Inocência
7 Já que não se pode ir contra eles, junte-se a eles
Notas iniciais
Capítulo 6 — Já que não se pode ir contra eles,junte-se a eles
Pov. Autora*
Annabeth abraçou sua avó e a mesma sorriu. Athena passou a mão pelos cabelos da neta e disse se separando dela:
– Só espero que tome cuidado. Sei que você é inocente, mas é minha neta. É muito inteligente, vai saber se virar com aquele idiota. Se não souber qualquer coisa é só dizer. Você é muito especial, Annabeth. Tudo que estiver ao meu alcance, eu farei por você! -Annabeth sorriu e pegou na mão de sua avó.
– Eu sei. Mas não se preocupe comigo. Papai apesar de não ter me ensinado, me ensinou o básico. — Annabeth deu uma risadinha.
– Ele te ensinou a ler? — Annabeth na mesma hora negou.
– Não, ele me ensinou defesas pessoais! O que quer dizer que se ele tentar alguma coisa, ele vai se ver comigo. Isso meu pai fez questão de ensinar... — Athena riu e beijou a testa de Annabeth.
– Pode vir aqui, não se esqueça! — Na mesma hora que Athena falou isso, bateram na porta. Athena mandou entrar e Nico juntamente com Thalia entraram pela porta.
– Eu sabia que você estaria aqui! — Thalia disse e Nico se curvou diante de Athena.
– Lady Athena! — Athena sorriu.
– Nico, Thalia... Leve ela em segurança, sim? — Eles assentiram. — Thalia, quero te pedir um favor — Thalia assentiu pra deusa.
– O que deseja Lady Athena?
– Quero que fique com Annabeth e Perseu naquela casa. Você também Nico! Com vocês lá, me sinto um pouco mais tranqüila. Poseidon mesmo sabendo que é errado deixar aquele Perseu ensinar Annabeth, não quer deixar que ninguém mais o faça. Vocês poderiam me ajudar com isso, não é? E com você lá Thalia, seria bem melhor! — Thalia assentiu.
– Tudo bem, Lady Athena. A casa é suficientemente grande pra que fiquemos lá...
– Mesmo se não fosse, daríamos um jeito! — Athena falou interrompendo Thalia. — Agora, podem ir. Sei que vocês estão cansados. Com certeza amanhã será um dia cheio! — Os três assentiram e se despediram. Athena se sentou devagar e suspirou. Annabeth era tão inteligente, tudo que Athena falou foi absorvido tão rapidamente, que ela se assustou. Mas não era pra menos, a garota era sua neta.
– Ela é muito meiga e inteligente, não é? — Athena sorriu ao reconhecer a voz. Mas logo fechou a expressão e se virou séria.
– Sim, ela é linda. E você... Tome conta direito dela, ou eu acabo com você e com o aquele filhote de peixe, entendeu? — Poseidon riu.
– Eu ainda não sei por que fui concordar com essa besteira de deixá-la ficar com você! Ela é minha neta.
– Mas você não a salvou quando teve chance, preferiu se fazer de vitima e não salvar a garota. Agora ela é minha, e não importa o que você diga, ou faça, eu tenho mais direito sobre ela do que você! — Athena fechou a cara, e por mais que ela fosse argumentar, ela sabia que ele tinha razão. Seu maldito orgulho era sempre seu pior defeito.
– Mas mesmo sendo assim, eu ainda tenho direitos sobre ela. Eu queria que ela fosse ensinada por mim, aqui!
– Esqueceu que Zeus não a quer aqui? Ele teme que aconteça a mesma coisa novamente! — Poseidon olhou pra Athena e ela se sentou novamente.
– Meu pai é um tolo! Se aconteceu aquilo é porque tinha que acontecer. Mas Annabeth é diferente, eu sinto isso. Ela é tão mais cheia de si. — Athena suspirou. — Eu não queria que se perdesse no meio das suas crias mal-feitas. Tenho vontade de matar os dois agora e livrar Annabeth desse fardo, ela poderia ser brilhante no futuro! — Poseidon revirou os olhos.
– Sempre gananciosa, não é? — Athena deu de ombros. — E será que dá pra parar de xingar meus filhos e a mim?
– Eu não teria se ela fosse menos. E sobre os xingamentos, não! Não dá! — Athena riu e Poseidon passou os braços sobre seu ombro. Athena olhou de cara feia pra ele.
– Me solte, agora! Ou eu acabo com você! — Poseidon semicerrou os olhos.
– Você não teria coragem! — Ele sabia que era errado fazer aquilo, ela era a deusa errada com que mexer, mas ele não pode evitar. Athena surtia algo nele que sempre o fazia querer competir com ela, batalhar com ela. Athena deu um sorriso malvado.
– Cale sua boca, antes que se arrependa. Ou vou pegar o meio de fabricação de seus filhos e deixarei exposto pra quem quiser ver ele, assim que eu acabar com você. E nem ser uma deusa casta me fará não fazer isso! Entendeu? — Ele engoliu em seco e tirou o braço do ombro dela.
– Muito bem, titio. Assim que eu gosto! — Athena riu por causa da cara de Poseidon, mas logo parou.
– Você tem certeza... Quer dizer... Sobre Percy? Eu nunca confiei nele, principalmente depois que ele quis dar em cima de algumas das minhas filhas! Ele é um idiota e prematuro, impulsivo, resumindo um tolo... Eu não confio nele. — Poseidon coçou o cabelo.
– Eu também não... — Poseidon confessou.
– Então porque diabos, você fez isso! — Athena disse exasperada.
– Bom... Fui meio que... — Athena se levantou.
– Meio quê? — Poseidon fechou os olhos e suspirou. — Não me diga... — Athena fechou os olhos e mexeu com as mãos, impaciente.
– Sim. Afrodite fez isso! — Athena quase caiu. – Mas não é totalmente culpa dela. Eu queria fazer Percy se ajeitar, então puni desse jeito. Um mês sem festas e o resto. Isso vai ajudar Percy.
– Porque deixou? Quando eu quero ensinar minha neta, não posso. Mas é só aquela doida e pervertida da Afrodite querer mexer com tudo e ela consegue. Por isso que às vezes eu odeio ser racional demais! — Poseidon se mexeu desconfortável. — O que ela fez?
– Ela disse que já estava na hora de dar uma lição em Percy, e que ele iria aprender agora. Além disso, ela meio que me persuadiu também, não vou entrar em detalhes. — Athena levantou uma sobrancelha pra Poseidon. — E ela disse... Ela disse que iria o fazer aprender da pior maneira. “A vingança será horrível, eu vou o fazer pagar por cada lágrima derramada das minhas meninas!” Palavras exatas de Afrodite! — Poseidon disse e Athena revirou os olhos.
– Ela pode até dar uma lição no traste do seu filho, mas tinha que usar minha neta? — Athena olhou pra porta e foi em direção dela.
– Aonde vai?
– Falar com aquela desmiolada! Já que não se pode ir contra eles, junte-se a eles. Já ouviu esse ditado seu lerdo? E mesmo que não tenha ouvido, é isso que vou fazer! — Poseidon riu quando Athena saiu da biblioteca num rompante.
...
Thalia deixou Annabeth no quarto dela e sorriu pra loira quando ela entrou no quarto. Annabeth chamou Thalia para dentro e em seguida puxou ela pra cama e as duas caíram, rindo.
– Como foi seu dia hoje? — Thalia perguntou.
– Foi legal. Eu descobri tantas coisas...
– Sobre Athena... Você soube? — Thalia disse com medo de que Athena não tivesse tocado no assunto.
– Sim, ela me falou. E a perdoei, até porque o que eu ganharia odiando ela? Nem mesmo minha mãe o fez. E eu vou ganhar tanto sendo boa com minha vó. — Thalia riu.
– Vó? Ela lhe deixou chamar assim?
– Precisa? — Thalia negou.
– Só que eu acho que nunca vi Lady Athena tendo uma neta, e vendo isso de primeira mão é estranho. — Annabeth pensou por um segundo, se virou pra Thalia e disse:
– Me fala mais sobre você, sobre essa coisa de ser semideus... Seu pai, você fala com ele?
– Só falo com meu pai em ocasiões como essa de hoje. Nada mais. Eu não faço muita questão também. Ele é ranzinza e chato...
– Mas é seu pai! — Thalia assentiu mesmo a contragosto.
– Mas acho que o termo correto seria progenitor, não pai. Pai cuida, progenitor coloca no mundo. — Annabeth pegou na mão de Thalia. Thalia começou a falar um pouco da vida dela, falou do seu irmão Jason e de sua infância.
– Então, é assim para todos? Não podem ficar com os filhos? Cuidar deles? Tudo isso por causa do seu pai?
– Tecnicamente. Mas meu progenitor achou que fosse a melhor solução. — Annabeth ficou em silêncio por um segundo.
– E com Nico? Também foi assim? Percy? — Thalia assentiu. Annabeth fez careta.
– Athena me deu mil e uma recomendações pra lidar com Percy... — Thalia riu.
– Não se preocupe, eu vou te ajudar. Eu e Nico._Annabeth sorriu.
– Obrigada. Acho que meus dias vão ser agitados.
– Com certeza! — Thalia disse se levantando. — Amanhã tem aula cedo. Percy vai te ensinar o básico. Eu, ele e Nico combinamos de revezar em te ensinar a lutar. Percy ensina esgrima, eu arco e flecha, Nico vai ficar com adagas. Ah, e se quiser podemos visitar o acampamento meio-sangue, tenho certeza que você vai gostar de conhecer seus irmãos, e eles vão adorar te ensinar sobre arquitetura. Eu vi que você gosta! — Thalia piscou pra Annie, e Annabeth assentiu agradecida.
– Até amanhã. Durma bem.
...
– Percy, você está sendo imaturo! — Nico replicou quando soube o que o colega iria fazer. — Annabeth é tão ingênua, tão...
– Outro apaixonadinho por ela? — Nico bufou.
– Seu idiota. É claro que não. Ela é minha amiga, entendeu? Se você não dizer agora que não vai fazer isso, eu vou contar a Thalia, Lady Athena e Poseidon... Quer morrer? — Percy revirou os olhos.
– Não quero fazer isso Nico, e nem vou. Mas preciso de algum modo fazer raiva ao meu irmão. Não quero deixar ele se achar o maioral! Annabeth é um doce, e muito bonita, e é o único jeito... Não tenho escolha.
– Se quer acabar com seu irmão o chame pra arena e briguem até morrerem. — Percy rolou os olhos.
– É mais fácil o atingi-ló com pontos diferentes.
– E por isso está querendo usar Annabeth!
– Não se preocupe Nico. Annabeth não vai sair ferida... Eu só quero atingi-ló. Não farei nada demais, ciúmes no máximo. Annabeth nem vai perceber!
– É bom mesmo pra você! Eu vou ficar de olho! — Nico revirou os olhos. — Vamos, vou dormir no seu quarto. E já está tarde, amanhã você tem que dar sua primeira aula! — Percy riu e puxou Nico mexendo em seu cabelo em seguida.
– Vou até colocar um óculos... Assim fico mais sexy, e até fico parecendo intelectual! — Os dois riram.
– Quer colocar uma calça xadrez, um suspensório, e um Oxford? Vai parecer um Nerd!
– Pode combinar comigo! — Percy sorriu ajeitando um óculos imaginário.
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