Insanidade
3 Zona de morte
Notas iniciais
Lembrei me bem deste nome, "FENRIR". Um ser da mitologia nórdica, um lobo estranho que foi banido ou algo assim.Era muita carga pra minha mente.
Ao mesmo tempo que esses pensamentos vieram, uma espécie de luz ou tocha surgiu na caverna, pude ouvir sons e gemidos, e Andreww estava em silêncio. Até que vi algo , um vulto ali, e os olhos de Andreww ficaram notavelmente amarelos. — Pronto Alan, agora você caiu nesse truque- disse Andreww de forma maliciosa, sua voz estava seca, mas grave ao mesmo tempo. -Oque está dizendo ?- disse com uma grande desconfiança. — Mas oque Alan, você ficará comigo PARA SEMPRE!- disse Andreww, de uma forma assustadora.A esta altura nada fazia mais sentido, até que Andreww disse — Vo-Você... me ... en-ga-ganou...- disse como se uma faca entrasse em seu estômago.
Eu achei estranho demais, e dei uns 5 ou 6 passos para trás, aquela montanha era ingrime e escorregadia, cheia de pedras pontudas, que facilmente perfurariam um corpo humano. Durante esse meio tempo, percebi que os olhos de Andreww oscilavam do amarelo para o verde( sua cor de olho normal)
Ele começou a gritar com ele mesmo, diversas palavras que eu não entendia, mas parecia um finlandês bêbado, ele começou a girar , até que por algum motivo, gritei — FENRIR !!- gritei alto e foi algo tão irracional. -Hum, você não é igual aos outros- disse uma voz da caverna. Andreww desmaiou, e acordou uns 3 ou 4 minutos depois.
Ele ficou desnorteado, e disse — Alan... você ...sabe... oque ... aconteceu?- respirei e disse — NÃO... eu não entendi NADA, você estava gritando Fenrir, e do nada endoidou...- disse de forma rude e dura. Ele levantou, respirou fundo, fechou os olhos forte, parecia estar tonto,e estava suando muito, encostou as costas na parede da montanha, ao lado da "porta' da caverna, encurvou- se apoiando a mão no joelho.Ele ficou uns 2 ou 3 minutos assim, e o tempo passava tão rápido.
–Ele... ele me possuiu, ele entrou no meu corpo, para testar você...- disse Andreww de forma cansada. Minhas sobrancelhas franziram — Como assim? porque me testar?- perguntei. — Ele não aceita fracos, loucos, ou humanos normais, ele só aceita seres diferentes- disse Andreww já recuperado.Não entendi o que ele disse, na verdade não entendi nada desde a manhã passada, mas eu decidi me aprofundar, já aconteceram tantas loucuras mesmo.
Eu me apoiei na parede da montanha do lado de Andreww, coloquei minha mão no queixo, e fiquei pensando em várias coisas, mas ao mesmo tempo em nada.Passaram-se 5 minutos, e Andreww levantou e me puxou — Agora vamos Alan...- disse ele, eu fiquei em silêncio, e andamos na caverna.
Passaram-se minutos, eu nem consegui ver a hora no celular pois ele simplesmente descarregou. Olhei para trás e nem vi a saída da caverna , ela estava cheia de estalactites no alto, e sempre sentia que alguma iria cair em mim. Andamos mais e Andreww começou a perguntar. — Acredita em reencarnação?- disse ele, — Acho que não- respondi grosseiramente.
Andamos mais e ele perguntou, — Acredita que existem diversos deuses ou um só?- perguntou como se isso fosse importante para ele, — Nem sei mais no que acredito...- disse , mesmo tendo dito que não acreditava em reencarnação, eu anda tinha duvidas, com aquele dia estranho, nem sabia mais oque era real ou não.
Andamos mais e ouvi um estrondo, e senti algo passando atrás de mim, ele parecia andar no teto da caverna, se pendurando pelas estalactites, não vi mas senti, como se estivesse se aproximando, ou nos rodeando para intimidar. — Alan, não sei se agora posso te mostrar a verdade, mas, posso te dar uma dica, pois até chegarmos lá...- disse Andreww, de uma forma estranha, como se fosse demorar séculos e como se ele não pudesse contar. — Ok quero sua dica- disse quase que de forma sarcástica, — Ok vamos lá- disse Andreww.
– Bom, primeira dica : você é importante demais para mim, e por sua causa, me injustiçaram- eu não tive nenhuma reação, — Segunda dica: ninguém descobriu a verdade, ou melhor, descobriram, mas não perceberam- também não tive reação. — Terceira e última dica: nem todas as pessoas deste mundo, são mesmo seres humanos...-, desta vez eu gelei, arregalei os olhos, ia dizer algo até que uma estalactite cai do meu lado, — MAS QUE MERDA!!- gritei, Andreww no mesmo segundo, fez um sinal como se fosse para fazer silêncio, ou que eu não deveria ter gritado, e logo descobri o motivo de sua "euforia"
Algo pior do que tudo que eu vi hoje, algo que poderia custar vidas.
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