Inocência Roubada

7 Chapitre - Jardins d'épines


Ange se dominou da fúria crescente de sua nova ama e foi para a imensa cozinha. Lá, encontrou tudo impecavelmente limpo.

Bem, a louça do jantar secava no escorredor, mas, fora isso tudo estava perfeitamente em ordem. Temia se deparar novamente com o Conde depois da perversidade que ele a fizera naquela manhã, caminhou lentamente na direção da porta, ouviu uma das criadas preparando o almoço no local reservado proximo ao galpão onde eram mantidos os alimentos do palácio, suas finas e delicadas mãos tremiam e suavam de medo.

Então, Angelique abriu a imensa porta maciça. Parecia que todo o ar tivesse sido sugado. A temperatura subiu alguns graus por causa do calor abrasador do sol da meio dia. Ela havia tirado a tiara e o agasalho, mas ainda estava descalça. Seus olhos azuis turquesa percorreram toda a dimensão do corredor que dava-se de frente com um perfeito jardim.

Saiu de forma cautelosa temendo ser descoberta no lado de fora pela cobra da Adeline que sem pudor daria a com língua nos dentes para o Conde Lefebvre, se ele apenas sonhasse que sua boneca de porcelana estava sem seu delicado agasalho que protegia sua pele fragil dos raios abrasadores do sol e pior que seus pueris pés ousavam tocar o chão sujo do palácio. Ange tramara em poucos instante uma fulga, aquele lugar era horrivel e sentia saudades de sua mãe e de suas bonecas até mesmo de Lenore.

– Dói apenas no começo, mas vai se acostumar e depois não irá doer mais. Todas as mulheres passam por isso, minha criança. Mas não precisa pensar nisso até lá, deve concentrar-se por hora em ficar bem bonita para subir ao altar. — a voz de sua antiga ama ecoava em sua mente de certa forma a torturando, ainda podia sentir o gosto do membro do Conde e da forma com que ele ria de sua inocencia, fora uma noite para se esquecer o que seria pouco provavel para ela.

Começara sua caminhada com passos desajeitados e confusos, a menina seguiu até proxima da fonte que tinha um formato de um anjinho segurando um jarro de barro com um olhar perdido, sentia-se igual a ele, mas temerosa e cautelosa levantou seus frageis olhos na direção das imensas janelas de madeira que estavam abertas. Sentiu seu coração gelar e pulsar descontrolado dentro de seu peito, as pedrinhas do caminho estavam ferindo seu delicado pé. Um dos serviçais do Conde se aproximou segurando uma enorme tesoura em sua mão esquerda, parecia cantarolar.


Rapidamente Ange escondeu se atras da fonte achou melhor ficar calada. Limitou-se a observar ele se afastando do local, era um bom sinal pois por desvaneio do criado o portão do jardim estava aberto.

Por que não fugir pelo jardim?Estaria segura e sairia proxima a floresta que dava acesso a uma das estradas de terra que terminavam bem na frente de sua antiga casa, Angelique sempre tivera uma boa memoria, já que tinha feito aquela rota uma centena de vezes não lhe seria difícil, novamente percorreu seus olhos por todo local, estava segura que ninguém a vigiava, levantou-se e correu desajeitadamente para o interior do imenso jardim de veraneio do palácio.


Só não contava que aquele local seria um tanto confuso.

Com passos ágeis começou a se enbrenhar ainda mas denro do jardim, seus pequenos olhos azuis se estreitaram ao ver que estava em um labirinto, temeu perder-se e acabar morrendo de fome ou de frio, o que porém achava menos humilhante a ter que se deitar com o Conde ou ter que beijar mais uma vez aquela parte do corpo dele, sentiu nauseas ao lembrar.

O problema era que não conseguia achar a saída, Angelique jamais estivera em um labirinto como aquele antes, o Sol quente começou a fazer com que sua visão turvasse tornando cada vez mais difícil sua respiração. Parecia que sua caminhada já durava bastante tempo quando de repente sentiu-se perdendo as forças até cair em uma poça cheia de terra fresca.


Não chegou a perder a consciência, mas a sede e a fome lhe haviam tirado as forças para continuar, foi quando de repente escutou passos em sua direção e logo avistou a figura de Theodor parado a sua frente.

– Pensou que seria fácil fugir de mim, Angelique? Mas como é tola! Meus criados viram quando escapou pelo jardim. Sorte a minha ter mandado construir esse belíssimo labirinto, não? As plantas espinhosas que crescem aqui me fascinam, vê essas flores que as cercam? Você não será diferente delas, uma flor crescendo em meio aos espinhos, minha cara. — dizia o Conde com uma voz calma.

Conseguindo tirar força o suficiente para sentar-se em meio a lama onde havia caído, Angelique fitou o conde espantada, teve medo e soube que não conseguiria ir adiante com sua fuga.

– Felizmente conheço esse lugar como a palma da minha mão, já faz muitos anos que caminho por aqui, portanto não há a menor chance de fugir de mim. Claro que isso terá uma punição. Uma mulher não deve abandonar seu marido. Mas também, o que esperar de um homem de pouca honra como o Lord Le Blanc que quase acabou com todas as riquezas de sua família e precisou recorrer a mim como genro para salvar-lhes o nome e a posição, não é mesmo? É claro que lhe deram pouca educação. — disse o Conde fazendo com que a menina arregalasse os olhos com o choque.

Sempre protegida no interior de sua redoma como uma criança, Angelique jamais soube dos problemas que atingiam sua família, estando sempre alheia a tudo sem sequer imaginar que seu pai enfrentava dificuldades. Era esse o motivo para estar nas mãos daquele Conde.

Theodor aproximou-se da garota fraca que mal conseguia colocar-se de pé e lançou-a contra a parede de espinhos.


A dor foi insuportável, pois os mesmos entravam na carne frágil e delicada de Angelique fazendo-a sangrar.

O Conde impedia que seus pés tocassem ao chão segurando-a ali com um de seus braços enquanto com a outra mão erguia-lhe a saia retirando todo o tecido que impedia o caminho para a intimidade delicada e ferida da jovem.

– Ah, Angelique, não nego que isso me dê prazer, mas poderia ter feito diferente se não tivesse tentado fugir e fosse uma esposa obediente. Eu posso fazê-la feliz e dar-lhe tudo o que desejar se assim for, mas por hora devo castigar-lhe para que isso não volte a se repetir. — disse Theodor.

Logo Theodor abria a própria calça deixando seu membro exposto e pressionando as costas de Ange contra a perde de espinhos penetrou-a fortemente. Lágrimas escorriam dos olhos azuis e dessa vez a dor maior de Angelique não era por sentir-se exposta ou a penetração dolorida, mas sim os espinhos que feriam cada vez mais sua carne conforme o conde investia contra si cada vez mais fundo embaixo do Sol quente.

Começou a ver tudo escuro de novo sentindo o corpo desfalecer, dessa vez em um desmaio.


Quando recobrou a consciência estava sozinha no chão de terra, suja por fora e por dentro também. Tocou a parte dolorida entre as coxas e ao ver a própria mão notou um líquido pegajoso branco ali. Líquido do Conde como prova de que ele estivera consigo no labirinto.

As costas doíam mais do que qualquer outra coisa, mas agora o Sol já se punha enquanto ela estava ali deitada, sozinha e ferida.


Ao ouvir novamente passos pensou que fosse Theodor voltando novamente para torturar-lhe mais, invés disso deparou-se com Adeline acompanhada de um criado velho com dentes apodrecidos.

– Leve-a para dentro. — ordenou Adeline.

O homem agaichou-se perto do chão onde Angelique estava deitada e segurou-a nos braços levando-a de volta para o Castelo.


Notas finais
E aí, gostaram do capítulo?
Conde Lefrebve é mesmo um homem cruel e por enquanto a Angelique vai sofrer um pouco nas mãos dele, mas temos planos maquiavélicos pra essa fic rs
Agradecemos a todos que têm lido e mandado rewiews!
Estamos animadas com essa fic apesar de sabermos que a história é bem tensa.
Beijos
Dessa & Candace