Notas iniciais
Esse capitulo provavelmente é o maior de todos, e TALVEZ o final desse "arco", espero que gostem ^^

Quando virei o rosto, vi uma espécie de ser ou monstro, era como um macaco, de longos braços, mas pernas curtas, não vi a cor pois a escuridão era muito densa, apenas seus gigantes olhos brancos podiam ser vistos.

– Cace...- Andreww gritou, até o chão rachar devido ao peso do monstro.

–Andreeeeeeeeeeeww!!! — gritei, esta foi a última vez que vi meu irmão.A ultima vez que vi alguém.Corri para uma saída, o tal ser me seguia, e jogava estalactites em mim, até que eu pulei para a saída, rochas tamparam lá, mas mal eu sabia que o inferno só iria começar.

– Andreww!!- gritei, chamei ele inúmeras vezes, até que agachei e comecei a chorar, de tristeza,solidão, medo , ansiedade . Fechei os olhos e dormi, e quando acordei, bom , ai a realidade começou.

–Sonhei com isso novamente- disse. Levantei da minha cama de palha, e pensei, sou Alan sim, tenho 15 anos ainda, isso aconteceu há um ano, "um anos, passa tão rápido"

Andei e encontrei os 3 E.S.P ( E.S.P são seres humanos com mutações genéticas que faziam desenvolver poderes psíquicos, mas causavam mutações com : mudanças na cor do cabelo, chifres e sangue com coloração distinta e perda de memória).

Eram três crianças, uma garotinha de 7 ou 8 anos, com cabelos verdes, um menininho de 5 anos com cabelos brancos , e uma garotinha de 9 ou 10 anos de cabelos roxos.

– Vamos tio Alan!- disse Aisha, a menina de cabelos verdes.

–Vamos logo, a comida vai esfriar- disse Anna, a menina de cabelos roxos

– Vem pápá- disse Andrew o menino de cabelos brancos.

– Não é pápá Andrew, é tio Alan!- disse Aisha, de forma autoritária.

Chegamos no "abrigo", um local que, após o ataque do Manky, o apelido que dei para o monstro, fugi e estou há 1 ano, lá encontrei essas 3 crianças, mas não só elas, um jovem de 20 anos, moreno e de pele parda, com olhos verdes. Seu nome era Arthur Sousa Henriq. Lembro-me bem de quando nos encontramos.

(...)

– Mas que MERDA Andreww!! — dizia com frieza.

– Você só me abandona- reclamei. A cada passo que dava , sentia mais raiva e ficava mais confuso, a cada passo , parecia que o chão cairia, e eu tinha fraturado minha coxa, e estava mancando. Com o tempo, consegui ver uma estranha porta, vermelha, era meio pequena, eu entrei nela, e logo ela sumiu, e o que vi lá era algo completamente insano, uma floresta, escura e sombria, mas o céu era branco, e todo o resto, preto. Andei tanto, que perdi a noção de tempo, era algo amedrontador.

Quando já havia andado por um longo percurso, vi de longe uma casa na árvore, era grande e bem estruturada mas era impossível subir.

–Alguéééém- gritei, logo pensei que não haveria ninguém lá, pois aquele lugar parecia, ou até era o limbo ou algo assim.

– Pápá- gritou uma voz infantil ( era Andrew mas na época não tinha nome ) era um menininho de 3 ou 4 anos, de cabelos brancos, e com olhos amarelos, ele usava uma camiseta laranja e uma calça branca, e possuía pele escura.

– Calado!!- gritou uma voz de um homem adulto ( era Arthur).

– EEI EEEU SEI QUE TEM ALGUÉÉM AII!!- gritei puxando as vogais.

– Droga... quem é você- disse o jovem.

– Sou Alan, que lugar é este? pode me dizer?- disse , como se exigisse respostas. Mas ele me ignorou.

– Como você e eu viemos para aqui? ALIÁS ... ONDE É "AQUI"- disse de forma esnobe.

– Humph!- ele olhou para baixo, reprovando meu tom.

–Olha, eu não acho você digno de morar aqui, e por sinal, aqui é o limbo- disse ele, como uma mãe fala com um filho desobediente.

– Eu tenho comida!!- disse como se quisesse subornar.

– O que você tem ai?- perguntou olhando para baixo.

– Cheeseburgers, salgadinhos, sanduíches, refrigerantes, chocolates e vários doces, mas podem ter estragado- disse como se estivesse negociando algo super importante, mas era mesmo.

– Não , aqui nada morre, nada estraga, aqui é o Limbo, o tempo não passa- disse ele — e me dê esta comida- disse friamente.

– sim pode pegar — disse com esperanças de que ele me permitisse ficar lá. Ele pegou a comida e consegui ouvir gritos de alegria de crianças.

– Agora posso entrar? — disse ainda com esperança.

– Não... fique ai por um tempo, e depois pode entrar- disse ele com cara de sério.

– Vo.. Você não pode fazer isso — disse com um imenso ar esnobe.

– Posso sim , e estou fazendo- disse ele até entrar na casa fechar a porta.

– SEU TRAPACEIRO !- gritei.

Muito ou pouco tempo depois, o suficiente para me deixar com fome.

– Heey, você disse que aqui o tempo não passa, mas to com fome!- disse cobrando respostas.

– Sei disso meu caro — respondeu grosseiramente.

– Posso entrar por favor, vi que ai tem crianças, e um me chamou de pápá então é destino não é — disse.

– Aqui não existe destino... — respondeu e entrou na casa.

Minhas esperanças acabaram, até que ele apertou um botão, e uma escada desceu, eu subi e ele estava lá com 3 crianças estranhas.

– Pode responder umas perguntinhas por favor? — disse.

– Aqui eu faço as perguntas...- disse ele.Eu decidi ficar quieto.

Por alguma razão , lá o tempo passou, eu senti, e logo o céu branco ficou cinza, e considerei aquilo "noite". Todos foram dormir, e eu resolvi ficar na espécie de varanda da casinha, fiquei pensando como uma casa na árvore podia ser tão grande, ela era do tamanho de uma sala de aula média, e possuía camas de palha, para cada criança.

Quando fiquei lá fora, olhando para aquele céu cinza, sem luz, pensei se aquilo era mesmo real, se eu estava vivo , se aquilo era mesmo o Limbo. Lembrei do Andreww, e comecei a chorar.

– Droga Andreww, você mal aparece e já some...- disse chorando de soluçar, o cara, apareceu bem sem jeito.

–Olha, me desculpa agir deste jeito, é que tudo esta tão louco, a propósito meu nome é Arthur Sousa Henriq — disse ele com um tom de arrependimento.

– Espera, você é aquele cantor, eu era ou sou seu fã!- disse deixando o pranto para trás.

– Sim eu mesmo — respondeu ele.

– Mas como veio parar aqui? você tinha desparecido mesmo não é?- perguntei curioso .

– Sim, longa história, na verdade eu te darei respostas, mas pode me responder uma única pergunta, que depois respondo todas que quiser — disse ele empolgado e eufórico.

– Hum OK- respondi gentilmente.

– Quem é Andreww? — disse ele. Na hora Arregalei os olhos e levei um pequeno susto.

– Você ouviu né?! — falei.

– S- sim — disse ele gaguejando de forma inesperada.

– Era um irmão de criação, que sumiu e reapareceu hoje, ou não sei quando , mas ele sumiu no mesmo dia — respondi.

– Me desculpe- disse ele.

– Não importa mais — respondi de forma gentil.

– Pode fazer suas perguntas — disse ele.

– Ok, primeiro, posso te abraças é que sou seu fã e tals — disse com receio de ter uma má reação.

– Haha, ótimo — disse ele rapidamente ate me abraçar forte, me senti tímido.

Ficamos 5 minutos abraçados, e isso foi o suficiente para criar uma relação.

– Ótimo agora pergunte mais coisas — falou com um sorriso no rosto.

Minha mente estava tão embolada, que perguntas fazia primeiro? Que lugar é esse, como vocês vieram aqui, por que estamos aqui, o que é aquele bicho lá fora, por que essas crianças são tão diferentes, o que é tudo isso, como saímos daqui, por que lá fora não tem tempo mas aqui tem. Lembro bem deste dia , o dia que tive respostas.

Notas finais
Sim tudo que houve era um sonho dele, ou melhor uma lembrança, e ele vive no limbo com 3 crianças e 1 cara, e e ele estava lembrando de quando chegou no limbo após ocorrido dos outros capítulos , espero que gostem *---* e no próximo capítulo a continuação da lembrança de Alan e as respostas de tudo