores. Também soube que um dos nossos reservas estava evoluindo. Isso despertou minha curiosidade.
— Espera… Você disse que foi através da Sato?
— Sim, ela é da mesma turma que eu.
Aquilo pegou Hikari de surpresa.
— Ao investigar, descobri que uma garota, reprovada no teste, estava auxiliando eles. — Explicou Akashi.
— Eu…
— Você. Como você os estudava, era muito interessante. Analisava os movimentos e os aprimorava, transformando os pontos fracos em pontos fortes. Como eu disse, o destino tinha um propósito por detrás do nosso encontro.
— Naquele dia na quadra, você não poderia saber que eu acompanharia a Terumi para pegar a lista de horários.
— Não. Entretanto, naquele ponto, eu sabia que vocês eram amigas e que ela fazia parte da equipe de torcida. Concorda comigo que teria sido mais fácil entregar a lista de horários diretamente para a Sato na sala de aula? Mas, se eu tivesse feito isso, não teria a chance de conversar com você. Então, quem você acha que pediu para a Sato que sua amiga mais próxima fosse ao ginásio, Huryome?
Hikari estava gradualmente perdendo o controle.
— Depois disso, com um contato mais próximo de você, nos encontramos no pátio externo.
— Não foi por acaso que pediu minha ajuda em troca de um novo teste.
“— Pode confiar em mim, Huryome.”, ela recordou. Ele sabia o sobrenome dela, mesmo sem ela ter mencionado.
— Acredito que agora você está compreendendo. — Akashi observava a garota atordoada. — Era necessário que você fizesse parte do time de líderes de torcida, pois foi prometido. E quando você entrou, mostrou ainda mais determinação, o que foi benéfico, no final.
— Não…
— Sim. Nossa equipe melhorou consideravelmente com sua colaboração. Deveria se orgulhar disso.
Ela engoliu a culpa que sentia com relutância.
— Foi você quem fez a Yukari… Desistir da liderança?
— Bem, eu não forço ninguém, mas após os erros do Kuroko naquele jogo em que tive que ajudá-lo, percebi que você precisava evoluir. Ao se tornar capitã, além de ter mais responsabilidades, poderia aprimorar suas habilidades e capacidade de cálculo. Então, influenciei-a a abdicar da liderança.
Relembrando cada momento, ela viu suas convicções desmoronarem lentamente.. Ela contribuiu para o sucesso da Teiko, mas também teve uma participação no que eles se tornaram; além disso, teria sido uma… marionete?
— As habilidades deles evoluíram consideravelmente, e as minhas também. Surpreendentemente, elas floresceram mais rápido do que o previsto.
— Eu devia ter me afastado naquela primeira vez que foi rude…
— Confesso que não queria ter agido daquela maneira contigo. Quase fez você se afastar, o que não teria sido bom. Felizmente, consegui reverter a situação.
— Quem é você? — Ela o encarou, incrédula.
— Ora, Huryome. Sou quem você sempre conheceu: Akashi Seijuro. — Um sorriso desumano percorreu seu rosto impecável.
— NÃO! É mentira! — Gritou. — Havia outro… Pensei que…
— O outro não serve para nada.
— Você é um monstro. Diz que vencer é o mais importante… Mas perder seus amigos, a que custo, Akashi? Para mim, definitivamente você é um perdedor.
O garoto de cabelos rosados não pareceu gostar dessas palavras. Ele se aproximou e a encurralou na parede.
— Olhe para mim. — Exigiu, com firmeza.
— Akashi, me deixe ir! — Implorou a jovem, em pânico.
— Olhe para mim, agora. — Ordenou, pela segunda vez.
Ela estava ofegante demais. Contudo, ergueu lentamente o rosto, deparando-se com os olhos impiedosos que a fitavam. Seu coração batia descompassadamente, mas de forma diferente daquele momento na biblioteca. Ela sentia medo, e ele explorava isso para demonstrar superioridade.
— Eu nunca fui um perdedor. A vitória é o que realmente importa, e o time de basquete sempre seguiu seu propósito.
Lágrimas magoadas escorreram pelo rosto da garota. Ele as enxugou com uma mão.
— Não chore.
— Fui apenas uma peça…
— Você superou minhas expectativas, e isso é ótimo. Aliás, alguns momentos ao seu lado valeram a pena.
Os momentos, exclusivamente deles. Os sorrisos compartilhados. Os olhares trocados, antes de se tornarem estranhos. Significaram para ela, mas e para ele?
Na realidade, foi utilizada para um propósito maior. Embora esse propósito tenha sido alcançado, o afeto que ela sentira em cada momento se dissolvia, gradativamente, virando pó, diante dela. E ela se via impotente.
— Preciso partir agora. — Afirmou ele, afastando-se. Porém, antes disso, notou o Omamori que ela carregava. Ele a presenteou com aquele talismã, desejando-lhe boa sorte em sua jornada. Apenas sorriu, recordando de um tempo que jamais retornaria. — Hikari…
— S-Seijuro?
Por um instante, ela pensou que algo tinha mudado. Mas estava enganada, mais uma vez.
De soslaio, viu a mão dele se aproximando do amuleto e o arrancando impiedosamente de sua mochila.
— Você não precisa mais disso, afinal, já abandonou tudo. Deixe de nutrir esperanças vãs. É hora de parar de sonhar e amadurecer. — Disse Akashi, jogando o Omamori no chão e pisando sobre ele diante dela. — Adeus, Huryome. Nada pode me deter, nem você. — Fitou os olhos azuis, marejados de lágrimas, de perto, pela última vez.
O tempo deles se esgotou. O líder da equipe Teiko partiu, sem olhar para trás.
Seu precioso objeto agora jazia no chão, despedaçado, sujo e esquecido, assim como o caloroso sorriso daquele que um dia lhe presenteou com tal lembrança tão significativa.
Hikari sentiu um vazio imenso se instalar em seu interior. Ela ansiava pelo antigo Seijuro que conhecera, mas ele já não existia. Esta ausência deixou uma profunda fissura em seu coração.
* * * * * *
Enquanto o derradeiro jogo seguia em frente, já no terceiro quarto, Kuroko viu-se revitalizado por completo; ele cochilara após conversar com Akashi, mas, agora capaz de se levantar da cama, desejava testemunhar a partida contra a escola Meiko.
Ao lado de Momoi, aproximou-se da televisão que exibia o que poderia ser considerado o colapso final.
— Essa vantagem deve ser suficiente. — Sussurrou a garota. — Seremos tricampeões…
— Não. — Interrompeu Kuroko, perplexo. — Há algo de errado com este jogo.
O placar indicava 111 para Teiko e 09 para Meiko.
Hikari juntou coragem para subir ao andar de cima, acima das arquibancadas, observando a competição sem reação. Os jogadores da equipe Teiko haviam se transformado em verdadeiros monstros do basquete, mudando até suas próprias identidades. Ela não os reconhecia mais.
Ao ver Ogiwara, que Kuroko havia cumprimentado certa vez, errar a cesta, ela suspirou; a determinação que ele ainda demonstrava, mesmo diante da derrota iminente, era admirável.
No entanto, ao testemunhar Murasakibara aproveitar a sobra da falha e marcar para o time adversário, sentiu repulsa. Por quê?
De repente, o garoto de cabelo azul-claro apareceu. Quando percebeu que algo estava errado, ao ver Ogiwara olhar desolado para o melhor amigo, ela percebeu que a Teiko havia realmente se perdido.
Não a escola, mas quem a representava naquele jogo.
111 pontos para a Teiko; 11 para a Meiko.
Será que eles fizeram isso propositalmente, para que os números se igualassem na pontuação?
Mesmo sem compreender, era angustiante testemunhar a humilhação que a Meiko estava sofrendo.
— Tetsuya… — Sussurrou, enquanto seguia em direção à saída cabisbaixa. — Sinto muito.
* * * * * *
O último dia de aula foi marcado por uma brisa suave, trazendo consigo novos sonhos para aqueles que estavam se formando no ensino fundamental. Era o momento de seguir por novos caminhos e, consequentemente, amigos se separariam ao escolherem escolas diferentes para o ensino médio.
— Vou sentir saudades de você, Hika. — Disse Terumi, com tristeza.
— Igualmente, Teru. Mas, só porque optamos por frequentar escolas diferentes, não significa que perderemos contato, né? — Ele disse, confortando-a.
— Exato! Por favor, me mande mensagem sempre que puder.
— Com certeza. — Huryome sorriu afetuosamente. — Agora, vá, é hora de começar a celebração final. Você fará sua última apresentação como líder de torcida do time da Teiko.
— Depois nos encontramos para o abraço de despedida, combinado? — Terumi respondeu, caminhando em direção à quadra externa e deixando a garota de cabelos azul-marinho perto da grade do local.
Embora simples, a performance marcava o término de algo para aquelas dedicadas pessoas.
Yukari, liderando com desdém, não hesitava em encarar Hikari com um sorriso provocador no rosto; ela recuperara a liderança, e não escondia a insolência ao reconquistar seu reinado, através da azulada.
Hikari nunca sentiu tanto ódio por alguém como pela loira.
Ou talvez sim. No entanto, não conseguia distinguir entre raiva e saudade do que vivera ao lado daquele que agora parecia tão distante.
A gratidão ainda existia por ter feito parte de uma equipe tão incrível como aquela que estava ali.
Já na quadra, palco de muitas experiências boas e ruins, ocorria uma breve reunião; aqueles cinco, inclusive Kuroko, que não estava presente, decidiram seguir caminhos escolares distintos para perseguir seus destinos.
— Daqui em diante, somos rivais. — Confirmou, Akashi. — Nos encontraremos novamente nos torneios de escolas de ensino médio.
— Sim… No entanto, não precisam ser tão frios. — Retrucou o loiro.
— Foi apenas coincidência escolhermos escolas diferentes. — Murasakibara observou.
— Coincidência? Discordo. — Replicou o ex-capitão do time de basquete da Teiko. — Poucas escolas são tão fortes, mas nenhum de nós considerou ir para a mesma instituição.
Todos o encararam.
— Não gostamos de ser rotulados sob a mesma categoria: Geração dos Milagres. — Continuou. — Se competirmos, alguém se destacará, e nenhum de nós é inferior. Para provar isso, somos levados a eliminar os demais. Não por razão, mas por instinto.
— É, acho que o Akashicchi está certo. — Suspirou Kise.
— Certamente. — Concordou, Aomine.
— Não vou negar. — Midorima acrescentou logo em seguida.
— Mas duvido que o Kuro-chin entenda… — Murasakibara completou.
— Apesar do desejo de algo diferente, Tetsuya irá participar da nossa competição. Mesmo sem todas as respostas, ele decidiu: não mudará a sua forma de jogar. — Concluiu Akashi. — De qualquer maneira, nos encontraremos nas futuras disputas.
O vínculo que haviam criado, ou o que restou dele, terminou. Seriam inimigos e essa realidade já estava clara antes mesmo de se encontrarem ali.
* * * * * *
As formalidades finalmente terminaram. Terumi e Hikari despediram-se. Seguiriam caminhos diferentes a partir daquele momento.
A azulada olhou pela última vez para a fachada da escola Teiko, como uma ex-aluna. Viveu bons momentos, mas também passou por situações que preferia esquecer. Carregava consigo um sentimento de culpa, como se fosse responsável pelos eventos destrutivos ocorridos na equipe de basquete.
Ao dar uma rápida olhada, percebia cada um deles, mantendo distância um do outro.
As repreensões de Shintaro Midorima nunca sairiam de sua memória, especialmente quando ela o tratava de forma mais íntima ou fazia algo engraçado que ele claramente não apreciava.
Dividir lanches com Atsushi Murasakibara nunca seria esquecido, mesmo que ele sempre pegasse a maior parte e, às vezes, até roubasse um pedaço do dela.
As brincadeiras com Ryota Kise na quadra jamais sairiam de sua mente, como eles provocavam deliberadamente os outros no final dos treinos.
Os soquinhos que dava em Daiki Aomine ficariam para sempre na recordação dela, porque ele nunca a ouvia, ou fingia não ouvir, pois só queria jogar do seu jeito e muitas vezes falhava ao calcular passes ou movimentos.
Os sustos que levava de Tetsuya Kuroko também seriam marcantes, porém conseguia enxergar a bondade e o grande potencial nele, sempre o apoiando para permanecer como era.
Nunca se esqueceria das conversas com Satsuki Momoi, que se transformou em uma grande amiga e companheira durante os treinos de basquete.
Por fim, jamais poderia esquecer o antigo Seijuro Akashi. Ele era alguém com quem compartilhava afeto, mas que, ao mesmo tempo, lhe causou sofrimento. Isso fez com que a garota deixasse o ensino fundamental com um vazio imenso; ela não sabia quanto tempo levaria para preenchê-lo novamente.
O passado pode ser doloroso quando é marcado de forma tão insensível.
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