Inocência

6 Jurado de morte


Notas iniciais
Olá meus anjos, aqui está mais um capítulo novinho pra vocês! Desculpem a demora, iria postar mais cedo, mas o Nyah estava fechado pra entrarmos na conta. Curtam o capítulo!*-*

Capítulo 5 — Jurado de morte

Pov. Autora*

– Por que será não é Perseu? — Uma voz fez Percy pular. — Fique longe da minha neta! Ou eu acabo com você! — Athena entrou no campo de visão de Percy e o empurrou para bem longe de Annabeth. Perseu revirou os olhos enquanto Athena colocava a mão no peito dele e dizia:

– Eu conheço muito bem sua fama. Então nem tente adicionar mais uma em sua lista, pelo menos não ela, entendeu? Ou eu acabo com você e, é melhor você ter medo, sua morte será dolorosa.

– Nem parece alguém que nunca aprovou o nascimento dessa criança. E que por somente raiva a deixou morrer. Se hoje ela é assim, a culpa é sua. Acho que se você tivesse engolido seu orgulho e ajudado sua filha quando ela precisou, sua neta poderia muito bem se defender sozinha de qualquer um. Já que eu não estava fazendo nada demais, a não ser dizendo a verdade. — Athena pegou no pescoço de Percy e quase apertou. Percy por um momento teve medo, os olhos cinza de Athena brilharam de ódio e ele se viu morrendo ali. Mas antes que ela pudesse o fazer, alguém pegou no seu ombro. Ela olhou pra trás e viu Poseidon. Ele tinha a mesma raiva em seus olhos, mas não queria que seu filho morresse, ou que Athena o matasse e depois sofresse com a ira dele, ou com sua própria culpa, por fazer algo tão impulsivo e sem pensar, coisa que ela simplesmente odiava, pois ela era a cabeça do Olimpo. Então tentou acalmar a situação.

– Se acalme! — Ela na mesma hora relaxou, soltou o pescoço de Percy e ele caiu no chão. Seu rosto estava vermelho já pelo ar que o faltava, e isso só porque ele passou dois segundos com a garganta sendo apertada pela deusa.

– Poseidon, contenha esse garoto! Esses anos todos e ele ainda não muda. Como ele pode ser um garoto desse tipo? Igualzinho ao pai, um cafajeste. — Athena sibilou pra Poseidon e ele respirou fundo pegando Percy pelo braço. Poseidon antes de tirar Percy dali, olhou pra Annabeth que assistia a cena paralisada e com o medo nítido em seu olhar.

– Não se assuste.

– Ela ainda não viu nada! -Uma voz falou atrás de Poseidon, mas ele não se virou pra saber de quem era.

– Mas perdoe-me, tudo bem? Meu filho é imprudente e isso não deveria ter acontecido. Mais tarde quando quiser ir... Afrodite, Apolo, ou até mesmo Athena se ela quiser, podem te levar pra minha casa novamente, tudo bem? — Annabeth assentiu e Poseidon saiu com Percy sendo puxado pelo braço.

Annabeth ficou com medo pelo garoto e rezou por um momento pra Poseidon pra que ele não fizesse nada. Poseidon ouviu e sorriu, mas mesmo assim, isso não fez diminuir a raiva que estava sentindo do filho.

Athena olhou pra Annabeth e a menina se pôs a falar:

– Você é minha vó? Como assim? Minha mãe nunca falou sobre isso, nunca falou que ela era uma semideusa! — Annabeth mirou Athena confusa.

– Talvez porque ela nunca teve permissão de falar isso. — Athena suspirou, olhou pro rosto de sua neta e estendeu a mão. Annabeth sorriu e pegou na mão de Athena. -Venha, eu vou lhe falar tudo o que precisa saber. — Annabeth assentiu e a seguiu.

Athena andou pelos corredores e só parou quando abriu a porta do seu lugar preferido ali. Ela parou que Annabeth entrasse e a mesma sorriu entrando. Annabeth parou quando viu aquilo, era simplesmente incrível. Ela se perdeu ali dentro. Athena sorriu sabendo que sua neta seria tão brilhante quando a mãe dela. E a mãe dela tinha sido uma de suas filhas mais inteligentes. Athena se sentiu naquele momento tão mal. Perguntou se tinha feito a coisa certa mesmo ao dar as costas a sua filha quando a sua pequena neta nasceu. Ela não podia ter sido tão orgulhosa, mas esse também sempre foi seu pior defeito. Abandonou a filha, pois ela tinha lhe dado as costas. Dado as costas a ela depois de tanto esforço que ela teve, tanto por ir contra seu pai e ficar com a criança e ensina-lá ali, em sua casa, quanto gostar incondicionalmente dela. Atena era sua filha mais amada. Mas depois do que Atena fez, Athena se sentiu traída. Ficar com um mortal, dar as costas ao Olimpo e a sua mãe, foi o fim para Athena. Foi uma apunhalada mais do que forte. Athena se perguntou se teria realmente errado. Poderia ter salvado a neta e a ter ensinado aqui, com certeza sua neta não a decepcionaria como sua filha fez, assim como Percy disse que ela poderia ter feito. Athena pensou em tudo isso, mas só soube sorrir depois diante da admiração da neta para os livros.

– Annabeth? — Annabeth olhou pra Athena.

– Oi

– Venha! Tenho muitas coisas a te contar, então vamos começar! — Annabeth assentiu se sentou ao lado de sua avó. Athena sorriu e pegou nas mãos de Annabeth, e começou a contar tudo. Tirando o fato de que se sentiu traída pela mãe de Annabeth e tirando o fato de que realmente podia salva-lá, e dizendo que a mãe de Annabeth só não podia falar pra ela, pois Zeus tinha proibido, pois era melhor para a segurança da mesma.

– Então você é minha vó? — Athena assentiu quando Annabeth perguntou. Num ato inesperado, Annabeth abraçou Athena, fazendo a mesma não reagir, mas depois de um segundo sorrir enquanto abraçava sua pequena neta, e aquela que já a tinha conquistado por completo.

...

Poseidon levou Percy até a sala dos tronos e viu que a mesma estava vazia. Jogou o filho contra a parede e suspirou começando a andar de um lado pro outro. Percy só o analisou andar de um lado pro outro, sua cabeça se preparando para o sermão previsto. Ele revirou os olhos e se sentou devagar no chão. Poseidon olhou pra Percy e começou.

– Eu estou cansado de você! Cansado desse seu jeito! Você só liga pra mulheres, bebida e farra, Percy! Você pensa que eu não sei que foi Nico e Thalia que trouxeram Annabeth até aqui? Que você estava com uma garota! Você não pensa garoto! Só é isso que tem em sua vida? Sexo? — Percy riu baixinho. — E agora, o que foi aquela cena ali? Não sei se posso mais confiar Annabeth a você, não sei se posso fazer você ensinar ela a ler e a escrever. — Percy se levantou.

– Ótimo! Eu não quero ensinar aquela garota. Então, se eu não o fizer... Melhor será pra mim, e pra ela também. Polpa meu trabalho!

– É por isso que você vai fazer, e vai fazer bem feito. Esse será seu castigo! Você vai ensinar aquela garota a ler e a escrever. Seu irmão já tem problemas demais no reino pra poder resolver, e minha esposa não queria nem Annabeth como nora. Então, você se encarregará disso.

– Aquela estúpida só quer o melhor pro filhinho dela! E só pensa em si mesma. Não sei como pode casar com uma mulher tão fútil. — Poseidon riu.

– Não sei como tenho um filho tão fútil, que só liga pra os prazeres momentâneos na vida. Que não liga pro futuro, que não liga pra família!

– Não me venha dar lição de moral. Você não tem esse direito, posso jogar cada um de seus maus feitos agora na sua cara, e aí depois, quem vai parecer o mais sujo? Aposto que eu não, Poseidon! — Poseidon queria na mesma hora dar uma lição muito bem dada no filho, mas se lembrou de Sally e de como ela ficaria se soubesse o que ele tinha feito. Então fechou a mão em punho e disse:

– Você está proibido de sair de casa por um mês! E nem pense em pedir ajuda ao Apolo, ou a qualquer pessoa. Eles não iram te ajudar, entendeu? — Percy fechou a mão em punho.

– Você não pode fazer isso! Quem você pensa que é?

– Poseidon, o deus dos mares. E seu pai! — Poseidon falou com tanta raiva que o chão tremeu. Percy abaixou o olhar e assentiu mesmo com a raiva subindo por suas veias. Ele odiava abaixar a cabeça pra qualquer pessoa.

– Preste atenção... Ensine muito bem, Annabeth... — Na mesma hora em que Poseidon falou isso, viu seu outro filho passar pela porta. Ele olhou pra Percy e pro pai e disse:

– Você está bem, pai? Senti uma tremedeira no chão? -Tritão disse tentando amenizar a situação. Pois o que ele tinha sentindo não tinha sido uma simples tremedeira no chão. Ele sabia quando o pai estava com raiva de longe.

– Só estou dizendo pro seu irmão, o papel que ele terá que desempenhar nesse mês que vai passar preso em casa. — Tritão riu baixo e se colocou ao lado do pai. Percy fuzilou o irmão que adorava ver o pai brigando com ele.

– Um mês em casa? Sem festas, mulheres e bebida? Será que o grande Perseu Jackson consegue sobreviver? — Percy não se conteve e levantou o punho pra ir em direção ao irmão. Poseidon os parou antes que eles começassem a brigar ali.

– Idiota! -Percy sibilou.

– Além de ele passar um mês dentro de casa, terá que ensinar Annabeth a ler e a escrever. — Percy olhou por irmão e viu que o sorriso debochado que antes tinha no rosto de Tritão, desapareceu. Percy ergueu uma sobrancelha.

– Não! Meu pai! O senhor... Com todo respeito, enlouqueceu? — Percy sorriu e sentiu o gosto de vingança em seu língua.

– Não! Seu irmão vai ensinar Annabeth. Você fica muito ocupado com os trabalhos do reino. Sua mãe nunca ensinaria, e eu muito menos.

– Podemos mandar outra pessoa ensinar! Athena é vó dela, ela com certeza poderá ensinar.

– Athena não pode... Tem muitos deveres a fazer, e é uma Deusa. E eu quero alguém que eu conheça, ou pelo menos confiável nesse quesito. E seu irmão é alguém que eu conheço.

– Por isso mesmo não deveria o deixar fazer isso. Nós o conhecemos meu pai. Esse bastardo é um...

– Chega Tritão. Ele não vai fazer nada. Ou eu acabo com ele, e Athena com certeza fará a mesma coisa... — Poseidon deixou seu olhar cair sobre Percy. — Ele não é abusado o suficiente pra duvidar da fúria de dois deuses! — Percy abaixou o olhar e Poseidon sorriu.

– Pois bem. Vá pra casa. Não quero mais você aqui! — Dito isso, Poseidon saiu da sala. Percy olhou pra Tritão que estava parado o analisando e sorriu. Tritão vendo o sorriso do irmão foi pra cima dele querendo soca-ló com toda força. Percy desviou com facilidade e disse:

– Já está apaixonado pela garotinha? — Tritão cerros os punhos.

– Não brinque comigo. Não se meta com ela, Perseu! Pois dessa vez não quero nem saber o que meu pai vai achar de mim depois que eu te matar. Entendeu? Eu te matarei.

– Acho que devo me assustar com três seres poderosos me jurando de morte. Não é? -Tritão bufou. O jeito debochado do irmão dava nos nervos. Tritão deixou a sala e Percy riu enquanto sabia que iria obedecer quase prontamente os desejos do pai. Só iria adicionar mais uma coisinhas na lista do que ensinar a sua pequena pupila. Iria ser divertido. Além disso, o irmão já quase o matara mesmo e Athena já tinha um ódio imenso por ele, ele não iria brincar com fogo, só por ter nascido já estava entre as chamas.

Notas finais
Comentem meus bebês!! Deixa a autora muito feliz ;)