Insane
1 Prologue
Notas iniciais
Pois é, guys, aqui estou eu... de novo. eowieoweiw
Não vou abandonar as outras fics, calm your tits.
Enfim, essa é mais experimental, então mandem reviews com suas respectivas opiniões, por favor. eowieow
Eu sou o tipo de pessoa que tem uma enorme dificuldade em atrair coisas boas. Sempre fui.
Bom, pelo menos não é proposital.
De qualquer forma, talvez seja melhor assim, ou é isso que eu tento pensar para não entrar em depressão.
Mas, por algum motivo totalmente desconhecido, eu comecei a atrair coisas boas.
Atenção, eu disse "coisas boas" e não "coisas perfeitas". As coisas perfeitas demais nunca me agradaram.
Agora, deixe-me começar pelo ponto certo, do início...
Lá estava eu, andando da forma mais patética possível num dos corredores da não tão renomada Huntington Beach High School. A mesma bermuda larga de basquete, a mesma meia fluorescente e o mesmo kimono laranja. Ah, sem falar no cabelo drasticamente descolorido e arrepiado, juntamente com a barbixa e os óculos que eu, sinceramente, achava pequeno demais, e que mais atrapalhavam a visão do que ajudavam.
Não me olhe desse jeito, não ria, eu sempre gostei do excêntrico, do estranho, do fora do comum.
Talvez isso tenha me feito olhar pra ela.
Não, na verdade, o que me fez olhar pra ela foi o esbarrão que ela me deu, somado com a falta de educação, já que ela não pedira desculpas e muito menos olhara pra mim.
Aquela coisa pequena — pequena não, minúscula — esbarrou em mim, chamando a atenção e depois só... continuou a andar, me deixando parado por algum tempo, vendo-a se afastar.
De costas, poderia ser facilmente confundida com um garoto; a não ser pelo cabelo excêntrico, curto e tingido de azul e que eu tinha certeza de que tinham duas pontas maiores na frente, moldando o rosto. Apesar de liso, era meio volumoso e eu podia jurar ter visto vestígios de comida ali no meio.
Ela vestia uma blusa cinza puída e enorme. Tão grande que a manga — que deveria ficar pouco depois dos ombros -, beirava os cotovelos, e o final dela batia em seu joelho; também usava uma calça escura por baixo e um tênis surrado.
Estava com as mãos agarradas fielmente na alça de uma bolsa transversal e parecia perdida, desnorteada. Mas eu sabia que ela não era nova ali, conhecia seu rosto pequeno e pálido de algum lugar, tinha certeza disso.
Balancei a cabeça negativamente, como para afastar minha atenção dela e voltei a andar.
Sorri quando vi um grupo de crianças do fundamental andando pelo corredor, acompanhados de três professoras.
Algumas crianças já faziam bico pra mim. Digamos que eu era conhecido entre elas.
Me pus na ponta dos pés, levantei os braços e emiti sons que deveriam parecer fantasmagóricos. Eu já esperava, daqui a pouco alguns pirralhos remelentos estariam praticamente chorando.
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