Notas iniciais
Hihu ^-^
Carlos acordou com a luz do sol em seu rosto. Ele se levantou sorrindo e foi até o corredor, onde estava um policial alto e moreno. Todos prestavam atenção em um quarto. O de Caroline. Ela estava morta. Com cortes em seu pescoço e rosto. E ao seu lado, estava escrito "fique longe dele" com seu sangue.

O policial veio até Carlos e Kathe apareceu. "Ele é o Ryan. Ele me trouxe aqui"

Carlos o olhou tentando disfarçar o ódio com a gratidão por ter feito eles se conhecerem

-Oi. Meu nome é Ryan e eu queria saber se você viu uma coisa.

-Carlos Pena. E não vi nada.

Nessa hora, uma enfermeira chegou correndo e gritando. Estava pálida e foi parada por um dos caras altos que ficava de guarda

-O que foi?

-Sr. Andrews Jr. está morto na sala no subsolo.

Ryan foi atras deles e todos os internos foram ordenados a voltarem aos seus quartos. Carlos estava branco e Kathe chegou

-Você fez aquilo com a Caroline?- ele disse.

-Sim. Ela mereceu. Ficou tentando te tirar de mim. Mas ela não conseguiu. Pronto. Acabou minha preocupação. E ninguém vai descobrir que estava com o Chris na hora que ele morreu.

-E se descobrirem?

-Você não fez nada. Curto-circuito, estourou o fio, ele levou um choque por acidente. E da Caroline... fique tranquilo. Aquela mensagem e os cortes fazem parecer que foi ela mesma. Fora que não tem digitais ali a não ser as dela própria. E ela tem histórico por tentar suicídio.

-Kathe, isso vai dar errado.

-Confie em mim. Só isso.

Ela sumiu e Carlos ficou em choque. Caroline e Chris na mesma noite... Ele pensava nisso e Ryan entrou em seu quarto

-O que sabe sobre a morte de Chris? Você foi o último a estar com ele. O que você fez?

-Nada. Eu estava em uma de minhas sessões e um botão não funcionava. Chris tentou fazer ele voltar a normal e a caixa soltou faíscas, depois de estourar os fios e Chris havia levado um choque, então caiu no chão, perto dos fios e foi eletrocutado. Eu saí nessa hora.

-Sim... Dois enfermeiros viram uma garota loira sair da sala com você. O que me diz sobre isso?

-Ela está m...- ele ia dizer morta mas iam pensar que é maluco e o deixar ali por mais tempo.

-Ela era a próxima. Estava esperando- mudei. Era bem melhor essa explicação.

-Tem certeza de que não foi ela?

-Sim. Ela estava parada, no canto dela sem fazer nada. E eu estava preso na cadeira. Não teria como ser um de nós.

-Se estava preso, como fugiu da sala?

-Kathe me ajudou a sair.

-Um minuto- Ryan levou a mão no queixo.- Katherine? Loira? Matou um colega de sala porque ele irritava ela?

-S-sim...

-Ela está morta faz cinco anos. Como poderia estar ali?

-Talvez esteja falando de outra Kathe. Ela é minha namorada. Não está morta.

-Ok. Vou procurar saber mais sobre isso. E caso esteja mentindo, sabe que ficará mais tempo aqui.

Ryan saiu desconfiado do quarto e Carlos bufou com um alívio estranho. Kathe voltou e ficaram sentados lado a lado

-Por que não matou ele de uma vez?

-Iriam perceber um idiota a menos atrapalhando- Carlos respondeu a Kathe sem pensar a fazendo rir.

-Você precisa fugir desse lugar.

-Como te viram? Você não é real. Digo, viva.

-Me distraí e acabei ficando visível para outras pessoas também. Uma pequena falha. Acontece o tempo todo.

-Pequena? Isso pode complicar tudo para nós. Eu preciso sair daqui mesmo.

-Então vamos. Precisamos de um jeito para passar pelos guardas na entrada.

-Isso é fácil.

Carlos explicou o plano um tanto engenhoso para ela.

Desceram juntos e na porta, ela foi sozinha perto dos seguranças. Era uma porta automática, então Kathe chegou perto e ela abriu. Os dois homens se olharam e ela se afastou fazendo-a fechar. Ela repetiu isso várias vezes e os dois homens começavam a se afastar quando ela se tornou visível para eles, que correram.

Carlos saiu e acompanhou Kathe

-Pegue a pá- ela disse e Carlos obedeceu como sempre.

-Onde vai?

-Me siga. Somente isso.

Eles andaram para os fundos do prédio e tinha um cara no chão

-Cava um buraco e coloca ele dentro? Por favor- ela sorriu. Carlos se rendeu a seu pedido e fez isso com pressa de sair dali.

-Sabe Kathe. Eu queria sair mesmo. Ver meus amigos antigos, meus pais, lugares que eu gosto.

-Então fuja. Sai antes que alguém perceba que você não está.

Carlos concordou e sorriu

-Obrigado pela ajuda, Kathe. Se precisar, estarei no Holly's. Sabe onde é?

-Sim. Eu adorava lá.

-E quais são os seus planos?

-Me ver. Ficarei lá e talvez assuste algum visitante- ela disse rindo e ele assentiu. Andou para a cidade e entrou no Holly's, o melhor restaurante em Cleveland. Aquele lugar trazia todas suas memórias de antes do st. Meredith de volta e ele sorriu, se sentando em uma mesa

-Carlos?- dois caras chegaram perto e ele os reconheceu. Seu pai e seu irmão.

-Oi Antônio- ele disse e deram um aperto de mão sorrindo.- Pai- Carlos bufou. Seu pai nunca havia o perdoado pelo motivo de ele estar em uma clinica para assassinos que não tem a mínima noção do que fazem.

-Achei que ainda estivesse preso.

-Internado. E eu tenho um dia livre. Para tentar conviver em publico com pessoas normais sem matar ninguém.

-E conseguiu se controlar por quanto tempo?

-Desde que saí de lá. Mas continue falando comigo assim que eu paro de me comportar como alguém normal- Carlos deu um sorriso frio e Antônio o afastou um pouco.

-Carlitos, para com isso- ele era seu irmãozinho e sempre o chamou de Carlitos.- O papai ainda sente sua falta. Mas não assume. Fica numa boa hoje e quem sabe eles te liberam.

-Eu fugi- Carlos riu e Antônio o olhou chocado.- Acha mesmo que vão deixar um cara sair do lugar onde todos odeiam ele. E se eu não tivesse fugido, ficaria lá o resto da vida.

-Então você vai ficar se escondendo das pessoas a procura de você?

-Não. Vou voltar hoje de noite. E fala para o papai não se preocupar. Odeio ele um pouco menos.

-Vai voltar mesmo?

-Sim. Tenho alguém à minha espera lá. Se é que me entende.

-Entendo. Carlos, precisamos conversar muito que tal se eu levasse papai para casa e voltasse aqui?

-Uma boa. Eu te espero, ok?

-Aham. Já volto.

Antônio saiu e Carlos ficou em sua mesa, observando as pessoas. Ele lembrava de ter visto a maioria dessas pessoas ali e alguns o cumprimentavam.

Antônio voltou e eles ficaram falando sobre como estavam as coisas foram do st. Meredith e dentro.

Notas finais
Dois vida loka