Inocência Roubada

19 Chapitre - Insupportable


Angelique estava como sempre trancada em seu quarto desde que a perda acontecera, já não sentia mais vontade de ir lá fora, tão pouco divertir-se no Jardim.

Seu quarto agora havia voltado a ficar todo fechado com grossas cortinas escuras cobrindo a janela impedindo que a luz entrasse, exatamente da maneira como Theodor gostava.

Estava mais magra e mais pálida do que nunca enquanto ficava ali cabisbaixa esperando seus dias passarem.

De repente a porta se abriu e ao virar os olhos em sua direção para ver quem estava ali para incomodá-la deparou-se com Theodor que havia chegado de viagem.

Era só o que faltava para que seus dias se tornassem ainda mais amargos.

Não disse nada, apenas voltou a fitar o outro lado do quarto onde a janela estava coberta.

O Conde se aproximou da cama.

– Não vai me dar as boas vindas de volta, minha cara esposa? Vejo que esqueceu-se das boas maneiras enquanto estive fora. Pelo visto terei que reeducá-la. — falou Thodor chegando bem perto da garota segurando seu rosto forçando-a a encará-lo.

– Seja Bem Vindo de volta, senhor meu marido. — disse Angelique educadamente, sem nenhum ânimo.

Seu desejo não havia se realizado e Theodor não havia morrido durante a viagem, para sua tristeza.

– Também senti sua falta, Angelique. — disse com ironia enquanto colava os lábios nos dela forçando passagem com a língua em um indesejado beijo.

Ela já podia sentir o volume da calça de Theodor contra sua coxa, não estava com a menor vontade de ceder aos desejos de seu marido, mas dessa vez ao menos tinha uma boa desculpa para afastar o Conde.

– Não posso, Lenore disse que vai demorar mais alguns dias para me recuperar da perda do bebê. — explicou tristemente, odiava tocar naquele assunto e evitava falar sobre aquilo sempre que podia, mas era capaz até mesmo de tocar na própria ferida só para ficar longe do marido a quem odiava.

– Isso não é um problema, Angelique. Hoje vou fazer com você como os homens fazem entre si. — disse Theodor virando a garota de bruços na cama e erguendo-lhe a camisola enquanto começava um discurso.

A Condessa não entendia o que estava acontecendo, não fazia a menor idéia do que Theodor pretendia lhe fazer sentindo apenas o travesseiro contra o rosto.

– A Sodomia pode ser uma Arte bem prazerosa, principalmente se for praticada com mulheres. É uma pena que seja proibida, mas claro que não adiantaria nada contar, afinal eu sou o Conde Lefrebve. — riu enquanto desabotoava a calça.

Angelique sentiu Theodor abrindo-lhe as nádegas e seguida seu membro entrando dentro de si causando uma dor terrível, ainda que o fizesse bem devagar para não machucá-la excessivamente ao ponto de não podê-la usar novamente mais tarde.

A jovem tentou se dabater, mas o marido segurou-lhe pelos quadris obrigando-a a empinar mais ainda de forma que suas nádegas foram de encontro aos quadris do Lefrebve.

– Não, por favor! Pare, isso dói demais! — implorou.

– Vai se acostumar, Angelique. — respondeu penetrando mais fundo no interior da garota.

Logo movimentava-se mais bruscamente enquanto as lágrimas que escorriam dos olhos azuis de Ange molhavam o travesseiro.

Ela apertava a fronha sentindo mais ódio do que dor propriamente dita.

Sua vontade era de matar Theodor com suas próprias mãos pelo que ele estava lhe fazendo.

Trincou os dentes e cada vez que ele empurrava o corpo contra o seu penetrando-o mais fundo, a dor lhe atingia e ela suportava imaginando que suas unhas cravavam-se no pescoço do marido.

Sua vontade era de ver o sangue de Theodor escorrendo enquanto o brilho maligno de seus olhos azuis e gélidos se apagasse lentamente.

Depois de alguns minutos que lhe pareceram incrivelmente longos, sentiu que ele derramava seu líquido dentro de si como fazia sempre e um ardor lhe tomou quando ele saiu de cima de si.

O Conde olhou para o sangue que estava em seu membro e a forma alargada que a parte de seu corpo onde estivera havia tomado.

– Gostei de fazer assim com você, Angelique. É até mais prazeroso e a vantagem é que assim você não engravidará de novo tão cedo. Faremos mai vezes assim a partir de hoje. — falou com um sorriso sádico nos lábios enquanto levantou-se vestindo novamente a calça que estava abaixada e saiu daquele quarto deixando Ange com o corpo dolorido e os olhos molhados de lágrimas.

Quando ela levantou-se para se lavar pensou que não podia continuar daquele jeito, tinha que haver algo que pudesse fazer contra Theodor.

Odiou a si mesma por ser tão fraca e estar nas mãos de um monstro como ele por tanto tempo.

A Chegada do Conde não apenas trouxera de volta a dor física, mas também o medo e a solidão, uma vez que significava que Lady Josephine também iria embora por aqueles dias para juntar-se ao marido.

Pela primeira vez depois de dias levantou-se e mandou chamar Lenore para limpá-la e arrumá-la, afim de aproveitar o último dia que teria a companhia de sua amiga, já que agora aquele quarto escuro lhe fazia lembrar do que o Conde havia acabado de fazer-lhe.


Notas finais
Queridos,
Antes que vocês nos matem, saibam que nos próximos capítulos vai haver uma reviravolta na fic rs
Eu sei, também deu dó na gente de escrever isso, mas as coisas estão prestes a mudar para a Ange.
Beijos
Dessa & Candace