Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece não é? Hahaha. Oi gente!
Só posso expor minhas razões de demora agora e aqui: Eu peguei uma gripe semana passada e só isso já é um saco, essa semana eu estava bastante ocupada com diversas coisas sobre minha família e claro, eu estava estudando, então, espero que não reclamem da demora. Só isso.
Espero que gostem do capítulo ;). Obrigada pelos comentários e mensagens divônicas dizendo que eu estou mandando bem escrevendo essa missão.Me deixou feliz. Mesmo que muitas pessoas estejam desesperadas por Percabeth! Calma aí galera, ninguém vai morrer ou quem sabe não é? hahahaha. Enjoy ;)
Música do capítulo : http://www.youtube.com/watch?v=eUMwFaXTM3s - You - The Pretty Reckless

Capítulo 29 – You



Pov. Autora*



Apolo deu passos largos e rápidos em direção à sala dos tronos. Ele sabia que pelo menos Zeus estaria lá, ele esperava que o deus dos céus pudesse fazer alguma coisa. Desde que Thalia e Nico o tinham comunicado ele não sabia o que fazer. Depois de ter avisado o acampamento meio-sangue, e Luke ter dito que todos estariam preparados, ele relaxou, mas ainda tinha o fato de que um semideus poderoso queria destruí-los. Não que isso tivesse os intimidados, jamais. Mas Thalia, Nico, Annabeth e Percy estavam nas mãos deles. E não tinham descoberto nada sobre a possível cura de Perséfone e nem tinham como sair de lá rapidamente. Apolo abriu as portas e viu que Afrodite, Poseidon, Athena e Zeus estavam ali. Hades não saia de perto de Perséfone desde que ela tinha ficado naquele estado, e Apolo também, mas ele precisava descansar e nenhum dos seus esforços estava fazendo efeito, era preocupante.



– Acabei de receber noticias dos pirralhos. E eles estão em apuros! – Athena na mesma hora ficou preocupada. Poseidon manteve sua expressão, mas olhou para Apolo mais atentamente enquanto o deus do sol explicava a situação.

– Ele é um louco! – Athena foi a primeira a sibilar algo quando o deus do sol acabou.

– Esse nem é o problema, os meninos precisam de ajuda. Só assim eles conseguiram sair de lá e possivelmente conseguiram o antidoto. Precisamos de Lady Hécate. Só ela pode resolver isso tudo! – Zeus olhou para Apolo e disse:

– Temos que mandar alguém do acampamento. – Apolo assentiu. – Luke não vai, pois cuida da proteção do acampamento, e como ele estará em breve em ataque será difícil fazer um dos semideuses sair de lá.

– É pelos amigos deles! – Athena disse amenizando. Poseidon trocou um olhar longo com Apolo e Afrodite e negou.

– É o único jeito! Mande ele! Ele está preocupado e fará um bom trabalho, afinal, ele é um deus menor! – Athena disse rapidamente, já sabendo a causa do olhar dos três. Poseidon negou.

– Não! Athena você sabe o que Afrodite fez; isso seria péssimo!

– Mas eles estão em perigo, e isso sinceramente não importa no momento. Tritão é o mais capaz de fazer isso, e será rápido e fácil. Percy que se contente com tudo isso, eu não me importo. Só quero minha neta aqui. Vocês são uns irresponsáveis. – Athena se virou para Poseidon e disse com os olhos cheios de fúria. Poseidon engoliu em seco. Temendo a loira. – Quando minha neta estiver aqui novamente ela não voltará para aquela casa, ela não ficará mais perto dos filhos de vocês! Principalmente do seu!

– Mas ela é minha... – Athena o interrompeu.

– Ela vai se casar com seu filho, com certeza. Mas ela não ficará mais lá. Ela será ensinada por mim, não importa que compromissos eu tenha de deixar de fazer. – Se virou para Afrodite. – E você, pode fazer o que quiser, eu não me importo. Pode me chantagear também... Não ligo! – Zeus se espantou assim como todos com a explosão de Athena. Ela respirou fundo, sentou-se no seu trono e disse:

– Se ninguém for chamar Tritão, eu mesmo o farei! – Apolo só fez rir fraco por causa do show de Athena e a cara de espanto de Poseidon e Afrodite e se curvou para Athena de modo teatral.

– Eu farei Milady! – Apolo sorriu se levantando e saindo da sala, indo atrás de Tritão. Athena bufou e disse baixo:

– Engraçadinho!



...



Pov. Annabeth*



Eu acordei meio grogue, meu corpo estava completamente pesado, mas eu estava bastante confortável. Senti um cheiro inconfundível de maresia, água salgada. O cheiro dele. Senti a quentura vindo de seu corpo e soube na mesma hora quem me abraçava e quem tinha seus braços ao redor de mim. Não pude deixar de me aconchegar ali. Eu sabia o que estava fazendo, mas em todo caso estava dormindo, e quando a gente está dormindo, não precisamos exatamente pesar nossos atos, por isso fiquei ali, parada, sentindo nossas respirações. Era egoísta, sim, na situação em que estávamos, mas alguns minutos ali, não me matariam, na verdade me mataria se eu ficasse sem aquilo. Para ver como eu gostava só de saber que ele estava comigo, que ele fazia parte de mim, e mesmo tendo o negado, eu ainda pertencia a ele, mesmo que ele não me amasse, o que era melhor. Sem sofrimentos para ele, somente a mim, mesmo que doesse bastante.



Passei alguns minutos ali e ouvi vozes baixas. O que fez ver que já estava na hora de acordar, eu já podia me levantar. Abri os olhos, e olhei para Percy, me desenrosquei de seu abraço e vi-o cair de lado. Olhei para o quarto, que mais parecia uma enfermaria e me ajeitei usando um pouco de força. Eu estava bem melhor depois que Nico me deu a ambrósia. O lugar não era quente, só era meio asfixiante, talvez visto que não podíamos sair se quiséssemos, então. Olhei para as camas vazias e logo vi Nico e Thalia. Ele estava dormindo e Thalia estava acordada. Ela viu que eu estava acordada assim que coloquei os olhos sobre ela.

– Ele estava cansado. Então, pedi que ele dormisse. Ninguém apareceu ainda! – Thalia disse rouca e eu forcei a me falar algo, arranhei minha garganta, estava com sede.

– Eu sei. Eu também estou! – Ela disse depois que eu não falei nada. Soltei-me de Percy e coloquei os pés para fora da cama, meu corpo reclamou, mas eu podia andar o que era bom. Fui até Thalia e ela sorriu quando sentamos em outra cama, já que os meninos estavam dormindo e queríamos conversar.

– Qual o plano? Nico...

– Eu falei com Apolo, ele me deu um cordão. – Ela disse indicando o que estava pendurado em seu pescoço. – Ele disse que avisaria que estávamos precisando de ajuda já que aqui nossos poderes estão neutralizados, e Annabeth... Sinto muito, mas acho que quem vem é Tritão. – Ela olhou em meus olhos, mas tentei ficar bem, não tinha problemas em ser ele não é mesmo? Eu tinha me contentar com isso.

– Não tem problemas Thalia. Ele será meu marido!

– Você está mesmo ciente disso? Percy...

– É carta fora do baralho. Já disse isso a ele, e repito para você. Thalia você sabe como ele é. Não tem futuro. – Eu enterrei minha cabeça entre as mãos. Senti as mãos de Thalia em meus cabelos e pude a ouvir suspirar.

– Tudo bem. Não falarei sobre isso. Agora, que tal tramar comigo alguma coisa enquanto os meninos dormem.

– O que temos que fazer? – Thalia me falou sobre a situação de Hécate, Nathan, o ataque ao acampamento.

– Temos que tirar ela do encantamento. Mas como?

– Eu não sei. Talvez fazer ela se lembrar de alguma coisa do passado, mas ela é uma deusa! Nós não sabemos nada sobre ela. Esse encantamento não quebraria assim facilmente. – Eu tive uma idéia.

– E algum filho dela? O chalé de Hécate no acampamento? – Thalia pareceu pensar.

– Eu não sei. Acho que me lembro de uma garota. Mas será que ela pode saber algo que pode nos ajudar? Os deuses não mantêm contato com seus filhos, principalmente os menores. Eles estão preocupados demais tentando ser muito importantes.

– Eu acho isso um pouco injusto. Todos os deuses, de diversas maneiras são importantes ao Olimpo e a todos. Se não for Hécate agora, uma deusa importante pode morrer. Hécate é importante. Talvez se os deuses vissem isso e alguns semideuses... – Ralei com Thalia e ela revirou os olhos.

– Eu sei; ta legal?

– Não parece.

– Olha Annabeth, essa luta por reconhecimento é bem longa e provavelmente sem fim, e não vai adiantar nada se falarmos sobre isso agora também. Então...

– Tudo bem. Mas que tal você falar com Apolo? Falar para ele ir ao acampamento falar com essa filha de Hécate, para ela vir. – Thalia assentiu e nos ajeitamos. Ela pegou o colar e falou o nome de Apolo. Ele não respondeu por um minuto, e ficamos o chamando, depois de alguns segundos ele respondeu.

– Desculpe-me Thalia. Eu estava ocupado, estava acabando de falar com Tritão. Athena mandou. Na verdade, ela quase nos deixou loucos. – Ele deu uma risada e Thalia olhou para mim, mas eu somente revirei os olhos.

– Apolo, está tudo bem. Temos que te falar algo! Você deve ir ao acampamento. Thalia disse que tem uma filha de Hécate lá. E precisamos dela, pois precisamos tirar o feitiço de Hécate, e achamos que somente um filho dela possa ter chance. Já que Tritão vem, mande ele a trazer. Entendeu?

– Hum. Interessante! Eu não sabia que Hécate tinha uma filha no acampamento. Bom, qual o nome dela Thalia? Você sabe?

– Eu não sei... Deixe-me pensar por um segundo. – Ele murmurou algo dizendo que não tínhamos muito tempo e eu respirei fundo.

– Apolo...

– Oi Annabeth!

– Tritão... Como ele está?

– Preocupado com você.

– Minha avó?

– Sua vó pirou! – Apolo riu e eu revirei os olhos. Ele parou de rir e disse: — E tenho uma noticia provavelmente não agradável para te dar. Ela disse que não vai deixar você voltar para ficar com os meninos. Que você vai ficar com ela até se casar.

– O QUÊ? – Não consegui não gritar. Meu coração começou a bater rapidamente. Longe dos meninos. Impossível. Eu não conseguia pensar nisso. Meus olhos correram no quarto e Thalia apertou minha mão enquanto eu olhava para Nico, e em seguida meus olhos pararam no moreno adormecido. – Droga.

– Apolo, o nome é Lavínia.

– Tudo bem Thalia. Tchau Annabeth. – E dito isso, sua voz morreu. Thalia me abraçou e não conseguimos falar nada. Casar com Tritão nem tinha me abalado tanto, quer dizer, isso já era concreto, certo. Mas ficar longe deles, dele em especial me doeu. Droga.



...



Pov. Autora*



Apolo saiu da casa principal com Quíron em sua cola. Ele tinha uma expressão pensativa no rosto. Eles andaram devagar pelo gramado, ninguém estava na área dos chalés, todos estavam preocupados e se preparando para o ataque ao acampamento, mesmo achando impossível que o mesmo acontecesse.



– Quíron, pelo amor de Zeus fale algo. O que tem essa garota? – Quíron suspirou.

– Lavínia é complicada. Quase nunca aparece em nossas formalidades no acampamento, sua mãe a reconheceu, mas nunca falamos com ela. Ela é um perfeito exemplo de rebeldia. Não sei quase nada sobre ela. – Apolo suspirou.

– Espero que pelo menos ela esteja disposta a nos ajudar. Isso é importante. Achamos que só ela pode tirar o feitiço da mãe.

– Lady Hécate encantada parece coisa de outro mundo.

– Eu também acho. Quem diria que o feitiço se voltaria contra o feiticeiro. – Eles andaram até o chalé e Quíron parou na varanda.

– Acho melhor você entrar e falar com ela. Convença-a. – Apolo assentiu e bateu na porta. A porta se abriu e Quíron viu Apolo olhar para ele. Ele acenou dizendo que era normal e Apolo assentiu entrando. Ele deu alguns passos para entrar no chalé e se espantou quando uma voz fria e rouca falou:

– O que traz você aqui? – Apolo olhou ao redor do quarto e ele encontrou a garota sentada na cama. Ela tinha um livro sobre suas coxas e tinha uma expressão sombria. Ela era morena, com mechas vermelhas nas pontas, usava roupa preta, e tinha olhos verdes.

– Eu preciso de você. Os deuses precisam de você, é por causa de sua mãe. – Apolo nunca teria falado assim, mas ele sabia os papéis que os semideuses exerciam para os deuses, os favores que faziam.

– Minha mãe? – A garota não mudou de expressão, mas sua voz saiu um pouco mais elevada. Apolo contou resumidamente o que tinha acontecido e disse do que precisava; a garota somente ouviu sem falar uma palavra. Apolo contou sobre a missão e quando acabou se encostou à parede. Lavínia ergueu uma sobrancelha.

– Tudo bem. Eu acho que posso desfazer o feitiço. Mas quero algo em troca de você. – Apolo ergueu uma sobrancelha. Chocado por dentro por causa da petulância que a garota tinha em pedir algo a ele em troca disso. – Eu sei o que você está pensando. E não, eu não me importo com o que venha a acontecer com o acampamento, eu tenho como viver sem isso, não preciso de ninguém, então não faria diferença para mim.

– É de salvar sua mãe que estamos falando...

– Não. Estamos falando de livrar a cara dos deuses sobre algo como isso. Tudo se refere a vocês... Não é sobre salvar Perséfone? – Apolo se empertigou. – Eu quero algo para mim!

– Tudo bem sua... Filha de Hécate. O que você quer? – Lavínia sorriu e se levantou. Ela sussurrou as palavras de modo tranqüilizador e baixo. Apolo arfou quando escutou e sentiu como se o quarto tivesse esfriado, o que era impossível, já que sua presença no local já fazia o mesmo ficar quente.

– Isso é um pedido...

– Fácil para você! Aceita? – Apolo levantou as sobrancelhas.

– Você é uma tola, garota. – Lavínia riu. Ela estendeu a mão e Apolo apertou suspirando. – Fechado. – Mas que em seguida acabou dando um sorriso de lado enquanto ela ia à busca de suas malas e do que precisava. Apolo a observou por um tempo e depois rolou os olhos, não acreditando que uma semideusa tinha lhe passado a perna e o manipulado. Ele se perguntou sobre o que tinha acontecido ali, e não chegou a nenhuma conclusão.



...



Depois de meia hora Apolo reuniu Lavínia com Tritão no lugar de encontro. Apolo olhou uma última vez para os dois garotos e disse a Tritão.



– Ela sabe o que fazer para conseguir tirar a mãe do encantamento. Mas primeiro vocês devem salvar os quatro. Pois assim será mais fácil agir sobre o encantamento depois. – Lavínia assentiu. Tritão estava entediado e aborrecido. Apolo assentiu e disse: — Tudo bem, isso é tudo. Se vocês conseguirem que o acampamento também não seja atacado, seria simplesmente ótimo.

– Como se você se importasse... – Lavínia murmurou. Apolo olhou para ela e rebateu.

– Cale-se garota! Ou eu te fulminarei.

– Você não pode. Você e todos precisam de mim! – Lavínia o encarou em desafio. Apolo riu de raiva.

– Você não sabe com quem está mexendo garotinha!

– Sei exatamente o que estou fazendo! – Tritão pegou no braço dela e disse:

– Não parece! Deixe lorde Apolo. Deixe comigo! – Tritão pegou Lavínia e a arrastou. Apolo se virou e desapareceu rapidamente. Em um segundo ele estava no Olimpo, na sala dos tronos. Athena foi a primeira que falou com ele.

– Feito?

– Sim. Só basta esperarmos agora. – Apolo se jogou no seu trono e Poseidon sorriu.

– O que ela pediu em troca? – Apolo riu alto.

– Vocês estavam observando? – Afrodite sorriu e Hefesto concordou. – Só que ela mal sussurrou.

– Nada que vocês devam saber. – Apolo disse travesso somente para mante-lós curiosos.



Notas finais
Eu fiquei feliz em fazer esse capítulo com Apolo no foco um pouquinho. Gostaram da Lavínia? Hahaha. Ela é minha criação, gostei da garota.
Bom, quero que deixem comentários ;) Certo? Eu não quero falar mais do que isso. Pois sinceramente, todas minhas notas finais são sobre como eu estou P da vida sobre os fantasminhas que habitam e não deixam comentários nessa história, e até eu estou de saco cheio disso. Sério! Mas é assim mesmo, ninguém vê como é difícil manter uma história com tantos leitores e um gato pingado de comentários. Oh, Jesus! Bom, Beijos aos meus leitores fiéis e lindos. Sério, valeu ;)