Insensível.

11 Capítulo 11.


Estava quase na hora de começar o Torneio Nacional de Basquete do Fundamental. Os times estavam alinhados no centro da quadra, prontos para a breve cerimônia de abertura diante de um público caloroso.

Os jornalistas que cobriam o evento se reuniram em frente à escola Teiko. Um deles perguntou: "— Podem nos conceder uma entrevista? Como seu time planeja encerrar o ano?"

Akashi, como capitão da equipe, mantinha a calma mesmo rodeado. Terumi, assistindo da arquibancada ao lado de Hikari, admirou:

— Como ele consegue ficar tão tranquilo em momentos como esse? Se fosse eu ali no meio de tanta gente, certamente estaria no mínimo desesperada…

A amiga, ao lado, refletiu:

— Às vezes me pergunto como você consegue se apresentar tão bem para uma plateia quase lotada…

— É diferente. Não me sinto pressionada da mesma maneira…

— Olha! Parece que Daiki encontrou Inoue e Tetsuya encontrou um conhecido. Eles estão bem animados, pelo visto!

Logo após os reencontros e entrevistas, os jogos começaram. As escolas transmitiam determinação e alegria através dos membros de cada time. Estar ali, competindo por um título tão grandioso, seria uma experiência inesquecível.

Com o passar do tempo, Teiko e Kamizaki posicionaram-se na quadra. Aomine enfrentaria Inoue, a quem havia cumprimentado anteriormente. Eram duas excelentes escolas, o que fez com que os espectadores demonstrassem mais entusiasmo do que o habitual. No entanto, ao longo da disputa:

— O número seis da Teiko é simplesmente incrível! — Exclamou um expectador.

— Incrível? Aquele monstro? — Retrucou outra pessoa. — Veja quantas cestas ele marcou e os passes que deu. Não deu nenhuma chance para a outra equipe, veja! Estão desistindo do campeonato por causa dele!

Hikari absorveu aquelas palavras em silêncio.

Comparavam Aomine a um monstro por exibir habilidades superiores às dos adversários. No entanto, ela deveria se orgulhar, pois também o ajudara. Contudo, algo estava errado: o craque já não exibia aquele semblante radiante, apesar de o basquete ser seu esporte favorito.

Tudo começou com as faltas nos treinos e agora aquilo. Ninguém da outra equipe queria jogar contra ele, nem mesmo Inoue, um de seus oponentes mais fortes até então. Deixaram "o monstro" fazer o que quisesse.

Mesmo com Akashi estabelecendo um limite de cestas a serem feitas por jogador, o que certamente restringia um pouco suas habilidades impressionantes, ninguém conseguia vencer Aomine, a não ser ele mesmo.

Hikari testemunhou quando Daiki, a luz, abandonou Tetsuya, a sombra, no meio do jogo.

* * * * * *

Kozo Shirogane, o treinador principal, conseguiu observar Aomine por um momento antes do jogo crucial começar. Agora que suas habilidades estavam se destacando, ele se fortaleceria, então, optou por incentivar o número seis a não desistir. Durante aquela conversa, Daiki encontrou alívio.

Embora Shirogane parecesse severo às vezes, ele compreendia bem cada membro da equipe.

A última partida foi como o esperado: Teiko emergiu como a vitoriosa.

Era o segundo ano consecutivo em que o time conquistava o título; a Geração dos Milagres, como eram chamados, era verdadeiramente extraordinária.

— Creio ser isso. — Disse Naoto Sanada, sub-técnico da Teiko, após o término do evento. — Os do terceiro ano se foram, mas não há motivo para preocupação. Ainda temos a Geração Milagrosa.

— Não estou tão certo disso. — Retrucou Kozo — Na verdade, estou preocupado. Eles são muito talentosos e precisaremos ajudá-los a manter a coesão do time.

— Eles vão ficar bem, contanto que você esteja por perto, Shirogane.

Os acessos de tosse foram ignorados, mas não deveriam. Havia algo muito preocupante por trás disso. Tão preocupante que…

— Shirogane Kozo não poderá ser mais o treinador. — Exclamou Sanada aos jogadores do time de basquete. — No entanto, ele ficará bem. A partir de hoje, serei o treinador principal.

E, de repente, a frágil ligação que unia aquele time se rompeu.

* * * * * *

Não apenas Aomine progrediu, mas Murasakibara também. Com sua incrível força, mesmo marcado por dois adversários, ele os superou facilmente e fez uma cesta, embora fosse apenas um treino de rotina.

— O Murasakibara também… — Hikari observou, aturdida.

— Parece que ele está agindo de forma semelhante ao Dai… — Confessou, Momoi.

— A equipe não é mais a mesma de antes, Satsu.

Quem não gostou da atitude do jogador mais alto foi Akashi; no entanto, mesmo após falar com ele, Atsushi simplesmente o ignorou. Se fizesse a cesta, nada mais importava. A atmosfera naquele lugar estava se tornando cada vez mais tensa, quase como um campo de batalha.

Shintaro não ficava para trás. Durante seus treinos particulares, ele decidiu tentar um novo tipo de arremesso: de longa distância. Ele lançou a bola até a cesta, estando a vários metros de distância. E para surpresa de todos, conseguiu atingir seu objetivo.

A guerra se aproximava cada vez mais.

Eles poderiam fazer o que desejassem, e nada poderia impedi-los.

Se até o diretor, para atrair publicidade para a escola, ordenou que jogassem unicamente em suas “formas originais”, por que evitá-las, então? O que deveria ser feito era… Florescer. Inteiramente.

* * * * * *

— Você trouxe as análises que pedi, Hikari? — Akashi jogou a bola em direção à cesta, marcando mais uma vez. Treinava sozinho naquele momento.

— Sim. — A garota se aproximou. — Acredito que isso será útil, como você pediu.

— Ótimo. — Ele pegou os papéis e começou a lê-los. — Parece-me triste, o que aconteceu?

— Estou bem, apenas preocupada com o time de basquete…

— E o que te preocupa exatamente?

— Vejo que todos melhoraram suas habilidades, mas não sei se isso é positivo. Todos estão… Diferentes. — Concluiu, cabisbaixa.

— Eles estão apenas mostrando sua força. Não acho que seja um problema.

— Como capitão… — Ela ponderou brevemente antes de continuar. — Você tentou fazer alguma mudança? Não percebe que a equipe está se distanciando cada vez mais?

— Acredito que uma ordem não os fará mudar de ideia. Contudo, contanto que a vitória seja alcançada, não vejo problema nisso.

Aquele olhar estranho novamente, impiedoso. Por que a vitória estava acima de tudo?

— Agora, vou aprimorar minhas habilidades. Agradeço pela ajuda, Hikari. — Mirou-a.

— Posso permanecer aqui com você, Sei?

Ele refletiu por um instante, mas depois voltou-se para a cesta.

— Deixe-me sozinho. Tua presença agora só me atrapalharia. Nos vemos amanhã. — Akashi voltou a jogar, sem dizer mais nada.

Aquelas palavras a deixaram surpresa. Sem demoras, dirigiu-se para a saída, desanimada.

* * * * * *

O som dos pingos de chuva batendo no telhado do ginásio da escola indicava o mau tempo que se instaurava naquele dia. O céu encoberto podia ser visto pelas janelas do andar superior, tão sombrio quanto a tensão palpável entre os membros do time que se desintegrava gradualmente.

— Por que o treinador permitiu que Aominecchi faltasse aos treinos? Ele deveria continuar conosco… — Disse Kise, apoiado no rodo que usava para limpar o chão.

— E já que não precisamos mais vir aos treinos contanto que o time vença, eu também não tenho mais interesse em treinar. — Atsushi falou, impaciente.

— Não seja tolo e evite decisões precipitadas. — Retrucou Akashi.

— Eu não posso perder, ninguém pode me vencer. E só o obedecia porque achava que não podia superá-lo. No entanto, talvez não seja mais assim. Não quero seguir alguém mais fraco do que eu — Ele fitou Akashi.

— O que você disse? — Rebateu o capitão, furioso.

— Mura, por favor. — Hikari chamou, tentando suavizar a situação. — Apenas continue participando dos treinos, certo?

— Já disse que não quero. Além disso, deveria se concentrar mais em liderar as garotas do seu time do que perder tempo aqui. — Encarou a garota de cabelos azul-marinho e, ao virar-se, acabou empurrando-a sem intenção, derrubando-a devido à sua força desmedida.

— Hika! — Momoi correu imediatamente para ajudar.

— Eu… Eu estou bem, Satsu.

— Hi-chin, me desculpa. Não era minha intenção te machucar. — O maior se aproximou para ajudá-la a se levantar.

Mesmo que ela afirmasse estar bem, Akashi ficou insatisfeito com o comportamento do colega.

— Saia da frente. — Falou, movendo-a para longe do maior. — Se for preciso, será à força. Acha que pode fazer o que quiser neste time sem ser repreendido? Não seja pretensioso. Resolveremos isso pessoalmente, quem fizer cinco pontos primeiro, vence.

— Por favor, não façam isso! — Hikari testemunhou a cena com evidente aflição.

Apesar das súplicas, Murasakibara aceitou o desafio, desencadeando a guerra naquele instante.

Contudo, o pior ainda estava por vir.

* * * * * *

O atual capitão tentava marcar pontos, porém Atsushi era mais alto por centímetros; com suas mãos enormes, bloqueava todas as tentativas do capitão e, no contra-ataque, pontuava com facilidade: uma, duas, três, quatro vezes.

Um último arremesso era tudo o que faltava para encerrar tudo. Enquanto isso, o outro jogador não conseguia marcar nenhum ponto.

Murasakibara avançara mais do que Akashi.

— Francamente! Estou bem decepcionado. — Declarou o de cabelos roxos ao avistar o oponente ajoelhado. — Não preciso mais te ouvir. Após essa cesta, farei o que bem entender.

Entretanto, algo peculiar se desenrolava.

Seijuro parecia não aceitar a derrota, permanecia imóvel, simplesmente porque estava perdendo. Só que o fracasso nunca fez parte de sua vida. Ele estava determinado a vencer, não importando se o oponente fosse conhecido ou amigo. A vitória era o seu único objetivo. Afinal, os vencedores são lembrados, enquanto os perdedores são esquecidos.

Quando Murasakibara fez a jogada crucial, apenas o seu corpo avançou, deixando a bola de basquete para trás.

Akashi o parou.

— O que acabou de acontecer? — Indagou Kise, confuso.

Midorima respondeu:

— Ainda não tenho certeza, mas Akashi parece diferente.

— Tem algo errado… — Pensou, Momoi. — Akashi não está sendo ele mesmo

Quando Seijuro pegou a bola, o clima tenso aumentou.

— Você está brincando com a sorte, Atsushi. Não me irrite dessa forma. — Disse de forma autoritária. — Não perdoo quem me desafia. Nem mesmo meus pais. — Quando ele ergueu o rosto, toda a sua postura mudou.

Hikari reconheceu aquele olhar implacável: ela já tinha visto antes.

Entretanto, a mudança que ele provocava no garoto ainda era sutil, nas primeiras vezes em que o testemunhara. Agora, parecia permanente.

Ela chegou a se questionar se poderia ter impedido ou se contribuiu para a chegada daquela situação, mas era tarde demais.
Akashi havia se transformado em outra pessoa, distante da que ela conhecia.

Uma, duas, três, quatro e, por fim, cinco.

Murasakibara não teve mais chances durante o jogo. O jogador de cabelos rosados acertou todas as cinco cestas sem hesitar, enquanto o mais alto estava caído no chão, após um movimento novo. Huryome captou o movimento, mas ele foi executado melhor do que o esperado. Foi algo aprimorado por ele próprio, ultrapassando as informações que ela forneceu. Ela ficou sem reação.

Irritado, Murasakibara chutou o compartimento de garrafas. Momoi tentou intervir, ainda com esperanças:

— Espere, Muk-kun!

— Que seja. Tenho que vir treinar amanhã, não é? Eu já sei disso. — Ele respondeu.

— Não tem problema se não aparecer. — Pronunciou Akashi. — Faça o que quiser, contanto que garanta nossa vitória.

— Como? — O maior direcionou seu olhar ao capitão.

— Seijuro? — Hikari o chamou.

Ele a encarou, porém, exibia uma aparência tão distinta que a garota não teve coragem de prosseguir.

— O que você está dizendo, Akashi? — Midorima questionou. — Não foi isso que…

— O mesmo vale para vocês: Shintaro e Ryota. Não me importa o que façam, contanto que nossa equipe vença. No nível em que estão, não adianta forçar ninguém a colaborar.

— Mas parece que está querendo dizer para não jogarmos em conjunto! — Exclamou um membro do banco de reservas.

— O trabalho em equipe só atrapalhará a Geração Milagrosa. — As palavras, indiferentes.

Após esse momento, todos ficaram em silêncio. Enquanto isso, a chuva persistia, muito mais intensa do que antes.

* * * * * *

Passaram-se algumas semanas e as coisas mudaram drasticamente. A sinergia em equipe desapareceu e a amizade que costumava uni-los no início já não existia mais. Agora, eles estavam juntos apenas por obrigação, focados apenas em jogar e vencer.

Todos mudaram, até mesmo com a garota de cabelo azul-marinho. Ela deixou de aparecer nos treinos, então. Além disso, as lembranças persistentes já não a deixavam em paz, afetando-a cada vez mais. Ela mal conseguia reconhecer a si mesma.

— Hika? — Chamou, sem obter resposta. — Hika? ― Insistiu, sem sucesso. ― Hikari! ― Gritou. A voz estridente e próxima pegou a garota desprevenida.

— Terumi! — Ela se sentou de imediato, tirando os fones de ouvido. ― O que você está fazendo? Quase me matou do coração!

— Eu que pergunto a você! Estava aí tão absorta, parecia tão distante. Fiquei preocupada por um momento. ― Disse a ruiva, tentando entender a situação.

— Desculpe. — Huryome olhou para sua amiga. — Eu estava refletindo sobre algumas coisas, mas não é relevante agora.

— Estava pensando no Akashi?

— Q-Quê!?

— Bem… Ele costumava estar por aqui, mas não o tenho visto ultimamente. Será que algo aconteceu?

Hikari suspirou. Já fazia semanas que Akashi estava diferente. Parecia distante, solitário e indiferente. Recentemente, ela tentou falar com ele, ajudá-lo, mas tudo que recebeu foi um: — Estamos próximos da vitória, não precisamos de mais nada, além disso.

Ela olhou para a arquibancada, onde ele costumava ficar, sempre com um olhar caloroso e sorridente, correspondendo aos sorrisos dela. Essa conexão estava se desvanecendo aos poucos. Uma vez, ele a encarou com olhos gélidos, deixando-a sem motivos para sorrir.

Hoje em dia, tudo que resta naquele espaço é o vazio.

Além disso, ela sentia um remorso oculto pesando em seus ombros. Sentia receio de perder a equipe de torcida, formada por pessoas tão queridas, ou até mesmo Terumi, sua amiga tão especial, se algo semelhante ocorresse ao que aconteceu com a Geração Milagrosa quando se dedicaram aos treinamentos.

— Ele está bem, Teru, e não era nele que eu estava pensando. — A jovem observou o céu, vendo seus sonhos escaparem rapidamente, incapaz de persegui-los com a mesma determinação do início. — Estava pensando em entregar a liderança.

* * * * * *

— Tetsuya.

— Hikari. — Ele segurou a bola de basquete ao notar a garota entrando no ginásio. Estava praticando sozinho, por algum motivo.

— Treinando arremessos? — Ela tentou sorrir, mas já não apreciava mais ir àquele lugar como antes.

— Sim. Você anda sumida, o que houve?

— Alguns problemas pessoais, mas está tudo bem. Não quero te preocupar, sei que já está lidando com muitos incômodos. — Suspirou. Ela podia ver uma leve tristeza em seu rosto. — Ei, Tetsuya. Acho que é a última vez que nos veremos aqui.

O garoto pareceu não compreender.

— Não vejo mais necessidade de estar aqui com vocês. Se nos encontrarmos novamente, será nos corredores da escola.

— Sua presença nunca foi desnecessária.

— Que gentileza a sua. — Estendeu a mão, cumprimentando-o. — Você sempre foi muito bom. Não deixe de ser assim e acredite sempre em você.

Ele olhou para ela com pesar. Não queria se despedir da amiga daquela maneira.

— Não se preocupe, Hikari, não deixarei. — Disse, cumprimentando-a por fim.

— E mais uma coisa. Fique atento. — Ela pareceu preocupada por um momento.

— Com o quê?

— Com…

— O que vocês dois estão fazendo aqui? — Perguntou Akashi, demonstrando curiosidade. — Treinando algo?

Tanto Kuroko quanto Huryome olharam em direção à entrada, vendo o capitão.

— Akashi. Estávamos apenas conversando. Eu estava praticando alguns arremessos e… — Começou o de cabelo azul-claro.

— Não é mais necessário. — Respondeu brevemente.

— Vou deixar vocês conversarem. — A garota já estava prestes a sair.

— Está com medo de mim, Huryome?

Há quanto tempo deixaram de lado a formalidade? Ela não conseguia se lembrar ao certo. Mas, ao ouvir aquela pergunta, tão indiferente, um aperto se formou em sua garganta.

— Desde que você mudou. — Foi tudo o que ele conseguiu dizer.

— Eu não mudei. — Ele retrucou. — Sempre tive duas personalidades. — Um sorriso perverso se espalhava por seu rosto, que um dia havia sido gentil. — A outra simplesmente tomou conta de mim.

Ambos ficaram chocados ao ouvir aquelas palavras ou talvez o receio da confirmação tenha sido tão impactante, que ambos se calaram.

Hikari não duvidava, afinal já havia testemunhado as duas faces de Akashi, mas ouvir isso diretamente dele era algo totalmente diferente.

— Não escondo mais nada, e cabe a vocês acreditar ou não nisso. Acredito que a mudança era necessária: mudei e o time também. Agora que nossos talentos se destacaram, não temos mais adversários externos. Se houver rivais, estão dentro da nossa própria equipe. Se nos obrigarem a trabalhar juntos, o time poderá se desfazer, por isso… Não devemos mais colaborar em equipe.

— O quê você está… — Kuroko parecia incrédulo.

— Tetsuya… — Ela tentou consolá-lo, mas não sabia como. Algo dentro dela doía ao ver o amigo naquela condição. — Chega, Akas-

— Foi por isso que você e Daiki se afastaram, Tetsuya. A luz se tornou muito forte para a sombra.

— Não há nada mais importante que vencer!? — A garota interveio, tentando mudar o rumo da conversa.

— Não. — Replicou. — Ideais vagos não têm utilidade alguma.

— Talvez você… Tenha razão. — Kuroko estava com os olhos úmidos. — As pessoas mudam conforme amadurecem. — Acrescentou. — Talvez eu desejasse desesperadamente que as coisas permanecessem como antes do campeonato nacional…

— Se quiser desistir de tudo, assim como a garota ao seu lado, não vou te impedir.

Hikari observou a cena inesperada diante de si.

— Se optar por ficar, terá que aceitar as mudanças, caso deseje manter seu papel como sexto membro da equipe Teiko. — Disse enquanto se dirigia à porta. — E Huryome, o time não necessita mais da sua colaboração, portanto, não há motivo para você permanecer. Escolheu o momento exato para abandonar as coisas. Isso é admirável.

Com essas palavras, ele deixou o local, desaparecendo pelos corredores e mergulhando o ginásio em um silêncio intenso e duradouro.