Inocência
35 When I Look At You
Notas iniciais
Capítulo 34 – When I Look at You
Pov. Annabeth*
Eu estava com o coração na boca, para mim tudo ia parar um momento ou outro. Tritão entraria na minha frente, minha avó apareceria, eu seria exilada e obrigada a ficar com Tritão, nunca mais veria Percy, mas quando chegamos à praia e Percy apertou minha mão, tudo pareceu um pouco mais real. Eu não sabia muito bem o que esperar. Eu tinha minhas inseguranças, era verdade, mas meu coração estava tão alegre, que eu não conseguia ficar triste e preocupada agora. Só a adrenalina conseguia percorrer minhas veias. Eu olhava para o moreno que me arrastava e só podia pensar que isso iria dar certo. Nós dois. Mesmo com todas nossas diferenças, talvez desse certo. Eu tinha ao menos que tentar.
– Annabeth! – Ouvi a voz de Percy e me assustei, acho que estava perdida demais em meus próprios pensamentos para pensar além deles. Olhei para Percy e ele tinha uma expressão preocupada em sua face.
– Oi...
– Vamos para a casa de minha mãe. Eu não sei o que aconteceu para eles não virem atrás de nós, mas creio então, que eles... – Ele não sabia o que tinha acontecido. Eu também esperava, então, o entendia. Eu apertei a sua mão e concordei. Estava louca para conhecer a mãe de Percy.
– Tudo bem, vamos.
– Mas não é por muito tempo! Não podemos correr o risco. Vamos para outro lugar, outra cidade... Para onde você quiser. – Ele me falou. Sorri.
– Tudo bem. Contato que estejamos juntos. – Corremos a toda velocidade até onde Percy disse que tinha deixado seu carro, foi um alivio poder respirar um pouco depois de sentir os pulmões queimarem. Quando íamos para a casa da mãe de Percy não pude evitar tocar no assunto.
– Percy, o que vamos fazer? – Falei enquanto ele ligava o carro e arrancava dali.
– Não quer aproveitar e pensar depois? – Ele olhou de lado para mim, sempre com um olho na estrada. Sorri.
– Seria muito bom, se fossemos normais e não tivéssemos com uma deusa e um deus atrás de nós, querendo nossas cabeças. – Eu revirei os olhos. Eu ri depois disso. – Tudo bem, eu não quero também pensar nisso. Arranjarei um trabalho em qualquer lugar. – Percy me olhou indignado.
– O quê? Você acha que eu vou ficar sem fazer alguma coisa?
– Annabeth, isso não é certo! – Eu mexi minhas mãos.
– Não é o caso de ser certo ou não. É o que teremos que fazer. Ok? Além disso, já pensou em que cidade? Nova York mesmo? Eu não conheço muitas cidades então... – Eu disse com vergonha.
– Eu estava pensando em irmos para Califórnia. Eu acho que é o melhor lugar para que eu arranje um emprego. – Eu não estava gostando disso, eu sei que seria difícil eu arranjar um emprego por causa da minha escolaridade, mas eu arranjaria um jeito de ajudar Percy, isso eu sabia. Ficamos em silêncio o resto do trajeto, cada um com seus pensamentos. Eu estava pensando em Nico e Thalia e no que deixamos para trás. Nada seria do mesmo jeito, e eu amava tanto o modo como eu vivia antes, naquela casa com os dois e Percy.
Percy parou em frente há um prédio depois de meia hora em silêncio. Eu fiquei observando enquanto a cidade passava e não estava nervosa, na verdade estava relaxada, mas quando eu cheguei ali, minha mão começou a soar. Era estranha essa sensação. Saí do carro e Percy me alcançou, eu me encostei-me ao carro, estava realmente nervosa. Percy passou a mão por minha cintura enquanto ficava sobre mim. Fiquei confortável enquanto olhava para seus olhos verdes.
– O que foi?
– Estou... Sei lá, nervosa... – Respondi rindo. Ele tocou meu rosto e aqueceu onde faltava.
– Relaxa. Minha mãe não é uma pessoa ruim, na verdade, ela é melhor pessoa do mundo, amável demais. – Ele sorriu falando dela. Confortou-me. Peguei em seu rosto e encostei de leve nossos lábios, era estranho, diferente, mas não deixava de tirar borboletas no meu estomago, não me fazia querer menos ele. Ele me apertou ainda mais e eu suspirei descolando nossos lábios.
– Percy... Eu juro, eu estou com medo. – Ele riu baixinho enterrando seu rosto na curva do meu pescoço e deixando um beijo ali.
– Juro para você também... A única coisa que eu tenho medo de perder agora é você. De eles tirarem você de mim. Você é viciante sabe? Uma droga. Daquelas que eu pensei que talvez nunca provasse ou que me viciaria. – Ele deixou mais um beijo ali, fazendo meu corpo todo se arrepiar. – Se meu irmão pegar você de novo, eu sou capaz de lutar até a morte por você. – Eu queria poder dizer que ele estava brincando ou estava sendo romântico demais, mas pelo tom de sua voz, ele nunca tinha falado tão sério em sua vida. Deslizei minha mão pelo seu braço e segurei na mão dele.
– Não será preciso...
– Sabe o que me lembrei agora? – Chacoalhei a cabeça em sinal de negação.
– De quando eu fui buscar você, me lembrei do seu medo de enfrentar o nosso mundo, de ter medo do que viria pela frente e ao mesmo tempo, de outro modo, ser tão confiante e sensível. Eu juro que fiquei hipnotizado e muito enciumado, era para ser eu no lugar do meu irmão. Eu acho que nunca tive tanta inveja de Tritão, como tive quando você entrou em nossa vida. – Eu juro que não sabia o que dizer depois daquilo. Ainda me lembro do dia em que estávamos no palácio de Poseidon, de como me perguntei qual era o problema de Percy e Tritão e não sabia de absolutamente de nada. Agora que eu tinha mudado, que tudo estava diferente era estranho olhar para trás e analisar tudo. Eu teria feito algo desigual? Provavelmente não. Eu não me arrependia de nada.
– Vamos entrar. – Percy me chamou. Entramos de mãos dadas no prédio e subimos alguns lances de escada. Percy foi me falando um pouco de sua mãe e de como ela vivia agora. Paramos de frente a uma porta azul e eu já não estava tão nervosa quanto estava quando chegamos ali. Percy bateu e esperamos alguns segundos. Um minuto depois uma mulher morena e com algumas rugas abriu a porta para nós. Um sorriso se abriu muito rápido quando ela olhou para Percy. Logo constatei que só podia ser a mãe dele, Sally, tanto pela semelhança, quanto pelo que Percy tinha descrito. Ela passou os braços ao redor dele e falou o nome dele.
– Estava morrendo de saudades. Percy, meu filho... – Eu sorri, depois de um instante ela ergueu a cabeça e me olhou. Sorriu para mim e se separou dele.
– Quem é você? – Dei um passo tímido para frente e estendi a mão.
– Annabeth. Sou uma... – Eu não sabia o que dizer... Para Percy isso não passou despercebido, pois ele logo passou a mão pela minha cintura e disse a sua mãe:
– Ela é minha mulher mãe. – Sally sorriu largamente e pegou em minha mão.
– É um prazer conhecer você, Annabeth. – Ela abriu a porta e Percy me fez entrar. Sally passou pela nossa frente e comentou:
– Tenho uma torta que acabei de fazer. Por favor, entrem e comam um pedaço, assim nós podemos conversar tudo bem? – Quando Sally falou em torta, meu estomago roncou. Ri fraco e Percy me guiou até a cozinha. Quando sentamos e Sally colocou a torta para nós, me servi devagar.
– O que aconteceu Percy? As coisas estão bem? Você raramente vem aqui em casa... Seu pai... Aconteceu...
– Calma mãe. Eu vou explicar tudo. – Percy segurou minha mão e começou a contar devagar e desde o inicio. Sally arregalou os olhos, me olhou nervosamente, mas escutou tudo com atenção. Percy contou detalhadamente quase tudo. Quando acabou Sally nos olhou diferente.
– Mãe? – Percy perguntou depois de alguns segundos.
– Eu estou preocupada com vocês agora. Athena não é uma deusa com quem devemos mexer ou quem devemos deixar chateada Percy. – Ela me analisou – Não é que eu queira dizer que isso é errado Annabeth, pois fico realmente feliz de Percy ter encontrado você, sou realmente grata que ele te ame, mas sua avó...
– Eu sei. Nós sabemos. – Percy concluiu.
– Mas não foi algo involuntário dona Sally. Simplesmente aconteceu. Foi algo sem volta. Eu não posso mais ficar sem Percy. – Confessei.
– Não se preocupem. Contem comigo. Farei o que estiver ao meu alcance por vocês.
– Só precisamos ficar aqui até amanhã. Eu e Annabeth decidimos ir para qualquer lugar. Queremos ficar bem longe de Nova York.
– Entendo. Eu vou ajudar vocês a ficar por aqui hoje. Pode ir para seu antigo quarto Percy. – Nós nos levantamos e fomos para o quarto de Percy, Sally disse que fazia um tempo que ela não entrava ali, mas que dava para dormimos. Continha pouca poeira, e estava extremamente organizado. Pedi a Sally material para limpar e fiz uma pequena limpeza. Sally me ajudou e logo o quarto estava pronto.
– Vocês ficaram aqui hoje, decidam o que irão fazer, para onde vocês irão e amanhã eu ajudo vocês com a parte financeira. Eu tenho uma boa quantia guardada e tenho certeza que dará para vocês viverem por um tempo...
– Mamãe, eu não quero seu dinheiro... Eu também tenho um dinheiro.
– Eu quero ajudar! Vou ficar realmente triste Percy se você recusar meu filho. – Percy me olhou e eu mesmo não querendo também que Sally nos desse dinheiro, eu sabia que ela queria fazer aquilo por nós, então assenti. Sally sorriu e saiu do quarto, deixando eu e Percy sozinhos. Percy abriu a janela e fui ao seu encontro. Olhamos para a rua. Estava realmente movimentada. Coloquei a mão na barra e Percy passou a sua por cima da minha. Não falamos nada. Era o suficiente. Estávamos juntos nessa.
Duas semanas depois...
Acordei com alguém me cutucando. O sol também estava em meu rosto, mas depois de alguns dias ali, eu já estava acostumada. Era sempre ensolarado demais. Senti um beijo ser deixado em minha testa e o hálito de menta dele em meu rosto, e claro, o seu cheiro. Sorri.
– Você já vai? Tão cedo! – Murmurei enquanto me enrolava no colchão. Percy riu.
– Você também está atrasada dorminhoca, esqueceu? – Eu quase pulei, eu tinha me esquecido completamente, e eu tinha insistido tanto para Percy aquilo, e ele tinha negado tanto, que eu não sei como ele me lembrou. Eu estava atrasada para o meu trabalho. E era meu primeiro dia. Pulei do colchão e corri para nosso banheiro. Eu estava completamente descabelada enquanto entrava no nosso pequeno banheiro. Tomei um banho rápido e me enrolei com a toalha. Percy estava sentado, me esperando.
– Hey amor... Obrigada por me acordar. – Ele fez careta. Eu sabia que ele estava odiando isso. Eu tinha arranjado um emprego como garçonete, pois era o que eu podia fazer com meu currículo inexistente, isso tinha quase deixado Percy louco. Nós estávamos há uma semana e meia na Califórnia, e tínhamos alugado um pequeno apartamento perto da praia, e mesmo dando para que ele pagasse, eu realmente queria ajudar ele com isso. Por isso, fui atrás do emprego e o consegui. Ele estava trabalhando como barman de noite e era instrutor de uma escolinha de surf de dia. Percy podia ser realmente insistente quando queria uma coisa, ele tinha conseguido esses empregos de um dia para outro. Fui para o guarda roupa e tirei minha roupa de lá. Tirei a toalha e comecei a me vestir ali mesmo. Como era realmente pequeno, era difícil ter o luxo de pedir para Percy sair para eu poder me vestir, e, além disso, Percy fez questão de tirar isso rapidamente.
– Annabeth...
– Por favor, relaxe... – Eu completei, antes que ele começasse seu discurso novamente. Ajeitei minha blusa de botão e coloquei minha saia. – Eu sei me cuidar. – Fui até ele depois de ter pegado minha pequena sandália.
– Eu não gosto da idéia de você estar longe de mim...
– Você passa o dia todo trabalhando e eu fico aqui Percy, é...
– Espero que não esteja reclamando... – Ele bufou.
– Não, meu amor. É que eu fico longe de você do mesmo modo. – Sorri- Só que agora, eu estarei te ajudando... Hey, eu prometo que ficarei bem. Ok?
– Já se passaram duas semanas... E ao invés de eu não ter medo de eles não virem mais atrás de nós, de acordo com o tempo passa, eu sei que está chegando o dia... – Eu tremi só de imaginar. Essas semanas foram apertadas no caso do dinheiro e despesas, mas estava sendo tão maravilhoso, tão divertido, que nada mais importava. Eu me sentia tão diferente. Percy estava comigo, saíamos nos fins de semana, visitamos diversos lugares, íamos à praia com muita freqüência e adorávamos ficar deitados juntos na areia até escurecer... Era simplesmente o paraíso. Eu tinha medo que acabasse assim como Percy.
– Relaxe Percy. Quando acabar meu turno, eu passei na praia e nós iremos almoçar em algum lugar por aí. Que tal? É por minha conta. – Ele suspirou e passou a mão na minha cintura. Levantou-se e beijou meus lábios.
– Tudo bem. Eu vou te deixar no trabalho. A galerinha pode esperar mais um pouco. – Saímos do nosso pequeno apartamento e descemos as escadas. Saímos para rua e caminhamos devagar até meu trabalho. Não era longe, uns dois quarteirões. Eu já estava me acostumando com o jeito da Califórnia.
– Que tal nos mudar depois de dois meses? Eu não queria ficar muito tempo em um só lugar.
– Eu gosto daqui.
– Mas sua vontade era de conhecer diversos lugares...
– Eu sei, mas ainda temos tempo. – Conclui.
– Será? – Odiava quando ele ficava pessimista. Hoje era um desses dias. Odiava que essas dúvidas ficassem na cabeça dele. Eu sempre tentava reverter isso, mas eu sabia que ele nunca tirava isso exatamente da cabeça.
– Temos sim. Você verá! – Expliquei. Tratei de mudar de assunto. – Thalia ligou? Eu queria muito falar com ela. Faz alguns dias que ela não dá sinal, assim como Nico.
– Verdade. Da última vez que falamos com eles, tivemos que enfrentar uma horda de monstros, mas valeu à pena. Faz quantos dias?
– Acho que quatro dias...
– Vamos ligar para Nico hoje à noite. Eu quero saber como Tritão e Athena estão lidando com isso. Se está tudo quieto no Olimpo. Checar as coisas. – Concordei e andamos em silêncio o resto do percurso. Quando chegamos no pequeno restaurante, Percy me abraçou e disse baixinho:
– Se algum cara der em cima de você, ou ficar te secando, é para me falar. Eu não vou admitir isso, viu? – Beijei sua face.
– Tudo bem ciumento. Agora vá! Você vai se atrasar. – Ele foi embora depois de me beijar mais uma vez. Entrei no estabelecimento e fui direto falar com a gerente. Ela se chamava Dália. Ela era gentil e simpática, o que me deixou bem mais a vontade.
– O seu trabalho é simples Annabeth. Pega os pedidos, deixa na cozinha e depois serve. – Ela chamou um rapaz que estava do outro lado do salão e falou: — Esse é Jim. Você irá trabalhar com ele. Vocês dividam o número de mesas como acharem melhor. Tudo bem? – Ela sorriu para mim. – Espero que se dê bem hoje. – Ela saiu e Jim pegou em meu braço delicadamente.
– Você fica com as mesas do lado esquerdo e eu do direito? Tudo bem? – Concordei e fui me preparei. O dia ocorreu relativamente bem. Pela manhã não havia muitos clientes e Jim disse que só apertaria no horário do almoço, mas como não era meu horário eu não tinha com que me preocupar. A única coisa que ocorreu e me deixou extremamente incomodada. Foi que eu tive a sensação de estar sendo vigiada. Isso nunca tinha acontecido. Convence-me de que era a paranóia de Percy chegando a mim, mas logo deixei de lado. Quando acabou meu horário me despedi de Jim e sai. Eu iria para a praia, onde Percy dava suas aulas, ele estava quase liberando seus alunos.
Mexi em minha bolsa e peguei o celular que Percy tinha comprado. Tive muita vontade de ligar para Thalia, mas eu só podia ligar quando Percy estivesse comigo, no caso de que aparecesse algum monstro, ele lidaria facilmente. Eu estava treinando nas duas últimas semanas. Percy ia trabalhar e eu ficava na praia. Gostava de praticar com facas e umas adagas. Eu já estava ficando ótima em acertar onde eu queria.
Senti uma presença atrás de mim e comecei a caminhar mais rápido, não ousei olhar para trás. Faltava só um quarteirão para chegar à praia. Olhei para trás e não vi ninguém suspeito. Quando olhei para frente, quase morri de susto. Meu coração foi a minha boca e voltou. Olhos negros me encaravam, um sorriso travesso ocupava sua face e eu quase desmaiei de alívio quando a voz da minha amiga gritou de trás do moreno:
– Oh Nico. Eu disse que não era uma boa idéia fazer isso com ela. – Thalia riu saindo de trás de Nico e me abraçando com força. Eu pus o dobro da força. Eu senti tanta falta dela, deles. Estendi a mão para Nico e o abracei depois de saltar Thalia.
– Nunca mais faça isso criança estúpida. Quase me matou de susto. – Ele deu risada. Era tão bom estar com eles.
– Cadê Percy? Sabe como deu trabalho achar vocês? Nós sabíamos que estavam na Califórnia, mas onde? – Thalia explicou. – Nico procurou vocês mais detalhadamente e viemos para cá. Eu não agüentava mais de saudade.
– Percy está no trabalho. Mas ele já deve estar saindo, vamos lá? Nós iríamos almoçar.
– Opa, eu estou mesmo com fome. – Sorri. – Estou com saudades da sua comida Annie. Thalia é péssima, sério, estou passando fome. – Ela bateu nele e ele se contorceu por causa do tapa.
– Pare de reclamar. Ontem você não reclamou quando... – Os parei.
– Ok. Guardem os detalhes sórdidos...
– Eu só ia dizer quando pedi Pizza. – Thalia riu e eu acho que eu fiquei como um pimentão. – Annie, Percy está te ensinando uns truques, não é?
– Vamos. Parem de pensar besteiras meninas! E eu pensava que os meninos é que tinham a mente poluída. Fala sério! – Nico encerrou e eu e Thalia rimos.
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