Inoffensive Mystery
1 One day like anyone.
Um sedã preto estacionou em frente à Hayden School, a única escola de Lowland. Seth abriu a porta, deixando sua mãe a espera de um beijo de despedida como ele sempre fazia. Ele era realmente, um garoto muito carinhoso, mas seu jeito mudou drasticamente com o passar de alguns tempos.
Sua mãe segurou seu braço; e o olhou com mágoa.
– Boa aula, filho! — disse, mas ele deu de ombros, e por mais que tentasse soltar-se ele não obtivera sucesso.
– Se quer realmente que eu tenha uma boa aula, solte-me, chegarei atrasado. — as palavras saíram voando, então abaixou a cabeça.
– Escute, se está assim por aquilo; foi um erro, eu amo você e seu pai, não ouse duvidar, e aquilo não se repetirá. — afirmou.
– Nos ama tanto, não é? Então por que nos traiu? — virou-se e olhou nos olhos, com seu olhar decidido. Ele esperava uma resposta, mas não a obtivera. — Foi o que eu pensei. — conseguiu tirar seu braço das mãos de sua mãe, tirou o cinto de segurança, saiu do carro e andou em direção à porta de entrada da Escola.
Sua mãe continuou olhando-o até o mesmo sumir de suas vistas, por fim pode girar a chave e partir.
Seth colocou as mãos nos bolsos das calças, ele fazia o segundo ano do Ensino Médio, até um ano atrás, ele podia se considerar um aluno prodígio, que você podia investir em uma boa educação. Era o orgulho de seu pai, que não se importava em falar a todos sobre seu filho ser o mestre dos estudos.
Mas as coisas pioraram após receber uma carta anônima em que constava apenas um endereço, curioso ele seguiu até esse endereço e abismou-se com o que viu.
Sua mãe, e seu professor de Química, em uma relação muito intima. A partir daí, ele rebelou-se completamente e partiu para um lado que muitos jovens optam após ver algo assim. Suas notas regrediram, seu comportamento se tornou rebelde, e ele partiu para um lado seu o qual seus pais não conseguiam reconhecer.
***
Helena elevou o copo de café a sua boca; enquanto lia as notícias do jornal ao seu marido.
– Um jovem sofreu três facadas ontem à noite em uma discussão no Bar. — Helena disse, ficando horrorizada a cada palavra.
Ela era uma bem sucedida nutricionista, já o seu marido, era um importante advogado por aquelas regiões. Ele sempre era contratado para casos mais avançados e que advogados iniciantes muitas vezes não eram capazes de seguir em frente.
– Continue. — Roger disse, era incrível como ele conseguia processar qualquer tragédia, sem que algo o tocasse.
Então escutaram passos de tênis vindos da escada, logo cessaram com as notícias ruins.
– Ainda continuam com esse hábito? Por que diabos vocês leem essas coisas logo pela manhã? — Courtney disse andando em direção a geladeira e apanhando uma garrafinha com sucos naturais que Rose a empregada, deixava prontos.
– Bom dia para você também. — Helena disse sarcástica dobrando o jornal e o guardando em uma gaveta enorme onde havia muitos outros. — Está pronta querida?
– Sim. — ela disse pegando sua bolsa de ombro que estava pendurada no trinco da porta que dava para a garagem e andou até o portão da frente.
Helena entrou no carro e colocou seu cinto de segurança, Courtney entrou e sentou-se no banco do carona fazendo o mesmo.
***
Heather andava apressada pelas ruas, quase correndo, mas não o fez, ela chegaria toda suada, e fedida. Ela amava passar por aquelas bandas, onde era uma rua inteira com uma parede gigantesca em grafite. Normalmente ela pararia para admirar aquilo como sempre fazia pela manhã.
Mas ela estava muito mais muito atrasada... sua aula já havia começado a vinte minutos e sabia que iria ficar trancada na sala da diretora escutando um sermão sobre comprometimento dado pelo orientador pedagógico, até a próxima aula começar.
Ao avistar o prédio velho e empoeirado da Escola, tratou em andar mais rápido. O monitor o olhou com aquele olhar de " Pronta para um sermão? ".
– Espero que tenha uma desculpa Stra. Lawson. — ele disse com às mãos atrás.
– Vamos pular a desculpa e ir logo para o sermão. — disse cabisbaixa, ela gostava de conversar com o monitor da Escola, ele sempre dava melhor conselhos, ela achava que ele devia substituir o lugar do orientador pedagógico.
– Sermão? — ele balançou a cabeça negativamente. — Você tem muitos atrasos, terá de assinar uma advertência, por favor, comunique seus pais Stra. Lawson. — disse em um tom severo.
Ele fez um gesto para que ela o seguisse, entraram na secretária da escola e ela teve que assinar sua segunda ou terceira advertência no ano.
– Pode subir, e da próxima vez, esteja aqui ou será suspensão ou uma detenção.
Como uma condenada, ou um judeu indo em direção aos campos de concentração ela subiu as escadas, foi até o seu armário destrancou o com a combinação e apanhou os materiais precisos.
***
O Sr. Archibald levantou-se de sua mesa e passou recolhendo as folhas que haviam sido entregues.
Por mais que tentasse mostrar um comportamento rebelde rebaixando suas notas, Seth não conseguia sequer errar uma questão.
Heather abriu a porta velha de madeira, que soltou um rangido de madeira velha no assoalho, todos prenderam sua atenção para ela que sentiu suas bochechas corarem.
– Atrasada! — o professor disse, como se ela não soubesse. — Pegue e responda, dez minutos, isso é, se leu o livro que passei. — disse com um ar de deboche.
Ela recolheu a folha e pegou uma cadeira ao fundo da sala.
– Muito bem. — ele bateu palmas, fora só se virar e os alunos começavam a conversar. — Como presente para esse final de semana, eu quero que vocês escrevam um texto crítico, não essas bobagens que vocês costumavam escrever, quero algo poético, e ao mesmo tempo crítico com sua opinião acerca do enredo desse livro. — ele deu umas palmadinhas no livro de estava sobre sua mão do qual saiu muita poeira.
Paul ergueu a mão.
– Sim, fale, Paul. — disse apoiando suas mãos na mesa de madeira.
– Quantas páginas? — perguntou.
– Cinco páginas, para a próxima aula. — soltou um sorriso amarelado, virou-se para o quadro a giz e começou a apaga-lo. — Cadernos por favor. — e automaticamente os alunos puseram cadernos ou fichários na mesa e começaram a anotar seja lá o que o professor murmurava.
***
A delegacia morgada como sempre, deixava os funcionários cada vez mais entediados com sua função. A única ligação que tiveram naquela semana, fora a de um garoto passando um trote e a outra era errada.
Então a porta principal abriu se com força, provocando a atenção de todos os policiais.
Era uma mulher, como qualquer outra mulher de Lowland. Mas ela estava aos prantos. Encostou-se na bancada onde uma policial conversava com um outro policial, ambos estavam dando risadas muito altas.
– Com licença, gostaria de falar com o delegado. — enxugou as lagrimas e falou educadamente, ajeitando sua voz.
– Claro, siga-me. — a policial endireitou-se. Andou até a última sala em um vasto corredor, bateu na porta e uma voz de dentro disse "Entre!".
– Dr. esta senhora gostaria de falar com o senhor. — ela disse afastando-se dando a oportunidade para que o delegado pudesse ver a mulher. Embora sua idade dissesse que era velha, sua aparência não indicava o mesmo.
– Pois não. — fez um gesto para que a mulher entrasse e sentasse.
– Dr, gostaria de lhe informar sobre um desaparecimento. — a mulher disse um tanto trêmula.
– Quem está desaparecida?
– Minha filha, Elizabeth Cweskin. Chegamos nessa cidade a pouco tempo, mas presumo que ela não tenha se adaptado a esse novo estilo de vida que adotamos, por isso deve ter fugido para esfriar a cabeça, deduzi isso de início durante os primeiros dias, mas conforme tudo foi passando, deduzi que ela estava decidida a não voltar.
– Sra, não tome decisões precipitadas, será que não está na casa de alguma amiga?
– Não escutou meu senhor, chegamos nessa cidade a pouco tempo. — a mulher disse.
– Preciso de algumas informações sobre ela se me permite, contatarei os outros policiais para fazermos uma vistoria pela cidade toda. — disse.
***
Pela tarde, duas viaturas foram postas para fazerem uma vistoria por aquelas bandas a procura de uma jovem de 1, 69 m, cabelos castanhos, olhos verdes, com sardas.
Enquanto outros policiais perguntavam a moradores da cidade acerca da garota.
Jenny, irmã de Elizabeth, tinha catorze anos, andava de volta de uma gráfica, localizada por perto de sua casa, ela havia xerocado folhetos para distribuir pela cidade:
" DESAPARECIDA: ELIZABETH CWESKIN.
16 ANOS. "
***
Paul subiu em sua bicicleta, eram quatro e meia. Fim das aulas por hoje. Começou a pedalar em direção à sua casa, que ficava a duas quadras da escola, tinha tempo suficiente para refletir sobre algumas coisas enquanto pedalava.
Ele era um aluno preocupado com notas, mas NEM tão preocupado assim, ele costumava ter fama de esquisito mas não estava dando a mínima a isso, como alguns garotos que se importam com tudo que os outros dizem.
De um angulo, ele era bem bonitinho, ele possuía seu lado conquistador, e garanhão que poucos conseguiam ver, por detrás desse jeito desajeitado e desmantelado Paul de ser.
Virou a esquina, e freou a bicicleta em frente a sua casa, a jogou de qualquer jeito sobre a grama e entrou dentro de casa.
***
Heather era uma das últimas alunas que haviam restado na escola, ela estava fechando delicadamente seu armário enquanto conversava com Julie Thompson.
– O que você acha que aconteceu com aquela aluna nova... a Elizabeth? — perguntou.
– Não faço a mínima ideia. — disse terminando a combinação do seu armário.
– Deve ter tomado vergonha da cara e voltado pro chiqueiro de onde veio. — disse encarando as unhas desgastadas. — Minha mãe me paga, nunca mais lavo pratos.
– Não acredito que você consegue bater o recorde de quem consegue falar mais besteiras em um segundo. — disse andando e deixando a outra plantada perante os armários.
– Não entendi! — ela disse tentando alcançar Heather. Além de sonsa, falsa é burra, Heather pensou. Julie era um pé no saco, enchia a paciência de qualquer um com suas fofocas.
– Quer saber? Esquece! É coisa demais para o seu cérebro minúsculo processar.
– De qualquer forma não deixo de estar certa sobre Elizabeth, a garota era um porre, e queria enturmar-se de qualquer jeito. — Heather sentiu-se incomodada ao vê-la falar daquela forma sobre Elizabeth.
– Não acho que seja legal você falar dela assim sendo que nem aqui ela está para defender-se.
– Quem se importa? Verdade dói.
– Ao contrário, você julga muito sem saber, ela é muito legal. E espero que ela esteja bem. — disse. Mas Julie soltou uma risada de deboche.
Elas haviam conversado em uma festa que havia rolado, Elizabeth havia chegado a poucos dias, e sentiu-se totalmente deslocada na festa (aquilo não era muito bem uma festa, era uma boate, com luzes psicodélicas, músicas estrondantes) e Heather quis conversar para que ela não ficasse sozinha.
Logo depois ela começou a conversar com outras pessoas da festa, ou seja passou a interagir deixando Heather de lado.
– Você e a chatonilda? — fez uma careta. — Essa eu quero... não... – fez uma pausa e corrigiu-se — Eu preciso ver. — Heather revirou os olhos e apressou o passo, deixando a sozinha no corredor com a cara de taxo e sonsa que ela costumava ter.
Abriu as portas do Colégio que davam para a rua, e começou a fazer seu percurso de volta para casa.
Ela havia ficado depois da aula ajudando uma professora por chegar atrasada MAIS UMA vez.
Só em pensar na quantidade de dever de casa que tinha para fazer, já lhe dava enxaqueca. Seus pais pegavam muito em seu pé, por isso além de fazer todos os deveres, foi obrigada a participar de clubes e esportes para ajudar com “créditos”.
Mas suas notas eram medianas, já que ela “estudava” de outras maneiras. Mentia para os pais alegando que iria para a biblioteca quando na verdade ia para as praças de skate, ou ir aos fliperamas da cidade. E no dia da prova... Apelava para o mais fácil, colar.
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