Inocência Insana.

4 Não insulte minha inteligencia.


— Vai querer o que? – Me questionou sentando se na poltrona então fiz o mesmo.

— Hum...eu não sei. Quero o cardápio- Ele pegou o cardápio que estava bem ao meu lado e me entregou como se eu fosse alguma doida por não ter visto. Revisei o cardápio e decidi escolher um “X burguer da casa” e uma coca, seja lá como for isso espero que mate a minha fome.

— O que vai querer? – Meu irmão perguntou novamente atencioso.

— X burguer da casa e uma coca – Disse fazendo uma voz engraçada, acho que não foi nada engraçado porque ele não riu.

— Vou pedir o mesmo.- Ele disse se levantando e indo em direção ao balcão, um ato desnecessário porque havia garçonete no local. Fitei todos os cantos da lanchonete até parar em um casal de idosos. Que fofo, ele parecia tão cuidadoso com ela, os dois sorriram. Ouvi uma gargalhada...Aquela voz...Era ele. O branquelo, meus olhos rapidamente o buscou em todos os cantos. Achei! Ele estava entrando com o ruivo e um outro garoto que eu obviamente não conhecia. Sorri instantaneamente eu poderia ficar em meus devaneios por horas descrevendo tamanha perfeição. Oh Céus! E se ele vier fala comigo? Adam vai me matar aqui mesmo. Ele não pode me ver de jeito algum. Seus olhos foram de encontro ao meu, ele sorriu e eu? Bom, sorri feito uma idiota. Ele veio em minha direção quando estava perto da mesa me levantei indo até o banheiro. Sinto meu corpo voltar bruscamente, ele segurava meu braço. Olhei para seu rosto que havia uma feição de duvida.

—Olá Annabel. Acho que já chega de fugir, né?- Disse risonho. Olhei por trás daquele homem maravilhoso para ver se Adam estava a minha procura, acho que não estava.

— Eu não iria fugir, só vim ao banheiro – Tentei mentir, acho que não sou boa nisso.

—Certo. Esta aqui sozinha? – Perguntou soltando meu braço.

— Sim...Quer dizer, não. Estou com meu irmão – Até com as palavras me atrapalho.

—Ah sim, não quer me apresenta-lo? – Ah, claro só se for pra ele te matar aqui. Eu iria responde-lo mas vi Adam a um metro de distancia de nós ele me olhava como se quisesse me degolar ali mesmo. Engoli seco e tomei coragem para ignorá-lo.

—Acho melhor não, hoje não é um de seus melhores dias – Sorri nervosa.

— Tudo bem então. Ei, amanhã terá uma festa na casa de um amigo meu...Aquele ali- Ele apontou para o garoto que entrou na lanchonete junto a ele. – Você vai ir, passo na sua casa umas dez horas pra te buscar. – Como assim. Eu vou? Ele disse com tanta convicção.

— Como assim eu vou? Eu não posso sair tenho que fazer outra coisa amanhã- Menti. Eu queria muito ir nesta festa.

— Ah é? E o que a senhorita tem para fazer?- Perguntou já sabendo que eu mentia. Definitivamente não sei mentir.

— Tenho que ir conhecer a namorada do meu irmão- Menti novamente.

— Anna, sei que esta mentindo e você vai para essa festa. Eu vou ir lhe buscar – Esse garoto me faz delirar a cada palavra que sai de sua boca.

— Que horas?- Perguntei olhando para Adam que ainda me fitava, nossa comida já estava sobre a mesa mas vi que ele nem tocou na dele.

—Dez horas já disse. Você esta bem? Parece nervosa – Ele disse percebendo minha ansiedade para voltar a mesa. Uma festa a essa hora?

— Da manhã? – Perguntei inocentemente

— Esta louca Annabel? Dez da noite. – Ele riu. – Como esta sua barriga? – Perguntou preocupado, e repousou sua mão sobre minha barriga.

— Esta melhor, acho que nem ficara marca. – Olhei para Adam que se levantou e caminhou em passos largos em nossa direção – Tenho que ir – Disse e andei em direção a Adam peguei em seu braço e o puxei até a mesa fazendo o mesmo se sentar e me olhar com fúria.

— Me dê um bom motivo para eu não matar esse ser? – Ele deu uma pausa e seu olhar penetrou o meu como uma faca afiada- Ou melhor...Não matar você. – Aquilo me causou arrepios.

— Ele só estava me perguntando se por aqui havia alguma biblioteca, pois ele e seu amigo estavam atrás de uma – Nossa, que desculpa mais idiota.

—NÃO INSULTE MINHA INTELIGENCIA ANNABEL – Ele se levantou e bateu com suas mãos fechadas na mesa. Todos naquele lugar agora nos olhavam, meu coração estava acelerado. Tentei manter a calma.

— Senta. Agora! – Ordenei e ele obedeceu ao notar que tinha chamado bastante atenção.

— Annabel, eu vi ele te tocar – Ele disse pegando em meus pulsos que estavam em cima da mesa. Senti ele apertando os mesmos cada vez mais e arfei de dor.

— Ele não me tocou. Eu não o conheço – Eu estava sem desculpas. Como pensar sentindo uma dor insuportável?

— Eu não quero que te toquem, a não ser eu. Eu não acredito que ele seja um estranho Annabel, você esta mentindo, eu te conheço melhor que você mesma. – Disse com raiava, acho que meu sangue já estava preso, minhas mãos estavam roxas.

— Então não acredite, agora me solta esta me machucando- pedi e ele fingiu não ouvir – Por favor – Supliquei e ele atendeu.

— Coma rápido e vamos, antes que eu mate todos aqui só por estarem me olhando desta forma- Acho que seu bom humor foi pro espaço então fiz o que ele ordenou. Senti uma vontade enorme de virar para saber se Oliver estava me olhando mas não fiz. Logo que chegamos em casa pensei em subir direto para meu quarto mas fui impedida pelo meu doce irmão.

— Quero uma explicação, e que seja verdadeira. – Disse me olhando, acho que agora ele estava calmo.

— Eu já te expliquei, não enche Adam – Aquela história já estava me dando raiva.

— “Não enche Adam”? – Ele repetiu o que eu havia dito como uma pergunta. – Annabel, por um acaso você acha que esta se dirigindo a quem? – Notei ódio em sua voz. Eu estava em pé no segundo degrau da escada que me levaria até meu quarto. Senti uma pressão enorme no meu couro cabeludo e alguns fios se soltando. Adam segurava firme em meu cabelo e me arrastou fazendo com que eu quase caísse dos degraus. Senti um baque forte em minhas costas e cai no chão, merda ele me jogou contra a parede. Me levantei rapidamente a fúria já era obvia. Meus olhos queimavam eu já tinha a plena certeza que agora estavam negros. Me posicionei na frente de Adam que logo veio em minha direção com a mão fechada para me acertar um soco. Em questão de segundos pensei em correr para cima dele mas quando fiz isso parei do outro lado da sala, mas o que? Como fiz isso? Olhei para Adam que agora corria em minha direção. Tudo que pensei foi em lhe acertar um chute, então fiz. Bem na barriga, seu corpo voou em direção a parede mas ele logo se levantou sorrindo. Minha respiração estava tão pesada. Senti uma vontade enorme de perfurar o peito de Adam e arrancar seu coração com as minhas próprias mãos. O jeito doentio que ele sorria me dava mais ódio ainda

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.