Inocente
9 Capítulo IX
Notas iniciais
Antes de mais nada,eu peço um mundo inteiro de desculpas por ter abandonado essa fanfic,que eu gostava muito e sabia que vocês também gostavam.Não tenho nenhuma justificativa para isso,eu apenas relaxei e me acomodei,e acabei deixando de lado...não teve nenhum motivo forte pra isso,e a culpa é inteiramente minha.E,por isso,peço humildes desculpas.
Agradeçam à DorobouNeko,que me mandou uma MP...se eu não tivesse recebido ela,provavelmente teria continuado na letargia e deixando essa fic morrer,mesmo gostando tanto dela.Metade desse capítulo já estava escrito há meses,mas a outra metade (a parte hentai) estava difícil,embora eu normalmente não tenha problemas para escrever partes desse tipo,como deu pra ver no capítulo anterior.
Bom,eu pensei um bocado sobre essa fic,e a notícia pode desagradar a vocês...mas essa fic vai se encerrar no próximo capítulo.Será esse,e o próximo que eu postar será o último.A ideia que eu tinha,de fazer um "desvio" do caminho da fic da Meilyn,não acontecerá.A razão para isso é que tenho medo de,novamente,perder o ânimo e abandonar a fic,decepcionando vocês...o certo é terminar enquanto estamos por cima,aprendi isso a duras penas...e sei que posso dar um fim bom para a fic agora.Peço desculpas por isso...mas será melhor assim.
Porém,pretendo caprichar nesse capítulo e no próximo!Sei que não tenho o direito de pedir reviews,mas eu sempre adorei ler as opiniões de vocês...então,por favor,se for possível,gostaria de ver o que vocês acham.Estou querendo carregar as emoções...
Bom,aqui vamos nós!
Os dias que se passaram foram todos de completo lazer.O tempo colaborou,e todos passavam os dias se divertindo na praia,sem pensar em mais nada que não fosse o próximo dia,todas as preocupações distantes.
Até que,finalmente,chegou a noite de Ano-Novo.Para alegria de Shanks,Makino tirou as bebidas do esconderijo,e o jantar daquele dia foi fenomenal,com várias iguarias deliciosas,e muita carne assada.Todos se sentiam felizes em estar ali,comemorando,enquanto risos enchiam aquela casa,normalmente tão solitária,de alegria.
Próximo da meia-noite,na mesa de jantar,todos estavam comendo felizes,rindo e conversando entre si.Nami,sentada entre Nojiko e Luffy,ocasionalmente lançava olhares furtivos para Ace,que estava do outro lado da mesa,entre Sabo e Garp.Não haviam conseguido uma fuga rápida naquele dia,por causa das preparações para a janta daquela noite,que seria especial...mas a sede era muita,e os olhares furtivos pareciam esperar com ansiedade a próxima vez que se encontrariam,para se curtir novamente.
Então,inesperadamente,Ace se levantou da mesa e pediu a palavra por um momento:
— Bom,gente... — começou ele – Eu sei que eu não sou a pessoa mais fácil de se lidar do mundo...e,convenhamos,nem pretendo mudar meu jeito de ser.Sei que dou muitas dores de cabeça pra vocês...esse é meu jeito de viver,e pode até ser um pouco egoísta de minha parte dizer que,não importando as consequências,não posso mudar quem eu sou.Porém...mesmo que eu seja realmente tão egoísta,eu agradeço todos os dias por cada momento como esse,que estamos todos juntos como a família que somos.Eu não mereço vocês,que aguentam minhas mancadas e continuam me amando não importando o que aconteça...mas sou muito agradecido por ter vocês como minha família,e amo todos vocês,e a cada um em particular.Não importa o que aconteça,estarei sempre com vocês.
Ace disse tudo isso com um sorriso no rosto,um bocado diferente de seu sorriso malandro habitual...parecia ser uma ocasião de extrema ternura,o que se refletia em suas palavras doces sobre cada um de seus amados familiares.Todos ali se sentiram tocados pelas palavras de Ace,e também sorriram.Apenas Garp estava com uma expressão estranha: mordia com força o lábio inferior,o rosto se contorcendo como se estivesse fazendo algum esforço.
— O que foi,vovô? — perguntou Luffy – Precisa ir fazer cocô?
Então,Garp se levantou da mesa e berrou alto,enquanto chorava cataratas.Correu até Ace e,após dar-lhe um tremendo cascudo com toda a sua força,puxou-o pra um abraço que fez seus olhos quase saltarem de órbita.
— ACE,SEU MALDITOOO!!! — gritava ele,enquanto chorava solto,como uma criança – VOCÊ ME FEZ CHORAAAAAAAR!!!!
Todos riram ao ver aquela cena,mas todos se sentiam,naquela noite especial,mais compassivos e compreensivos uns com os outros.Realmente,eram uma família...e nada poderia tirar isso deles,como Ace dissera.
Porém,havia alguém que se sentira um bocado incomodada com as palavras de Ace...
Nami não se esquecia do que testemunhara,naquele dia fatídico em que ambos quase se afogaram.Ace aparentava estar bem e sem se importar com nada por fora,mas por dentro carregava uma grande ferida: se sentia ressentido pelos pais,se entristecia pelo pouco caso que faziam dele.E se aquele discurso fosse algo grave?Aos ouvidos de Nami,parecia ser uma espécie de despedida...será que ele...?Não!Ace amava demais a vida para fazer algo idiota desse tipo.
Certo?
Nami olhou para Ace,e viu que ele parecia tranquilo...até mais tranquilo do que o normal.Não estava se atirando em cima da carne,como Luffy,que estava com a cara toda suja e lambuzada,enquanto comia,comia,comia sem parar.Notou que Sabo também estava um bocado diferente,aparentemente um pouco reservado demais...
“Tem alguma coisa errada...e o Ace vai me contar o que é.” pensou Nami,decidida
Após a ceia,todos continuaram ali por perto.Shanks se empolgara um bocado com o saquê e o rum que tanto guardara para essa ocasião,e agora estava com o rosto vermelho,sem nem poder andar direito,com a cabeça deitada no colo de Makino,que lhe acariciava os cabelos enquanto ele falava alto,aparentemente mais feliz do que nunca:
— Ah,Makino,como diabos eu sobrevivi todo esse tempo sem você?Navegando por aí,vendo tanta coisa diferente,o que eu tava pensando quando saí de nossa querida cidadezinha,pra subir naquele barco e fazer entregas por aí,sem eira nem beira?Eu devo ser maluco,não acha? “Não há melhor lugar que o nosso la...la...HICK!” — Shanks soluçava feliz,rindo sozinho bobamente,enquanto Makino também sorria,aparentemente satisfeita com o ambiente descontraído em que se encontravam
Porém,se por um lado Shanks já havia se rendido,o mesmo não acontecia com Bellemere e Garp,que já haviam esvaziado várias garrafas de saquê e rum,e se miravam furiosamente,procurando manchas vermelhas em seu rosto,para ver quem ficava sóbrio por mais tempo.Um não queria dar sinais de fraqueza para o outro,e continuavam nessa estranha competição com tenacidade feroz.
Surpreendentemente,no último dia encontraram naquela casa algo atraente: um jogo velho de War,com algumas cartas faltando,mas ainda em condições de ser jogado perfeitamente.
Nami,Luffy,Ace,Sabo e Nojiko se juntaram pra jogar,e o jogo estava transcorrendo tranquilamente,cada jogada sendo comemorada com gritos e xingamentos,em perfeita harmonia...mas era visível que nem todos estavam se concentrando no jogo.
Nami fazia suas jogadas de qualquer jeito,sem estratégia nenhuma,porque estava ocupada analisando Ace.Ele também parecia um bocado distante,como se tivesse o pensamento em outro canto qualquer que não o jogo...
- Rá!Perdeu,Ace! — exclamou Luffy,após vencer a jogada de dados e conquistar o último território que era de Ace
- Pois é,né? — disse Ace,aparentemente sem ligar a mínima pra isso – Eu perdi.
- Bem-feito pra você!Agora a Rússia é minha! — o garoto parecia bem contente,substituindo a peça preta de Ace por uma azul sua
- Pois é...faça bom proveito. — disse Ace,se levantando
- Vai aonde? — perguntou Nojiko
- Até a praia...me veio uma ideia pra uma música...vou ir lá pra me distrair um pouco e conseguir escrever.
Ace pegou o violão e saiu,antes dando um sorriso quase imperceptível para Nami.A garota,também,estava sem conseguir se concentrar,mesmo com o ritmo do jogo aumentando a cada momento.
Então,olhando distraidamente,encarou Nojiko,enquanto Sabo e Luffy disputavam a Venezuela.Nojiko disse silenciosamente,apenas movendo os lábios para que Nami pudesse lê-los,enquanto apontava com a cabeça para a porta.
“Vai lá.”
Nami corou,mas Nojiko sorria,parecendo incentivá-la.Suando frio,a mente funcionando a mil quilômetros por ora,enfim Nami se decidiu.
Levantou-se e jogou a carta com seu objetivo,chamando a atenção de Sabo e Luffy.
- Uééé?Não vai mais jogar,Nami? — perguntou Luffy
- Não...enjoei.Eu vou...acho que vou desenhar um pouco. — disse Nami
- Vai desenhar lá fora,é? — perguntou Sabo,maliciosamente,fazendo Nami corar e Nojiko lhe dar uma cotovelada nas costelas
- Na verdade,vou...desenhar as ondas. — disse Nami,andando rapidamente pra fora,aparentemente esquecida de pegar seu material de desenho
Sabo riu.
- Não ria da minha irmã. — disse Nojiko,séria
- Tá,tá,desculpa...mas doeu,precisava ter batido tão forte? — disse Sabo,massageando as costelas
- Ei,peraí!A Nami esqueceu o material de desenho!Vou lá entregar pra ela! — disse Luffy,se levantando
- Você fica aqui! — disseram Nojiko e Sabo ao mesmo tempo,puxando Luffy e fazendo-o se sentar
- Ué!Mas como ela vai desenhar sem o material de desenho?E o que ela vai fazer lá fora,se não vai desenhar? — perguntou Luffy
Nojiko e Sabo suspiraram.
- Luffy,vê se cresce.Agora cala a boca e me passa os dados,que vou te atacar na China,dois contra um. — disse Sabo
Nami não sabia bem o que estava fazendo...mas tinha que ir lá pra fora.Ace fora embora,que sentido fazia ela continuar lá dentro jogando War,se não estava nem remotamente interessada no jogo?Sabia que era arriscado,sua mãe poderia desconfiar de alguma coisa...
Mas se ela descobri,pensou Nami,também dane-se!Ela gostava de Ace,e Ace gostava dela.Qual era o problema?Ela não gostava de Ace,não confiava nele,a ponto de deixar que ele levasse Nojiko pra sair junto com ele e Sabo?Não havia nada de mais,e ponto!Ela não era mais uma criancinha.Sabia o que queria,e não iria permitir que nada ficasse no caminho.
Então,chegou ao ponto em que Ace estava...havia estendido um pano por cima da areia,e estava sentado em cima dela e de frente ao mar,o violão nos braços e o caderno à frente,a capa do violão jogada ali perto.
Nami respirou fundo.Então,se aproximou de Ace.
Ele,ao vê-la chegando,sorriu e disse:
- Ué,desistiu de jogar?
- Tava chato demais. — respondeu Nami
- Um pouco. — disse Ace – O Luffy estava um capeta,com uma sorte desgraçada.
Então,voltou a olhar as anotações no caderno e soltou mais um ou dois acordes no violão,tentando decidir qual ficaria melhor na música.
Nami estava ali,parada,de pé,e meio sem saber como reagir.O que fazer agora,mesmo?
- Como está a música? — perguntou ela,depois de um momento
“Isso,idiota!” se xingou mentalmente “Pergunta da música,fala mais da música,deixa a porcaria da música tomar toda a atenção dele!Burra!”
- Está ficando ótima. — disse Ace,ainda de olho no caderno – Está difícil pensar nesse trecho,mas a estrutura básica está praticamente completa.Ouso dizer que é a melhor que já fiz até hoje.
- Posso ouvir? — perguntou Nami
- Não.Só quando eu terminar.
Então,voltou a atenção para o caderno.Nami estava ali,parada,sem saber como reagir.Como assim,ele não iria dar atenção a ela?
Se sentou ao lado dele,por cima do pano,mas ele não deu sinal sequer de ter percebido.Estava,aparentemente,um bocado concentrado,de modo que talvez nem notasse se Nami saísse de lá.
Nami pigarreou umas duas vezes,para chamar a atenção,mas sem surtir resultados.Tranquilamente,ocasionalmente cantarolando alguns trechinhos,Ace estava concentrado demais na sua composição.Nami distinguiu algumas palavras como “profundo”, “incansável”, “ofegante” e “infinito”.Pelo visto,Ace mudara um pouco a diretriz de suas letras...enquanto as suas letras normalmente eram mais românticas,essa parecia ser mais “carnal”.
Mas naquela hora,aproveitar o contato carnal que surgia estava em último lugar,não?
- Vai demorar muito pra você terminar de escrever essa música? — perguntou Nami,um pouco emburrada
- Provavelmente. — disse Ace – Embora boa parte esteja pronta,vou precisar de dias para refiná-la até ficar do jeito que quero.
- Se vai demorar dias,então por que está fazendo isso hoje?
- Ué,o jogo estava chato,e eu perdi...o que mais eu podia fazer?
Nami ficou vermelha,mas dessa vez não foi de vergonha,e sim de raiva.Se tivesse acontecido há algum tempo atrás,provavelmente ela teria se levantado e saído batendo o pé,espalhando areia.Mas não conseguia se obrigar a isso.Ace estava deliberadamente a ignorando?Ah,pois ele ia ver se isso iria continuar.
Nami se colocou à frente de Ace e tirou o caderno de lá,jogando-o no canto.Então,Ace a olhou,sorrindo de seu jeito quase cínico.
- O que vai fazer,Nami?
Nami corou mais violentamente agora,mas dessa vez de constrangimento.Haviam desenvolvido certa intimidade nas horas que roubaram juntos.Mas essa era uma situação diferente,em que,novamente,se sentia uma garotinha inexperiente.E essa era uma sensação familiar,sempre se sentia assim quando começava a se sentir à altura de Ace e ele tomava uma atitude que a surpreendia e a deixava sem saber como reagir.
Então,Ace segurou as mãos de Nami.
— Ou melhor...o que quer que eu faça com você?
Nami mal conseguia olhar Ace nos olhos agora.Até alguns momentos atrás,ele nem estava prestando atenção nela,e agora estava agindo assim?Nem sabia o que responder.
Ace colocou o violão de lado,e puxou Nami para um abraço.
- Eu gosto muito de você,Nami...queria nunca poder te soltar. — disse ele
- Então não solte... — Nami disse,com um fio de voz,enquanto abraçava Ace
Nami não conseguiu ver,mas o sorriso de Ace foi um pouco melancólico,antes dele fitá-la no olhos e acariciar seu rosto.
- O que foi? — Nami perguntou – Eu sou só sua,Ace.
Por dentro,Ace riu triste da ingenuidade da garota.Ele era a primeira paixão dela,era natural que ela pensasse que eram almas gêmeas,e que nunca iriam se separar.E ele queria,de todo o coração,que isso fosse verdade.Mas sabia que não era tão simples assim: sabia que,no fim,iria decepcioná-la.Desde o começo,entrara nessa história justamente para ensiná-la os caminhos da paixão,prepará-la para o que viesse no futuro.Fazê-la sofrer o menos possível.
Porém,logo afastou esses pensamentos melancólicos.Esse era o momento deles.Um momento que ficaria para sempre na mente de Nami,e que devia ser o mais feliz possível.Portanto,abriu seu sorriso caloroso para Nami.
- Eu sei. — disse Ace – Essa noite,somos só um do outro.E nada vai ficar entre a gente.
Então,Ace puxou Nami pela cintura,apertando seus corpos com força e a beijando.Nami,que estava apenas esperando por isso,se soltou completamente,abraçando Ace e beijando-o com lascívia e desejo.
O clima estava quente,e o momento,propício,de modo que ambos se entregaram completamente a esse momento,se curtindo e aproveitando a sensação de atrito entre os dois corpos como nunca antes.As mãos percorriam os corpos em ânsia,e as línguas que se tocavam,procurando uma à outra em uma dança frenética de desejo e lascívia.
Devagar,Ace foi deitando de costas por cima do pano,o peso de Nami por cima dele enquanto se beijavam sem parar,ansiosos e cheios de vontade,os corpos se atritando em pura loucura de sensações misturadas.
Em um movimento,Ace trocou as posições,deitando Nami por cima da toalha gentilmente,antes de descer os beijos para seu pescoço,ocasionalmente dando uma leve mordida.Nami gemeu,e se arrepiou por todo o corpo,enquanto esgueirava a mão por baixo da camisa de Ace,arranhando suas costas com força.Ace desceu a mão para a coxa de Nami,diretamente na pele,por baixo do short curto que usava,enquanto retomava seus lábios.
O calor era cada vez maior,Nami começava a se sentir nervosa...o desejo era claro e profundo em ambos,mas a tensão também era...estavam distantes de todos,aquele momento era apenas deles,mas...era um momento crucial.
Ace sentiu Nami tremendo a olhou diretamente nos olhos enquanto acariciava seu rosto.
- Você está bem?
- Estou...estou com medo. — ela disse
- Não tenha medo.Eu estou com você.
O modo como Ace falou era de um cuidado e carinho superiores a qualquer outro momento que ela já tenha ouvido ele falar.E,sobretudo,transmitia uma sensação de segurança imensa,de modo que,mesmo suando frio de puro nervosismo,Nami puxou o rosto de Ace e o beijou.Entendendo isso como um tímido sinal para que fosse em frente,Ace foi,pouco a pouco,acariciando sua coxa,puxando seu short,enquanto a beijava carinhosamente.Nami sentiu quando a mão dele puxou o zíper de seu short e o abaixou,mas,embora ainda houvesse o nervosismo,ela não tinha medo.Estava com Ace.
Sentindo-se acariciar em sua parte sensível,o calor no corpo apenas aumentou,arrepios percorrendo cada centímetro de seu ser,enquanto a respiração ficava mais difícil.Não conseguiu suprimir um gemido de prazer,enquanto Ace acariciava em volta de seu sexo,e beijava seu pescoço.Estimulado por isso,e igualmente excitado com os gemidos de Nami,Ace alcançou a capa de seu violão com a mão livro,e no bolso exterior dela,pegou algo que costumava guardar por ali: um preservativo.
- Ace...Ace... — Nami chamava por seu nome,os olhos fechados com força,o rosto vermelho com a expressão de prazer estampada
Ace,em poucos segundos,abaixou sua calça e pôs o preservativo,antes de penetrar Nami devagar,atento às reações da menina.Nami mal sentiu a princípio,pela delicadeza de Ace,mas logo começou...suspirou profundamente,deixando escapar um longo gemido,enquanto abraçava Ace com força.
- Eu estou com você,Nami. — ele disse ao ouvido dela
Então,começou,devagar,a ir mais profundamente,atento aos sinais de que pudesse estar machucando Nami.Seu impulso era o de puxar Nami e possuí-la com sofreguidão,também estava se excitando com os gemidos da menina,com seu cheiro inebriante e cítrico...mas não podia se descontrolar agora.Era um momento dela.
Nami sentia uma dor fina e agulhada com a posse,conforme Ace ia avançando...afinal,era impossível que não sentisse nada,não importando o cuidado que Ace tivesse...era sua primeira vez.Porém,Nami sabia como Ace estava esperando por aquele momento...momento que,se dependesse dele,provavelmente já teria acontecido naquele dia em que ela quase e afogara...não queria desapontá-lo,gostava muito dele...e ela era apenas dele,como disse.Não podia se esquivar por medo da dor e perder esse momento.
Enquanto o ritmo ia,pouco a pouco,aumentando,Nami começou a impulsionar o corpo acompanhando Ace,como que fazendo-o ir mas profundamente.Arranhou suas costas e desceu a mão até suas nádegas,puxando-o mais profundamente,enquanto sentia as sensações passando por seu corpo,em um misto estranho de dor e nervosismo que ia,aos poucos,se transformando em prazer.Até que,pouco a pouco,o ritmo que se iniciara devagar e cuidadoso foi ficando mais rápido,quase frenético,enquanto a respiração dos dois ficava mais ofegante,em um ritmo de sofreguidão e vontade,os corpos se entrechocando e colidindo enquanto transpiravam prazer.
- Nami... — Ace disse,a voz ofegante
- Ace...é tão bom... — Nami respondeu,rouca enquanto deslizava as mãos pelas costas de Ace
Nesse ritmo frenético,o êxtase estava próximo enquanto se beijavam,as línguas se unindo em uma dança misteriosa e encaminhando-os ao paraíso dos amantes.Nami chegou a seu máximo e tensionou todo o seu corpo,sem noção de onde estava ou do que estava fazendo,apenas a impressão de Ace em toda a sua alma,enquanto gemia alto e sentia a respiração quente de Ace em seu ouvido,abraçando-o com força enquanto ele também chegava a seu máximo êxtase .
Então,após passada a tensão de seus corpos,Ace caiu sobre o pano ao lado de Nami,que se aconchegou a seu peito,enquanto ele acariciava seus cabelos.Era um momento de paz tão grande e delicado que uma simples palavra podia terminá-lo.
Porém,os momentos são assim...não importa o quão maravilhosos sejam,são efêmeros e passam rápido,tal qual um piscar de olhos.
- Ace? — ela perguntou,após um tempo
- Hm? — perguntou Ace
- Você está pretendendo algo?
Ele riu.
- Como assim?
- Você sabe...sobre o que você falou agora há pouco,na ceia.
- Foi apenas a verdade.
- Eu sei,eu não duvido disso...mas você está planejando algo,não é?Soou como uma despedida.
Ace demorou alguns instantes para responder.Como se estivesse em um grande conflito interno.Porém,após um debate silencioso consigo mesmo,pareceu se decidir:
- Você é esperta demais,Nami...sim.Estou planejando algo.
- O que você vai fazer?
- Tsk...eu nem deveria estar te falando isso...eu vou embora,Nami.
Ela se sobressaltou,o corpo inteiro ficando tenso e um calafrio imenso pelo corpo.Se endireitou e mirou Ace nos olhos.
- ...o quê? — ela disse,chocada,após alguns momentos
- Eu tenho pensado muito nisso...eu me sinto bem quando estou com todos vocês.Mas...sabe quando você não sabe direito se pertence a este lugar?Como se tivesse que procurar uma resposta sozinho?Não sei bem como explicar...o Sabo sente o mesmo,nós dois vamos juntos...
- Mas...mas...Ace,é loucura!Como assim,simplesmente ir embora,como você...?
- Nami... — ele suspira profundamente,a expressão parecendo cobrar novamente o dilema que teve apenas momentos atrás — Por favor,escute.
Nami se calou por um instante,olhando Ace pressurosa.Era loucura,ele sabia disso,então por que estava insistindo?
- É por isso que eu não queria te contar. — ele disse — Só eu,o Sabo e o Law deveríamos saber disso.Eu sei que é um erro te contar,e é um erro ainda maior o que vou fazer agora...vai contra tudo que combinamos,contra todo o acordo que selamos,mas é mais forte que eu...eu nunca deveria fazer isso,mas se eu não fizer,vou me arrepender pelo resto da minha vida.
Ele suspirou e a olhou profundamente nos olhos.
- Nami...você quer vir comigo?
Notas finais
Bom...acho que sexta escreverei o último e definitivo capítulo,a não ser que eu acabe indo pra manifestação que vai ter aqui em Curitiba
Falou,galera!
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