Inocência

15 Sentimentos inexplicáveis e orgulhos não engolidos


Notas iniciais
Olá Jujubas, quanto tempo não?Como vocês estão?? Espero que bem! *-*Capítulo demorou, e peço que ninguém me mate, mas espero que gostem! *-*

Capítulo 14 — Sentimentos inexplicáveis e orgulhos não engolidos

Pov. Annabeth*

Na noite anterior fui dormir com algo fervilhando dentro de mim. Depois do pequeno beijo que Percy me deu na bochecha eu não conseguia parar de sorrir. Alguma coisa estava crescendo dentro de mim, mas eu não sabia o quê, quer dizer, eu sabia o suficiente pelo que tinha convivido com meus pais, e aquele sentimento se chamava amor, mas será que era isso mesmo? Eu achava que não, eu não conhecia isso, e poderia estar me enganando, além disso, eu tinha Tritão e ele mexia comigo quase da mesma forma. Suspirei, eu não iria chegar a lugar nenhum daquele modo. Acordei bem alegre naquela manhã, mesmo que estivéssemos a uma semana de ir atrás de uma pessoa qual não sabíamos quase nada. Eu tentei pensar em como eu seria útil nessa missão — como Thalia tinha dito- mas não me vi ajudando. Vi-me sendo a causadora de problemas e sendo a que precisava ser ajudada. Isso não me deixou muito animada.

Tinha aula com Percy pela manhã, e isso me deixou um pouco nervosa. Vesti uma roupa confortável e sai para a cozinha, estava cedo e nenhum dos três ainda tinha acordado. Então me apossei da cozinha e fiz um belo café da manhã. Eu estava me acostumando com aquele lugar, com eles três na minha vida. Coloquei o pequeno rádio para tocar e tocava uma maratona de Blues. A música era boa e eu adorei, no meio de algumas já estava cantando. Quando acabei de preparar o café bati na porta de cada um e chamei. Depois de meia hora estávamos tomando café.

– Eu sonhei ontem. — Thalia disse enquanto tomava suco. Nico e Percy olharam atentamente para ela e eu tentei entender o porquê daquilo, quer dizer, sonhos eram sonhos.

– Tem algo a ver com a missão? — Thalia negou e olhou para mim. Seus olhos azuis me fitaram curiosos.

– Annabeth... — Ela deixou meu nome ficar suspenso no ar. Os meninos e eu já íamos perguntar o que tinha a ver comigo, mas uma batida na porta chamou nossa atenção. Tritão entrou na cozinha e sorriu para mim. Eu não esperava ver ele ali, tão cedo. Meu coração bateu e eu corei um pouco quando ele me tirou da cadeira sem cerimônia e me abraçou. Logo em seguida beijou minha bochecha. Ele me soltou e me manteve preso aos seus braços. Olhei para o pessoal e eles tinham a cabeça abaixada, menos Percy, obviamente.

– Veio tirar minha aluna de mim hoje? — Ele disse de modo habitual. — Desculpe, mas hoje não vai dar. Temos que estudar a semana toda e terei que ser bem duro com ela, duvido que ela vá poder te ver. Então, irmãozinho, se despeça logo dela. — Tritão bufou e sorriu o que me impressionou.

– Nada que você venha a fazer ou falar hoje vai me irritar, irmão! Já estou feliz somente por ter Annabeth aqui comigo, agora. — Ele tinha um ar de superioridade que me fez desviar os olhos de Percy, pois seus olhos quase transbordavam ódio. Percy se levantou e disse:

– Tem trinta minutos Annabeth. Hoje iremos passar o dia estudando.

– E as nossas aulas, Percy? Poseidon disse que Annabeth tinha que treinar. — Nico se opôs.

– Vocês podem estudar pela parte da noite.

– Não quero lutar pela parte da noite, eu tenho coisas a resolver hoje. — Nico disse e Thalia olhou para ele de soslaio.

– Então troquemos o horário. Você ensina Annabeth a tarde e eu fico pela parte da noite! Entendeu? Nada de folga para você hoje! — Ele disse para mim, antes de se virar e ir em direção a biblioteca.

– Meu irmão está descontando toda a raiva de mim em você, não? — Tritão disse baixo enquanto me arrastava para o jardim.

– Não! Seu irmão pode ser um pouco irritante, debochado, mas me trata bem. — Eu sorri de lado. Não queria falar tudo que Percy me dizia sobre ele para Tritão, além de eu não ter esse direito, nunca me sentiria confortável. Eu achava que o que acontecia na aula, comigo e Percy, era uma coisa só nossa.

Eu e Tritão nos sentamos na grama e ficamos de frente um para o outro. Ele entrelaçou nossas mãos e eu sorri.

– Você e ele brigam desde quando?

– Faz uns dois anos, ou mais. Desde que ele veio para esse mundo por assim dizer, desde que veio morar com nosso pai. Eu não sei o que fiz para ele, mas ele gosta de me irritar, sempre faz coisas erradas. Confesso que no inicio eu sentia ciúmes de meu pai com ele, mas foi só. Nunca fiz nada demais. — Eu assenti. — Percy é uma boa pessoa lá no fundo, bem no fundo, mas faz tudo errado. E eu não consigo... Suportar isso. É um idiota.

– Ele é diferente!

– Não se deixe enganar Annabeth. Percy tem muitas faces. Eu queria muito que ele ficasse longe de você, mas eu não posso fazer isso, agora. — Tritão disse o agora, e sinceramente me percorreu um medo. E eu soube identificar de que era o medo. Medo de ficar longe de Percy.

...

Entrei na sala depois que acabei de conversar com Tritão e vi Thalia e Nico conversando, eles pareciam discutir algo baixinho, então nem quis me meter na conversa. Fui direto para a biblioteca, eu mal entrei e escutei a voz dele.

– Está atrasada. Dois minutos. — Eu franzi a sobrancelha enquanto fechava a porta. — Vai ficar dois minutos a mais do tempo que eu tinha determinado, pela parte da noite. — Ele estava sério, isso não era nada bom. Sentei-me na cadeira e começamos as minhas lições.

...

Pov. Thalia*

Desde que Nico falara que tinha problemas a resolver para Annabeth, eu não consegui parar de pensar sobre o que seria. Deixei Annabeth, Percy e Tritão saírem e tentei ver se conseguia tirar algo de Nico.

– O que aconteceu? Quais são esses problemas que você vai resolver? — Ele me olhou e disse:

– Nada demais. — Ele cruzou os braços sobre o peito e suspirou olhando para o teto. Ele estava me ignorando e eu odiava isso. Ruim que eu não queria insistir, não queria parecer que me importava ou estava passando a me importar. Mas eu estava me importando e esse era o problema.

– Poseidon te deu permissão para sair daqui?

– Que eu saiba quem está preso aqui é Percy, não eu! — Eu revirei os olhos.

– Nico! Para mim você ia me ajudar a descobrir algo sobre o medalhão hoje. — Eu disse irritada.

– E vou, mas eu preciso sair hoje! — Ele não abaixou a guarda e nem disse o motivo da saída. Estava quase jogando tudo fora e perguntando. Quer saber? Dane-se.

– O que você tem de tão importante para fazer hoje? — Ele me mirou.

– Esse assunto não te interessa Thalia! — Desisti e suspirei irritada. Fantasminha idiota. Levantei-me e comecei a arrumar a cozinha. Ele tentou falar comigo, mas eu o ignorei. Isso eu faço bem.

Fui para meu quarto e esperei ele sair, claro, eu já estava arrumada e pronta para segui-ló. Percy estava estudando com Annabeth, então, não tinha problemas de eu sair. O ruim foi que Nico desapareceu pelas sombras e quando eu vi que não conseguiria seguir ele, acabei entrando junto com ele. Eu não sei o que aconteceu, mas de repente eu estava grudada a ele. Eu sabia que era ele, a mão quente apertando a minha e o calor do seu braço apertando minha cintura era inconfundível. Quando saímos das sombras no lugar aonde Nico iria, eu quase caio. Eu nunca me acostumava com isso, mas pelo menos não era mais como a primeira vez.

Respirei fundo e vi Nico praguejar enquanto me apertava.

– O que deu em você? Você podia ter morrido ou algo assim, sabia? Se eu não tivesse sentido a presença de alguém, eu nem consigo pensar o que poderia ter acontecido! — Eu olhei ao redor enquanto ele me repreendia e estávamos pertos do que parecia ser uma casa abandonada. Nico me puxou para dentro do beco e disse:

– Fique aqui. Eu já volto. Prometo! — Ele foi sem ao menos me deixar dizer que iria atrás dele de qualquer forma.

Caminhei atrás de Nico, mas eu nem sai do beco direito e o vi conversando com alguém. Como ainda estava claro o suficiente vi que era uma mulher. Ela tinha cabelos negros, e tinha traços que considerei que eram parecidos com o de Nico. Ela era nova, parecia ter 20 anos e era linda com seus olhos escuros.

Ela abraçou Nico depois de alguns minutos e ele lhe entregou um saquinho. Ele beijou os cabelos dela e sinceramente aquilo fez uma raiva enorme crescer dentro de mim. Ciúmes. Eu estava com ciúmes daquele idiota. Ela o soltou e ele veio na minha direção enquanto ela ia para a direção contrária. Quando Nico chegou a mim me pegou pela mão.

– Vamos! Já acabei!

– Quem era?

– Uma amiga... — Ele respondeu vagamente. É nessas horas que eu vejo o quanto é ruim estarmos apaixonada por alguém e não ser capaz de engolir o próprio orgulho e admitir tal coisa. Eu já tinha tentando evitar me sentir como eu sinto com relação a Nico, mas era quase impossível. Parecia que cada vez que eu mais trancava esse sentimento, mas forte vinha. E isso era tão ruim.

Ele pegou minha mão e eu me preparei para um pouco mais de sombras.

...

Pov. Autora*

Annabeth tentava de todo modo prestar atenção na lição a sua frente. Mas nada tirava sua mente da pessoa que lhe encarava há quase uma hora. De minutos em minutos percorria um pequeno frio por seu corpo, ela batia o lápis impacientemente na mesa ou na testa, esses tiques só lhe diziam que ela estava mesmo nervosa com o olhar que ele lhe lançava, com a presença dele ali. Ela olhou uma última vez para o papel na sua frente e largou o lápis cansada de tentar fazer aquilo.

– O que foi Annabeth? — Annabeth suspirou quando Percy perguntou a ela.

– Eu... Eu conversei com Tritão hoje... Ele falou da relação de vocês... — Annabeth se levantou e foi para onde Percy estava. Ela se abaixou e ficou de joelhos na frente de Percy, botou a mão sobre a dele e sentiu ele se mexer desconfortavelmente.

– Ele tem medo do que eu possa colocar na sua cabeça, ou te influenciar não é mesmo? — Ele riu. — Eu sempre sei ler ele muito bem. Um medroso, pensando que eu sempre vou querer roubar tudo que ele tem.

– Não creio que você queira me influenciar em nada. Ou me roubar dele, você é tão gentil comigo aqui. — Percy sorriu e se abaixou tocando o rosto de Annabeth. Ele no mesmo minuto pensou como aquela loira na sua frente estava errada. Deu uma vontade louca de beija — lá. Mas também de tentar não tomar algo de seu irmão de verdade uma única vez- não que seu irmão merecesse algo assim- mas ela era realmente algo que ele desejava loucamente. Annabeth era uma garota que ele desejava agora tomar nos braços e lhe amar loucamente. E somente por parecer um pouco impossível, ele a queria ainda mais. Ele queria provar daquela inocência, queria saborear do sabor daqueles lábios provavelmente nunca tocado e se deliciar com o toque da pele dela.

Annabeth sentiu seu rosto pegar fogo enquanto Percy acariciava o rosto dela e ela sentia o olhar tão intenso que ele lhe lançava. Ela se sentia tão bem ao lado dele. Ele era delicado, misterioso, a pessoa que todos lhe diziam para ficar longe, mas a que cada palavra negativa ela ficava ainda mais perto. Percy estava ganhando um lugar em seu coração. Percy hesitou enquanto olhava para os lábios de Annabeth e quando Annabeth fechou os olhos delicadamente- se entregando aos sentimentos que lhe rondavam a cabeça- ele sorriu. Afagou a bochecha dela e deixou aquela lúxuria que crescia dentro dele o dominar. Ele passou a mão pela cintura dela e tocou-lhe os lábios dela com delicadeza enquanto tocava a nuca dela e a puxava para mais perto. Annabeth abriu os olhos e parecia assustada. Percy parou por um segundo se demorando num selinho, mas quando viu Annabeth tocando lhe o ombro, ele colocou a língua dentro da boca dela e os dois começaram um beijo calmo. Annabeth não sabia muito bem o que estava fazendo, mas se entregou ao beijo, se entregou a aquela sensação que Percy lhe passava. Ela o abraçou e eles aprofundaram o beijo.

Eles se separaram ofegantes e se encararam sem saber o que dizer. Annabeth só sabia dizer que um sentimento inexplicável lhe passava em todo corpo e que seu coração batia acelerado. Percy não soube fazer outra coisa além de puxar Annabeth de novo para mais um beijo e Annabeth não soube fazer nada além de se entregar para aquele momento.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado. Opiniões são bem vindas! Gente, fiquei tão em dúvida de como fazer esse beijo, que até agora estou pensando se fiz no momento certo! Aff. Dúvida de autora é ruim...bom, espero que tenham gostado. Peninha do Tritão...kkk (Que nada, Percabeth forever...kk)...próximo sai logo.Minha nova fanfic "If I Were a Boy" Postada meus lindos!!! Vocês se lembram da votação que eu fiz... de fanfics que eu iria postar? Pois bem, a segunda mais votada foi ela. Resolvi postar ela, passem lá e deixem reviews sim?Aqui também. Beijokas anjos!