Inocência Roubada

26 Chapitre - Une Nouvelle Acquisition


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" O Desejo ardia em seu corpo cada vez que sua língua experiente descia pelo seu pescoço em direção aos mamilos já rígidos.


No interior de suas pernas podia sentir que já estava úmida, completamente pronta para ele e necessitando de seu toque.

– Argh! Gerard! — ela gemeu ao sentir que ele já posicionava-se sobre ela bem entre suas pernas e ela mal podia esperar para que ele a preenchesse completamente com seu corpo, mas ele demorava, torturando-a sem que ela soubesse o motivo.

– Por favor! — se pôs a pedir como nunca pensou que algum dia fosse capaz de fazer, mas o alívio não veio.

O som de uma risada já conhecida a assustou, fazendo com que os olhos azuis se abrissem e de repente Gerard não estava mais lá, não havia ninguém em sua cama e tudo o que Angelique conseguia escutar era o som cada vez mais alto dos risos de Theodor ecoando em seus ovidos".


– NÃO! — acordou gritando e Victorine, sua nova criada adentrou o quarto.


– Minha Senhora! Acalme-se, está tendo outro pesadelo. — disse com sua voz suave e infantil.

Diferente de Lenore, Victorine era uma moça bem jovem com uma inocência quase pueril nos olhos, Angelique a havia trazido para casa por pensar que ela seria uma boa companhia e a moça por sua vez ficara contente por servir a uma Senhora tão bonita, jovem e viúva invez de cair nas garras de algum patrão devasso como acontecia com muitas jovens.

A Condessa Lefrebve levantou-se sentindo alívio ao ver que as risadas do Conde haviam desaparecido, mas elas ainda eram aterrorizantes no fundo de sua mente. Sentou-se na cama e deixou que Victorine lhe secasse o suor das faces.

A meses tinha aquele pesadelo, era sempre igual desde que Gerard havia falecido.

Lord Point Du Lake havia lhe mostrado o caminho para o prazer e agora que ele não estava mais ali presente, Angelique ansiava por seu toque, o toque de um homem.

Em seus sonhos sempre estava muito perto de se satisfazer finalmente quando de repente ele desaparecia e tudo o que restava era o deboche de Lefrebve.

– Condessa, precisa fazer alguma coisa a respeito, não há nada que eu possa fazer para que tenha um sono tranquilo? — perguntou Victorine com frustração, tentara preparar diversos chás que prometiam uma noite de sono tranquila para ajudar sua Senhora, mas nada parecia funcionar.

O que ela não imaginava era que a necessidade da Condessa era muito além do que qualquer chá poderia suprir e de repente uma idéia passou pela mente de Angelique.

Talvez se conseguisse satisfazer seu desejo contido o sonho não começasse e o fantasma de Theodor não teria como perturbá-la mais.

O problema era que sair com um homem da Côrte sem estar casada poderia dar origem a falatórios que atrairiam as atenções de sua família para si. Já não bastava o escândalo que quase havia acontecido com Josephine.

Sua mãe lhe aconselhara a casar-se novamente, pois era jovem demais para passar o resto de seus dias solitária naquele Castelo, mas a idéia do casamento ainda assustava a Condessa, não queria nunca mais ficar totalmente a mercê de alguém novamente como havia acontecido com Theodor.

Não, de maneira nenhuma.

Precisava de um homem para suprir o desejo que Gerard havia lhe deixado, mas alguém que fosse inofensivo, um homem que Angelique pudesse controlar como seu brinquedo pessoal.

As únicas pessoas que podia controlar totalmente eram os escravos que comprava no Mercado, então de repente uma idéia lhe ocorreu.

Era o único meio de conseguir seu intento de maneira segura na privacidade do interior de seu Castelo.

– Na verdade há uma coisa que pode me aliviar, Victorine. Traga minhas roupas para passeio e apronte-se. Hoje iremos ao Mercado de escravos. — anunciou e os enormes olhos de Victorine se arregalaram com surpresa, mas não questionou as ordens da Condessa.

– Sim, minha Senhora. — obedeceu e tratou de abrir o imenso armário retirando um dos melhores vestidos de passeio que Angelique possuía.

Era todo negro, ideal para uma viúva, porém havia um pouco de decote já que fazia calor naquele dia.

Após aprontar sua Senhora, Victorine acompanhou-a até a carruagem para ir até o lugar que lhe causava arrepios.

Assim que desceu, Angelique reconheceu o mesmo Mercador de escravos da primeira vez que visitara aquele local na companhia de Theodor, o homem parecia ainda mais velho quando se aproximou reconhecendo-a.

– Condessa Lefrebve! Que surpresa agradável, meus pêsames pelo Conde. — disse retirando o chapéu da cabeça respeitosamente mantendo a cabeça baixa.

Sequer desconfiava que Angelique não sentira nenhum pesar com a morte do marido sendo ela mesma a assassina que orquestrara tudo.

– Obrigado. — agradeceu educadamente.

– A que devo a honra de sua visita? Deseja outra ama como aquela? Tem uma leva de mulheres muito prendadas e excelentes para a limpeza. — ofereceu o Mercador.

– Não, não estou aqui em busca de uma nova ama. Estou a procura de um homem, que seja jovem forte e de preferência de boa aparência.- explicou.

– Ah, entendo. Bem, temos uma peça muito rara aqui. Acompanhe-me, Condessa Lefrebve. — disse o Mercador enquanto caminhava para o interior de uma imensa tenda.

Os olhos azuis de Angelique logo encontraram a figura de um homem que era exatamente o que estava procurando.

Ele estava sem camisa dentro de uma jaula, vestido apenas com uma calça surrada, mas o que chamava a atenção eram os músculos bem trabalhados de seu corpo e sua pele dourada devido a exposição dos raios solares combinando com seu cabelo que era de um castanho bem claro quase loiro com alguns fios dourados rebeldes circundando-lhe a cabeça.

Assim que viu a bela mulher de rosto angelical entrando, ele a fitou com seus olhos que tinha uma bonita cor caramelo com algumas partes mais esverdeadas.

– Faça-o mostrar os dentes. — disse o Mercador para um criado que estava ao lado da cela.

O homem agarrou o rosto do escravo com força fazendo com que seus dentes ficassem a mostra e eram brancos muito bem cuidados.

– Impressionante. — disse Angelique avaliando sua futura aquisição.

– Não é daqui, Condessa. Veio de outras Terras bem distantes. É um espécime muito raro, pêgo como escravo para saldar uma dívida de sua família. Não é apenas útil para trabalho na terra como também é letrado. — explicou o Mercador.

Mas a partir do primeiro momento em que o vira, Angelique sabia que iria levá-lo.

– Victorine, pague ao Mercador, ficarei com ele. — ordenou sem sequer questionar o preço, ainda que soubesse que lhe custaria muito caro.

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