Insano Desastre

1 Ação e Reação


Notas iniciais
Nossa, eu escrevi esse negócio tantas vezes com um enredo sempre tão diferente que nem sei o que dizer. Finalmente saiu para quem disse que leria. Espero que esteja digno de seus comentários, acho que uma história precisa disso. Eu revisei com cuidado, mas, sempre tem um erro aqui, outro acolá. Se encontrarem erros, por favor, avisem-me, eu concerto assim que der.

Capítulo Um – Ação e Reação.

O Sol estava entrando pela janela e mirava exatamente em seus olhos. Certo, pode parecer frescura, mas realmente incomodava dormir com aquela forma de luz tão pura batendo em seu rosto. Sentou-se de supetão, arrependendo-se em seguida. A tontura repentina o fez fechar os olhos, como se isso pudesse amenizar algo. A sua cabeça doía de forma alucinante, mas estamos falando de Kuchiki taichou, ele podia aguentar. Percebeu que não estava em sua casa, muito menos em seu quarto. Isso por um breve momento soou quase desesperador. Respirou fundo e resolveu que primeiro deveria descobrir onde estava. Não foi muito difícil, para falar a verdade. A sua sala no 6° esquadrão era familiar demais para não perceber logo de cara.

As suas costas e pescoço estavam doloridos por ter passado a noite em um sofá nada apropriado para um homem com o seu tamanho. Mas, por que diabos dormiu ali mesmo, hein?

Ah...

Por Kami-Sama...

Por qualquer Deus que se disponibilizar...

Minha nossa... Não fez realmente tudo aquilo, fez?

As lembranças chegaram a sua mente como uma enxurrada, mais frescas do que o necessário. No dia anterior, havia combinado com Renji de sair para beber naquela noite mesmo. Não que fosse de beber. Nunca o fazia, na verdade. Porém, seu tenente insistiu tanto por um período de tempo tão longo que resolveu ceder. Afinal, uma única noite não iria lhe matar, certo? Pôs o kimono mais simples que encontrou (que por acaso era o uniforme de shinigami), livrando-se do sobretudo de capitão, das luvas, presilhas e cachecol. Não gostava nem um pouco da ideia de ser reconhecido como Kuchiki taichou. Ou Kuchiki Byakuya, que seria ainda pior. Pode parecer dramático, mas, acredite, seria o fim.

É, prosseguindo.

Estavam longe do Gotei 13, mais do que estava acostumado, porém, Renji parecia saber exatamente para onde estavam se encaminhando (se não soubesse...). Não pôde usar o shunpo, já que nem sabia para onde ir.

E essa poderia ser classificada como uma triste situação.

Depois de bons vinte minutos caminhando sem trocar palavras, apenas apreciando a noite, chegaram ao tal bar. Era como qualquer outro bar, mesas espalhadas pelo local e alguns bancos no balcão. O Abarai seguiu para uma mesa para chamar o garçom, sem esperar que o Kuchiki lhe acompanhasse. Mas, é claro, o moreno o fez. Minutos depois, os pedidos chegaram, nada muito grande ou elaborado. Veja bem, dizendo isso pensando nos padrões Kuchiki, quer dizer que estamos comparando pedras ao ouro. Eram apenas duas garrafas de saquê. Logicamente, se dependesse de Byakuya, um copo seria o suficiente pelos próximos cinquenta anos.

...

Estavam andando quase (ênfase gigante nesse quase, por favor) aos tropeços. Era uma situação tão ridiculamente patética que quase começa a gargalhar. Porém, ainda possuía um tantinho de orgulho e dignidade, o que lhe permitiu a consciência de não cometer mais esse disparate que seria adicionado à sua lista absurdamente grande para uma única noite. Havia bebido mais que um copo, com certeza. Mais do que uma garrafa, fala sério. Descobriu que gostava muito da sensação do álcool correndo por suas veias. Era deliciosamente excitante. É, não podia negar.
Sabia que se arrependeria da forma mais amarga pela manhã.

– Taichou, o senhor quer que eu lhe leve para a sua casa? – Byakuya piscou devagar, assimilando a ideia.

– É lógico que não, Renji. Rukia está em casa. – explicou como se fosse óbvio (e o era mesmo). Não queria que sua irmã (ou alguém) o visse assim.

– Para onde, então?

– Para o sexto esquadrão. – O outro assentiu de leve, pondo um dos braços finos do Kuchiki atrás de seu pescoço, dando apoio. Usou o shunpo e logo estavam em frente ao lugar destino. Destrancou por onde sabia que iria passar e levou Byakuya porta adentro, indo direto para a sala do capitão. O moreno soltou-se do aperto do outro. A verdade é que estava sentindo calor. Muito calor. Pôs as mãos finas no nó do kimono, o desfazendo. De forma ágil, abriu a parte de cima. Olhou para seu subordinado, que por sua vez estava com os olhos arregalados.

– Ta-taichou? – Renji chamou, gaguejando e se amaldiçoando por isso.

– O que há, Renji? – a pergunta de Byakuya soou muito inocente até mesmo para seus próprios ouvidos.

– O-o que o senhor tá fazendo?

– Está quente aqui.

– O senhor acha?

– Acho... – De repente, mãos estavam passando por todo o seu corpo e lábios cobriam os seus.

Que é?

Renji não aguentou ver um homem como o seu capitão ostentar uma aparência tão indefesa. Byakuya por sua vez estava assustado. Até pensou em usar algum golpe para fugir dali (estava quase sendo abusado/não resistindo às carícias), mas as mãos do Abarai passando por seus cabelos escuros, massageando o seu pescoço, outras partes... Enfim, elas estavam lhe tirando a concentração. Logo, ambos estavam com as roupas abertas de forma quase indecente na parte de cima. Renji tocou com o nariz o pescoço do outro, em um carinho tão singelo e ao mesmo tempo tão provocante...

O moreno gemeu. Ah, nem ele sabia que era tão sensível assim naquele ponto em especial. Apertou com força as mãos nas roupas do outro, tirando-as de seu caminho. Precisava sentir aquela pele morna e amorenada com as próprias mãos. Abriu as roupas do outro, apenas o suficiente para dar espaço para suas mãos senti-lo. Estudava a mudança de textura entre a pele lisa e as tatuagens sob suas palmas. Queria conhecer Renji por inteiro e não podia passar daquela noite, definitivamente.

– O que é, senhor?

– Hum?

– O que o senhor quer que eu faça? – Byakuya olhou de forma bem séria. Sabia que podia deixar seu olhar tão frio quanto uma pedra que passou uma noite ao relento. Tudo isso antes de puxá-lo para um beijo marcante cheio de algo que há muito era reprimido. Algo que há muito era desconhecido por Byakuya e que o fazia querer sumir, correr. Querer mais. Renji beijou o pescoço branco de Byakuya, apenas selinhos. Ah, era tão simples e ao mesmo tempo tão mais sexy e excitante do que qualquer outra coisa... Byakuya puxou o outro para mais perto, inconscientemente pressionando seu quadril contra o de Renji. Ambos gemeram quando sentiram aquele atrito maravilhoso e terrível ao mesmo tempo. Ora, veja, estavam desesperados por contato selvagem. Aquele pouco de movimento apenas atiçava seus instintos mais primordiais. Então, quando estavam se encaminhando para terreno tão horrivelmente perigoso que quase podia sentir... Renji parou. Simplesmente parou.

– O que é, Renji? Porque parou? – Um rubor subiu por suas bochechas após pronunciar tais palavras. Estava confuso, necessitado e curioso. O rosto de Renji expressava alguma coisa estranha que não combinava com o mesmo. O contato gostoso do corpo maior pressionando o seu foi bruscamente interrompido quando o ruivo levantou-se, já arrumando suas roupas. O rosto dele estava... arrependido? Não. Estava vazio.

– Eu não quero assim. Eu não posso assim.

– Assim como? O quê?

– Estou me aproveitando da sua fragilidade, taichou. Eu sou um maldito mesmo... Será estupro!

– Do que você está falando? – O moreno estava ficando incrivelmente irritado.

– Eu quero que o senhor se entregue a mim por vontade própria. Não quero que seja qualquer coisa. – Olhou ao redor, pesando suas palavras. – Em qualquer lugar. Não quero que seja como se eu pudesse ser substituído a qualquer momento por qualquer um. Muito menos por estar bêbado. Quero que o senhor saiba o que faz. Que queira. E, caso esse dia nunca chegue, quero viver minha vida sem arrependimentos. Por que eu te amo. Amo tanto... – A respiração cada vez mais descompassada, ele se afastou com pressa, assustado com a própria intensidade. Deu meia volta deixando a sala, um olhar vago estampado em seu rosto ao mesmo tempo em que a determinação adornava suas feições. Isso é tão estranho... O moreno sentiu vontade de gritar que isso nunca acontecerá. Que nunca faria algo do tipo. Mas, veja bem, Byakuya Kuchiki não era hipócrita. Não mentia. Deitou-se no sofá, a cabeça cheia de pensamentos insanos e estúpidos, como os dedos de Renji passando por seus cabelos. Fechou os olhos, batendo-se mentalmente. Esperaria até o dia seguinte. Aí veria o que fazer.

...

Byakuya sentou-se como um ser humano decente. Colunas retas e pernas no chão. Com um movimento lento e hesitante, tocou os cabelos. E então, o movimento tornou-se desesperado, combinando com seu estado de espírito deprimente. Céus, desde quando esse tipo de coisa acontece? Desde quando Renji tem o direito de ser o racional do esquadrão? O que fez? Por que fez!? Pergunto-me o porquê.

{···}

Notas finais
Não rolou lemon, fala sério. Eu nunca escrevi lemon, então tenham paciência que essa fanfic ainda vai durar. Pouco, mas vai. Espero que tenham gostado, sem previsão para o próximo capítulo. Acho que postarei ainda esse mês, vou tentar agilizar as coisas por aqui. Um beijo, povo. Reviews?