Antes mesmo de abrir os olhos, Angelique acordou sentindo dedos penetrando seu interior bem no meio de suas pernas, em um primeiro impulso tentou fechá-las, mas mãos grandes a impediram.

Jamais se imaginou acordando naquela situação, sendo invadida e aqueles teimosos dedos teimavam em acariciar-lhe o centro com firmeza fazendo com que sensações diferentes tomassem conta de seu corpo e uma espécie de líquido escorresse de si que ela desconhecia.

Tomou coragem o suficiente para abrir os olhos a fim de encarar aqueles olhos azuis gélidos que a fitavam.

-Bom dia, Angelique, vejo que se comportou e dormiu bem como um anjo. — disse Theodor aproximando os lábios dos da garota beijando-a ali onde ela nunca havia sido beijada anteriormente.

Lembranças da noite anterior lhe vieram a mente, de como ele a havia machucado por dentro, mas ela sabia que de nada adiantaria lutar contra ele. Ainda sentia medo e vontade de voltar para casa, mas junto com o medo havia uma vergonha pelo que havia lhe acontecido, como se não mais pudesse ser capaz de encarar Isabelle ou o Lord Le Blanc depois que o Conde Lefrebve lhe havia tocado em uma região tão íntima.

Sentia-se estranha e confusa.

Theodor pensou que sua primeira parte do plano corria perfeitamente bem, pois se divertia ao fazer de sua jovem esposa um bichinho acuado e indefeso perante suas carícias lascivas, ela estava totalmente a sua mercê e era tão inocente quanto havia imaginado, mas para ele não era o bastante, pois desejava conhecer todos os aspectos da personalidade daquela menina.

Retirou os dedos da intimidade avermelhada e inchada devido ao ato consumado na noite anterior para alívio de Ange, mas tal sensação durou pouco, pois logo foi surpreendida quando o Conde pegou sua frágil e delicada mão levando-a até seu membro grande e ereto.

Os olhos azuis pueris logo se arregalaram na direção do membro que Angelique viu pela primeira vez e sua reação foi a de tentar tirar a mão, mas a mão mais forte do Conde não permitiu aquele ato de esquiva, invés disso ele apertou a pequena mão da menina mais forte contra seu membro.

- Olhe, Angelique. É bom que veja e sinta o que esteve dentro de você ontem, é grande não? O que lhe parece? — perguntou.

De fato a aparência daquela "coisa" que ela tocava era horripilante com algumas veias á mostra, era grande como uma serpente exatamente como Lenore havia lhe falado, o corpo do Conde era muito diferente do seu e a jovem permaneceu calada, o que irritou Theodor.

- Responda quando eu estiver falando com você, Angelique! Quer que eu perca a paciência! Vamos, diga! — insistiu o marido.

- Sim, parece uma cobra. — a menina respondeu inocentemente.

- Sim, é uma cobra bem grande e eu quero que faça uma coisa com ela, Angelique. Você pode escolher entre beijá-la ou deixar que eu a coloque dentro de você de novo como fiz ontem à noite. O que prefere? — perguntou o Conde maliciosamente.

Ainda lembrava-se de quando viajara para Terras distantes onde conhecera prazeres com os quais muitos habitantes da França nem sonhavam que existiam. Mulheres exóticas e meretrizes que davam prazer aos homens usando os lábios e a boca de um jeito que qualquer um consideraria imoral, mas que Theodor adorava.

Era uma pena que tais mulheres não tivessem a mesma face angelical e corpo de Angelique, mas quando mais jovem, em suas viagens pelo mundo provara de muitas delas o suficiente para tornar-se experiente, mas não menos pervertido do que muitos outros homens da Corte que mantinham suas esposas imaculadas enquanto praticavam suas perversões com escravas ou cortesãs.

Theodor não apreciava o ato normal, puro e casto em que o homem não podia ver ao menos o corpo de sua mulher, sempre pensou que se algum dia se casasse sua esposa seria sua e, portanto como seu dono a submeteria a todos os seus caprichos por mais nojentos que pudessem ser.

Angelique fitou mais uma vez aquele membro e pensou no quanto seu corpo ainda estava dolorido, talvez der apenas um beijo naquela parte do corpo do Conde não fosse tão ruim assim, então se abaixou fechando os olhos e depositou um simples beijo estalado naquela parte do corpo de Theodor. Ao fazer menção de se afastar, o Conde segurou-a pelos ombros.

- Não tão rápido, Ange, quero que me beije de outra maneira, como os bárbaros. Abra sua boca. — ordenou e a garota abriu permanecendo com os olhos fechados. — Não se atreva a morder.

Logo em seguida, com malícia introduzia o enorme membro dentro da pequena boca de Angelique que se assustou abrindo os olhos e recuando ao sentir aquele gosto ruim. Dessa vez o marido não a segurou, deixou que ela corresse nua para fora do quarto no interior daquele Castelo até que se deparou com algumas criadas pelo corredor que a levaram para outro quarto.

Theodor não foi atrás da jovem esposa dessa vez, simplesmente permaneceu rindo na imensa cama enquanto acariciava o próprio corpo lembrando-se da maravilhosa sensação da boca de Angelique contra seu membro.

Adeline no outro quarto preparava uma banheira para que a menina se banhasse após as núpcias e por um momento Ange sentiu-se tranqüila até que a criada começou a falar.

- Você é boba demais e criança para o Conde. Um homem como aquele e você foge de sua cama. É tola e acabará provando de sua própria tolice por conta de suas frescuras de criança mimada. — disse Adeline enquanto esfregava-lhe as costas.

Na verdade, a criada desejava estar no lugar de Ange e a invejava por causa de todas as riquezas do Conde Lefrebve. Já chegou a ser possuída por ele algumas vezes enquanto trabalhava naquele Castelo, mas raramente já que havia passado da idade para ser uma das favoritas de Theodor.

Não conhecia aquela fedelha mimada, mas a odiava e havia se divertido ao vê-la sofrendo quando tivera que obrigá-la a despir-se na frente do Conde preparando-a para as núpcias.

- Não sou mimada, Adeline! O Conde é horroroso, você não sabe o que ele me fez! — gritou Angelique em sua primeira crise de agressividade, ainda lembrava-se de como tivera que ficar exposta na noite anterior e de como seu corpo fora invadido, mas não foi pior do que ter aquela parte estranha do corpo de Theodor em seus lábios.

- Theodor fez o que todos os maridos fazem com suas mulheres e você tem obrigação de fazer tudo o que ele quer, abrir as pernas para ele todas as noites e suportá-lo como uma mulher de verdade, afinal você não é muito diferente de mim apesar de vestir essas roupas caras e não precisar fazer nada durante o dia inteiro. No fundo sei que o Conde pagou um alto dote como preço por você. — disse Adeline e em seguida saiu da casa de banho fazendo sinal para que outra criada terminasse de ajudar Angelique com o banho


Notas finais
Boa Leitura!