Inocência Roubada

27 Chapitre - Des yeux qui voient l'âme


Notas iniciais
Queridos,
Antes de começar o próximo capítulo queria dizer pra vocês que aconteceu uma coisa chata com agente. Nossa fic simplesmente foi plagiada no anime spirit, mas graças a um dos leitores conseguimos denunciar.
A pessoa ainda por cima copiou igualzinha, mas transformou o Theodor simplesmente no Justin Bieber (nada contra as fãs do Justin, mas chega a ser cômico porque o Theodor não tem nada haver com o cantor além do fato de que na fic o Conde não é o mocinho e sim o vilão).
Queria dizer que ficamos chateadas com isso, afinal estamos nos esforçando pra fazer uma fic legal pra vocês, então chega uma pessoa e simplesmente sai postando como se fosse dela sem ao menos dar os créditos para as verdadeiras autoras.
Por sorte o site pelo menos se demonstrou ser sério, a fic foi excluída lá e a pessoa banida.
Bom, era isso que eu queria compartilhar com vocês e reforçar com um pedido: Se virem essa fic sendo postada em mais algum lugar sem que a pessoa dê os devidos créditos, ficaríamos felizes se nos avisassem, afinal plágio é uma coisa que desanima o autor, mas felizmente não estamos desanimadas para postar só por causa disso.
Agora podemos ir para o capítulo ^^

A Condessa Lefrebve vestia apenas um roupão de seda vermelho que contrastava com sua pele alva.

Os cabelos se encontravam metade presos com cachos que caíam sobre os ombros.

Cuidadosamente pegou um frasco contendo um delicioso perfume e borrifou-o contra o próprio corpo.

Aquela noite seria especial, pois seu escravo estava prestes a chegar e ainda que ele fosse apenas um objeto para satisfazer seus desejos mais íntimos e obcenos exatamante como um dia ela fora para Theodor, sua vaidade de mulher pedia para que aparecesse deslumbrante para aquele homem de olhos misteriosos.

A porta de seu quarto se abriu e através do espelho ela viu Victorine entrando.

- Com licensa, Condessa. Seu escravo já chegou. — disse a jovem criada.

Angelique sorriu com malícia de forma que seus dentes muito brancos constrastaram com os lábios pintados de vermelho brilhante.

- Ele já está no lugar que ordenei? — perguntou a Condessa Lefrebve enquanto fitava os olhos de Victorine através do espelho.

- Sim, minha Senhora. — confirmou.

- Perfeito, por hoje está dispensada, Victorine. — disse Angelique e a criada fez uma mesura despedindo-se.

A ordem era que todos os criados se recolhessem, uma vez que havia sido cumprida, Angelique saiu de seu quarto segurando uma lamparina e caminhou na direção da Masmorra em passos suaves onde estava sua nova aquisição.

Assim viu a silhueta da bela e misteriosa mulher que seria sua nova dona, ergueu os olhos em admiração.

Por um momento esqueceu-se de que seus pulsos estavam acorrentados a cima da cabeça naquele lugar escuro.

Odiava o fato de ter se tornado um escravo e se revoltara diversas vezes, motivo pelo qual tinha marcas de cicatrizes em suas costas. Ele tinha plena noção de que poderia estar morto se não fosse valioso demais, mas como consequência agora vivia sempre amarrado ou enjaulado privado de sua liberdade.

Sempre pensou que sentiria ódio do Senhor que o comprasse, certamente seria algum nobre para colocá-lo para trabalhar como um burro de carga, mas quando viu a figura daquela jovem mulher de rosto angelical porém olhos que indicavam muito mais do que frieza, teve a certeza de que seu destino seria diferente.

Era como se sua alma conhecesse a dela e no momento em que a viu, estranhamente desejou que fosse ela quem o levasse.

O desejo de seu coração foi atendido quando a ouviu falar em seu idioma que o compraria e rapidamente o Mercador começou a prepará-lo para a viagem até seu Castelo.

Imaginou que quando chegasse o dia em que seria vendido, colocaria toda a sua resistência, mas os próprios homens que o vendiam surpreenderam-se ao vê-lo tão manso aceitando seu destino sem fazer uma objeção sequer enquanto era a acorrentado e colocado na carroça que levava os escravos.

Por um momento chegou a pensar que havia se enganado em relação á Condessa quando os homens que o receberam o levaram imediatamente para a Masmorra do Castelo, mas agora ao ver aquela bela mulher naqueles trajes vermelhos tão íntimos soube que não tinha se enganado.

Angelique se aproximou avaliando o homem, era lindo, muito mais do que se lembrava.

Colocou a vela apoiada em um dos cantos de forma que o ambiente ficara pouco iluminado, o que era uma pena já que gostaria de avaliá-lo bem, mas infelizmente não era possível segurar aquela vela e explorar o corpo tão másculo com suas delicadas mãos.

Primeiro percorreu o peito nu com os dedos e ele sentiu uma onda de excitação em seu corpo só com aquele simples toque de Angelique em seu corpo. Os dedos delicados subiram até tocar seu rosto tão másculo e ela sentiu seu coração palpitar ao olhar naqueles olhos.

- Como se chama? — perguntou com um tom de voz altivo que aprendera a usar desde que se tornara a Senhora daquele Castelo deixando clara a sua posição.

Ele perguntou-se como alguém tão jovem quanto ela teria se tornado dona de tudo aquilo e tão independente em um mundo como aquele em que a maioria das mulheres se submetia aos homens.

Desde que fora capturado sempre se recusava a responder qualquer coisa que lhe perguntassem, como uma espécie de revolta, recusa em colaborar com seus captores mas com Angelique era diferente, tudo nela o fascinava.

- Yerik — respondeu.

Era um nome diferente, assim como o sotaque que saía de seus lábios.o que só contribuiu para aumentar seu mistério e sensualidade.

- Yerik, a partir dessa noite você me pertence, para todos os meus desejos. — falou e em seguida tomou-lhe os lábios com a boca.

Gostou do sabor que havia na boca daquele homem que correspondeu seu beijo com desejo.

As mãos da Condessa desceram pelas laterais do corpo do escravo até chegar em sua calça surrada onde sentiu o volume já crescente só com aquele toque.

Abaixou a calça pensando que nunca mais iria querer vê-lo com uma peça como aquelas, no futuro pretendia cuidar bem de sua nova aquisição. Primeiro acariciou o membro exposto com as pontas das unhas fazendo com que uma onda de arrepios percorresse o corpo de Yerik em um misto de prazer e agonia.

Deleitou-se ao ouvir o gemido que ele deixou escapar só de sentir aquele toque notando que ele estava completamente a sua mercê e isso a agradava.

Massageou-o enquanto pressionava seu próprio corpo contra o dele, desejava possuí-lo pela primeira vez em vez de ser possuída por um homem.

Deixou que o próprio roupão deslizasse por seu corpo notando o prazer nos olhos dele ao vê-la, Yerik pensou que ela tinha uma beleza especial, diferente das outras mulheres que já vira. Delicada porém poderosa.

Era um martírio não poder tocá-la por estar com os braços acorrentados enquanto ela o usava para obter todo o prazer que tanto desejava.

Angelique ergueu a própria saia apoiando-se nos ombros largos de Yerik fazendo com que ele a penetrasse lentamente. Um gemido escapou de seus próprios lábios por ter sentido uma leve pontada de dor. Já fazia algum tempo desde a última vez que estivera nos braços de um homem, mas a dor logo foi dando lugar ao prazer enquanto subia e descia naquele homem.

Ela ditava o ritmo conforme seu desejo arqueando o corpo pra trás de forma que ele podia enxergar bem seu rosto e olhá-la nos olhos enquanto se deleitava de prazer.

Conforme ela aumentava o ritmo, enxergava a Luxúria brilhando naqueles belos olhos azuis, mas além da luxúria havia algo mais que ele pôde captar, era como se houvesse uma sombra por trás daquele brilho, uma tristeza ou medo por trás de todo aquele poder que emanava dela, quase como se sua alma já tivesse sido quebrada antes.

Foi isso que Yerik percebeu no momento em que Angelique chegou ao ápice sobre seu corpo fazendo com que ele próprio o alcançasse logo em seguida.

Quando terminou sentindo o coração bater descompassado, Angelique recolheu o roupão que estava caído sobre o chão gélido e saiu dali com a estranha sensação de que ele havia enxergado sua alma, o que a assustava.

Notas finais
Queremos agradecer a Usagi pela recomendação super fofa que recebemos! O que nos anima a postar apesar de termos tido dissabores como o plágio são leitores fofos assim que nos deixam lindas recomendações e comentários.
Beijos
Dessa & Candace