Inocência Roubada

16 Chapitre - Bonnes Nouvelles


Angelique caminhava pelos Jardins do Castelo quando sentiu uma onda forte de enjôos e rapidamente apoiou-se contra o tronco de uma árvore preparando-se para vomitar atrás dos arbustos. Lenore segurava seus cabelos enquanto observava o mal estar da menina, não era a primeira vez que a Condessa sentia-se mal daquela maneira e somando aquilo a ausência de suas regras atrasadas a quase dois meses, aquilo só podia ter um significado.

– Minha Senhora, acho que já sei o que você tem, se me permite eu gostaria de examiná-la, pois tenho conhecimento sobre o ofício de parteira. — explicou enquanto conduzia a jovem para o interior do Castelo.

Depois de desatar os laços do vestido que agora não era mais feito para uma menina e sim para uma mulher, deitou sua Senhora na cama e começou a examiná-la cuidadosamente com as mãos começando pelos quadris.

– Oh, tenho ótimas notícias. Parece que essa casa embreve terá o brilho do sorriso de uma criança. Meus parabéns Condessa, a senhora terá um bebê dentro de alguns meses. Está grávida. — explicou Lenore.

Os olhos azuis de Angelique naquele momento se enxeram de brilho e ela levou aos mãos ao ventre ainda magro. Aquela novidade lhe surpreendera, mas gostara da idéia de ter um filho. Sempre sonhou com um pequeno bebê em seus braços e abriu um belo sorriso.

– Um bebê! Isso é ótimo Lenore! Sempre quis um bebê. — pensou, finalmente alguma coisa de bom lhe aconteceria.

Levantou-se da cama segurando nas mãos de sua ama e ambas começaram a girar no quarto em uma dança de comemoração quando o Conde mal-humorado entrou curioso para saber o motivo daquela barulheira.

– Posso saber o motivo para tanta agitação? — perguntou com seu tom de voz frio e sério.

A Condessa agora estava acostumada com os modos de seu marido, não era mais nenhuma novidade o jeito de Lefrebve embora de vez enquando ele ainda lhe desse arrepios.

– Meu Senhor, temos boas notícias. A Condessa está grávida. Parece que o Senhor dentro de alguns meses terá um herdeiro. — anunciou a criada de maneira educada, contendo um pouco a alegria que estava sentindo pela jovem Angelique.


Ainda que a menina a tivesse trazido para aquela casa contra sua vontade e separado-a de seu filho, Lenora aprendera a amá-la porque Angelique a fazia lembrar de uma bebê menina que tivera uma vez, mas que falecera antes de completar um ano. Era comum que bebês tão pequenos falecessem logo nos primeiros anos de vida.

Imaginava que se sua menina estivesse viva, seria tão frágil quanto sua senhora era agora e teria aproximadamente sua idade embora seu destino não pudesse ser tão bom. Provavelmente também seria capturada e vendida como escrava tendo que satisfazer os desejos de algum Senhor terrível como o Conde.


– Isso não é motivo para toda esta barulheira. Francamente, crianças pequenas são irritantes e não tenho paciência para tanto, mas até que estava demorando muito para que acontecesse. Começava a pensar que Angelique fosse estéril, já que é demasiado franzina para uma mãe. — comentou com indiferença. — Já pode se retirar, Lenore.

A criada fez uma reverência e saiu daquele quarto surpresa com a forma indiferente com que o Conde recebeu aquela novidade. Qualquer outro homem daquela época ficaria feliz com a notícia de que teria um herdeiro, especialmente se fosse homem. Theodor tratara do assunto como se não tivesse qualquer importância.


Depois que a criada havia se retirado, o Conde começou a despir-se colocando-se nu diante da jovem esposa.


– Que bom que já está despida, assim ficará mais fácil. Deite-se e abra as pernas Angelique, não estou com muita paciência hoje. — ordenou.

A Condessa surpreendeu-se com aquele pedido, esperava que o Conde ao menos fosse respeitar sua gravidez, mas pela maneira como lhe falara, notava-se que pretendia possuí-la de maneira rude, sem sequer fazer-lhe algumas das carícias em determinados pontos de seu corpo que a preparavam tornando o ato menos doloroso.

Notava-se que algo o havia aborrecido naquele dia, antes mesmo de entrar naquele quarto.


– Mas meu senhor, isso pode fazer mal ao bebê. — Angelique retrucou mantendo as mãos pousadas no ventre.

– A mim pouco importa se lhe fará bem ou mal. Isso é um problema seu, meus desejos vem em primeiro lugar e melhor não me desobedecer, ou posso fazer coisas bem piores a ele. Vamos, deite-se. — ordenou mais uma vez em tom de ameaça e Angelique não duvidou de que ele pudesse lhe fazer coisa pior, como agredi-la caso lhe desobedecesse.


Com medo ela obedeceu ao marido deitando-se na cama com as pernas abertas conforme ele havia lhe pedido. Ao menos não parecia estar disposto a pedir-lhe outros tipos de carícia.


Theodor fitou-lhe a intimidade exposta e sem se importar com o estado da Condessa, deitou-se sobre ela e penetrou-a de uma só vez bruscamente. Angelique sentiu dor quando aquele membro duro adentrou sua intimidade e segurou-se nos ombros do marido.

Uma de suas brutas mãos ele levou até os seios delicados de Ange que estavam maiores e ainda mais sensíveis devido a gravidez. Apertou um deles causando-lhe dor enquanto investia contra ela, chocando-se contra seus quadris.

Levou alguns minutos para que Theodor se satisfizesse dentro de sua jovem esposa e quando ele finalmente terminou, Angelique preocupava-se apenas com o bebê, se ele aguentaria tudo aquilo. A intimidade com seu marido não incomodava mais, pois havia se acostumado áquele ato, mas agora que estava grávida aquilo voltava a ser um tormento apenas por seu medo de que o ato ameaçasse a vida de seu filho ou que o machucasse.


Depois do ato o Conde levantou-se da cama e caminhou na direção do armário para vestir-se, ao se virar na direção do marido lançando-lhe um olhar de ódio pelas costas, Angelique notou que ele pegava suas vestes de viagem.


– Vamos viajar para algum lugar? — perguntou com interesse embora fizesse já algum tempo que não saíam daquele Castelo para lugar algum.


– Eu terei que fazer uma viagem para tratar de alguns negócios. Você ficará aqui. Na condição de minha esposa e Condessa é quem mandará no Castelo e nas terras que o cercam durante minha ausência e todos os empregados terão que acatar suas ordens. Claro que apenas enquanto eu estiver fora, então aproveite, mas acho bom que não faça nada que eu desaprovaria, pois voltarei assim que resolver meus assuntos. — informou o Conde e em seguida saiu dali.

Angelique sorriu novamente com ânimo. O Castelo todo para si e algum tempo longe do Conde! Aquelas sim eram boas notícias.