Notas iniciais
Só tenho a dizer que vocês são sortudos e eu sou preguiçosa ;-; fui pra aula hoje e era planejamento, esqueci dessa miséria. Então, cheguei disposta a revisar esse capítulo e postar. Eu não passei do prazo por que não prometi nada, mas, esse capítulo tá maior que o normal ~isso não justifica, autora. Um pouquinho maior. Eu revisei, ok? Se encontrarem erros, avisem. POR FAVOR. Obrigada c:

Capítulo Seis – Entrega

(...) A voz chegou sussurrante e sensual em seus ouvidos, como tudo naquele homem parecia ser.

– Vamos começar... – As mãos desceram por seus braços em um carinho suave, deixando-o arrepiado. – Tenente Abarai? – Desse jeito, quem é capaz de resistir? Bem, Renji não é, que bobo.

Assentiu levemente com a cabeça. Os cabelos da nuca estavam eriçados, assim como os outros pelos do corpo. Nunca esteve tão nervoso em toda a sua vida. Sabia muito bem o que estava por vir. O que não sabia era se estava confortável com isso. Lábios frios se encostaram a sua orelha, com toda a confiança e ou arrogância que apenas seu taichou poderia ter. Um sopro suave foi sentido. Será que poderia estar arrependido pelo que pediu? Logicamente que não. Queria isso, mais que qualquer outra coisa, era exato. Fechou os olhos e tentou relaxar. Mas, o negócio é que não se tenta relaxar! Simplesmente se relaxa!

Tomou alguma coragem e virou-se para o moreno, resolvendo que agiria também. Não seria tão passivo assim. Com dedos hesitantes, tocou nos cabelos negros e sedosos, retirando as presilhas. Elas seriam muito incômodas mais tarde. Byakuya observava as mãos trêmulas e desajeitadas do outro tocando em seus cabelos, tendo o cuidado de não puxar nenhum fio com força demasiada. As mãos fortes e grandes de Renji tocaram as suas, retirando as luvas devagarzinho. Levou-as para frente do rosto de ambos e beijou cada dedo.

Byakuya se segurou para não perder a paciência e jogar o ruivo em algum lugar. Aquilo era uma clara provocação e, veja bem, Byakuya não era adepto disso. Pegou o Abarai pelos ombros e o conduziu à cama, sentando-o na mesma. Ele nem tentou protestar, viu que seria inútil. As mãos do nobre foram rápidas em desfazer o nó e escorregar grande parte do kimono, deixando todo o dorso másculo e bem definido a mostra. A pele era naturalmente amorenada.

As mãos nervosas tocaram seu tórax ainda coberto e foram afobadas para tentar abrir as vestes. Byakuya as parou antes que se movessem um centímetro sequer. Com um movimento rápido, prendeu-as juntas acima da cabeça de Renji, que estava agora espalhado na cama. O Kuchiki foi engatinhando lentamente até estar em posição de se pôr encima do abdômen do outro, sentado. Levou a boca ao pescoço do outro, sentindo o aroma amadeirado que desprendia dali. Em um suave sussurrar, deixou Renji saber quem mandava.

– Pare de se mover, tenente. Se ficar quieto pode ser que goste muito mais. – sugeriu com malícia inexistente tempos atrás. Beijou tudo com lentidão sufocante e tentadora. Desceu mais um pouco o quadril, até o seu se encontrar com o de Renji. Fez um leve movimento circular, apenas uma ondulação, e o ruivo gemeu com angústia e luxúria. Byakuya baixou o rosto novamente. – Isso... é pra você ter a noção do que não terá. – Renji tentou aumentar a fricção por si mesmo, mas o outro se moveu para longe. – Se você não colaborar, eu paro. – ameaçou e Renji rapidamente aquietou-se, fazendo Byakuya sorrir abertamente, sentindo-se vitorioso. Apenas internamente, claro. Puxou a faixa que amarrava o kimono e, em um movimento rápido demais para ser visto, amarrou os braços do tenente, imobilizando-os.

Começou novamente. Chegou aos cabelos e desamarrou a faixa branca que estava sempre ali. Os fios rubros soltos suavizaram as linhas daquele rosto tão apreciado, deixando alguma coisa mais doce e consequentemente mais bonita. Beijou os cabelos, a testa, os olhos, as bochechas e o nariz. Renji já respirava com força, querendo saber aonde aqueles beijos iriam dar. Os lábios de Byakuya desceram sobre os seus com movimentos famintos e frenéticos, assustando-o tanto com a urgência quanto com os movimentos inesperados.

A saliva começou a escorrer pelos cantos da boca do maior, um pouco pela posição nada favorável deste e um pouco pela urgência meio exagerada, quase violenta. As línguas dos já aflitos provaram uma a outra, levando ambos a um estado semelhante e ao mesmo tempo diferente de deslumbre. Era uma dança lenta e sensual a que estava havendo ali, não era como da primeira vez. Toda a tensão sexual acumulada estava prestes a explodir. Renji cortou o beijo, ofegante. Byakuya não estava muito diferente. Os lábios estavam vermelhos e inchados pela selvageria tão atípica para aquele homem. Que não é exatamente um homem. Enfim. Renji sorriu abertamente, o que incomodou Byakuya de certa forma. Tocou com a ponta do nariz o pescoço do outro, descendo pela clavícula, achando aquela curva linda. O suor já estava deixando aquela pele úmida e a excitação era crescente. Com a língua, desceu pelo peito largo até chegar ao mamilo, dois tons mais escuros que a pele. Beijou e lambeu, sentindo o corpo maior estremecer sob o seu.

– O que foi, Renji? Não aguenta mais? – Uma resposta sem nexo foi dada e ouvida. Desceu os beijos pelo abdômen e parou no umbigo. Abriu o resto das roupas, deixando-as presas pelos braços, sem retirar totalmente. A ereção do ruivo era visível sob a roupa íntima, da qual logo se livraram. Renji nem parecia o mesmo. Só queria mais das chamas e daquilo que parecia consumir tudo tão rapidamente, inclusive seu autocontrole. Se fosse uma mulher ou até mesmo um homem ali, qualquer um, não se sentiria tão bem. Fala sério, mal havia começado e já estava gemendo feito uma prostituta paga para tal... Que vergonha, Abarai. Seu fluxo de pensamentos foi barrado quando seu membro foi segurado e apertado com um pouco de força, o polegar direito pressionado na glande, fazendo o ter um espasmo e soltar um gemido mais alto de puro prazer.

Por outro lado, Byakuya decidiu fazer aquilo pela sua honra. Iria violar Renji da mesma forma que foi violado. E iria dar prazer para o mesmo. Mas, a verdade era chocante. Byakuya não sabia... não sabia... não sabia... oh, que situação constrangedora... tá, Byakuya não sabia tocar alguém de forma mais... íntima. Estava se guiando pelo instinto e pelos, por favor, alguém o mate para que se livre da vergonha, livros. Que grande pervertido! Suas roupas já incomodavam. Demais, até. Parou com as ousadas carícias e retirou todas as peças de roupa frente aos olhos de Renji, de forma lenta e torturante. A pele alva parecia seda sobre os músculos magros e bem definidos. Jogou os cabelos para trás, traçando um caminho com os dedos, que iam dos lábios para baixo. Renji gemeu.

– Até quando pretende prolongar isso, taichou? – a voz estava desesperada. Pobrezinho, estava sendo levado à loucura, coisa que nunca experimentou antes com ninguém. Arrependia-se pelo que não fez com seu capitão da última vez. Foi bruto e provavelmente deixou o homem com os quadris doloridos pela manhã. Seu capitão provavelmente descontaria tudo aquilo e Renji já se sentia andando com dificuldades. Piedade dessa alma.

Byakuya era outro que se arrependia amargamente por ter sido tão passivo em relação a tudo e ficar apenas gemendo como alguém que faz sexo pela primeira vez (o que, de certa forma, foi o que houve). Decidiu que deixaria Renji daquela forma. Um pouco pior, para falar a verdade. Levantou as pernas do mesmo e sentiu um formigamento na região do quadril com a visão. Nunca pensou que se excitaria por algo parecido e agora a curiosidade ultrapassava as barreiras do saudável.

Fechou os olhos e se controlou para não se pôr dentro de Renji, de uma vez e sem preparo. Levou a mão direita ate a boca do outro, que rapidamente entendeu o recado. Movimentou cada um de seus dedos, Renji não estava em condições para tal. Quando achou que estes estavam lubrificados o suficiente, levou-os até o orifício rosado. Renji quase pulou de susto com a invasão brusca, afinal, essa era a sua primeira vez desse jeito. E quem disse que o moreno ligava? Uma parte sádica nunca acessada parecia finalmente despertar dentro de Byakuya, que movimentava o dedo lá dentro, sentindo-o ser sugado para mais fundo. Imaginou como seria se fosse outra coisa lá... Seu próprio membro estava doendo, mas teria que esperar. Renji deu um gemido agoniado.

– O que foi? Já disse pra relaxar... – Fez o possível para parecer reconfortante.

– É que dói... – O outro fez um som abafado.

– Fica calmo... Eu vou te fazer se sentir melhor. – Pôs os últimos dedos e mexeu mais rápido, procurando por um ponto especial. Logo o alcançou. Renji jogou a cabeça para trás em um gemido mudo. Isso queria dizer que havia encontrado a sua próstata. Procurou atingir aquele ponto mais algumas vezes. O ruivo estava vermelho e ofegante, um pouco assustado também. Quem diria que era tão bom assim ficar por baixo? Bom, talvez nem fosse a posição. Talvez fosse a pessoa. Byakuya se posicionou em Renji e, com algum esforço e nenhuma culpa, colocou-se pela metade. Um grito de legítima dor foi ouvido. O suor escorria por todos os seus poros e o tenente ostentava uma expressão de pura aflição. Esperou o outro se acostumar, percebendo o erro que cometeu. Com mais esforço ainda e sendo constantemente repelido, entrou totalmente no outro. Mas, depois de algum tempo, até Byakuya Kuchiki se descontrolaria. Começou a se mover, devagar e com o mínimo possível de força. Seu cuidado, dessa vez, foi bastante eficaz.

– Taichou... – Byakuya estava concentrado nas expressões do outro e isso foi o suficiente para receber toda sua atenção. Ter sua posição no Gotei 13 gemida foi mais excitante do que deveria, mas, o problema não era esse. Não se sentiu confortável por estar com um homem em sua cama, abaixo de si, gemendo algo que não fosse seu nome. Afagou de leve a bochecha do outro.

– Eu quero que você... me chame pelo meu nome. Byakuya. – Sua voz saiu descompassada, ofegante, e, para sentir vontade de cometer suicídio cinco minutos depois, pedinte.

– Byakuya... – ele pronunciou com gosto. O capitão fechou os olhos para não fazer alguma coisa pela qual se arrependeria. Isso foi muito, muito, muito incendiário. Aumentou a força. Agora, os gemidos de ambos se tornaram mais constantes. Atingiu um ponto especial que fez o maior gemer mais alto. Estava claramente se esforçando para soltar as mãos presas, mas era inútil. O nó foi feito por Byakuya Kuchiki, afinal. Depois de atingir aquele ponto mais algumas vezes com a força e a distancia calculados, um orgasmo arrebatador veio até Renji, o que fez Byakuya derramar-se dentro do mesmo, levando ambos ao êxtase.

...

Byakuya saiu de Renji, jogando-se na cama. Uau. Nunca pensou que poderia se cansar tanto. Fez um esforço e, com seu jeitinho único, desfez o nó de forma rápida. Renji parecia organizar os pensamentos. Apenas as respirações ofegantes eram ouvidas. Sentiu vontade de sorrir de verdade, porém não o fez. Estava gostando de passar um tempo a mais com seu tenente, mas, não podia admitir. Pelo menos, não ainda. O silencio foi quebrado pela voz de Renji, mais rouca que o normal.

– Taichou... como foi? – Estava em primeiro lugar curioso e em segundo, temeroso. Vai que não foi o suficiente para satisfazer o homem que tanto amava... Sim, o amava. Mais que qualquer outra coisa...

– Bom. – Seus pensamentos foram interrompidos pela voz grave do Kuchiki. Felizmente, nada além da frieza habitual se encontrava ali.

– E sobre a minha proposta... O senhor prometeu não mentir. – lembrou o outro. Confiava plenamente na palavra do moreno e ainda sabia que este já havia pensado na resposta. Só tinha medo de que ele a ocultasse.

– Eu não vou. Eu não minto. – tentou não soar ofendido.

– E então? – Tinha receio do que viria a seguir. Vai que a resposta era...

– Sim. – respondeu de forma simples.

– Quê? – Renji perguntou, agora estava confuso.

– A resposta é sim.

{···}

Notas finais
O capítulo que conta a proposta será o próximo. Acho. Vamos fazer assim: mandem sugestões de músicas, porque as músicas romanticas da minha playlist estão acabando D: e eu não sei mais o que fazer com a songfic que eu PRECISO terminar, já que estou enrolando com estas inocentes almas que ainda leem as notas. Pobrezinhas. É, eu quero as reviews sim, afinal, é isso que eu como :v então, fantasmas, apareçam. Façam-me feliz ~existe autora mais sonhadora? ~tenho que parar de referir a mim mesma como autora :v eu também quero favoritos e recomendações e... tá, parei de mendigar :c Um beijo pra você que leu até aqui, ou que não leu, tudo bem, apenas espero que estejam gostando.