Inocência Insana.
3 Feliz?
— Annabel, faça isto agora! — Ouvi a voz de Adam ordenar mas não o enxergava, tudo estava turvo demais, meus olhos queimavam. Meu corpo não faria um movimento se quer, minha respiração estava pesada. Em questão de segundos ouvi uma outra respiração pesada bem perto de meu ouvido
— Era de se imaginar que você mesma iria se disponibilizar a tal coisa Anna...- Uma voz masculina soou em meu ouvido e logo o mesmo saiu de perto deixando toda aquela tensão no ar. Onde eu estava, por que diabos não consigo me movimentar? Tentei abrir minha boca mas nenhuma palavra saia. Que agonia, céus!
Senti um baque forte em meu rosto, abri meus olhos e agora sim consegui me mexer, eu estava sonhando. Era de se imaginar. Sentei na cama levando minha mão esquerda a cabeça que doía. Olhei para cima e vi Adam me olhando como se eu fosse alguma insana.
— Você me bateu?- Perguntei com a voz embargada sentindo a ardência do lado direito de meu rosto onde repousei minha mão direita. Olhei para Adam o repreendendo, que babaca.
—Sim, eu te chamei você não respondia só estava se debatendo. Estava tendo algum sonho erótico?- Disse divertido. Ele estava feliz, hum...Já sei o que significa, ele saiu com alguma mulher.
Não seja parvo. – Disse fazendo um coque em meu cabelo que com certeza estava um lixo total. – Parece que sua noite foi boa ontem, estou certa? – Sorri.
— Que garota perspicaz- Sorriu de volta. –
— Não se trata de perspicácia. Eu simplesmente lhe conheço – Disse obvia .
— Que seja – Deu de ombros- Se arrume, vou te levar para comer – Ordenou e saiu rapidamente do meu quarto. Ele só fez isso algumas vezes um ano atrás no meu aniversário e depois de alguns meses. Nossa, preciso conhecer a mulher que deixa meu irmão assim. Enfim vou sair um pouco deste lugar. Me levantei animada e fui logo tratar de fazer minha higiene, e vestir algo que eu considerava legal. Fui até o banheiro e fitei meu reflexo ao espelho. Lembrei da noite de ontem, aquele homem era tão perfeito, tão gentil. Passei minha mão esquerda em minha barriga na esperança de sentir a ferida provocada pelo galho seco, não senti nada. Desci a mão até a barra de minha camiseta e subi. Era incrível como meu corpo poderia se regenerar de um dia para o outro. Sorri ao ver que eu não teria marca alguma ali. Quando terminei fui até o quarto de Adam e peguei seu Ipod e seu fone, ele tinha toda a tecnologia ao seu alcance mas nunca me deixava usá-la, muito mal o seu Ipod mas sou teimosa. Seu quarto tinha um cheiro de alecrim era perfeitamente arrumado. Ele sempre foi tão caprichoso. Sai de seu quarto passei pelo corredor em direção a escada. Parei no corredor quando sinto algo estranho, como se alguém estivesse atrás de mim eu podia sentir a respiração em minha nuca. Ainda parada olhei através das escadas para a sala e vi que Adam estava ali. Droga, quem esta atrás de mim. Me virei e...Ninguém, mas o que? Eu juro que tinha alguém. Devo esta ficando louca. Desci as escadas ainda atordoada e fui de encontro a Adam que me fitou de cima a baixo assim que me viu.
— O que faz com meu Ipod?– Perguntou seco. Eu já sabia que ele não iria aprovar.
— Como você esta tão alegrinho e como você ama a sua maninha aqui, achei que não teria problema – Ele me olhou entediado.
— Tudo bem. Vamos, você já demorou demais. Estou faminto – Disse pegando a chave de sua Pick Up, super antiga. Saímos de casa e entramos no veiculo. Assim que Adam deu partida pus os fones e busquei alguma música boa em sua lista.
— Adam, você gosta de ter poderes? – Perguntei curiosa agora olhando para seu rosto.
— Não, por mim eu não teria nenhum deles.- Disse seco sem se quer me olhar. Depois de alguns minutos voltei a questiona-lo.
—Como consegue controlar? Você tem tantos...- Dei uma breve pausa- Por que temos esses poderes? Nossos pais tinham?
— Chegamos – Ele disse parando o carro e não respondeu nenhuma de minhas perguntas. Grosso. Desci do carro vendo uma pequena lanchonete, passei por um grupo de adolescentes que estavam parados em frente a mesma. Quando entramos Adam logo se direcionou a mesa mais escondida que havia ali então o segui.
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