Insane
2 Sorrisos Sinceros
Notas iniciais
Resolvi postar mais um hoje :)
Era o primeiro dia livre dela e a primeira pessoa que ela notou era Carlos, sentado em um banco e lendo um livro -Oi- ela sorriu para ele. Somente Carlos via Kathe ao seu lado e ela estava com ódio.- Meu nome é Caroline Russell. E o seu. -Carlos- ele disse concentrado no livro. Ela enrolava os cachos ruivos no dedo e com a outra mão puxou o livro da mão de Carlos o fechando -Fala sério, eu perdi a página- ele bufou e ela virou os olhos. -Eu gostei de você. Então preste atenção em mim ou eu jogo isso na minha privada. Ele olhou para ela e ela sorriu -Bem melhor- Caroline se sentou do lado dele.- Então, o que alguém com um rostinho de anjo faz aqui? -Eu era enfermeiro aqui. E guarda do corredor. Me apaixonei por uma garota e ela morreu. Eu fui falar com o dono daqui, ele me desprezou e eu matei ele. Para ele me levar mais a sério, talvez- Carlos disse com naturalidade e frieza. -Que interessante... Então, quando vai me beijar?- ela se aproximou de Carlos mas voou do outro lado do jardim nos fundos do prédio. Ele olhou assustado e Kathe estava do lado dele, com mais ódio que ele já pode ver. "É melhor ela se afastar" Kathe sorriu e sua voz acalmou Carlos. Ele pegou o livro caído no chão e voltou para seu quarto. Ligou a luz, colocou música para tocar e relaxou um pouco com With Arms Wide Open do Creed tocando repetidamente. Katherine o observava do lado dele. Ela tinha um sorriso feliz no rosto. Carlos se levantou para trocar de música e Katherine apareceu na frente dele -Kathe, não me faça passar pelo meio de você de novo- ele riu e ela ficou perto dele. Ela o beijou. Ele sentia seus lábios mas aquilo não era real. Ela desapareceu e Carlos voltou a solidão de seu quarto, com suas 400 músicas salvas em um pen drive e as pilhas enormes de livros que seu pai havia trazido. Carlos queria sair de lá. Ele queria ficar livre e tentava entender que o amor de sua vida era uma ilusão. Ela não existia mais e ele insistia em vê-la. Ficava de noite e Carlos sentia sono. Dr. Andrews Jr. entrou no quarto dele e se encostou na parede -O menino rebelde jogou a Caroline longe dele? -Não fui eu. Nem toquei nela. Te juro- Carlos disse sério e Chris riu. -Por favor, não estou aqui para piadas. Vai dizer que o fantasma da sua namorada fez isso. Ou que a Caroline criou asas e voou? Sabe, você deveria ser comediante. -Eu não fiz nada, seu viado- ele o olhou com raiva. -Então, agredir uma adolescente e ser mau educado... Juntando com o seu tempo normal, tem uma hora na minha cadeira hoje. E eu adoraria poder controlar a maquina- Chris Andrews queria fazer Carlos sofrer pela morte de seu pai, então dava choques no Carlos, mesmo sabendo que era desnecessário. Carlos andou para a sala que o fazia lembrar de Kathe todos os dias e do sofrimento dela. Hoje foi diferente. No corredor, Kathe o acompanhava e falava -Tudo bem, Carlitos. Eu vou tirar eles do seu caminho. Você vai ficar livre. Ele se sentiu aliviado com isso. Kathe sempre tinha os melhores planos e ele sabia que ela não iria o desapontar. Carlos sentou na cadeira e Chris fechou as travas, com um olhar um tanto prazeroso -Está pronto? Espero que não... Carlos sentia as correntes elétricas por seu corpo, fechou os olhos e pensou nas duas semanas com Kathe. Havia muitas coisas entre os dois. Aquele quarto era onde ele lembrava de todo o tempo com ela. As conversas, risos, abraços, carinhos e tudo além que havia acontecido em tão pouco tempo. Cada choque o fazia reviver uma lembrança que dava felicidade de saber que ele já sorriu de verdade por alguém de verdade e tristeza por saber que nunca mais iria voltar. No momento, ele pensava no primeiro beijo deles. Kathe chorava e dizia que não pertencia ali. Carlos a abraçou forte e a disse algo para sorrir -Eu não conheceria você, pequena... Kathe parou de chorar e limpou as lágrimas. Carlos passou a mão em seu rosto e a puxou lentamente para dar um selinho. Logo sua língua pediu passagem e o beijo ficou mais sério e mais intenso. Um tempo depois, Carlos olhou pela minúscula janela e viu que escurecia. Embaixo das cobertas, Kathe dormia com um sorriso. Carlos se levantou, vestiu suas roupas e saiu, dando o típico beijo de boa noite. Naquele dia não a levaram para o subsolo porque tentavam diminuir a frequência com que isso acontecia.
Então, naquela cadeira de tortura, Carlos conseguiu sorrir em paz, pensando que em meio à um inferno construído no século XIX, ele havia feito Kathe sorrir por um motivo não sombrio. Ele relaxou o resto da sessão e sentia Kathe segurando sua mão. Quando a soltou, ele abriu os olhos e Kathe estava do lado de Chris, apertando seu pescoço. Ele estava roxo no chão, tentando respirar e ela estourou os fios da caixa de controle, os tocando no alto da cabeça do Chris. Ela soltou Carlos e ele correu para seu dormitório. Kathe chegou em seguida e sorria friamente -Um eliminado. Carlos sorriu e dormiu em paz naquela noite. As ameaças se pelo menos uma pessoa haviam terminado.
Notas finais
Tchau Chris.
Fale com o autor